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Imagem gerada por IA, em estilo de pintura a óleo: Jesus caminha com os discípulos por uma seara dourada; alguns arrancam espigas para comer, enquanto fariseus, à beira do campo, o questionam.

O cristão deve guardar o sábado?

O sábado foi dado a Israel como sinal da aliança. Os apóstolos não impuseram a Lei de Moisés aos cristãos vindos dos outros povos, Paulo chamou os sábados de sombra de Cristo, e a Igreja vê no domingo o cumprimento do que o sábado anunciava.

13 min de leitura

Imagem gerada por IA: Num sábado, os discípulos arrancam espigas ao passar pelas searas, e Jesus responde aos fariseus que o Filho do Homem é senhor do sábado (Mt 12,1-8; Lc 6,1-5), em estilo de pintura renascentista

A resposta curta

Não do modo como Israel o guardava. O sábado foi dado a Israel como sinal da aliança (Êx 31,13); os apóstolos decidiram não impor a Lei de Moisés aos cristãos vindos dos outros povos (At 15,5.28), e Paulo chama os sábados de sombra da realidade, que é Cristo (Cl 2,16-17). O que o mandamento tem de permanente, reservar um tempo para Deus e para o descanso, continua valendo, e a Igreja o vive no domingo, dia da Ressurreição (Catecismo, n. 2175-2176).

A objeção

O que se costuma dizer

O mandamento é claro: "Lembra-te do dia do sábado, para santificá-lo [...] o sétimo dia é sábado para o Senhor teu Deus" (Êx 20,8.10). Deus abençoou o sétimo dia na criação, muito antes de existir Israel (Gn 2,3). Jesus ia à sinagoga no sábado, "segundo o seu costume" (Lc 4,16); as mulheres que o seguiam, depois da sua morte, descansaram no sábado "segundo o mandamento" (Lc 23,56); Paulo discutia na sinagoga todos os sábados (At 18,4). Não há um versículo que mande guardar o domingo. Se os Dez Mandamentos continuam valendo, o do sábado também continua.

De onde vem a pergunta

Quem guarda o sábado hoje, e por quê?

Quem levanta essa pergunta, muitas vezes, é um irmão adventista, e vale ouvir a posição nas palavras da própria Igreja. A Igreja Adventista do Sétimo Dia, organizada oficialmente em 1863, nos Estados Unidos, ensina na sua crença fundamental 20 que "o quarto mandamento da imutável lei de Deus requer a observância deste sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e prática de Jesus, o Senhor do sábado". A mesma crença chama o sábado de "sinal perpétuo do eterno concerto de Deus com Seu povo" e diz que esse tempo sagrado é guardado "do pôr do sol ao pôr do sol".

E a crença 19 deixa claro que, para eles, guardar os mandamentos não compra a salvação: "A salvação é inteiramente pela graça, e não pelas obras, e seu fruto é a obediência aos mandamentos." Para o adventista, guardar o sábado é uma questão de fidelidade, não de mérito. Eles também não são os únicos cristãos que guardam o sábado (veja as perguntas no fim da aula).

A pergunta, aliás, não é nova. O Novo Testamento já discute o que os cristãos vindos do paganismo deviam guardar da Lei de Moisés (At 15), e no século II Justino responde à mesma questão num diálogo com um judeu chamado Trifão. A Igreja chama os cristãos de outras comunidades de irmãos no Senhor (Catecismo, n. 818), e é nesse espírito que a resposta segue.

A pergunta certa

Qual é a pergunta que importa?

Ninguém discute que o sábado foi santo, nem que Jesus o honrou. A pergunta honesta é outra: o sábado, que Deus deu a Israel como sinal da aliança, obriga do mesmo modo os cristãos vindos dos outros povos? E o que, nesse mandamento, é permanente?

