A resposta curta
Para que ninguém fique sem a comunhão, sobretudo os doentes e os que estão para morrer. Por volta de 155, Justino já conta que os diáconos levavam a Eucaristia aos ausentes, e a Igreja ensina que a razão primeira de guardá-la é o viático, a comunhão de quem está para morrer. Como Cristo continua presente enquanto duram as espécies do pão, desse cuidado nasceu também a adoração diante do sacrário (Catecismo, n. 1379).
A objeção
O que se costuma dizer
Jesus disse "tomai e comei", não "tomai e guardai". A Ceia é uma refeição: o pão é para ser comido ali, e acabou. Guardar hóstias numa caixa dourada, com uma luz acesa e gente ajoelhada na frente, é transformar o pão num objeto de culto. Os primeiros cristãos não tinham sacrário; isso é coisa da Idade Média.
A objeção tem uma parte de verdade: o sacrário do jeito que conhecemos, uma caixa fixa sobre ou perto do altar, é de séculos recentes. E traz uma pergunta séria: o que acontece com o pão consagrado que sobra da Missa?
De onde vem a pergunta
De onde vem essa crítica?
A crítica ganhou forma na Reforma. Nas Institutas, na edição definitiva de 1559, João Calvino argumentou que a promessa "isto é o meu corpo" vem junto com a ordem "tomai e comei" e não pode ser separada dela; consagrar a hóstia para levá-la em procissão e expô-la, escreveu, é desviar o sacramento para outro fim (IV,17,37). Guardá-la para os doentes também lhe parecia inútil, porque a palavra da instituição deve ser anunciada a quem comunga. Mas ele foi honesto: "os que fazem isso têm o exemplo da Igreja antiga; admito-o" (IV,17,39). Calvino não via a Ceia como sinal vazio: para ele, o fiel recebe Cristo de verdade pela ação do Espírito Santo, mas no ato de comer, e o corpo de Cristo está no céu, não no pão guardado (IV,17,10 e 39).
O Concílio de Trento respondeu em 1551. Condenou quem diz que Cristo está presente só durante o uso, enquanto se comunga, e não nas hóstias que sobram ou são guardadas (sessão XIII, cânon 4), e quem diz que não é lícito guardar a Eucaristia no sacrário nem levá-la com honra aos doentes (cânon 7).
A mesma ideia voltou, de outro jeito, dentro da própria Igreja. Bento XVI lembra que, nos primeiros anos da reforma litúrgica depois do Concílio Vaticano II, circulava a objeção de que "o pão eucarístico nos fora dado não para ser contemplado, mas comido" (Sacramentum caritatis, n. 66).
A pergunta certa
Qual é a pergunta que importa?
Se a hóstia fosse só pão, guardá-la não faria sentido, e ajoelhar-se diante dela seria um erro; nisso a Igreja concorda com a objeção. Mas, se ela é o corpo de Cristo, a pergunta muda: Cristo continua presente no pão consagrado depois que a Missa acaba? E para que a Igreja o guarda?
A presença real é o tema da aula A Eucaristia é símbolo ou o corpo de Cristo?, e a adoração diante do sacrário tem aula própria, Adorar a hóstia é idolatria?. Esta aula trata do porquê de guardar. E a resposta mais antiga surpreende: para os doentes.
O que diz a Bíblia
A Bíblia fala em guardar o pão consagrado?
Não diretamente. O Novo Testamento não descreve um sacrário, não manda guardar a Eucaristia e também não proíbe. Mostra, porém, três coisas que ajudam a entender o costume que veio depois.
A ordem de Jesus é celebrar.
Fazei isto em memória de mim. (Lc 22,19)
A ordem é repetir o que ele fez, e a Igreja a cumpre na Missa. Ela não diz que o pão consagrado tenha de ser comido ali mesmo, só por quem está presente. Os primeiros cristãos o levavam a quem não pôde ir, e os textos antigos tratam esse costume como coisa normal, sem sinal de que alguém visse nele desobediência, como mostra o bloco seguinte.
Deus mandou guardar o maná diante dele.
