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Imagem gerada por IA, em estilo de pintura a óleo: entre nuvens e anjos, Cristo ressuscitado coloca uma coroa simples na cabeça de Maria, ajoelhada e de olhos baixos.

Maria pode ser chamada de Rainha do Céu?

Jeremias condena o culto a uma deusa, com incenso, libações e bolos. A Igreja chama Maria de rainha porque ela é a mãe do Rei, como a rainha-mãe do reino de Davi.

12 min de leitura

Imagem gerada por IA: A coroação de Maria, tema tradicional da arte cristã, em estilo de pintura barroca. A cena não está na Bíblia; ilustra a fé de que Cristo associa a sua mãe à sua glória (Lumen Gentium, n. 59)

A resposta curta

Pode, e não é o que Jeremias condena. O profeta denuncia o culto a uma deusa pagã, a quem o povo oferecia incenso, libações e bolos, achando que dela vinha a fartura (Jr 7,18; 44,17-19). A Igreja chama Maria de rainha em outro sentido: como mãe de Jesus, o Rei filho de Davi, à maneira da rainha-mãe do reino de Judá (1Rs 2,19), sem oferecer a ela sacrifício nem adoração.

A objeção

O que se costuma dizer

Chamar Maria de "Rainha do Céu" é exatamente o que a Bíblia condena. Em Jeremias, Deus se ira contra o povo porque as mulheres faziam bolos para a Rainha do Céu (Jr 7,18), e os judeus refugiados no Egito insistiam em queimar incenso para ela (Jr 44,17-19). Os católicos cantam "Salve, Rainha" e "Rainha do Céu, alegrai-vos", coroam imagens de Maria e têm até uma festa de Nossa Senhora Rainha. É a mesma idolatria com outro nome. Só Deus é Rei (1Tm 1,17).

De onde vem a pergunta

Quem era a Rainha do Céu de Jeremias?

Jeremias pregou em Judá entre o fim do século VII e o começo do século VI antes de Cristo, nos anos que levaram à destruição de Jerusalém pelos babilônios, em 587 ou 586 a.C. O capítulo 44 se passa depois disso, entre os judeus que fugiram para o Egito.

A "Rainha do Céu" era uma deusa. Os estudiosos discutem qual: a mais citada é Ishtar, da Mesopotâmia, chamada de "senhora do céu"; outros pensam em Astarte, deusa de Canaã, ou numa mistura de deusas da região. A própria palavra hebraica tem uma grafia estranha, e a antiga tradução grega, em Jeremias 7,18, entendeu "o exército do céu", isto é, os astros. Em todos os casos, trata-se de culto a outro deus.

E era um culto completo: a família inteira se envolvia, queimava incenso, derramava vinho em libação e fazia bolos com a imagem da deusa. O pior vinha junto: o povo atribuía a ela a fartura e a paz, e culpava o abandono desse culto pelas desgraças (Jr 44,17-18). É fácil ver por que um cristão, ao ouvir "Rainha do Céu" numa oração a Maria, sente um alarme.

A pergunta certa

Qual é a pergunta que importa?

A pergunta honesta é: Jeremias condena um título ou um culto? Se condena o culto a uma deusa, a questão passa a ser se os católicos oferecem a Maria um culto de deusa. E há uma segunda pergunta, que costuma ficar de fora: a Bíblia conhece uma rainha legítima ao lado do rei da casa de Davi? Se conhece, que lugar teria a mãe de Jesus, que o anjo chama de herdeiro do trono de Davi?

A Assunção de Maria, que a Igreja liga à sua realeza, é tema da aula Onde a Bíblia fala da Assunção de Maria?. A diferença entre honrar e adorar é tema da aula O que são latria, dulia e hiperdulia?.

O que diz a Bíblia

O que a Bíblia diz da Rainha do Céu e da rainha-mãe?

O culto que Jeremias condena

Os filhos ajuntam a lenha, os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a massa para fazer bolos para a Rainha do Céu, e derramam libações a outros deuses, para me ofender. (Jr 7,18)

Desde que deixamos de queimar incenso à Rainha do Céu e de lhe derramar libações, falta-nos tudo, e morremos pela espada e pela fome. (Jr 44,18)

Três coisas estão juntas: oferendas de culto (incenso, libações, bolos), "outros deuses" e a confiança posta nela em vez de no Senhor. É isso que provoca a ira de Deus.

