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Imagem gerada por IA, em estilo de pintura a óleo: um pastor de barba se ajoelha e tira as sandálias diante de um arbusto em chamas que não se consome, num monte do deserto.

O que quer dizer santo na Bíblia?

Na Bíblia, santo é o que pertence a Deus. Um chão, um dia, um povo e uma comunidade cheia de defeitos, como a de Corinto, podem ser chamados de santos.

11 min de leitura

Imagem gerada por IA: Moisés diante da sarça ardente, onde Deus diz que o chão é santo (Ex 3,1-6), em estilo de pintura barroca

A resposta curta

Na Bíblia, santo é o que pertence a Deus e por isso fica separado do uso comum: em hebraico, qadosh; em grego, hágios. Deus é o Santo por natureza; um lugar, um objeto, um dia ou uma pessoa são santos porque são dele. Por isso Paulo chama de santos todos os cristãos, ainda vivos e ainda imperfeitos, e a Igreja chama de santos, em sentido mais estrito, os que já chegaram a Deus.

A objeção

O que se costuma dizer

Santo, na Bíblia, é Deus. Os crentes são chamados de santos porque Cristo os cobre com a sua justiça, e todos os salvos são santos do mesmo jeito. Essa história de "São Fulano", de gente mais santa que outra, de santos com imagem, festa e dia no calendário, não está na Bíblia. Foi a Igreja que inventou.

De onde vem a pergunta

Por que essa palavra confunde tanto?

Porque "santo" tem vários sentidos no português de todo dia. Dizemos que uma pessoa muito boa "é uma santa". Dizemos "Santo Antônio" para falar de alguém canonizado. E dizemos "santo de casa não faz milagre". Nenhum desses sentidos é exatamente o da Bíblia.

Na conversa entre católicos e evangélicos, há mais acordo do que parece. Os dois lados concordam que todo cristão é chamado de santo no Novo Testamento, porque Paulo diz isso com todas as letras. Muitas tradições evangélicas também ensinam que Deus muda a pessoa por dentro e que a santificação cresce ao longo da vida. A diferença aparece em dois pontos: se a justificação já é essa mudança real por dentro (para os católicos, sim; para muitos evangélicos, ela é uma declaração de Deus, e a mudança vem na santificação), e se a Igreja pode chamar de santos, de modo especial, os que já terminaram a corrida e estão com Deus.

Para entrar nessa conversa com calma, o primeiro passo é ver como a própria Bíblia usa a palavra.

A pergunta certa

Qual é a pergunta que importa?

A pergunta é de vocabulário, e dá para responder abrindo a Bíblia: o que a Escritura chama de santo, e por quê?

Se ela chama de santo um pedaço de chão, um dia da semana, um povo inteiro e uma comunidade cheia de problemas como a de Corinto, então "santo" não pode querer dizer "divino", nem "perfeito". Quer dizer outra coisa, e entender essa coisa resolve metade das discussões. Como esse sentido se aplica a Maria é tema da aula Onde a Bíblia diz que Maria é santa?; a honra que se presta aos santos é tema da aula Se só Deus é adorado, por que venerar santos?.

O que diz a Bíblia

Como a Bíblia usa a palavra santo?

No hebraico: qadosh

No Antigo Testamento, a palavra é qadosh (santo), da mesma família de qódesh (santidade, coisa santa). A ideia central é a de algo que pertence a Deus e, por isso, é posto à parte do uso comum. Antes de tudo, santo é o próprio Deus:

Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. (Is 6,3)

Não há santo como o Senhor; não há outro além de ti. (1Sm 2,2)

Mas o mesmo Deus torna santas as coisas que toca e as pessoas que escolhe. Um chão:

Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é chão santo. (Ex 3,5)

Objetos do culto, que passam a pertencer a Deus:

Tu os consagrarás, e serão coisa santíssima; tudo o que neles tocar ficará santo. (Ex 30,29)

Um dia: Deus abençoou o sétimo dia e o santificou (Gn 2,3). Um povo inteiro:

Vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. (Ex 19,6)

E uma pessoa consagrada por voto, como o nazireu: "durante todo o tempo do seu voto, ele é santo para o Senhor" (Nm 6,8). Repare que há graus. Na Tenda do deserto, um véu separava "o Santo" do "Santo dos Santos" (Ex 26,33). E o chamado vale para todos:

Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo. (Lv 19,2)

No grego: hágios

Quando o Antigo Testamento foi traduzido para o grego, qadosh virou hágios, e é essa a palavra do Novo Testamento. Paulo a usa para falar de cristãos vivos, como quem diz "os irmãos":

A todos os que estão em Roma, amados de Deus, chamados a ser santos. (Rm 1,7)

À Igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos. (1Cor 1,2)

Nos dois versículos, a expressão grega é klētoîs hagíois, literalmente "santos por chamado": eles não se tornaram santos por mérito próprio, foram chamados por Deus. As cartas aos Filipenses (1,1) e aos Colossenses (1,2) começam do mesmo jeito. Nos Atos, Ananias fala do mal que Saulo fez "aos teus santos em Jerusalém" (At 9,13), e Pedro desce "até os santos que moravam em Lida" (At 9,32). A coleta de Paulo era "para os pobres entre os santos de Jerusalém" (Rm 15,26).

