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Imagem gerada por IA: numa casa romana simples, à luz de uma lamparina, um jovem de túnica e manto entra com uma pequena caixa de madeira envolta em linho branco e se inclina diante de um idoso doente na cama, amparado pela filha.

Por que guardar hóstias no sacrário?

Antes de ser lugar de oração, o sacrário foi um gesto de caridade: guardar o pão consagrado para quem não podia ir à Missa, sobretudo os doentes e os que estavam para morrer.

13 min de leitura

Imagem gerada por IA: Um diácono leva a Eucaristia a um doente, em estilo de pintura barroca. Cena imaginada a partir de Justino, que por volta de 155 conta que os diáconos levavam uma parte do pão consagrado aos ausentes

A resposta curta

Para que ninguém fique sem a comunhão, sobretudo os doentes e os que estão para morrer. Por volta de 155, Justino já conta que os diáconos levavam a Eucaristia aos ausentes, e a Igreja ensina que a razão primeira de guardá-la é o viático, a comunhão de quem está para morrer. Como Cristo continua presente enquanto duram as espécies do pão, desse cuidado nasceu também a adoração diante do sacrário (Catecismo, n. 1379).

A objeção

O que se costuma dizer

Jesus disse "tomai e comei", não "tomai e guardai". A Ceia é uma refeição: o pão é para ser comido ali, e acabou. Guardar hóstias numa caixa dourada, com uma luz acesa e gente ajoelhada na frente, é transformar o pão num objeto de culto. Os primeiros cristãos não tinham sacrário; isso é coisa da Idade Média.

A objeção tem uma parte de verdade: o sacrário do jeito que conhecemos, uma caixa fixa sobre ou perto do altar, é de séculos recentes. E traz uma pergunta séria: o que acontece com o pão consagrado que sobra da Missa?

De onde vem a pergunta

De onde vem essa crítica?

A crítica ganhou forma na Reforma. Nas Institutas, na edição definitiva de 1559, João Calvino argumentou que a promessa "isto é o meu corpo" vem junto com a ordem "tomai e comei" e não pode ser separada dela; consagrar a hóstia para levá-la em procissão e expô-la, escreveu, é desviar o sacramento para outro fim (IV,17,37). Guardá-la para os doentes também lhe parecia inútil, porque a palavra da instituição deve ser anunciada a quem comunga. Mas ele foi honesto: "os que fazem isso têm o exemplo da Igreja antiga; admito-o" (IV,17,39). Calvino não via a Ceia como sinal vazio: para ele, o fiel recebe Cristo de verdade pela ação do Espírito Santo, mas no ato de comer, e o corpo de Cristo está no céu, não no pão guardado (IV,17,10 e 39).

O Concílio de Trento respondeu em 1551. Condenou quem diz que Cristo está presente só durante o uso, enquanto se comunga, e não nas hóstias que sobram ou são guardadas (sessão XIII, cânon 4), e quem diz que não é lícito guardar a Eucaristia no sacrário nem levá-la com honra aos doentes (cânon 7).

A mesma ideia voltou, de outro jeito, dentro da própria Igreja. Bento XVI lembra que, nos primeiros anos da reforma litúrgica depois do Concílio Vaticano II, circulava a objeção de que "o pão eucarístico nos fora dado não para ser contemplado, mas comido" (Sacramentum caritatis, n. 66).

A pergunta certa

Qual é a pergunta que importa?

Se a hóstia fosse só pão, guardá-la não faria sentido, e ajoelhar-se diante dela seria um erro; nisso a Igreja concorda com a objeção. Mas, se ela é o corpo de Cristo, a pergunta muda: Cristo continua presente no pão consagrado depois que a Missa acaba? E para que a Igreja o guarda?

A presença real é o tema da aula A Eucaristia é símbolo ou o corpo de Cristo?, e a adoração diante do sacrário tem aula própria, Adorar a hóstia é idolatria?. Esta aula trata do porquê de guardar. E a resposta mais antiga surpreende: para os doentes.

