A resposta curta
O nome não está, mas o gesto está. Em Atos 8,14-17 e 19,1-6, pessoas já batizadas recebem o Espírito Santo quando os apóstolos lhes impõem as mãos, e por volta do ano 200 Tertuliano já descreve a unção com óleo e a imposição da mão logo depois do batismo. A Igreja reconhece nesse gesto dos apóstolos a origem do sacramento da Confirmação (Catecismo, n. 1288).
A objeção
O que se costuma dizer
A crisma não está na Bíblia. O Espírito Santo é dado a quem crê, no batismo, e não precisa de um segundo rito. O óleo, o bispo e a idade de 13 ou 14 anos foram inventados pela Igreja. E quando Hebreus 6,2 fala de "imposição de mãos", não está falando de nenhum sacramento.
De onde vem a pergunta
De onde vem essa ideia?
A objeção tem duas raízes.
A primeira é a Reforma. Calvino tratou a confirmação como um dos cinco sacramentos "falsamente chamados" e propôs outra leitura da história: na Igreja antiga, dizia ele, os filhos dos cristãos, batizados pequenos, eram apresentados ao bispo na adolescência para professar a fé, e a imposição das mãos era só uma bênção solene; ele queria restaurar esse costume como catequese (Institutas IV,19,4 e 13). A Apologia luterana chamou a confirmação de rito "recebido dos Padres", que não seria necessário para a salvação (artigo 13, 6). O Concílio de Trento respondeu em 1547: a confirmação é verdadeiro sacramento, e não apenas uma espécie de catequese em que os adolescentes davam conta da sua fé (sessão VII, cânones sobre a confirmação, 1).
A segunda raiz é o modo como a crisma é vivida. Para muitos católicos, ela virou uma "formatura" da catequese, ou o momento em que o jovem "confirma" o batismo que os pais escolheram. Quem vê assim pensa que é coisa da Igreja, não de Cristo. O Catecismo corrige essa ideia, como se verá abaixo.
Há ainda um ponto de encontro curioso. Muitos pentecostais falam de um "batismo no Espírito Santo" distinto da conversão e citam Atos 2, 8, 10 e 19. A diferença não está nos textos lidos, mas no que se conclui deles.
A pergunta certa
Qual é a pergunta que importa?
A Igreja ensina que o Espírito Santo já é dado no batismo: Pedro promete o dom do Espírito a quem se arrepende e é batizado (At 2,38). Por isso a questão não é se o batizado tem o Espírito. A pergunta honesta é outra: existe no Novo Testamento um gesto dos apóstolos, distinto do batismo, ligado ao dom do Espírito? E a Igreja antiga continuou esse gesto?
Se a resposta for sim, a crisma não é um acréscimo inventado, mas a continuação de algo que os apóstolos faziam. O nome, o óleo e a idade são outra conversa, e cada um tem a sua história. Para o quadro geral, veja a aula Os sete sacramentos estão na Bíblia?.
O que diz a Bíblia
O que dizem Atos 8, Atos 19 e Hebreus 6?
Samaria, poucos anos depois de Pentecostes. Filipe, identificado como um dos Sete (At 6,5; 21,8), pregou na Samaria, e homens e mulheres creram e foram batizados (At 8,12). Então:
Quando os apóstolos que estavam em Jerusalém ouviram que a Samaria tinha recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João. Eles desceram e rezaram por eles, para que recebessem o Espírito Santo, pois ainda não tinha descido sobre nenhum deles; só tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus. Então lhes impunham as mãos, e eles recebiam o Espírito Santo. (At 8,14-17)
O batismo dado por Filipe era válido: ninguém fala em batizar de novo. Mas falta algo, e esse algo vem por um gesto dos apóstolos, a imposição das mãos, com oração.
Éfeso, anos depois. Paulo encontra alguns discípulos que só conheciam o batismo de João:
Paulo lhes perguntou: Recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé? Eles responderam: Nem sequer ouvimos dizer que existe Espírito Santo. [...] Ao ouvir isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo veio sobre eles, e falavam em línguas e profetizavam. (At 19,2.5-6)
De novo, a mesma ordem: batismo em nome de Jesus, depois a imposição das mãos e o Espírito.
Um cuidado de honestidade. Lucas não dá nome a esse gesto, e Deus não fica preso a ele: na casa de Cornélio, o Espírito desce sobre os ouvintes antes mesmo do batismo (At 10,44-47). A Igreja não diz que cada cena de Atos é uma "crisma" com todos os detalhes de hoje. O que ela diz é que reconhece, nessa imposição das mãos dos apóstolos, a origem do sacramento (Catecismo, n. 1288).