Por trás dela há uma distinção antiga. Tomás de Aquino, no século XIII, explicava que o mandamento do sábado é moral num ponto, porque manda o homem reservar um tempo para as coisas de Deus, e cerimonial em outro, porque fixa qual é esse tempo (Suma Teológica I-II, q. 100, a. 3, ad 2). A primeira parte vale para todos e sempre; a segunda pertence à aliança com Israel.

Quando e como os cristãos passaram a se reunir no domingo é assunto da aula Quem trocou o sábado pelo domingo?. Aqui a pergunta é se o cristão está obrigado ao sábado.

Imagem gerada por IA, em estilo de pintura a óleo: numa casa simples de pedra, ao pôr do sol, mulheres deixam vasos de barro com perfumes sobre uma mesa de madeira e se sentam para descansar.
Imagem gerada por IA: As mulheres que seguiam Jesus preparam os perfumes e, no sábado, descansam segundo o mandamento (Lc 23,56), em estilo de pintura barroca

O que diz a Bíblia

O que a Bíblia diz sobre o sábado?

Um dia abençoado e um sinal da aliança

E Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que tinha criado e feito. (Gn 2,3)

O repouso de Deus está na criação, e o mandamento do Sinai remete a ele (Êx 20,11). O Deuteronômio, ao repetir o mesmo mandamento, dá outra razão, a libertação do Egito:

Lembra-te de que foste escravo na terra do Egito, e de que o Senhor teu Deus te tirou de lá com mão forte e braço estendido; por isso o Senhor teu Deus te ordenou guardar o dia do sábado. (Dt 5,15)

E o Êxodo chama o sábado de sinal:

Guardareis os meus sábados, porque é um sinal entre mim e vós, pelas vossas gerações, para que se saiba que eu sou o Senhor, que vos santifico. (Êx 31,13)

Poucos versículos depois, o texto diz que o sábado é sinal "entre mim e os filhos de Israel" e "aliança perpétua" (Êx 31,16-17). A mesma expressão hebraica, bərît ʿôlām, "aliança perpétua", é usada para a circuncisão (Gn 17,13). E a circuncisão, como se verá em Atos 15, não foi imposta aos cristãos vindos dos gentios.

Jesus, senhor do sábado

Naquele tempo, Jesus passou num sábado pelas searas. Os discípulos tiveram fome e começaram a arrancar espigas e a comer. Os fariseus, vendo isso, disseram-lhe: Olha, os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer no sábado. (Mt 12,1-2)

Jesus responde lembrando Davi, que comeu os pães da oferenda, e os sacerdotes, que trabalham no Templo em dia de sábado sem culpa. E conclui:

Pois eu vos digo: aqui está algo maior que o Templo. Se soubésseis o que significa "Quero misericórdia, e não sacrifício", não teríeis condenado os inocentes. Porque o Filho do Homem é senhor do sábado. (Mt 12,6-8)

O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Por isso, o Filho do Homem é senhor também do sábado. (Mc 2,27-28)

Jesus não aboliu o sábado nem mandou trocá-lo por outro dia. Guardou-o e o explicou com autoridade de senhor. Os adventistas lembram com razão que ele ia à sinagoga no sábado. A pergunta é o que os apóstolos ensinaram depois da Ressurreição, quando o Evangelho chegou aos outros povos.

O que os apóstolos pediram aos gentios

No Concílio de Jerusalém, a questão era se os gentios convertidos precisavam ser circuncidados e guardar a Lei de Moisés (At 15,5). Tiago resume a decisão:

Por isso, julgo que não se deve importunar os que, dentre os gentios, se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, das uniões ilícitas, das carnes sufocadas e do sangue. Pois Moisés, desde as gerações antigas, tem em cada cidade quem o pregue, e é lido nas sinagogas todos os sábados. (At 15,19-21)

A carta enviada às Igrejas repete as quatro abstenções e diz que pareceu bem "não vos impor nenhum outro peso além destas coisas necessárias" (At 15,28-29). O sábado não está na lista. O versículo 21 fala da leitura de Moisés nas sinagogas aos sábados; seja qual for o sentido exato dessa frase, a carta não impõe o sábado aos gentios.

