A resposta curta
Os santos não ouvem por força própria, e a Igreja não diz que ouvem assim. Ela ensina que eles estão vivos em Cristo, rezam por nós e acolhem os nossos pedidos; a explicação mais conhecida, de Tomás de Aquino, é que Deus lhes dá a conhecer o que lhes pedimos. Pedir a um santo que reze por nós não é consultar os mortos, que a Bíblia proíbe: ninguém lhe pede mensagens nem segredos, só oração.
A objeção
O que se costuma dizer
Os mortos não sabem coisa nenhuma. É a Bíblia que diz: "os vivos sabem que vão morrer, mas os mortos não sabem nada" (Ec 9,5), e "na morte não há lembrança de ti" (Sl 6,6). E a Lei proíbe: "Não se ache no meio de ti [...] quem consulte os mortos" (Dt 18,10-11). Rezar para santo é falar com mortos, exatamente o que Deus proibiu. E, mesmo que estivessem no céu, como Maria ou Santo Antônio ouviriam milhões de pedidos ao mesmo tempo, em todas as línguas, até em pensamento? Só Deus está em toda parte e conhece os corações.
De onde vem a pergunta
De onde vem essa objeção?
Ela junta três correntes diferentes, e vale separá-las.
A primeira diz que os mortos estão inconscientes até a ressurreição. É a crença oficial dos adventistas do sétimo dia, para quem a morte é um estado de inconsciência para todos até a volta de Cristo (crença fundamental 26), e das Testemunhas de Jeová, que ensinam que "quando morremos, nós deixamos de existir". A aula Os santos estão conscientes no Céu? trata disso em detalhe.
A segunda é a de muitos evangélicos, que creem que os que morrem em Cristo estão com o Senhor (Fp 1,23), mas não veem base para lhes pedir nada. É uma posição antiga e séria. Na Apologia da Confissão de Augsburgo, de 1531, Filipe Melanchthon chegou a admitir que os santos no céu rezam pela Igreja em geral, mas perguntou: sem um testemunho da Escritura, como sabemos que os santos percebem as orações de cada um? (artigo 21).
A terceira é própria de países como o Brasil, onde muita gente conhece de perto o espiritismo e outras práticas de evocar os mortos. Para quem vem desse contexto, ou saiu dele, qualquer palavra dirigida a um falecido pode soar como sessão espírita. É aqui que entra Deuteronômio 18.
A pergunta certa
Qual é a pergunta que importa?
São três perguntas, uma dentro da outra. Os santos estão vivos? Podem saber o que lhes pedimos? Pedir a sua oração é o mesmo que consultar os mortos?
A primeira tem aula própria; basta lembrar a resposta de Jesus aos saduceus, que negavam a ressurreição: Deus "não é Deus de mortos, mas de vivos, pois para ele todos vivem" (Lc 20,38). Esta aula se concentra nas outras duas, e começa por uma concessão: por natureza, os mortos de fato não sabem o que se passa aqui. Quem diz isso não é só o Eclesiastes; é também Tomás de Aquino, como veremos. A questão é se Deus pode dar-lhes a conhecer, e se pedir a sua oração tem alguma coisa a ver com o que Deuteronômio proíbe.
O que diz a Bíblia
O que a Bíblia proíbe, e o que ela mostra?
O que Deuteronômio 18 proíbe. O texto está numa lista de práticas dos povos de Canaã:
Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha, quem pratique adivinhação, quem leia sinais, agoureiro ou feiticeiro, quem faça encantamentos, quem interrogue espíritos de mortos ou adivinhos, nem quem consulte os mortos. (Dt 18,10-11)
O verbo de "consultar os mortos" é darash: buscar uma resposta, consultar como a um oráculo. A lista inteira é de técnicas para obter um saber escondido, como o futuro, sinais e segredos. E o texto diz qual é a alternativa: essas nações escutam agoureiros e adivinhos, mas a Israel o Senhor não permitiu isso; Ele suscitará um profeta, "e a ele ouvireis" (Dt 18,14-15). O pecado é procurar nos mortos a palavra que se deve procurar em Deus.