Hebreus 6. O autor lista o que chama de fundamento, o primeiro ensino sobre Cristo:
Por isso, deixando o ensino inicial sobre Cristo, avancemos para a maturidade, sem lançar de novo o fundamento: o arrependimento das obras mortas e a fé em Deus, o ensino sobre batismos e a imposição das mãos, a ressurreição dos mortos e o juízo eterno. (Hb 6,1-2)
O texto não diz de que imposição das mãos está falando, e a palavra "batismos", no plural (baptismôn), é a mesma que a carta usa para as abluções da antiga Lei (Hb 9,10). Por isso é preciso cuidado. A Igreja lê aqui, junto com Atos, a imposição das mãos que segue o batismo (Catecismo, n. 1288). O que o versículo mostra com certeza é que a imposição das mãos estava entre as primeiras coisas que um cristão aprendia.
A unção e o selo. Paulo usa três imagens numa só frase:
Quem nos confirma, a nós e a vós, em Cristo, e nos ungiu, é Deus, que também nos marcou com o seu selo e pôs em nossos corações o penhor do Espírito. (2Cor 1,21-22)
No grego há um jogo de palavras: Deus nos firma "em Cristo" (Christós, o Ungido) e nos "ungiu" (chrísas). E em Efésios:
Nele também vós, depois de ouvir a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e de crer nele, fostes marcados com o selo do Espírito Santo prometido. (Ef 1,13)
Esses versículos falam de todos os que creem e não descrevem um rito. O Catecismo os aplica à confirmação (n. 1296), e a linguagem do selo entrou na liturgia: no rito bizantino, a fórmula é "selo do dom que é o Espírito Santo" (n. 1300). A palavra grega chrîsma, unção, aparece em 1 João 2,20: "vós tendes a unção que vem do Santo".
Os versículos estão em tradução nossa, feita a partir do grego. Para ler cada capítulo inteiro numa tradução católica, veja a Bíblia Ave-Maria: Atos 8, Atos 19, Atos 10, Atos 6, Atos 21, Atos 1, Hebreus 6, 2 Coríntios 1, Efésios 1 e 1 João 2.
O que diziam os primeiros cristãos
O que faziam os cristãos depois do batismo?
Nos primeiros séculos, o rito costumava ser chamado de "imposição das mãos", "unção" ou "selo"; o nome "confirmação" veio depois. Mas o rito aparece com clareza.
Tertuliano, em Cartago, entre 200 e 206. No tratado O batismo, ele descreve o que acontecia logo depois do banho:
Depois, saindo do banho, somos ungidos por inteiro com uma unção abençoada, segundo a antiga disciplina em que se costumava ungir para o sacerdócio com óleo tirado de um chifre, desde que Aarão foi ungido por Moisés. (O batismo 7,1)
Em seguida, impõe-se a mão, que pela bênção chama e convida o Espírito Santo. (O batismo 8,1)
E explica que a unção "escorre pelo corpo, mas age no espírito" (7,2). Água, óleo e mão: três gestos, numa ordem fixa, por volta do ano 200.
Cipriano de Cartago, por volta de 256. Numa carta ao bispo Jubaiano, ele comenta justamente Atos 8. Os samaritanos não foram batizados de novo, diz, porque o batismo de Filipe era legítimo; Pedro e João fizeram só o que faltava:
O que agora também se faz entre nós: os que são batizados na Igreja são apresentados aos que a presidem e, pela nossa oração e pela imposição das mãos, recebem o Espírito Santo e são completados com o selo do Senhor. (Carta 73,9)
A numeração das cartas de Cipriano varia: na tradução inglesa clássica, usada no New Advent, esta é a Carta 72. E um detalhe de honestidade: Cipriano escrevia para defender que quem tinha sido batizado por hereges devia ser batizado na Igreja, porque para ele aquele primeiro batismo não valia, posição que a Igreja de Roma não seguiu. O valor do texto, aqui, é outro: ele mostra o que a Igreja de Cartago fazia com todo recém-batizado.
Jerusalém, no fim do século IV. As catequeses feitas aos recém-batizados na Anástasis, a igreja do Santo Sepulcro, atribuídas a Cirilo (a autoria e a data são discutidas, e muitos estudiosos as situam entre 370 e 390), contam que depois do banho os neófitos eram ungidos primeiro na testa, depois nos ouvidos, nas narinas e no peito, e que por essa unção passavam a ser chamados de cristãos, isto é, ungidos (Catequese mistagógica 3,1-5). É, nas grandes linhas, o rito que as Igrejas do Oriente usam até hoje.