O que diz a Bíblia

A Bíblia fala em guardar o pão consagrado?

Não diretamente. O Novo Testamento não descreve um sacrário, não manda guardar a Eucaristia e também não proíbe. Mostra, porém, três coisas que ajudam a entender o costume que veio depois.

A ordem de Jesus é celebrar.

Fazei isto em memória de mim. (Lc 22,19)

A ordem é repetir o que ele fez, e a Igreja a cumpre na Missa. Ela não diz que o pão consagrado tenha de ser comido ali mesmo, só por quem está presente. Os primeiros cristãos o levavam a quem não pôde ir, e os textos antigos tratam esse costume como coisa normal, sem sinal de que alguém visse nele desobediência, como mostra o bloco seguinte.

Deus mandou guardar o maná diante dele.

Moisés disse: Isto é o que o Senhor ordenou: enchei um ômer de maná para ser guardado pelas vossas gerações, para que vejam o pão com que vos alimentei no deserto. [...] E Moisés disse a Aarão: Toma um jarro, põe nele um ômer cheio de maná e coloca-o diante do Senhor, para ser guardado pelas vossas gerações. (Ex 16,32-33)

A Carta aos Hebreus lembra que na arca da aliança havia "um jarro de ouro com o maná" (Hb 9,4). O próprio Jesus compara o maná com o pão que ele dá (Jo 6,49-51), e o Catecismo diz que o maná do deserto prefigurava a Eucaristia (n. 1094). Não é uma ordem de guardar hóstias, e seria forçar o texto dizer que é. É uma figura: o pão que Deus deu ao povo foi guardado com honra diante dele. No santuário havia ainda o pão posto diante de Deus o tempo todo:

E porás sobre a mesa o pão da Presença, diante de mim, sempre. (Ex 25,30)

As catequeses de Jerusalém do século IV, atribuídas a Cirilo, lembravam esse pão, que acabou com a Antiga Aliança, para dizer que a Nova tem o seu pão do céu (Catequeses mistagógicas 4,5).

Jesus não quer que nada se perca, e quer que os doentes sejam visitados.

Quando ficaram saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. (Jo 6,12)

[...] estive doente e me visitastes [...] (Mt 25,36)

O primeiro versículo é sobre a multiplicação dos pães, que o Catecismo vê como figura da Eucaristia (n. 1335), mas não fala em guardá-la; o segundo, sobre as obras de misericórdia. Mas os dois mostram o espírito do costume que veio depois: não desperdiçar o pão que o Senhor dá e levá-lo a quem está doente.

Os versículos estão em tradução nossa, feita a partir do grego e do hebraico. Para ler cada capítulo inteiro numa tradução católica, veja a Bíblia Ave-Maria: Lucas 22, Êxodo 16, Hebreus 9, João 6, Êxodo 25 e Mateus 25.

O que diziam os primeiros cristãos

O que os primeiros cristãos faziam com o pão consagrado?

Aqui a objeção perde a força. Os textos mais antigos mostram o pão consagrado saindo da assembleia, guardado em casa e levado a quem estava para morrer.

Justino, por volta de 155. Explicando ao imperador a celebração de domingo, ele conta o que acontecia depois da oração de ação de graças:

Os que entre nós se chamam diáconos dão a cada um dos presentes uma parte do pão e do vinho misturado com água sobre os quais se deu graças, e levam uma parte aos ausentes. (Primeira Apologia 65)

E repete, dois capítulos depois: aos ausentes, uma parte "é enviada pelos diáconos" (67). Para levar, era preciso guardar por algum tempo.