A rainha-mãe no reino de Davi

No reino de Judá, quem tinha a dignidade oficial de rainha era, em geral, a mãe do rei, e não uma das esposas (os reis tinham muitas). Em hebraico, ela era a gebirah, "a senhora". Jeremias, o mesmo profeta, fala dela:

Dize ao rei e à rainha-mãe: Sentai-vos no chão, porque caiu da vossa cabeça a coroa da vossa glória. (Jr 13,18)

Ela tinha coroa, e foi levada ao exílio com o rei Jeconias (Jr 29,2). Os livros dos Reis registram, para quase todos os reis de Judá, o nome da mãe (por exemplo, 1Rs 14,21; 2Rs 18,2). A cena mais clara é a de Betsabé, mãe de Salomão:

Betsabé foi ter com o rei Salomão para lhe falar a favor de Adonias. O rei levantou-se para recebê-la, inclinou-se diante dela e sentou-se no seu trono; mandou pôr um trono para a mãe do rei, e ela sentou-se à sua direita. (1Rs 2,19)

O rei se levanta, se inclina e a põe à sua direita. E ela vem pedir por outra pessoa. Para ser honesto com o texto: Salomão recusou esse pedido, porque Adonias queria, por meio dele, chegar ao trono (1Rs 2,22-23). A cena mostra a dignidade da rainha-mãe e o seu papel de levar pedidos ao rei; a decisão continua sendo do rei.

E há um detalhe impressionante. O rei Asa tirou de Maaca a dignidade de rainha-mãe, "porque ela tinha feito uma imagem abominável para Aserá" (1Rs 15,13). O texto a chama de mãe de Asa, mas a mesma Maaca aparece antes como mãe do rei Abiam, pai de Asa (1Rs 15,2.8.10): para Asa, ela era avó, e mesmo assim continuava rainha-mãe. Era um cargo, não só um parentesco. A Bíblia condena a rainha-mãe que serve a uma deusa, mas não condena a rainha-mãe.

A mãe do Rei Jesus

O anjo anuncia a Maria que o seu filho será o herdeiro de Davi:

Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. (Lc 1,32-33)

Se Jesus é o rei da casa de Davi, a sua mãe ocupa o lugar que, nessa casa, era o da rainha-mãe. Isabel a recebe como "a mãe do meu Senhor" (Lc 1,43). E o Apocalipse mostra um sinal no céu:

Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas. [...] Ela deu à luz um filho, um menino, que vai pastorear todas as nações com cetro de ferro. (Ap 12,1.5)

É preciso honestidade aqui também. Muitos padres da Igreja leram essa mulher como a Igreja: por volta de 200, Hipólito de Roma diz que ela é a Igreja e que as doze estrelas são os doze apóstolos (Sobre Cristo e o Anticristo 61). Com o tempo, cresceu a leitura que vê nela também Maria, adotada pelos teólogos medievais (Pio XII, Munificentissimus Deus, n. 27). As duas leituras convivem, porque Maria é a figura perfeita da Igreja. E a Igreja continua aplicando o capítulo a Maria: a nota Mater Populi fidelis, de 2025, diz que Maria "no céu ama o «resto da sua descendência»" (n. 41), citando Ap 12,17.

Uma coroa prometida a todos

Por fim, a coroa não é exclusividade de Maria. Paulo espera "a coroa da justiça", que o Senhor dará "não só a mim, mas a todos os que tiverem amado a sua vinda" (2Tm 4,8). E Jesus promete:

Ao vencedor, darei sentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. (Ap 3,21)

Os fiéis "reinarão com ele" (Ap 20,6). A realeza de Maria é o primeiro e mais perfeito caso do que Cristo promete a todos os que são dele.

Os versículos estão em tradução nossa, feita a partir do hebraico e do grego. Para ler cada capítulo inteiro numa tradução católica, veja a Bíblia Ave-Maria: Jeremias 7, Jeremias 44, Jeremias 13, Jeremias 29, 1 Reis 2, 1 Reis 15, Lucas 1, Apocalipse 12, 2 Timóteo 4, Apocalipse 3 e Apocalipse 20.