O caso clássico é o do rei Saul. Deus não lhe respondia, e ele mandou procurar uma mulher que evocasse os mortos, "para que eu a consulte" (1Sm 28,7). O livro das Crônicas resume:
Saul morreu por causa da infidelidade que cometeu contra o Senhor, por não ter guardado a palavra do Senhor, e também por ter interrogado uma necromante para consultá-la. Não consultou o Senhor. (1Cr 10,13-14)
Isaías usa o mesmo verbo e manda voltar "à instrução e ao testemunho" (Is 8,19-20). Médium, evocação, pergunta sobre o oculto, e Deus deixado de lado: é isso que a Bíblia condena, e a Igreja condena junto (Catecismo, n. 2116 e 2117). Pedir a um santo que reze por nós não tem nenhum desses traços. Não há médium, ninguém tenta fazer o santo aparecer, não se espera mensagem nem segredo, e o pedido é que ele reze a Deus.
"Os mortos não sabem nada"? Eclesiastes 9,5-6 fala da vida vista "debaixo do sol", a partir deste mundo: por si mesmos, os mortos de fato não participam mais do que acontece aqui. A aula Os santos estão conscientes no Céu? examina esse texto em detalhe.
O que o Novo Testamento mostra. Na parábola do rico e de Lázaro (uma parábola, não uma reportagem do além), os dois estão conscientes depois da morte, e o rico se lembra dos cinco irmãos e pede por eles. A resposta de Abraão é a mesma de Deuteronômio:
"Peço-te então, pai, que o mandes à casa do meu pai, pois tenho cinco irmãos; que ele os previna, para que não venham também eles para este lugar de tormento." Abraão respondeu: "Eles têm Moisés e os profetas; que os ouçam". (Lc 16,27-29)
Os mortos não são canal de revelação: para isso há a Palavra de Deus. Mas a parábola supõe que eles vivem e se importam com os vivos.
O Apocalipse mostra o céu informado do que acontece na terra:
Quando ele recebeu o livro, os quatro seres vivos e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro; cada um tinha uma cítara e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. (Ap 5,8)
Na linguagem do Apocalipse, "santos" são os fiéis, a Igreja. Os estudiosos discutem quem são os anciãos (representantes do povo de Deus, para muitos; seres celestes, para outros), mas de todo modo são figuras do céu que levam a Deus as orações da terra. Um anjo faz o mesmo em Ap 8,3-4. E, no quinto selo, as almas dos mártires sabem que a justiça ainda não foi feita e clamam a Deus por ela (Ap 6,9-11). O próprio Jesus diz que há alegria "diante dos anjos de Deus" por um só pecador que se converte (Lc 15,10).
E Hebreus 12,1? O texto diz que estamos rodeados por "tão grande nuvem de testemunhas" (mártyron). A palavra quer dizer, antes de tudo, os que deram testemunho da fé, os heróis do capítulo 11; a imagem de uma corrida com essa multidão ao redor lembra um estádio cheio, mas é melhor não fazer o versículo dizer mais do que diz. Ele fala de proximidade, não de como os santos sabem das coisas.
Por fim, num livro que os católicos recebem como Escritura e os protestantes não, Judas Macabeu vê em sonho o sumo sacerdote Onias, já morto, rezando pelo povo, e ouve dele sobre o profeta Jeremias: "Este é o amigo dos irmãos, que muito reza pelo povo e pela cidade santa" (2Mc 15,14). Mesmo para quem não aceita o livro, ele mostra o que judeus piedosos criam pouco antes de Cristo.
Os versículos estão em tradução nossa, a partir do hebraico (Deuteronômio, Samuel, Crônicas) e do grego (os demais, incluindo 2 Macabeus). Para ler cada capítulo inteiro numa tradução católica, veja a Bíblia Ave-Maria: Deuteronômio 18, 1 Samuel 28, 1 Crônicas 10, Isaías 8, Lucas 16, Apocalipse 5, Apocalipse 6, Hebreus 12 e 2 Macabeus 15.
O que diziam os primeiros cristãos
Os primeiros cristãos pediam a oração dos que já tinham partido?
Orígenes, na primeira metade do século III, escreve no tratado Sobre a oração que, com quem reza de verdade, rezam também os anjos e as almas dos santos que já repousam (capítulo 11).