Tertuliano, entre 200 e 206. Escrevendo à esposa sobre os riscos de casar com um pagão, ele pergunta:

O teu marido não vai saber o que tu provas em segredo, antes de qualquer comida? E, se souber que é pão, não vai pensar que é aquilo que se diz? (À esposa II,5)

Havia cristãos que levavam a Eucaristia para casa e a comiam em jejum, antes de qualquer outro alimento.

A Tradição Apostólica, talvez por volta de 215. Este texto, atribuído a Hipólito de Roma (a autoria e a data são discutidas pelos estudiosos), dá a regra para quem tem a Eucaristia em casa:

Cada fiel tenha o cuidado de receber a Eucaristia antes de comer qualquer outra coisa. [...] E cada um cuide que nenhum descrente prove da Eucaristia, nem um rato ou outro animal, e que nada dela caia ou se perca; pois é o corpo de Cristo, que os fiéis devem comer, e não se deve desprezá-lo. (32 na edição de Easton; outras edições numeram de outro modo)

Paulo VI cita essa última frase: "O Corpo de Cristo é para se comer e não para se desprezar" (Mysterium fidei, n. 59).

Cipriano de Cartago, por volta de 251. Num livro sobre os que tinham renegado a fé na perseguição de Décio, ele conta, como castigo de Deus, o caso de uma mulher que tentou abrir com mãos indignas "a sua caixinha, onde estava o santo do Senhor" (Os que caíram 26). Não é preciso tomar o relato como prova de milagre para ver o que ele mostra: havia cristãos que guardavam a Eucaristia em casa, numa caixinha.

Dionísio de Alexandria, por volta de 251. Numa carta guardada por Eusébio, ele conta que o velho Serapião, que tinha caído na perseguição, estava para morrer e pedia a reconciliação. O presbítero, doente, não pôde ir, e:

deu ao menino uma pequena porção da Eucaristia, mandando que a molhasse e a pingasse na boca do velho. (Eusébio, História Eclesiástica VI,44)

É o viático, a comunhão de quem está para morrer.

O Concílio de Niceia, em 325. O cânon 13 manda manter "a antiga lei canônica": quem está para morrer não seja privado do último e mais necessário viático.

Basílio de Cesareia, século IV. Ele conta que os monges do deserto, onde não havia sacerdote, guardavam a comunhão em casa, e que em Alexandria e no Egito muitos leigos faziam o mesmo (Carta 93).

As frases de Justino, da Tradição Apostólica, de Cipriano, de Dionísio, de Niceia e de Basílio estão em tradução nossa a partir de versões inglesas; a de Tertuliano, a partir do latim.

O que a Igreja ensina

O que a Igreja ensina sobre a reserva da Eucaristia?

O Concílio de Trento ensinou que o costume de guardar a Eucaristia no sacrário é tão antigo que a época do Concílio de Niceia já o conhecia, e que levá-la aos doentes, guardando-a para isso nas igrejas, é costume muito antigo, mandado por muitos concílios (sessão XIII, capítulo 6; resumo nosso a partir da tradução inglesa). O Catecismo e os papas dizem o mesmo e mostram como a adoração nasceu daí:

A sagrada Reserva (sacrário) era, ao princípio, destinada a guardar, de maneira digna, a Eucaristia, para poder ser levada aos doentes e ausentes, fora da missa.

Catecismo da Igreja Católica, n. 1379

A conservação das sagradas espécies para os enfermos […] introduziu o louvável uso de adorar este alimento celeste conservado nas igrejas.

Pio XII, Mediator Dei, n. 117

A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa […] resulta da celebração da Eucaristia e destina-se à comunhão, sacramental e espiritual.

João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia, n. 25

Diante do tabernáculo em que se conserva a santíssima Eucaristia esteja acesa continuamente uma lâmpada especial, com que se indique e honre a presença de Cristo.