Moisés disse: Isto é o que o Senhor ordenou: enchei um ômer de maná para ser guardado pelas vossas gerações, para que vejam o pão com que vos alimentei no deserto. [...] E Moisés disse a Aarão: Toma um jarro, põe nele um ômer cheio de maná e coloca-o diante do Senhor, para ser guardado pelas vossas gerações. (Ex 16,32-33)
A Carta aos Hebreus lembra que na arca da aliança havia "um jarro de ouro com o maná" (Hb 9,4). O próprio Jesus compara o maná com o pão que ele dá (Jo 6,49-51), e o Catecismo diz que o maná do deserto prefigurava a Eucaristia (n. 1094). Não é uma ordem de guardar hóstias, e seria forçar o texto dizer que é. É uma figura: o pão que Deus deu ao povo foi guardado com honra diante dele. No santuário havia ainda o pão posto diante de Deus o tempo todo:
E porás sobre a mesa o pão da Presença, diante de mim, sempre. (Ex 25,30)
As catequeses de Jerusalém do século IV, atribuídas a Cirilo, lembravam esse pão, que acabou com a Antiga Aliança, para dizer que a Nova tem o seu pão do céu (Catequeses mistagógicas 4,5).
Jesus não quer que nada se perca, e quer que os doentes sejam visitados.
Quando ficaram saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. (Jo 6,12)
[...] estive doente e me visitastes [...] (Mt 25,36)
O primeiro versículo é sobre a multiplicação dos pães, que o Catecismo vê como figura da Eucaristia (n. 1335), mas não fala em guardá-la; o segundo, sobre as obras de misericórdia. Mas os dois mostram o espírito do costume que veio depois: não desperdiçar o pão que o Senhor dá e levá-lo a quem está doente.
Os versículos estão em tradução nossa, feita a partir do grego e do hebraico. Para ler cada capítulo inteiro numa tradução católica, veja a Bíblia Ave-Maria: Lucas 22, Êxodo 16, Hebreus 9, João 6, Êxodo 25 e Mateus 25.
O que diziam os primeiros cristãos
O que os primeiros cristãos faziam com o pão consagrado?
Aqui a objeção perde a força. Os textos mais antigos mostram o pão consagrado saindo da assembleia, guardado em casa e levado a quem estava para morrer.
Justino, por volta de 155. Explicando ao imperador a celebração de domingo, ele conta o que acontecia depois da oração de ação de graças:
Os que entre nós se chamam diáconos dão a cada um dos presentes uma parte do pão e do vinho misturado com água sobre os quais se deu graças, e levam uma parte aos ausentes. (Primeira Apologia 65)
E repete, dois capítulos depois: aos ausentes, uma parte "é enviada pelos diáconos" (67). Para levar, era preciso guardar por algum tempo.
Tertuliano, entre 200 e 206. Escrevendo à esposa sobre os riscos de casar com um pagão, ele pergunta:
O teu marido não vai saber o que tu provas em segredo, antes de qualquer comida? E, se souber que é pão, não vai pensar que é aquilo que se diz? (À esposa II,5)
Havia cristãos que levavam a Eucaristia para casa e a comiam em jejum, antes de qualquer outro alimento.
A Tradição Apostólica, talvez por volta de 215. Este texto, atribuído a Hipólito de Roma (a autoria e a data são discutidas pelos estudiosos), dá a regra para quem tem a Eucaristia em casa:
Cada fiel tenha o cuidado de receber a Eucaristia antes de comer qualquer outra coisa. [...] E cada um cuide que nenhum descrente prove da Eucaristia, nem um rato ou outro animal, e que nada dela caia ou se perca; pois é o corpo de Cristo, que os fiéis devem comer, e não se deve desprezá-lo. (32 na edição de Easton; outras edições numeram de outro modo)
Paulo VI cita essa última frase: "O Corpo de Cristo é para se comer e não para se desprezar" (Mysterium fidei, n. 59).
Cipriano de Cartago, por volta de 251. Num livro sobre os que tinham renegado a fé na perseguição de Décio, ele conta, como castigo de Deus, o caso de uma mulher que tentou abrir com mãos indignas "a sua caixinha, onde estava o santo do Senhor" (Os que caíram 26). Não é preciso tomar o relato como prova de milagre para ver o que ele mostra: havia cristãos que guardavam a Eucaristia em casa, numa caixinha.
Dionísio de Alexandria, por volta de 251. Numa carta guardada por Eusébio, ele conta que o velho Serapião, que tinha caído na perseguição, estava para morrer e pedia a reconciliação. O presbítero, doente, não pôde ir, e:
deu ao menino uma pequena porção da Eucaristia, mandando que a molhasse e a pingasse na boca do velho. (Eusébio, História Eclesiástica VI,44)
É o viático, a comunhão de quem está para morrer.
O Concílio de Niceia, em 325. O cânon 13 manda manter "a antiga lei canônica": quem está para morrer não seja privado do último e mais necessário viático.