Cipriano de Cartago, por volta de 253. Escrevendo ao papa Cornélio, cuja Igreja tinha acabado de enfrentar a perseguição, Cipriano pede:
Lembremo-nos uns dos outros, em concórdia e unanimidade; rezemos sempre uns pelos outros, de um lado e do outro [...], para que, se um de nós, pela rapidez da bondade divina, partir primeiro, o nosso amor continue diante do Senhor e a nossa oração pelos irmãos e irmãs não cesse diante da misericórdia do Pai. (Carta 60,5)
Os peregrinos da Via Ápia, na segunda metade do século III. Debaixo da atual basílica de São Sebastião, em Roma, numa sala usada para refeições em memória dos mortos, as paredes guardam mais de 600 grafites, em latim e em grego, que invocam os apóstolos Pedro e Paulo. Um deles diz: "Paulo e Pedro, intercedei por Vítor". O papa Francisco lembrou esses grafites em 2024.
Jerusalém, século IV. Nas catequeses atribuídas a Cirilo de Jerusalém, o bispo explica aos recém-batizados que, na Missa, se faz memória dos patriarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que, pelas suas orações e intercessões, Deus acolha a nossa súplica (Catequese mistagógica 5,9).
Jerônimo, em 406. Vigilâncio, um padre da Gália, dizia que só os vivos podem rezar uns pelos outros e que, depois da morte, a oração de ninguém é ouvida; chegou a citar os mártires de Apocalipse 6, que pedem justiça e ainda não foram atendidos. Jerônimo respondeu:
Se os apóstolos e os mártires, ainda no corpo, podem rezar pelos outros, quando ainda precisam se preocupar consigo mesmos, quanto mais depois das coroas, das vitórias e dos triunfos? (Contra Vigilâncio 6)
Agostinho, em 421. É o mais cuidadoso de todos. No livro O cuidado devido aos mortos, ele admite que os mortos, por si mesmos, não sabem o que se passa aqui, e cita Isaías: "Abraão não nos conhece" (Is 63,16). Mas diz que podem sabê-lo pelos que morrem e chegam até eles, pelos anjos, ou porque o Espírito de Deus lhes revela; e que os mártires ajudam os vivos pelo poder de Deus. Como isso acontece, confessa, é uma questão que ultrapassa a sua inteligência, e ele não ousa definir (capítulos 16 a 20).
A frase de Jerônimo está em tradução nossa a partir do latim; a de Cipriano, a partir da versão inglesa indicada nas fontes. Orígenes, Cirilo e Agostinho foram resumidos a partir das versões inglesas.
O que a Igreja ensina
O que a Igreja ensina?
A Igreja ensina as duas coisas ao mesmo tempo: proíbe consultar os mortos e afirma que os santos rezam por nós e acolhem os nossos pedidos.
Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro […]
Eles não cessam de interceder a nosso favor, diante do Pai, […] graças ao Mediador único entre Deus e os homens, Jesus Cristo […]
[…] cremos que, nesta comunhão, o amor misericordioso de Deus e dos seus santos está sempre atento às nossas orações.
Podemos e devemos pedir-lhes que intercedam por nós e por todo o mundo.
No número 2117, o Catecismo adverte também contra o espiritismo, por causa das práticas de adivinhação e de magia que ele costuma envolver. O Concílio de Trento, em 1563, ensinou que é bom e útil invocar os santos e recorrer às suas orações, e rejeitou a ideia de que seria tolice suplicar aos que reinam no céu, em voz alta ou só em pensamento (sessão XXV). Ou seja: a Igreja afirma que os santos podem receber os nossos pedidos, até os silenciosos.
Como eles sabem é outra questão, e aqui a Igreja deixa espaço para a teologia. A explicação mais conhecida é a de Tomás de Aquino. Os mortos, por sua condição natural, não conhecem o que se passa neste mundo, sobretudo o que vai no coração; mas aos bem-aventurados, que veem a Deus, se manifesta nele o que lhes convém conhecer do que se passa conosco, e de modo especial os pedidos que lhes dirigimos. Eles os conhecem "porque Deus os manifesta" (Suma, II-II, q. 83, a. 4, ad 2, tradução nossa do latim). Não é que os santos tenham ouvidos de alcance infinito: é Deus quem lhes dá a conhecer. Agostinho, como vimos, propunha outros caminhos possíveis e preferia não definir. É doutrina da Igreja que os santos rezam por nós e que é bom pedir a sua oração; o modo como conhecem os pedidos é explicação teológica.