Agora, um detalhe que muda tudo: os coríntios tinham divisões, um caso grave de imoralidade e brigas na Ceia do Senhor (1Cor 1 a 11). Mesmo assim, Paulo os chama de santos. Santo, aqui, não quer dizer perfeito. Quer dizer consagrado a Deus pelo batismo:

Mas fostes lavados, fostes santificados, fostes justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus. (1Cor 6,11)

Um dom e um caminho

A santidade é dom, mas também é tarefa. Pedro retoma o Levítico:

Assim como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos também vós santos em todo o vosso modo de viver. (1Pd 1,15)

E a Carta aos Hebreus fala dela como um alvo: "procurai a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12,14). O Apocalipse diz que "o santo continue a santificar-se" (Ap 22,11). Por fim, a Bíblia chama de santos também os justos que já morreram: na morte de Jesus, "muitos corpos de santos que dormiam ressuscitaram" (Mt 27,52), e Hebreus fala dos "espíritos dos justos que chegaram à perfeição" (Hb 12,23).

Resumindo: Deus é santo por natureza; o resto é santo porque é dele. Os cristãos são santos pelo batismo, são chamados a crescer nessa santidade, e a santidade completa é a dos que já estão com Deus.

Os versículos estão em tradução nossa, feita a partir do hebraico e do grego. Para ler cada capítulo inteiro numa tradução católica, veja a Bíblia Ave-Maria: Isaías 6, 1 Samuel 2, Êxodo 3, Êxodo 19, Êxodo 26, Êxodo 30, Gênesis 2, Números 6, Levítico 19, Romanos 1, 1 Coríntios 1, Filipenses 1, Colossenses 1, Atos 9, Romanos 15, 1 Coríntios 6, 1 Pedro 1, Hebreus 12, Apocalipse 22 e Mateus 27.

Imagem gerada por IA, em estilo de pintura a óleo: um homem idoso de barba dita uma carta a um jovem escriba, que escreve num papiro à luz de uma lamparina.
Imagem gerada por IA: Paulo dita uma carta "aos santos" de uma Igreja, em estilo de pintura renascentista. Na Carta aos Romanos, o escriba se chama Tércio (Rm 16,22)

O que diziam os primeiros cristãos

Como os primeiros cristãos usavam a palavra?

Os primeiros cristãos continuaram usando a palavra do jeito de Paulo, e aos poucos ela ganhou também um sentido mais estreito, para os que já tinham terminado a corrida.

A Didaqué, fim do século I ou começo do II. É um dos escritos cristãos mais antigos fora do Novo Testamento, uma espécie de manual da comunidade. Na oração depois da Eucaristia, aparece um convite:

Se alguém é santo, venha; se alguém não é, faça penitência. (Didaqué 10,6)

Santo, aqui, é o cristão que está em paz com Deus e pode se aproximar da mesa do Senhor. E quem não está, é chamado a se converter.

O martírio de Policarpo, por volta de 155 a 160. Quando o velho bispo de Esmirna foi martirizado, a comunidade recolheu os ossos dele e combinou celebrar o aniversário do seu martírio. Os autores do relato fazem questão de explicar a diferença:

A ele, que é o Filho de Deus, nós adoramos; aos mártires, como discípulos e imitadores do Senhor, amamos com razão. (Martírio de Policarpo 17,3)

É o começo do sentido especial de "santo" para os que já morreram fiéis, e já vem com a distinção entre adorar e amar.

As Catequeses de Jerusalém, século IV. Nas catequeses dadas aos recém-batizados, atribuídas a Cirilo de Jerusalém (alguns estudiosos pensam no seu sucessor, João), o pregador explica um momento da liturgia. Antes da comunhão, o sacerdote diz "as coisas santas para os santos", e o povo responde "um só é santo, um só é o Senhor, Jesus Cristo". E o pregador comenta:

Pois um só é verdadeiramente santo, santo por natureza. Nós também somos santos, mas não por natureza, e sim por participação, por exercício e por oração. (Catequeses Mistagógicas 5,19)

Em duas frases, a resposta à objeção desta aula: "um só é santo" e "nós também somos santos" convivem, porque são dois modos de ser santo.