Basílio de Cesareia, século IV. Ele conta que os monges do deserto, onde não havia sacerdote, guardavam a comunhão em casa, e que em Alexandria e no Egito muitos leigos faziam o mesmo (Carta 93).
As frases de Justino, da Tradição Apostólica, de Cipriano, de Dionísio, de Niceia e de Basílio estão em tradução nossa a partir de versões inglesas; a de Tertuliano, a partir do latim.
O que a Igreja ensina
O que a Igreja ensina sobre a reserva da Eucaristia?
O Concílio de Trento ensinou que o costume de guardar a Eucaristia no sacrário é tão antigo que a época do Concílio de Niceia já o conhecia, e que levá-la aos doentes, guardando-a para isso nas igrejas, é costume muito antigo, mandado por muitos concílios (sessão XIII, capítulo 6; resumo nosso a partir da tradução inglesa). O Catecismo e os papas dizem o mesmo e mostram como a adoração nasceu daí:
A sagrada Reserva (sacrário) era, ao princípio, destinada a guardar, de maneira digna, a Eucaristia, para poder ser levada aos doentes e ausentes, fora da missa.
A conservação das sagradas espécies para os enfermos […] introduziu o louvável uso de adorar este alimento celeste conservado nas igrejas.
A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa […] resulta da celebração da Eucaristia e destina-se à comunhão, sacramental e espiritual.
Diante do tabernáculo em que se conserva a santíssima Eucaristia esteja acesa continuamente uma lâmpada especial, com que se indique e honre a presença de Cristo.
Em 1967, a instrução Eucharisticum mysterium, da Sagrada Congregação dos Ritos, pôs a ordem das razões com todas as letras: a razão primeira e original de guardar a Eucaristia fora da Missa é o viático; as razões segundas são a comunhão fora da Missa e a adoração de Cristo escondido sob as espécies (n. 49; o texto não está no site do Vaticano, e o resumo é nosso a partir da tradução inglesa).
O Código de Direito Canônico dá as regras práticas. A Eucaristia é guardada nas catedrais, nas igrejas paroquiais e nas igrejas ou oratórios das casas religiosas (cân. 934); a igreja onde ela está deve ficar aberta ao menos algumas horas por dia, para quem quiser rezar (cân. 937); habitualmente, há um só sacrário, num lugar nobre e visível, fixo, sólido, não transparente e bem fechado, com a chave guardada com cuidado (cân. 938); e as hóstias devem ser renovadas com frequência (cân. 939).
Vale distinguir os níveis. É doutrina definida que é lícito guardar a Eucaristia e levá-la aos doentes, e que Cristo continua presente nas hóstias guardadas (Trento, sessão XIII, cânones 4 e 7). Já o modo de guardar (onde fica o sacrário, como é feito, que sinais o acompanham) é disciplina, mudou ao longo dos séculos e ainda hoje depende em parte do bispo de cada lugar (Sacramentum caritatis, n. 69). Os trechos são curtos; o texto inteiro está no link de cada um.
O que a história mostra
Como o lugar da reserva mudou ao longo dos séculos?
Nos primeiros séculos, como vimos, a Eucaristia ia para as casas e para os doentes.
Na Idade Média não havia um costume único. A Enciclopédia Católica descreve quatro modos principais: um armário na sacristia, costume que ela liga ao uso cristão antigo; um nicho na parede do coro ou uma torre de pedra lavrada, a "casa do Sacramento", que às vezes subia até a abóbada; uma pomba ou píxide de metal pendurada por uma corrente sobre o altar, sob um pequeno dossel; e uma caixa sobre o próprio altar. Em 1215, o quarto Concílio de Latrão mandou que o crisma e a Eucaristia ficassem trancados em lugar seguro em todas as igrejas, para que nenhuma mão audaciosa os alcançasse para fazer algo horrível ou ímpio, com castigo para o responsável descuidado (cânon 20). A chave existe por causa do risco de profanação, que o Código de hoje também lembra (cân. 938).
Do século XVI em diante, foi se espalhando o costume de guardar a Eucaristia numa caixa fixa sobre o altar, primeiro em Roma e na Itália, com o exemplo de São Carlos Borromeu, arcebispo de Milão. A mudança foi lenta: na França, ainda no século XVIII, muitas catedrais suspendiam a Eucaristia sobre o altar, e as "casas do Sacramento" duraram em partes da Alemanha e da Bélgica até um decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, de 1863.