Tomás nota ainda um detalhe que qualquer católico pode conferir na ladainha dos santos: à Santíssima Trindade pedimos que tenha piedade de nós; aos santos, sejam quais forem, pedimos que rezem por nós (q. 83, a. 4). Ninguém pede a um santo o que só Deus dá. Os trechos são curtos; o texto inteiro está no link de cada um.
Lado a lado
Consultar os mortos e pedir a oração de um santo, lado a lado
| Ponto | Consultar os mortos (Dt 18) | Pedir a oração de um santo |
|---|---|---|
| O que se procura | Respostas, segredos, o futuro | Que ele reze a Deus por nós |
| Por qual meio | Médium, ritual, evocação | Uma oração simples, sem médium nem ritual de evocação |
| O que se espera do morto | Que apareça ou dê uma mensagem | Nenhuma mensagem: só a sua intercessão |
| Onde fica Deus | Deixado de lado (1Cr 10,13-14) | É a Ele que tudo se dirige (Ap 5,8) |
| O que a Igreja diz | Deve ser rejeitado (Catecismo, n. 2116 e 2117) | Podemos e devemos pedir (Catecismo, n. 2683) |

Os frutos
O que muda para quem reza?
Para o católico, a morte não rompe a família de Deus. O Catecismo recolhe duas frases de santos que dizem isso com simplicidade. São Domingos, ao morrer, disse aos seus frades: "Não choreis, que eu vos serei mais útil depois da morte [...]"; e Santa Teresinha do Menino Jesus disse: "Quero passar o meu céu a fazer o bem sobre a terra" (n. 956). Não são promessas de mensagens do além. São a certeza de que o amor continua, porque Deus é Deus de vivos.
Isso também protege contra o que a Bíblia proíbe. Quem aprende a pedir a oração dos santos e a confiar o resto a Deus não precisa procurar médiuns para ter notícias de quem partiu, nem tentar arrancar dos mortos segredos sobre o futuro. A resposta de Abraão continua valendo: temos Moisés e os profetas, e temos o Evangelho.
Com um irmão evangélico, a distância é menor do que parece. Melanchthon admitia que os santos rezam pela Igreja; muitos evangélicos creem que os que morreram em Cristo estão com o Senhor; e todos pedimos uns aos outros que rezem por nós, porque "a súplica do justo tem muita força" (Tg 5,16). A pergunta que fica é se a morte, vencida por Cristo, interrompe essa comunhão. Os primeiros cristãos achavam que não.
Para guardar
Consultar os mortos é buscar neles respostas no lugar de Deus, e a Bíblia proíbe. Pedir a oração de um santo é pedir a um irmão vivo em Cristo que reze a Deus por nós, e é Deus quem lhe dá a conhecer o pedido.
Teste
Teste o que você aprendeu
5 perguntas. A resposta aparece assim que você escolhe.
1. O que Deuteronômio 18,11 proíbe quando fala em "consultar os mortos"?
O verbo hebraico darash quer dizer consultar, buscar resposta como a um oráculo. A lista de Dt 18 é de técnicas para obter saber escondido, e a alternativa é ouvir o profeta que Deus envia (Dt 18,15).
2. Segundo Tomás de Aquino, como os santos conhecem os pedidos que lhes fazemos?
Tomás reconhece que, por natureza, os mortos não sabem o que se passa aqui; mas aos bem-aventurados Deus manifesta o que lhes convém conhecer, sobretudo os pedidos que lhes dirigimos (Suma, II-II, q. 83, a. 4, ad 2).
3. Em Apocalipse 5,8, o que são as taças de ouro cheias de incenso?
O texto grego diz que o incenso das taças "são as orações dos santos", isto é, dos fiéis. Figuras do céu levam essas orações diante do Cordeiro.
4. Quem escreveu, em 406, que os apóstolos e mártires podem rezar ainda mais "depois das coroas, das vitórias e dos triunfos"?
Jerônimo respondia a Vigilâncio, que dizia que, depois da morte, a oração de ninguém é ouvida (Contra Vigilâncio 6).
5. O que o Catecismo (n. 2116) diz sobre a evocação dos mortos?
A Igreja condena a evocação dos mortos e o recurso a médiuns, como Deuteronômio. Pedir a oração de um santo é outra coisa: não há evocação nem busca de revelações.
Perguntas frequentes
Rezar para um santo é espiritismo?