Um adventista lembrará, com razão, que a lista também não fala de homicídio nem de roubo: ela trata do que os gentios deviam evitar para viver em comunhão com os irmãos judeus. Por isso o argumento não está só na lista. A pergunta posta era se os gentios deviam "guardar a Lei de Moisés" (At 15,5), e a resposta foi não lhes impor "nenhum outro peso"; depois, Paulo deixa os dias à consciência de cada um (Rm 14,5) e chama festas, luas novas e sábados de sombra (Cl 2,16-17). É esse conjunto, lido pela Igreja (Catecismo, n. 2175), que sustenta a resposta católica.

O que Paulo escreveu sobre os dias

Um julga que um dia vale mais que outro; outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja plenamente convencido no seu próprio juízo. Quem dá importância ao dia, o faz para o Senhor. (Rm 14,5-6)

Mas agora, que conheceis a Deus, ou melhor, que fostes conhecidos por Deus, como podeis voltar outra vez a esses elementos fracos e pobres, querendo servi-los de novo? Observais dias, meses, estações e anos! (Gl 4,9-10)

Portanto, ninguém vos julgue por causa de comida ou de bebida, ou a respeito de festa, de lua nova ou de sábados: essas coisas são sombra das que haviam de vir, mas a realidade é de Cristo. (Cl 2,16-17)

Paulo não cita o sábado em Romanos nem em Gálatas, e os estudiosos discutem que dias ele tinha em mente. Em Colossenses, a palavra está lá: sabbatōn, "sábados". O estudioso adventista Ron du Preez defende que esses sábados são os dias de descanso das festas anuais, e não o sábado semanal; a revista Ministry, dos pastores adventistas, publicou em 2009 uma resenha favorável ao estudo, assinada pelo diretor do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral da Igreja Adventista. O próprio resenhista reconhece que a maioria dos intérpretes vê ali as festas anuais, as luas novas de cada mês e o sábado de cada semana. A leitura católica vai nessa linha: o que a Lei praticava "era figura de algum aspecto relativo a Cristo" (Catecismo, n. 2175). Mesmo assim, o texto não proíbe ninguém de descansar no sábado: proíbe julgar o irmão por isso.

O repouso que permanece

Resta, portanto, um repouso sabático para o povo de Deus. Pois quem entrou no repouso de Deus também descansou das suas obras, como Deus das suas. Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele repouso. (Hb 4,9-11)

A crença 20 dos adventistas cita Hebreus 4,1-11. O capítulo fala de um repouso em que "nós, os que cremos, entramos" (Hb 4,3), e que ao mesmo tempo ainda está à frente, porque é preciso se esforçar para entrar nele (4,11). Se Josué tivesse dado esse repouso ao povo, diz a carta, Deus não falaria depois de outro dia (4,8). A palavra sabbatismós, "repouso sabático", só aparece aqui no Novo Testamento. A Igreja lê aí o descanso que o sábado anunciava e que se cumpre em Cristo: começa pela fé e se completa na vida eterna, que o Catecismo descreve como "a entrada no repouso de Deus" (Catecismo, n. 1720).

Os versículos estão em tradução nossa, feita a partir do hebraico (Gênesis, Êxodo e Deuteronômio) e do grego (os demais). Para ler cada capítulo inteiro numa tradução católica, veja a Bíblia Ave-Maria: Gênesis 2, Êxodo 20, Deuteronômio 5, Êxodo 31, Gênesis 17, Mateus 12, Marcos 2, Lucas 4, Lucas 23, Atos 15, Atos 18, Romanos 14, Gálatas 4, Colossenses 2 e Hebreus 4.

O que diziam os primeiros cristãos

O que diziam os primeiros cristãos?