Hoje, a Instrução Geral do Missal Romano considera mais conveniente, "em razão do sinal", que o sacrário não fique sobre o altar onde se celebra a Missa, e sim no presbitério, num lugar adequado, ou numa capela ligada à igreja e bem visível, a juízo do bispo (n. 315). Junto dele fica sempre acesa uma lâmpada alimentada a óleo ou cera (n. 316).
As palavras também contam essa história. "Tabernáculo" vem do latim tabernaculum, "tenda", a palavra da Bíblia latina para a tenda do deserto onde Deus habitava no meio do povo (Ex 26,1).

Lado a lado
A objeção e os documentos, lado a lado
| O que se diz | O que os documentos mostram | Onde conferir |
|---|---|---|
| Jesus mandou comer, não guardar. | Guarda-se justamente para que seja comido por quem não pôde ir à Missa, sobretudo quem está para morrer. | Justino, Primeira Apologia 65 e 67; Eucharisticum mysterium, n. 49 |
| Os primeiros cristãos não guardavam a Eucaristia. | Entre 200 e 251, há cristãos que a guardam em casa e a comem antes de qualquer outro alimento. | Tertuliano, À esposa II,5; Tradição Apostólica 32; Cipriano, Os que caíram 26 |
| O sacrário é invenção da Idade Média. | A caixa fixa sobre o altar se espalhou a partir do século XVI; o costume de levar a Eucaristia a quem não estava é do século II, e o de guardá-la em casa aparece por volta de 200. | Enciclopédia Católica, Tabernacle; Trento, sessão XIII, capítulo 6 |
| Depois da Missa, o que sobra é só pão. | Cristo continua presente enquanto duram as espécies do pão. | Catecismo, n. 1377; Trento, sessão XIII, cânon 4 |
| Qualquer um pode levar a hóstia para casa. | Hoje a lei da Igreja proíbe guardar a Eucaristia em casa, salvo necessidade pastoral urgente. | Código de Direito Canônico, cân. 935 |
Os frutos
O que o sacrário diz a quem entra numa igreja?
Que ninguém foi esquecido. Cada hóstia guardada é, antes de tudo, a comunhão de alguém que não pôde ir: um idoso em casa, um doente no hospital, alguém que está para morrer. Antes de ser um lugar de oração, o sacrário guarda a caridade da paróquia.
Que Cristo continua perto. A lâmpada acesa diz, sem palavras, que ele está ali (cân. 940), e a igreja aberta convida a entrar e rezar (cân. 937). João Paulo II contou da própria experiência diante do Santíssimo: "Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio!" (Ecclesia de Eucharistia, n. 25).
Com um irmão evangélico, dá para começar pelo que é comum: os dois querem obedecer ao "fazei isto", e os dois sabem que visitar os doentes é servir a Cristo (Mt 25,36). A pergunta que separa é se o pão consagrado continua sendo o corpo do Senhor. Quem crê que sim entende por que a Igreja o guarda com tanto cuidado e por que, diante dele, se ajoelha.
Para guardar
O sacrário nasceu da caridade: guardar o pão consagrado para quem não pôde ir à Missa, sobretudo para quem está para morrer. E, como Cristo continua presente nesse pão, a Igreja que o guarda também se ajoelha diante dele.
Teste
Teste o que você aprendeu
5 perguntas. A resposta aparece assim que você escolhe.
1. Segundo Justino, por volta de 155, o que os diáconos faziam com a Eucaristia depois da celebração?
Na Primeira Apologia (65 e 67), Justino conta que os diáconos davam a comunhão aos presentes e levavam uma parte aos ausentes. Para levar, era preciso guardar por algum tempo.
2. Qual é, segundo a Igreja, a razão primeira e original de guardar a Eucaristia fora da Missa?
A instrução Eucharisticum mysterium (1967, n. 49) diz que a razão primeira e original é o viático; a comunhão fora da Missa e a adoração vêm depois.
3. O que manda o cânon 13 do Concílio de Niceia, em 325?
O cânon 13 manda manter a antiga lei: quem está para morrer não seja privado do último e mais necessário viático.
4. O que o Código de Direito Canônico pede diante do sacrário?
O cânon 940 pede uma lâmpada especial, sempre acesa, para indicar e honrar a presença de Cristo.
5. Por quanto tempo Cristo continua presente na hóstia consagrada?
O Catecismo ensina que a presença eucarística começa na consagração e dura enquanto as espécies subsistirem (n. 1377). Por isso a Igreja pode guardar as hóstias consagradas.
Perguntas frequentes
Como pedir a comunhão para um doente da família?