Não. O espiritismo e a necromancia procuram contato com os mortos para receber mensagens ou revelações, muitas vezes por meio de médiuns, e a Igreja os rejeita (Catecismo, n. 2116 e 2117). Pedir a um santo que reze por nós não usa médium, não espera mensagem e se dirige, no fim, a Deus.
Como um santo pode atender milhões de pessoas ao mesmo tempo?
Não por força própria. A explicação mais conhecida é a de Tomás de Aquino: os santos veem a Deus, e Deus lhes dá a conhecer os pedidos que lhes dirigimos (Suma, II-II, q. 83, a. 4, ad 2). A Igreja ensina que eles rezam por nós; o modo exato como conhecem os pedidos não foi definido.
Eclesiastes 9,5 não prova que os mortos não sabem nada?
O versículo fala do que se faz "debaixo do sol" (Ec 9,6), a perspectiva deste mundo que o livro repete 29 vezes no texto hebraico. Por si mesmos, os mortos de fato não participam do que acontece aqui; a questão é se Deus pode dar-lhes a conhecer. A aula sobre a consciência dos santos no Céu examina o texto em detalhe.
A parábola do rico e de Lázaro descreve como é o além?
É uma parábola, e nem todos os detalhes devem ser lidos ao pé da letra. Mas ela supõe que, depois da morte, as pessoas estão conscientes, lembram-se dos vivos e se importam com eles; e também ensina que os mortos não são canal de revelação: "eles têm Moisés e os profetas" (Lc 16,29).
Posso pedir a oração de um parente que já morreu?
Pode, em oração pessoal. A Igreja pede sobretudo que rezemos por eles, e o Catecismo diz que essa oração pode também tornar mais eficaz a intercessão deles em nosso favor (n. 958). O culto público fica reservado aos que a Igreja declara beatos ou santos; a aula A Igreja decide quem é santo? explica como.
Para ir mais fundo
Fontes
- VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 2116 e 2117
- VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 954 a 962 (inclui o n. 958)
- VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 2683
- VaticanoCatecismo da Igreja Católica (inglês), n. 956 e as notas que identificam as frases de São Domingos e de Santa Teresinha
- VaticanoConcílio Vaticano II, constituição Lumen Gentium, n. 49 e 50
- VaticanoPapa Francisco, discurso à Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra, 17 de maio de 2024 (em espanhol): os grafites da Memoria Apostolorum
- Adventist.orgCrença fundamental 26 dos adventistas do sétimo dia: morte e ressurreição
- JW.orgTestemunhas de Jeová: o que acontece quando morremos?
- Book of ConcordApologia da Confissão de Augsburgo (1531), artigo 21
- CCELOrígenes, Sobre a oração, capítulo 11 (capítulo VI na tradução inglesa de W. Curtis)
- New AdventCipriano de Cartago, Carta 60 a Cornélio (56 na numeração da tradução inglesa)
- Catholic EncyclopediaSão Cipriano: a carta 60 e o exílio de Cornélio em 253
- Italia.it (portal oficial de turismo da Itália)Catacumbas de São Sebastião: a triclia e os mais de 600 grafites a Pedro e Paulo
- Biblical Archaeology SocietyGrafite "Paule ed Petre petite pro Victore", Memoria Apostolorum, Roma
- EWTN (L'Osservatore Romano, 9 de fevereiro de 2000)Danilo Mazzoleni, Ancient graffiti in Roman catacombs: centenas de grafites gregos e latinos na Memoria Apostolorum ("Paul and Peter, intercede for Victor"), da segunda metade do século III
- New AdventCirilo de Jerusalém, Catequese mistagógica 5 (tradução inglesa)
- New AdventJerônimo, Contra Vigilâncio, 6 (tradução inglesa, 406)
- New AdventAgostinho, O cuidado devido aos mortos, 16 a 20 (tradução inglesa)
- Catholic EncyclopediaObras de Santo Agostinho: data de O cuidado devido aos mortos (421)
- Corpus ThomisticumTomás de Aquino, Suma Teológica, II-II, q. 82 a 91 (q. 83, a. 4 e 11, com a frase latina de Jerônimo), texto latino
- Papal Encyclicals OnlineConcílio de Trento, sessão XXV (1563): invocação dos santos (tradução inglesa)
- ElpenorSeptuaginta, 2 Macabeus 15 (texto grego)
- VaticanoCódigo de Direito Canônico, cân. 1187 (inglês): culto público só aos inscritos entre os santos ou beatos