Imagem gerada por IA, em estilo de pintura a óleo: num palácio antigo, um jovem rei se levanta do trono e se inclina diante da mãe, enquanto um servo coloca um segundo trono à direita dele.
Imagem gerada por IA: O rei Salomão recebe a mãe, Betsabé, e manda pôr um trono para ela à sua direita (1Rs 2,19), em estilo de pintura barroca

O que diziam os primeiros cristãos

O que diziam os padres da Igreja?

Os padres da Igreja chamaram Maria de senhora e de rainha, e, ao mesmo tempo, foram os primeiros a traçar a linha que separa essa honra da adoração.

O título. No século VIII, João Damasceno, monge perto de Jerusalém e doutor da Igreja, resume a razão em uma frase, na sua Exposição da fé ortodoxa:

Ela se tornou verdadeiramente a Senhora de toda a criação, ao se tornar a Mãe do Criador. (Exposição da fé ortodoxa IV,14)

O Concílio Vaticano II cita esse livro na nota sobre a realeza de Maria (Lumen Gentium, n. 59). Na encíclica Ad Caeli Reginam, de 1954, Pio XII reúne testemunhos dos séculos IV ao VIII, de Efrém a João Damasceno, que chamam Maria de mãe do Rei, de senhora e de rainha (n. 10 a 20).

A linha. Por volta de 375, o bispo Epifânio de Salamina conta, no seu livro contra as heresias (o Panarion, seções 78 e 79), que algumas mulheres na Arábia ofereciam pãezinhos em nome de Maria, como sacrifício (ele é a única fonte sobre esse grupo). A semelhança com os bolos de Jeremias salta aos olhos. Epifânio rejeitou a prática com firmeza: Maria deve ser honrada, mas só o Pai, o Filho e o Espírito Santo devem ser adorados; ninguém adore Maria.

Algumas décadas depois, Agostinho explica a mesma coisa sobre os mártires, em A Cidade de Deus:

Quem já ouviu um sacerdote dos fiéis, de pé diante de um altar construído para a honra e o culto de Deus sobre o corpo santo de um mártir, dizer nas orações: Ofereço-te um sacrifício, Pedro, ou Paulo, ou Cipriano? É a Deus que se oferecem os sacrifícios junto aos seus túmulos. (A Cidade de Deus VIII,27)

E, em outro livro da mesma obra, ele resume a regra: ninguém ousaria dizer que o sacrifício é devido a outro senão a Deus (X,4). É exatamente o ponto de Jeremias. O pecado não era chamar alguém de rainha; era oferecer a uma deusa o culto que só Deus pode receber.

As frases de João Damasceno e de Agostinho estão em tradução nossa, feita a partir das versões indicadas nas fontes; a posição de Epifânio está resumida com as nossas palavras.

O que a Igreja ensina

O que a Igreja ensina sobre a realeza de Maria?

A Igreja ensina que Maria é rainha porque é a mãe do Rei e porque está unida a ele na obra da salvação. E deixa claro em que sentido isso se diz:

[…] exaltada por Deus como rainha, para assim se conformar mais plenamente com seu Filho, Senhor dos senhores

Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, n. 59

[…] no sentido pleno, próprio e absoluto, somente Jesus Cristo, Deus e homem, é rei

Pio XII, encíclica Ad Caeli Reginam, n. 37

[…] aquela que, sentada ao lado do Rei dos Séculos, resplandece como Rainha e intercede como Mãe.

Paulo VI, exortação apostólica Marialis Cultus, n. 6

[…] embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo

Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, n. 66

No mesmo número 37, Pio XII diz que Maria participa da dignidade real "de maneira limitada e analógica", como mãe de Cristo e associada à obra dele. A rainha é Maria; o Rei é só um. Por isso Paulo VI recorda uma frase de santo Ildefonso de Toledo, do século VII: "transfere-se para o Rei aquela honra que, em humilde tributo, se presta à Rainha" (Marialis Cultus, n. 25). E o "Rei dos Séculos" do terceiro trecho é a mesma expressão que Paulo usa para Deus em 1 Timóteo 1,17, o versículo que a objeção cita: a rainha está sentada ao lado do Rei, não no lugar dele.