Roma, começo do século V. O papa Inocêncio I, bispo de Roma de 401 a 417, respondeu a Decêncio, bispo de Gubbio: os presbíteros que batizam podem ungir os batizados com o crisma consagrado pelo bispo, mas não marcar a testa com esse óleo, gesto reservado aos bispos quando dão o Espírito (Carta 25). Está aí, já, a raiz da prática latina.
As frases de Tertuliano estão em tradução nossa a partir do latim. A de Cipriano e os resumos das catequeses de Jerusalém e da carta de Inocêncio foram feitos a partir das versões inglesas indicadas nas fontes.

O que a Igreja ensina
O que a Igreja ensina sobre a confirmação?
O Catecismo trata da confirmação nos números 1285 a 1321. Quatro frases resumem o essencial:
A imposição das mãos é justificadamente reconhecida, pela Tradição católica, como a origem do sacramento da Confirmação […]
Bem cedo, para melhor significar o dom do Espírito Santo, se acrescentou à imposição das mãos uma unção com óleo perfumado (crisma).
[…] o efeito do sacramento da Confirmação é uma efusão especial do Espírito Santo, tal como outrora foi concedida aos Apóstolos, no dia de Pentecostes.
[…] a graça baptismal é uma graça de eleição gratuita e imerecida, que não precisa duma «ratificação» para se tornar efectiva.
O que a crisma faz. O Catecismo diz que ela enraíza mais profundamente na filiação divina, une mais firmemente a Cristo, aumenta os dons do Espírito, torna mais perfeito o laço com a Igreja e dá força especial para testemunhar a fé, "para nunca nos envergonharmos da cruz" (n. 1303). Ela completa a graça do batismo, e por isso é necessária para a plenitude da iniciação cristã (n. 1285 e 1306).
O que ela não é. Não é a "formatura" da catequese nem o momento em que o jovem ratifica o batismo: o último trecho acima diz que a graça do batismo não precisa de ratificação. Também não é um segundo batismo. Como o batismo, ela imprime um selo que não se apaga, e por isso é recebida uma só vez (n. 1304).
O que é dogma. O Concílio de Trento definiu, em 1547, que a confirmação é verdadeiro e próprio sacramento e que o seu ministro ordinário é o bispo, e não qualquer padre (sessão VII, cânones sobre a confirmação, 1 e 3). O nome, a idade e os detalhes do rito não são dogma: variam entre o Oriente e o Ocidente, como se vê a seguir. Os trechos são curtos; o texto inteiro está no link de cada um.
O que a história mostra
Por que no Oriente o bebê é crismado logo depois do batismo?
Quem vai a um batizado numa Igreja ortodoxa, ou numa Igreja católica oriental de rito bizantino, vê o padre ungir o bebê com o crisma logo depois do batismo, e a criança participa da Eucaristia (Catecismo, n. 1318). Na Igreja latina, a mesma criança só seria crismada anos depois, em geral pelo bispo. Não são duas fés. São duas maneiras de guardar a mesma coisa.
No começo, uma só celebração. Nos primeiros séculos, batismo e confirmação formavam geralmente um só rito, com o bispo presente. O Catecismo explica o que mudou: com o batismo de crianças em qualquer época do ano e a multiplicação das paróquias rurais, o bispo já não podia estar em todos os batizados (n. 1290).
O Oriente manteve a unidade. Ali, o padre que batiza também crisma, na mesma celebração, mas só com o crisma (em grego, mýron) consagrado pelo bispo ou pelo patriarca. É esse óleo que mantém o laço com o bispo (n. 1290 e 1312). O Concílio Vaticano II pediu que essa disciplina antiga fosse plenamente restaurada entre os católicos orientais (Orientalium Ecclesiarum, n. 13).
O Ocidente guardou o bispo. Em Roma, como mostra a carta de Inocêncio I, a unção na testa era reservada ao bispo. O padre fazia uma primeira unção ao sair da água, e o bispo completava com uma segunda, na fronte, quando podia vir (n. 1291). Com o tempo, essa segunda unção se separou do batismo por anos.
A idade. O costume latino aponta "a idade da discrição" como referência, e o Código de Direito Canônico diz que a confirmação se dê por volta dessa idade, a não ser que a conferência dos bispos determine outra (cânon 891). Em perigo de morte, qualquer criança deve ser crismada, e qualquer padre pode fazê-lo (Catecismo, n. 1307 e 1314). Ou seja: a idade em que se crisma em cada lugar é escolha pastoral, não doutrina.