As frases da Didaqué, do Martírio de Policarpo e das Catequeses estão em tradução nossa a partir do grego, conferida com as versões indicadas nas fontes.

O que a Igreja ensina

O que a Igreja ensina sobre a santidade?

A Igreja retoma exatamente o vocabulário de Paulo. Ela se chama de santa, chama os batizados de santos e diz que todos são chamados a crescer até a santidade completa:

A Igreja é, pois, «o povo santo de Deus» […], e os seus membros são chamados «santos»

Catecismo da Igreja Católica, n. 823

[…] são feitos, pelo Baptismo da fé, verdadeiramente filhos e participantes da natureza divina e, por conseguinte, realmente santos.

Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, n. 40

«Na terra, a Igreja está revestida duma verdadeira, ainda que imperfeita, santidade»

Catecismo da Igreja Católica, n. 825

[…] a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está nela, e ampara a esperança dos fiéis, propondo-lhes os santos como modelos e intercessores

Catecismo da Igreja Católica, n. 828

No número 823, o Catecismo remete justamente aos Atos (9,13) e à Primeira Carta aos Coríntios (6,1 e 16,1), onde os cristãos vivos são chamados de santos. O segundo trecho diz que essa santidade é real, recebida no batismo, e precisa ser conservada e aperfeiçoada. O terceiro lembra que ela ainda é imperfeita: o mesmo Concílio diz que todos precisamos da misericórdia de Deus e devemos rezar todos os dias "perdoai-nos as nossas ofensas" (Lumen Gentium, n. 40). O último fala da canonização. Quando a Igreja declara alguém santo, ela não fabrica a santidade daquela pessoa: reconhece o poder do Espírito de santidade que age na Igreja e se mostrou naquela vida. É o tema da aula A Igreja decide quem é santo?. E a expressão do Credo "comunhão dos santos", diz o Catecismo, tem dois sentidos ligados: a comunhão nas coisas santas e a comunhão entre as pessoas santas (n. 948). O Catecismo cita ainda um bispo antigo, Niceta de Remesiana: "que é a Igreja senão a assembleia de todos os santos?" (n. 946). Os trechos são curtos; o texto inteiro está no link de cada um.

Lado a lado

Os sentidos de santo, lado a lado

Quem ou o quêEm que sentido é santoOnde está
DeusPor natureza: é a fonte de toda santidade, e ninguém é santo como Ele.Is 6,3; 1Sm 2,2; Ap 15,4
Lugares, objetos e diasPorque pertencem a Deus e ficam separados do uso comum, com graus diferentes.Ex 3,5; Ex 26,33; Ex 30,29; Gn 2,3
O povo de DeusPorque Deus o escolheu e o chama a viver de acordo.Ex 19,6; Lv 19,2
Os cristãos na terraPelo batismo: são consagrados a Deus, chamados a crescer e capazes de cair e se levantar.Rm 1,7; 1Cor 1,2; 1Cor 6,11; Hb 12,14
Os que já estão com DeusCom a santidade completa, depois de terminada a corrida.Mt 27,52; Hb 12,23
MariaCheia de graça desde a concepção, redimida de modo mais sublime.Lc 1,28; Catecismo, n. 491 e 492

O que a história mostra

Por que dizemos São Pedro, e não só Pedro?

Se todo cristão é santo, de onde veio o costume de pôr "São" ou "Santo" antes de alguns nomes? A história é antiga e simples.

Os mártires primeiro. Desde o século II, as comunidades guardavam a memória dos seus mártires e celebravam o dia da morte deles como um aniversário, o "dia do nascimento" para o Céu. O relato do martírio de Policarpo, por volta de 155 a 160, já fala disso. Quem verificava se alguém tinha mesmo morrido pela fé era o bispo do lugar, que avisava as Igrejas vizinhas.

Depois, os que viveram a fé até o fim sem martírio. A partir do século IV, segundo a opinião mais comum dos historiadores, também cristãos de vida heroica que morreram em paz passaram a ser honrados publicamente. O nome confessor, que antes indicava quem tinha sofrido pela fé sem morrer, passou a indicar também esses cristãos, que tinham testemunhado a fé com a vida.

Com o tempo, um cuidado maior. Como surgiam abusos, os papas foram exigindo exames mais rigorosos. No fim do século XI, já pediam que as virtudes e os milagres fossem examinados em concílios. Em 1634, o papa Urbano VIII reservou à Santa Sé também as beatificações; as canonizações já eram feitas só pelo papa havia séculos.

O título "São" não quer dizer que os outros cristãos não sejam santos. Quer dizer que, daquela pessoa, a Igreja tem certeza de que já chegou a Deus, e a propõe como modelo e intercessora.

Os frutos

O que isso muda na vida de quem crê?