A festa de Nossa Senhora Rainha foi instituída por Pio XII na mesma encíclica de 1954, para o dia 31 de maio (n. 45). Na reforma do calendário de 1969, passou para 22 de agosto, oito dias depois da Assunção (cf. Marialis Cultus, n. 6). Pio XII também pedia aos pregadores que evitassem dois erros: as opiniões "que ultrapassam com exageros os limites da verdade" e a estreiteza excessiva (n. 42). A realeza de Maria é doutrina comum da Igreja, ensinada por papas e pelo Concílio; não é um dogma definido de forma solene, como a Assunção. Os trechos são curtos; o texto inteiro está no link de cada um.

Lado a lado

A Rainha do Céu de Jeremias e Maria, lado a lado

O culto que Jeremias condenaA honra que a Igreja dá a Maria
Quem éUma deusa, posta ao lado do Senhor ou no lugar dele.Uma mulher judia, criatura, "a serva do Senhor" (Lc 1,38).
O que se ofereceIncenso, libações e bolos: atos de culto a outro deus (Jr 7,18).Nenhum sacrifício. Na Missa, o sacrifício é oferecido só a Deus.
De onde viria o bemDela: "tínhamos pão com fartura" (Jr 44,17).De Deus: "o Poderoso fez em mim grandes coisas" (Lc 1,49).
Por que é rainhaPor ser tida como deusa.Por ser a mãe do Rei, filho de Davi (Lc 1,32-33.43).
Para onde apontaPara longe do Senhor: "para me ofender" (Jr 7,18).Para o Filho: "Fazei tudo o que ele vos disser" (Jo 2,5).

O que a história mostra

Desde quando Maria é chamada de rainha?

Na arte. Pio XII observa que, desde o Concílio de Éfeso (431), a arte cristã representa Maria como rainha, sentada num trono e com coroa (Ad Caeli Reginam, n. 31). Mais tarde surgiu o tema da coroação, em que o próprio Cristo coroa a mãe.

Nas antífonas. A Igreja latina tem quatro antífonas antigas a Maria, rezadas no fim do dia, conforme o tempo do ano. Três delas a chamam de rainha: a Salve Regina, a Ave Regina caelorum e a Regina caeli. A Salve Regina ("Salve, Rainha") é do século XI e costuma ser atribuída ao monge Hermano Contracto, de Reichenau, morto em 1054, embora a autoria seja discutida. A Regina caeli ("Rainha do Céu") tem autor desconhecido e é documentada desde o século XII; no século XIII já era cantada pelos franciscanos.

Vale ler a Regina caeli inteira, porque ela responde sozinha à objeção:

Rainha do Céu, alegrai-vos, aleluia. Porque aquele que merecestes trazer no ventre, aleluia, ressuscitou, como disse, aleluia. Rogai a Deus por nós, aleluia.

A "Rainha do Céu" de Jeremias recebia incenso para dar pão. A Rainha do Céu da Igreja é convidada a se alegrar pela ressurreição do Filho, e o único pedido feito a ela é que reze a Deus por nós.

No Rosário. O último dos mistérios gloriosos contempla Maria coroada no Céu, logo depois da Assunção (Ad Caeli Reginam, n. 30).

Em 1954. Pio XII publicou a encíclica Ad Caeli Reginam, em 11 de outubro, e instituiu a festa de Maria Rainha.

Os frutos

Que rainha é essa?

É uma rainha estranha para os padrões do mundo. Ela se apresenta como "a serva do Senhor" (Lc 1,38), canta que Deus "derrubou os poderosos dos seus tronos e exaltou os humildes" (Lc 1,52) e passa a vida apontando para o Filho. A coroa dela não diminui ninguém: mostra até onde Deus quer levar os seus. Cristo promete a todos os fiéis a coroa da vida (Ap 2,10) e um lugar no seu trono (Ap 3,21). Maria é a primeira a receber o que foi prometido.

Com um amigo evangélico, o acordo é grande: os dois condenam o culto a uma deusa, como Jeremias, e como Epifânio condenou no século IV. A conversa pode seguir por um caminho simples: ler juntos Jeremias 44, 1 Reis 2 e Lucas 1, e perguntar o que a Bíblia rejeita e o que ela honra. A Rainha do Céu de Jeremias tomava o lugar de Deus. Maria, rainha porque é mãe, diz desde Caná a mesma coisa: "Fazei tudo o que ele vos disser".