O ministro. Na Igreja latina, o ministro ordinário é o bispo; o padre crisma validamente quando recebe essa faculdade, por exemplo quando batiza um adulto ou recebe na Igreja um batizado de outra comunidade (cânones 882 a 884; Catecismo, n. 1312 e 1313).
O Catecismo resume o que cada costume realça: o oriental, a unidade dos três sacramentos da iniciação; o latino, a comunhão do novo cristão com o seu bispo e com as origens apostólicas da Igreja (n. 1292).
Lado a lado
Oriente e Ocidente, lado a lado
| O quê | Igrejas do Oriente | Igreja latina |
|---|---|---|
| Quando | Logo depois do batismo, mesmo no bebê, seguida da comunhão | Por volta da idade da discrição, salvo decisão da conferência dos bispos ou perigo de morte |
| Quem confere | O padre que batiza, com o crisma consagrado pelo bispo ou patriarca | O bispo; o padre, quando tem a faculdade |
| Onde se unge | Testa, olhos, nariz, ouvidos, lábios, peito, costas, mãos e pés | Na testa, com a imposição da mão |
| Palavras | "Selo do dom que é o Espírito Santo" | "Recebe por este sinal o Espírito Santo, o Dom de Deus" |
| O que realça | A unidade da iniciação cristã | A comunhão com o bispo e com a origem apostólica |
| Onde conferir | Catecismo, n. 1290, 1300 e 1312 | Catecismo, n. 1300, 1307 e 1313; cân. 882 a 884 e 891 |
Os frutos
Para que serve a crisma na vida de um cristão?
Jesus prometeu aos apóstolos: "recebereis poder, quando o Espírito Santo descer sobre vós, e sereis minhas testemunhas" (At 1,8). A crisma é isso, para cada batizado: a força para viver e defender a fé em público, sem vergonha da cruz (Catecismo, n. 1303). Por isso a Igreja não a pensa como prêmio de fim de curso, mas como envio. O Catecismo lembra, com Tomás de Aquino, que muitas crianças, pela fortaleza do Espírito que tinham recebido, lutaram por Cristo até o sangue (n. 1308).
Com um amigo evangélico, sobretudo pentecostal, há um desejo comum: o de que o Espírito não fique só na teoria, mas transforme a vida e dê coragem para testemunhar. A diferença está em como Cristo quis dar esse dom. Vale ler juntos Atos 8 e Atos 19, devagar, e perguntar por que os apóstolos foram de Jerusalém à Samaria para impor as mãos em quem já estava batizado.
Para guardar
A palavra crisma não está na Bíblia, mas o gesto está: em Atos 8 e 19, os apóstolos impõem as mãos sobre quem já foi batizado, e o Espírito Santo vem. Por volta do ano 200, Tertuliano já descrevia a unção e a imposição da mão logo depois do batismo.
Teste
Teste o que você aprendeu
5 perguntas. A resposta aparece assim que você escolhe.
1. Em Atos 8,14-17, quem impôs as mãos sobre os samaritanos já batizados?
Filipe tinha batizado os samaritanos (At 8,12). Os apóstolos de Jerusalém enviaram Pedro e João, que rezaram e impuseram as mãos, e os batizados receberam o Espírito Santo.
2. O que Tertuliano descreve logo depois do banho do batismo, por volta do ano 200?
Em O batismo 7 e 8, Tertuliano fala da unção abençoada ao sair da água e, em seguida, da imposição da mão que chama e convida o Espírito Santo.
3. Por que nas Igrejas do Oriente o padre crisma o bebê logo depois do batismo?
O Catecismo explica que o Oriente manteve a confirmação junto com o batismo, dada pelo padre que batiza, mas só com o mýron consagrado pelo bispo (n. 1290 e 1312).
4. Segundo o Catecismo (n. 1303 e 1308), a confirmação é...
O Catecismo lembra que a graça do batismo é gratuita e não precisa de "ratificação" para ser efetiva. A confirmação aprofunda essa graça (n. 1303 e 1308).
5. Que palavras acompanham a unção no rito latino da confirmação?
É a fórmula do rito romano, em latim Accipe signaculum doni Spiritus Sancti (Catecismo, n. 1300). No rito bizantino, diz-se "Selo do dom que é o Espírito Santo".
Perguntas frequentes
Um adulto que nunca foi crismado ainda pode receber a crisma?