Se santo quisesse dizer perfeito, ninguém se atreveria a usar a palavra. Mas, na Bíblia, santo é quem pertence a Deus. Isso tira dois pesos ao mesmo tempo. O primeiro é o desânimo: os coríntios eram santos e estavam longe de ser perfeitos. O segundo é a acomodação: santo é também um chamado, e quem pertence a Deus é convidado a parecer com Ele "em todo o modo de viver".

O Concílio Vaticano II dedicou um capítulo inteiro da Lumen Gentium à vocação de todos à santidade: os cristãos de qualquer estado são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade (Catecismo, n. 2013). Os santos canonizados não são uma casta à parte; são a prova de que o caminho dá certo.

Com um amigo evangélico, o ponto de partida é fácil, porque os dois leem as mesmas saudações de Paulo. Vale ler juntos 1 Coríntios 1 e 6 e perguntar: se Deus chama de santos pessoas como os coríntios, o que Ele não fará com quem se deixa transformar até o fim?

Para guardar

Na Bíblia, santo não quer dizer perfeito: quer dizer que pertence a Deus. Deus é santo por natureza; os cristãos são santos pelo batismo e chamados a crescer; e os que já estão com Deus têm a santidade completa.

Teste

Teste o que você aprendeu

5 perguntas. A resposta aparece assim que você escolhe.

  1. 1. Qual é a palavra hebraica para santo?

  2. 2. Em 1 Coríntios 1,2, a quem Paulo chama de santos?

  3. 3. O que a Bíblia chama de "chão santo" em Êxodo 3,5?

  4. 4. Segundo as Catequeses de Jerusalém (século IV), como os cristãos são santos?

  5. 5. Quando a Igreja canoniza alguém, o que ela faz, segundo o Catecismo (n. 828)?

Perguntas frequentes

Santo quer dizer perfeito?

Não exatamente. Na Bíblia, santo é o que pertence a Deus. Paulo chama de santos os cristãos de Corinto, que tinham divisões e pecados graves (1Cor 1,2). A santidade é dom recebido no batismo e também um caminho: "tornai-vos também vós santos em todo o vosso modo de viver" (1Pd 1,15).

Todo cristão é santo?

Sim, no sentido do Novo Testamento: Paulo chama de santos os cristãos vivos de Roma, Corinto, Filipos e Colossos. O Catecismo diz o mesmo: os membros da Igreja são chamados santos (n. 823). E todos são chamados a crescer até a santidade completa (n. 2013).

Qual a diferença entre qadosh e hágios?

Qadosh é a palavra hebraica do Antigo Testamento; hágios é a palavra grega que a traduz e que o Novo Testamento usa. As duas falam do que pertence a Deus e é separado do uso comum.

Se todos os cristãos são santos, por que dizemos São Pedro e não só Pedro?

Porque, desde os primeiros séculos, os cristãos passaram a honrar de modo especial os que morreram fiéis, a começar pelos mártires, como mostra o Martírio de Policarpo, por volta de 155. O título reconhece que a santidade deles já está completa junto de Deus.

A Bíblia fala em graus de santidade?

Sim. Na Tenda do deserto, um véu separava o Santo do Santo dos Santos (Ex 26,33), e alguns objetos eram chamados de santíssimos (Ex 30,29). No Novo Testamento, a santidade cresce: "o santo continue a santificar-se" (Ap 22,11).

Para ir mais fundo

Catecismo da Igreja Católica, n. 823 a 829 e 946 a 962A Igreja é santa; a comunhão dos santosLumen Gentium, capítulo VO Concílio Vaticano II sobre a vocação universal à santidade, n. 39 a 42
Padres ApostólicosA Didaqué e o Martírio de Policarpo em português (coleção Patrística, Paulus)
Cirilo de Jerusalém, Catequeses mistagógicasEdição em português da Vozes, tradução de Frederico Vier (1977)

Fontes

  1. VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 823 a 828 e 946 a 948
  2. VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 2013
  3. VaticanoConcílio Vaticano II, constituição Lumen Gentium, n. 39 e 40
  4. Bible HubÊxodo 3,5 no hebraico (admat qódesh)
  5. Bible HubÊxodo 26,33 no hebraico (o Santo e o Santo dos Santos)
  6. Bible Hub1 Coríntios 1,2 no grego (klētoîs hagíois)
  7. Bible HubApocalipse 22,11 no grego
  8. Catholic EncyclopediaBeatificação e canonização: a história do reconhecimento dos santos
  9. New AdventDidaqué, 10 (tradução inglesa)
  10. New AdventMartírio de Policarpo, 17 e 18 (tradução inglesa)
  11. New AdventCirilo de Jerusalém, Catequese Mistagógica 5, 19 (tradução inglesa)
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