Código de Direito Canônico, cân. 940

Em 1967, a instrução Eucharisticum mysterium, da Sagrada Congregação dos Ritos, pôs a ordem das razões com todas as letras: a razão primeira e original de guardar a Eucaristia fora da Missa é o viático; as razões segundas são a comunhão fora da Missa e a adoração de Cristo escondido sob as espécies (n. 49; o texto não está no site do Vaticano, e o resumo é nosso a partir da tradução inglesa).

O Código de Direito Canônico dá as regras práticas. A Eucaristia é guardada nas catedrais, nas igrejas paroquiais e nas igrejas ou oratórios das casas religiosas (cân. 934); a igreja onde ela está deve ficar aberta ao menos algumas horas por dia, para quem quiser rezar (cân. 937); habitualmente, há um só sacrário, num lugar nobre e visível, fixo, sólido, não transparente e bem fechado, com a chave guardada com cuidado (cân. 938); e as hóstias devem ser renovadas com frequência (cân. 939).

Vale distinguir os níveis. É doutrina definida que é lícito guardar a Eucaristia e levá-la aos doentes, e que Cristo continua presente nas hóstias guardadas (Trento, sessão XIII, cânones 4 e 7). Já o modo de guardar (onde fica o sacrário, como é feito, que sinais o acompanham) é disciplina, mudou ao longo dos séculos e ainda hoje depende em parte do bispo de cada lugar (Sacramentum caritatis, n. 69). Os trechos são curtos; o texto inteiro está no link de cada um.

O que a história mostra

Como o lugar da reserva mudou ao longo dos séculos?

Nos primeiros séculos, como vimos, a Eucaristia ia para as casas e para os doentes.

Na Idade Média não havia um costume único. A Enciclopédia Católica descreve quatro modos principais: um armário na sacristia, costume que ela liga ao uso cristão antigo; um nicho na parede do coro ou uma torre de pedra lavrada, a "casa do Sacramento", que às vezes subia até a abóbada; uma pomba ou píxide de metal pendurada por uma corrente sobre o altar, sob um pequeno dossel; e uma caixa sobre o próprio altar. Em 1215, o quarto Concílio de Latrão mandou que o crisma e a Eucaristia ficassem trancados em lugar seguro em todas as igrejas, para que nenhuma mão audaciosa os alcançasse para fazer algo horrível ou ímpio, com castigo para o responsável descuidado (cânon 20). A chave existe por causa do risco de profanação, que o Código de hoje também lembra (cân. 938).

Do século XVI em diante, foi se espalhando o costume de guardar a Eucaristia numa caixa fixa sobre o altar, primeiro em Roma e na Itália, com o exemplo de São Carlos Borromeu, arcebispo de Milão. A mudança foi lenta: na França, ainda no século XVIII, muitas catedrais suspendiam a Eucaristia sobre o altar, e as "casas do Sacramento" duraram em partes da Alemanha e da Bélgica até um decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, de 1863.

Hoje, a Instrução Geral do Missal Romano considera mais conveniente, "em razão do sinal", que o sacrário não fique sobre o altar onde se celebra a Missa, e sim no presbitério, num lugar adequado, ou numa capela ligada à igreja e bem visível, a juízo do bispo (n. 315). Junto dele fica sempre acesa uma lâmpada alimentada a óleo ou cera (n. 316).

As palavras também contam essa história. "Tabernáculo" vem do latim tabernaculum, "tenda", a palavra da Bíblia latina para a tenda do deserto onde Deus habitava no meio do povo (Ex 26,1).