O caminho é procurar a paróquia. O pároco e os vigários têm o dever de levar a comunhão aos doentes, sobretudo como viático, e podem contar com ministros extraordinários da comunhão (Código, cân. 910 e 911). A Igreja pede que não se espere demais: o viático deve ser dado enquanto o doente ainda está bem consciente (cân. 922). Em caso de necessidade, qualquer sacerdote ou outro ministro da comunhão pode levá-lo (cân. 911).
Um idoso que não está à morte também pode receber a comunhão em casa?
Pode, e com frequência. A instrução Eucharisticum mysterium pede que os pastores façam o possível para que doentes e idosos comunguem muitas vezes, mesmo sem doença grave nem perigo de morte, se possível todos os dias, sobretudo no tempo da Páscoa, e diz que a comunhão pode ser levada a eles a qualquer hora do dia (n. 40).
Quem já comungou no dia pode receber o viático?
Sim. O Código recomenda que quem se vê em perigo de morte comungue de novo, mesmo que já tenha comungado naquele dia, e que, enquanto o perigo durar, receba a comunhão várias vezes, em dias diferentes (cân. 921, § 2 e § 3).
Pode-se comungar fora da Missa?
Pode. O Código recomenda muito que os fiéis comunguem dentro da própria Missa, mas manda dar a comunhão fora dela a quem a pedir por justa causa, seguindo os ritos litúrgicos (cân. 918). É para isso, também, que servem as hóstias guardadas no sacrário.
A luz do sacrário tem de ser vermelha?
A lei não fixa a cor. O que ela pede é uma lâmpada especial acesa continuamente (Código, cân. 940), e a Instrução Geral do Missal Romano diz que ela deve ser alimentada a óleo ou cera (n. 316). O vidro vermelho é um costume muito difundido.
Para ir mais fundo
Fontes
- VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 1335 e 1377 a 1379
- VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 1094 (o maná como figura da Eucaristia)
- VaticanoPio XII, encíclica Mediator Dei (1947), n. 117
- VaticanoPaulo VI, encíclica Mysterium fidei (1965), n. 59 a 63
- VaticanoJoão Paulo II, encíclica Ecclesia de Eucharistia (2003), n. 25
- VaticanoBento XVI, exortação Sacramentum caritatis (2007), n. 66 e 69
- VaticanoCódigo de Direito Canônico, cân. 910, 911, 918, 921, 922 e 934 a 940
- VaticanoInstrução Geral do Missal Romano (edição italiana), n. 314 a 316
- AdoremusSagrada Congregação dos Ritos, instrução Eucharisticum mysterium (1967), n. 40 e 49 (tradução inglesa)
- Papal EncyclicalsConcílio de Trento, sessão XIII (1551), capítulo 6 e cânones 4 e 7 (tradução inglesa)
- Papal EncyclicalsQuarto Concílio de Latrão (1215), cânon 20 (tradução inglesa)
- Catholic EncyclopediaTabernacle: os modos medievais de reserva e a mudança a partir do século XVI
- New AdventJustino, Primeira Apologia, 65 e 67 (tradução inglesa)
- New AdventTertuliano, À esposa, II,5 (tradução inglesa)
- The Latin LibraryTertuliano, Ad uxorem, livro II, texto latino
- Catholic EncyclopediaTertullian: as obras do período católico, entre 200 e 206
- Project GutenbergA Tradição Apostólica de Hipólito, capítulo 32 da edição de Easton (tradução inglesa de B. S. Easton, 1934)
- University of Notre DameBradshaw, Johnson e Phillips: a Tradição Apostólica como coletânea de épocas diferentes (2002)
- New AdventCipriano de Cartago, Os que caíram, 26 (tradução inglesa)
- New AdventEusébio de Cesareia, História Eclesiástica, VI,44 (tradução inglesa)
- New AdventPrimeiro Concílio de Niceia (325), cânon 13 (tradução inglesa)
- New AdventBasílio de Cesareia, Carta 93 (tradução inglesa)
- New AdventCatequeses mistagógicas 4,5, atribuídas a Cirilo de Jerusalém (tradução inglesa)
- CCELJoão Calvino, Institutas, livro IV, capítulo 17, 10, 37 e 39 (tradução inglesa de Beveridge)
- Douay-Rheims Bible OnlineVulgata, Êxodo 26,1 (tabernaculum)
- Bible HubÊxodo 16,33 no hebraico
- Bible HubHebreus 9,4 no grego
- Bible HubÊxodo 25,30 no hebraico
- Bible HubJoão 6,12 no grego