Os escritos dos primeiros séculos mostram que a pergunta já existia, e como os cristãos respondiam.

Justino, por volta de 160. No Diálogo com Trifão, Justino conversa com um judeu culto. Trifão diz o que mais estranha nos cristãos: que, dizendo-se piedosos, não se separam em nada dos outros povos, não guardam festas nem sábados e não têm a circuncisão (10). Justino responde que a nova lei pede um sábado contínuo, de todos os dias: quem é perjuro ou ladrão, deixe de sê-lo; quem é adúltero, se arrependa; esse guardou "os doces e verdadeiros sábados de Deus" (12). E diz algo que vale ouvir hoje. Trifão pergunta se quem reconhece Jesus como o Cristo, mas quer continuar a guardar a Lei de Moisés, será salvo. Justino responde que, na sua opinião, sim, desde que não tente convencer os gentios de que eles não serão salvos sem isso; e acrescenta que os cristãos devem conviver com esses fiéis "em tudo, como parentes e irmãos" (47).

Ireneu, por volta de 180. Para Ireneu, bispo de Lyon, a circuncisão e o sábado foram dados como sinais. A prova, diz ele, é esta:

O próprio Abraão, sem a circuncisão e sem a observância dos sábados, creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. (Contra as heresias IV,16,2)

Os sábados, explica Ireneu, ensinavam a perseverar todos os dias no serviço de Deus (IV,16,1). E no mesmo capítulo ele diz que as dez palavras do Decálogo continuam valendo para os cristãos, ampliadas, e não abolidas, pela vinda do Senhor (IV,16,4).

Agostinho, em 400. Numa carta a Januário, Agostinho observa que, dos dez mandamentos, o do sábado é o único em que a coisa mandada é figura: o descanso do corpo representa o descanso espiritual em Deus. Os outros, como não matar e não furtar, devem ser cumpridos ao pé da letra; o do sábado, não do modo como os judeus o guardam (Carta 55,12,22). O dia do Senhor, acrescenta, foi dado a conhecer aos cristãos pela ressurreição do Senhor (55,13,23).

As frases de Justino, Ireneu e Agostinho foram traduzidas ou resumidas a partir das versões inglesas indicadas nas fontes.

O que a Igreja ensina

O que a Igreja ensina sobre o sábado?

O Catecismo dedica ao sábado os números 2168 a 2173 e mostra, nos seguintes, como ele se cumpre no domingo. Começa honrando o sábado e o modo como Jesus o viveu:

Deus confiou a Israel o sábado, para ele o guardar em sinal da Aliança inviolável.

Catecismo da Igreja Católica, n. 2171

Mas Jesus nunca viola a santidade deste dia.

Catecismo da Igreja Católica, n. 2173

O domingo realiza plenamente, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do sábado judaico e anuncia o descanso eterno do homem, em Deus.

Catecismo da Igreja Católica, n. 2175

O culto dominical cumpre o preceito moral da Antiga Aliança, cujo ritmo e espírito retoma, ao celebrar em cada semana o Criador e o Redentor do seu povo.

Catecismo da Igreja Católica, n. 2176

Em poucas linhas, o Catecismo diz três coisas. O sábado foi dado a Israel como sinal da aliança, e Jesus o respeitou. Para os cristãos, a prescrição ritual do sábado foi substituída pelo domingo, que o Catecismo apresenta como a realização do sábado (n. 2175). E o que o mandamento tem de moral continua de pé: prestar a Deus um culto "exterior, visível, público e regular" (n. 2176) e dar descanso a si mesmo e a quem trabalha para nós. É a mesma distinção de Tomás de Aquino entre a parte moral e a parte cerimonial do mandamento.

No número 2175, o Catecismo cita Inácio de Antioquia, que por volta de 110 já falava de quem tinha deixado o sábado para viver segundo o dia do Senhor. A história dessa passagem está na aula Quem trocou o sábado pelo domingo?. Os trechos são curtos; o texto inteiro está no link de cada um.