Imagem gerada por IA: numa pequena igreja de pedra, uma pomba de metal dourado pende por uma corrente sobre o altar, ao lado de uma lamparina acesa, e uma camponesa idosa reza ajoelhada no chão.
Imagem gerada por IA: Uma pomba eucarística suspensa sobre o altar, um dos modos medievais de guardar a Eucaristia, ao lado da lâmpada acesa

Lado a lado

A objeção e os documentos, lado a lado

O que se dizO que os documentos mostramOnde conferir
Jesus mandou comer, não guardar.Guarda-se justamente para que seja comido por quem não pôde ir à Missa, sobretudo quem está para morrer.Justino, Primeira Apologia 65 e 67; Eucharisticum mysterium, n. 49
Os primeiros cristãos não guardavam a Eucaristia.Entre 200 e 251, há cristãos que a guardam em casa e a comem antes de qualquer outro alimento.Tertuliano, À esposa II,5; Tradição Apostólica 32; Cipriano, Os que caíram 26
O sacrário é invenção da Idade Média.A caixa fixa sobre o altar se espalhou a partir do século XVI; o costume de levar a Eucaristia a quem não estava é do século II, e o de guardá-la em casa aparece por volta de 200.Enciclopédia Católica, Tabernacle; Trento, sessão XIII, capítulo 6
Depois da Missa, o que sobra é só pão.Cristo continua presente enquanto duram as espécies do pão.Catecismo, n. 1377; Trento, sessão XIII, cânon 4
Qualquer um pode levar a hóstia para casa.Hoje a lei da Igreja proíbe guardar a Eucaristia em casa, salvo necessidade pastoral urgente.Código de Direito Canônico, cân. 935

Os frutos

O que o sacrário diz a quem entra numa igreja?

Que ninguém foi esquecido. Cada hóstia guardada é, antes de tudo, a comunhão de alguém que não pôde ir: um idoso em casa, um doente no hospital, alguém que está para morrer. Antes de ser um lugar de oração, o sacrário guarda a caridade da paróquia.

Que Cristo continua perto. A lâmpada acesa diz, sem palavras, que ele está ali (cân. 940), e a igreja aberta convida a entrar e rezar (cân. 937). João Paulo II contou da própria experiência diante do Santíssimo: "Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio!" (Ecclesia de Eucharistia, n. 25).

Com um irmão evangélico, dá para começar pelo que é comum: os dois querem obedecer ao "fazei isto", e os dois sabem que visitar os doentes é servir a Cristo (Mt 25,36). A pergunta que separa é se o pão consagrado continua sendo o corpo do Senhor. Quem crê que sim entende por que a Igreja o guarda com tanto cuidado e por que, diante dele, se ajoelha.

Para guardar

O sacrário nasceu da caridade: guardar o pão consagrado para quem não pôde ir à Missa, sobretudo para quem está para morrer. E, como Cristo continua presente nesse pão, a Igreja que o guarda também se ajoelha diante dele.

Teste

Teste o que você aprendeu

5 perguntas. A resposta aparece assim que você escolhe.

  1. 1. Segundo Justino, por volta de 155, o que os diáconos faziam com a Eucaristia depois da celebração?

  2. 2. Qual é, segundo a Igreja, a razão primeira e original de guardar a Eucaristia fora da Missa?

  3. 3. O que manda o cânon 13 do Concílio de Niceia, em 325?

  4. 4. O que o Código de Direito Canônico pede diante do sacrário?

  5. 5. Por quanto tempo Cristo continua presente na hóstia consagrada?

Perguntas frequentes

Como pedir a comunhão para um doente da família?

O caminho é procurar a paróquia. O pároco e os vigários têm o dever de levar a comunhão aos doentes, sobretudo como viático, e podem contar com ministros extraordinários da comunhão (Código, cân. 910 e 911). A Igreja pede que não se espere demais: o viático deve ser dado enquanto o doente ainda está bem consciente (cân. 922). Em caso de necessidade, qualquer sacerdote ou outro ministro da comunhão pode levá-lo (cân. 911).

Um idoso que não está à morte também pode receber a comunhão em casa?

Pode, e com frequência. A instrução Eucharisticum mysterium pede que os pastores façam o possível para que doentes e idosos comunguem muitas vezes, mesmo sem doença grave nem perigo de morte, se possível todos os dias, sobretudo no tempo da Páscoa, e diz que a comunhão pode ser levada a eles a qualquer hora do dia (n. 40).