Para guardar

Jeremias condena o culto a uma deusa, com incenso e oferendas. Maria é rainha porque é a mãe do Rei Jesus, como a rainha-mãe do reino de Davi. Não recebe sacrifício nem adoração; recebe honra, e toda a honra dada à Rainha vai para o Rei.

Teste

Teste o que você aprendeu

5 perguntas. A resposta aparece assim que você escolhe.

  1. 1. O que Jeremias condena em Jeremias 7,18 e 44,17-19?

  2. 2. No reino de Judá, quem tinha a dignidade de rainha (gebirah)?

  3. 3. Por que o rei Asa tirou de Maaca a dignidade de rainha-mãe?

  4. 4. Segundo Pio XII (Ad Caeli Reginam, n. 37), em que sentido Maria é rainha?

  5. 5. O que a antífona Regina caeli pede a Maria?

Perguntas frequentes

Jeremias condena chamar Maria de Rainha do Céu?

Não. Jeremias, seis séculos antes de Maria, condena o culto a uma deusa, com incenso, libações e bolos, e a confiança posta nela em vez de no Senhor (Jr 7,18; 44,17-19). A Igreja não oferece a Maria sacrifício nem adoração; honra-a como mãe do Rei.

Quem era a Rainha do Céu de Jeremias?

Uma deusa cultuada em Judá e entre os judeus refugiados no Egito. Os estudiosos discutem qual: a mais citada é Ishtar, da Mesopotâmia; outros pensam em Astarte, de Canaã, ou numa mistura de deusas.

Onde a Bíblia fala da rainha-mãe?

Em vários lugares. Salomão põe um trono para a mãe à sua direita (1Rs 2,19); Jeremias fala do rei e da rainha-mãe, que tinha coroa (Jr 13,18; 29,2); e os livros dos Reis registram o nome da mãe de quase todos os reis de Judá.

A realeza de Maria é dogma?

Não foi definida como dogma de forma solene, como a Assunção. É doutrina comum da Igreja, ensinada pelo Concílio Vaticano II (Lumen Gentium, n. 59) e pela encíclica Ad Caeli Reginam, de Pio XII (1954).

Quando é a festa de Nossa Senhora Rainha?

Em 22 de agosto, oito dias depois da Assunção. Pio XII a instituiu em 1954 para o dia 31 de maio; passou para agosto na reforma do calendário de 1969 (cf. Marialis Cultus, n. 6).

Para ir mais fundo

Fontes

  1. VaticanoConcílio Vaticano II, constituição Lumen Gentium, n. 59 e 66
  2. VaticanoPio XII, encíclica Ad Caeli Reginam (11 de outubro de 1954), n. 10 a 20, 30, 31, 37, 42 e 45
  3. VaticanoPaulo VI, exortação Marialis Cultus (1974), n. 6 e 25
  4. VaticanoDicastério para a Doutrina da Fé, nota Mater Populi fidelis (2025), n. 41
  5. VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 966 e 971
  6. Bible HubJeremias 7,18 no hebraico (limlékhet hashamáyim)
  7. Bible Hub1 Reis 15,13 no hebraico (gebirah)
  8. Bible Hub1 Reis 15,2 e 15,10 no hebraico (Maaca, filha de Abisalom, mãe de Abiam e de novo citada no reinado de Asa)
  9. Bible HubJeremias 13,18 no hebraico (o rei e a gebirah)
  10. BibleGatewayEncyclopedia of the Bible: Queen of Heaven (a identidade da deusa e a leitura da Septuaginta)
  11. VaticanoPio XII, constituição apostólica Munificentissimus Deus (1950), n. 27
  12. New AdventHipólito de Roma, Sobre Cristo e o Anticristo, 61 (tradução inglesa)
  13. New AdventJoão Damasceno, Exposição da fé ortodoxa, IV,14 (tradução inglesa)
  14. New AdventAgostinho, A Cidade de Deus, VIII,27 (tradução inglesa)
  15. New AdventAgostinho, A Cidade de Deus, X,4 (tradução inglesa)
  16. Catholic AnswersOs coliridianos e Epifânio, Panarion 78 e 79
  17. Catholic EncyclopediaSalve Regina
  18. Catholic EncyclopediaRegina Coeli
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