Lado a lado

O que se diz e o que o texto mostra

O que se dizO que o texto mostraOnde conferir
O sábado vem da criação, antes de Israel.Deus descansou e abençoou o sétimo dia; a ordem de guardá-lo, com nome e regras, foi dada a Israel como sinal da aliança.Gn 2,3; Êx 31,13-17
Jesus guardou o sábado.Guardou e nunca faltou à santidade do dia, mas o interpretou com autoridade de senhor do sábado.Lc 4,16; Mc 2,27-28; Catecismo, n. 2173
Os apóstolos pregavam aos sábados.Iam às sinagogas, onde os judeus se reuniam, para anunciar Cristo; e não impuseram o sábado aos gentios.At 18,4; At 15,28-29
Colossenses 2 fala só dos sábados das festas.É a leitura de estudiosos adventistas; a maioria dos intérpretes vê ali também o sábado semanal.Cl 2,16-17; revista Ministry, 2009
Hebreus 4 manda guardar o sábado semanal.Fala de um repouso de Deus em que se entra pela fé e que ainda está à frente.Hb 4,3.9-11
Se os Dez Mandamentos valem, o do sábado também vale.A parte moral do mandamento continua: tempo para Deus e descanso para todos.Catecismo, n. 2176; Tomás, Suma I-II, q. 100, a. 3, ad 2

Os frutos

O que o sábado ensina a um cristão?

O sábado não é um assunto encerrado para o católico. O Catecismo diz que ele é "um dia de protesto contra as servidões do trabalho e o culto do dinheiro" (n. 2172), e isso continua atual numa vida em que não se para nunca. Muitos irmãos adventistas guardam o seu dia com uma seriedade que deveria envergonhar quem trata o domingo como um dia qualquer. A resposta católica à pergunta do sábado não é "então qualquer dia serve", e sim um domingo vivido de verdade: Missa, descanso, família e obras de misericórdia.

Na conversa, há muito em comum. Os dois creem que Deus criou o mundo e descansou, que o tempo pertence a Deus e que o descanso é dom dele. A diferença está no dia e no modo. Vale ler juntos Atos 15 e Colossenses 2, com calma, e lembrar o conselho de Paulo: cada um esteja convencido no seu próprio juízo, e ninguém julgue o irmão (Rm 14,5.10). Justino, no século II, já tratava os cristãos que continuavam a guardar a Lei de Moisés como "parentes e irmãos".

Para guardar

O sábado foi o sinal da aliança de Deus com Israel, e Jesus é o senhor do sábado. Os apóstolos não impuseram a Lei de Moisés aos gentios, e Paulo chamou os sábados de sombra de Cristo; o que o mandamento tem de permanente, um tempo para Deus e para o descanso, os cristãos vivem no domingo, dia da Ressurreição.

Teste

Teste o que você aprendeu

5 perguntas. A resposta aparece assim que você escolhe.

  1. 1. Segundo Êxodo 31, o sábado é um sinal entre Deus e quem?

  2. 2. O que o Concílio de Jerusalém decidiu sobre os cristãos vindos dos gentios?

  3. 3. O que Jesus diz em Marcos 2,27-28?

  4. 4. Segundo Colossenses 2,16-17, festas, luas novas e sábados são o quê?

  5. 5. Segundo o Catecismo (n. 2176), o que o culto do domingo cumpre?

Perguntas frequentes

Os adventistas acham que quem não guarda o sábado está perdido?

Ellen G. White, em cujo ministério os adventistas veem o dom de profecia (crença 18), escreveu em 1851 ter visto que Deus tinha filhos que não viam nem guardavam o sábado e que não tinham rejeitado a luz sobre ele. Para conhecer a posição de um adventista hoje, o melhor é perguntar a ele e ler as fontes oficiais da sua Igreja.

Os adventistas foram os primeiros cristãos a voltar ao sábado?