Quem já comungou no dia pode receber o viático?

Sim. O Código recomenda que quem se vê em perigo de morte comungue de novo, mesmo que já tenha comungado naquele dia, e que, enquanto o perigo durar, receba a comunhão várias vezes, em dias diferentes (cân. 921, § 2 e § 3).

Pode-se comungar fora da Missa?

Pode. O Código recomenda muito que os fiéis comunguem dentro da própria Missa, mas manda dar a comunhão fora dela a quem a pedir por justa causa, seguindo os ritos litúrgicos (cân. 918). É para isso, também, que servem as hóstias guardadas no sacrário.

A luz do sacrário tem de ser vermelha?

A lei não fixa a cor. O que ela pede é uma lâmpada especial acesa continuamente (Código, cân. 940), e a Instrução Geral do Missal Romano diz que ela deve ser alimentada a óleo ou cera (n. 316). O vidro vermelho é um costume muito difundido.

Para ir mais fundo

Fontes

  1. VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 1335 e 1377 a 1379
  2. VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 1094 (o maná como figura da Eucaristia)
  3. VaticanoPio XII, encíclica Mediator Dei (1947), n. 117
  4. VaticanoPaulo VI, encíclica Mysterium fidei (1965), n. 59 a 63
  5. VaticanoJoão Paulo II, encíclica Ecclesia de Eucharistia (2003), n. 25
  6. VaticanoBento XVI, exortação Sacramentum caritatis (2007), n. 66 e 69
  7. VaticanoCódigo de Direito Canônico, cân. 910, 911, 918, 921, 922 e 934 a 940
  8. VaticanoInstrução Geral do Missal Romano (edição italiana), n. 314 a 316
  9. AdoremusSagrada Congregação dos Ritos, instrução Eucharisticum mysterium (1967), n. 40 e 49 (tradução inglesa)
  10. Papal EncyclicalsConcílio de Trento, sessão XIII (1551), capítulo 6 e cânones 4 e 7 (tradução inglesa)
  11. Papal EncyclicalsQuarto Concílio de Latrão (1215), cânon 20 (tradução inglesa)
  12. Catholic EncyclopediaTabernacle: os modos medievais de reserva e a mudança a partir do século XVI
  13. New AdventJustino, Primeira Apologia, 65 e 67 (tradução inglesa)
  14. New AdventTertuliano, À esposa, II,5 (tradução inglesa)
  15. The Latin LibraryTertuliano, Ad uxorem, livro II, texto latino
  16. Catholic EncyclopediaTertullian: as obras do período católico, entre 200 e 206
  17. Project GutenbergA Tradição Apostólica de Hipólito, capítulo 32 da edição de Easton (tradução inglesa de B. S. Easton, 1934)
  18. University of Notre DameBradshaw, Johnson e Phillips: a Tradição Apostólica como coletânea de épocas diferentes (2002)
  19. New AdventCipriano de Cartago, Os que caíram, 26 (tradução inglesa)
  20. New AdventEusébio de Cesareia, História Eclesiástica, VI,44 (tradução inglesa)
  21. New AdventPrimeiro Concílio de Niceia (325), cânon 13 (tradução inglesa)
  22. New AdventBasílio de Cesareia, Carta 93 (tradução inglesa)
  23. New AdventCatequeses mistagógicas 4,5, atribuídas a Cirilo de Jerusalém (tradução inglesa)
  24. CCELJoão Calvino, Institutas, livro IV, capítulo 17, 10, 37 e 39 (tradução inglesa de Beveridge)
  25. Douay-Rheims Bible OnlineVulgata, Êxodo 26,1 (tabernaculum)
  26. Bible HubÊxodo 16,33 no hebraico
  27. Bible HubHebreus 9,4 no grego
  28. Bible HubÊxodo 25,30 no hebraico
  29. Bible HubJoão 6,12 no grego
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