Pode e deve. Todo batizado ainda não confirmado pode receber o sacramento (Catecismo, n. 1306; Código de Direito Canônico, cân. 889). O adulto que é batizado recebe a confirmação na mesma celebração e participa logo da Eucaristia (n. 1298). Quem foi batizado criança e nunca foi crismado deve procurar a sua paróquia para a preparação.
Quem vem de uma igreja evangélica precisa ser crismado para entrar na Igreja Católica?
Se foi batizado com água em nome da Trindade, o batismo não se repete: a Igreja reconhece esse batismo, que imprime um selo dado uma só vez (Catecismo, n. 1121 e 1271). Se não recebeu validamente a confirmação, é crismado quando é recebido na plena comunhão, e o padre que o recebe tem a faculdade de crismar (n. 1312; cân. 883). Quem vem de uma Igreja ortodoxa já recebeu a crismação, que a Igreja Católica reconhece como válida.
Quem pode ser padrinho ou madrinha de crisma?
Valem as mesmas condições do padrinho de batismo: ter ao menos 16 anos (salvo outra idade fixada pelo bispo), ser católico, crismado e já ter comungado, levar uma vida coerente com a fé, não estar sob pena canônica e não ser o pai ou a mãe (cân. 893 e 874). A Igreja recomenda que seja, se possível, o mesmo padrinho do batismo, para mostrar a unidade dos dois sacramentos (Catecismo, n. 1311).
Por que se fala em sete dons do Espírito Santo, se Isaías parece listar seis?
No hebraico, Isaías 11,2 fala do espírito de sabedoria e entendimento, de conselho e fortaleza, de conhecimento e temor do Senhor: seis nomes. A tradução grega antiga, a Septuaginta, traduziu o primeiro "temor" por "piedade" (eusébeia) e manteve o temor no versículo 3, e a Bíblia latina seguiu essa leitura. Daí a lista tradicional: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus (Catecismo, n. 1831). A confirmação, diz o Catecismo, aumenta em nós esses dons (n. 1303).
Para ir mais fundo
Fontes
- VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 1271, 1285 a 1321
- VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 1121 (os sacramentos que imprimem caráter)
- VaticanoCatecismo da Igreja Católica, n. 1831 (os sete dons do Espírito Santo)
- VaticanoConcílio Vaticano II, decreto Orientalium Ecclesiarum, n. 13 e 14
- VaticanoCódigo de Direito Canônico, versão portuguesa, cân. 874, 882 a 884, 889, 891 e 893 (PDF)
- Papal Encyclicals OnlineConcílio de Trento, sessão VII (1547), cânones sobre a confirmação, 1 a 3 (tradução inglesa)
- Tertullian ProjectTertuliano, O batismo 7 e 8, texto latino da edição de E. Evans (1964)
- Tertullian ProjectCronologia das obras de Tertuliano: O batismo, depois de 198 e antes do período montanista
- New AdventCipriano de Cartago, Carta a Jubaiano (73 na numeração crítica; 72 na tradução inglesa), 9 (tradução inglesa)
- Catholic EncyclopediaSão Cipriano: as cartas a Jubaiano e a controvérsia do batismo dos hereges, em 256
- New AdventCatequese mistagógica 3 (Catequese 21), atribuída a Cirilo de Jerusalém (tradução inglesa)
- WikipediaCirilo de Jerusalém: a discussão sobre a autoria e a data das Catequeses mistagógicas
- Catholic EncyclopediaConfirmation: os nomes antigos do rito, Tertuliano, Cipriano, a carta de Inocêncio I a Decêncio e a validade da crismação oriental
- Catholic EncyclopediaPapa Inocêncio I (401 a 417): a carta 25, a Decêncio de Gubbio
- CCELJoão Calvino, Institutas, livro IV, capítulo 19, 4 (tradução inglesa)
- Book of ConcordApologia da Confissão de Augsburgo, artigo 13 (tradução inglesa)
- Bible HubAtos 8,16, texto grego
- Bible HubAtos 19,6, texto grego
- Bible HubHebreus 6,2, texto grego e variantes
- Bible HubHebreus 9,10, texto grego (baptismoîs)
- Bible Hub2 Coríntios 1,21, texto grego
- Bible Hub1 João 2,20, texto grego (chrîsma)
- Bible HubIsaías 11,2, texto hebraico
- Blue Letter BibleIsaías 11,2 na Septuaginta (eusébeia)
- Bible HubVulgata, Isaías 11,2-3 (spiritus pietatis; spiritus timoris Domini)
- Bible HubAtos 1,8, texto grego