Não. Os batistas do sétimo dia contam que a sua tradição começou no início dos anos 1650, na Inglaterra, quando pequenas congregações batistas se convenceram de que o sétimo dia devia ser honrado. A primeira igreja deles na América do Norte foi fundada em Newport, Rhode Island, no fim de 1671, quase dois séculos antes da organização da Igreja Adventista, em 1863.

Quando começa o sábado, e quando começa o domingo?

Na contagem judaica, o dia começa ao pôr do sol, e os adventistas guardam o sábado "do pôr do sol ao pôr do sol" (crença 20). Os cristãos antigos contavam o domingo do mesmo modo: segundo a Enciclopédia Católica, a guarda do domingo começava ao pôr do sol do sábado e ia até a mesma hora do domingo, costume que em alguns lugares durou até o século XVII. Hoje, para o preceito do domingo, a Igreja aceita a Missa celebrada "na tarde do antecedente" (Catecismo, n. 2180).

Um católico pode descansar ou rezar de modo especial no sábado?

Pode. O que os apóstolos recusaram foi impor o sábado aos gentios como obrigação (At 15), e Paulo deixa a cada um a sua convicção sobre os dias (Rm 14,5-6). O preceito católico é outro: participar da Missa no domingo e nos dias santos e evitar, nesses dias, os trabalhos que impedem o culto e o descanso (Catecismo, n. 2180 e 2185).

Jesus mandou guardar o domingo?

Os Evangelhos não trazem uma ordem de Jesus sobre o dia. Trazem a Ressurreição no primeiro dia da semana e as aparições aos discípulos reunidos nesse dia (Jo 20,19.26). A Igreja recebe o domingo "por tradição apostólica" (Catecismo, n. 2177). A história está na aula Quem trocou o sábado pelo domingo?.

Para ir mais fundo

Fontes

  1. VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 2168 a 2195 (n. 2171 a 2177, 2180 e 2185)
  2. VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 818 (os irmãos separados)
  3. Igreja Adventista do Sétimo DiaCrença fundamental 20, O sábado
  4. Igreja Adventista do Sétimo DiaCrença fundamental 19, A lei de Deus
  5. Igreja Adventista do Sétimo DiaNossa história: a organização oficial em 1863
  6. Seventh Day Baptist General ConferenceAbout Us: as origens nos anos 1650 e a igreja de Newport (1671)
  7. Ministry (revista adventista)Ángel Manuel Rodríguez, resenha de Judging the Sabbath, de Ron du Preez (novembro de 2009)
  8. Ellen G. White EstateEllen G. White, A Sketch of the Christian Experience and Views (1851), a visão de 1847
  9. Bible HubÊxodo 31,13 no hebraico, palavra por palavra
  10. Bible HubGênesis 17,13 no hebraico (aliança perpétua)
  11. Bible HubÊxodo 31,16 no hebraico (aliança perpétua)
  12. Bible HubColossenses 2,16 no grego
  13. Bible HubHebreus 4,9 no grego
  14. Bible HubSabbatismós (Strong 4520): uma só ocorrência no Novo Testamento
  15. VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 1720 (a entrada no repouso de Deus)
  16. Catholic EncyclopediaSunday: o domingo contado do pôr do sol de sábado ao de domingo
  17. Igreja Adventista do Sétimo DiaCrença fundamental 18, O dom de profecia
  18. New AdventJustino, Diálogo com Trifão, 10 a 12 (tradução inglesa)
  19. New AdventJustino, Diálogo com Trifão, 47 (tradução inglesa)
  20. New AdventIreneu de Lyon, Contra as heresias, IV,16 (tradução inglesa)
  21. New AdventAgostinho, Carta 55, a Januário (ano 400), 22 e 23 (tradução inglesa)
  22. New AdventTomás de Aquino, Suma Teológica I-II, q. 100, a. 3, ad 2 (tradução inglesa)
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