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Princípios inegociáveis
Bento XVI chamou de “não negociáveis”: “o respeito e defesa da vida humana desde a concepção até à morte natural, a família fundada sobre o matrimónio entre um homem e uma mulher, a liberdade de educação dos filhos e a promoção do bem comum em todas as suas formas”. O bem comum, que Bento XVI põe na mesma lista, aparece no nível seguinte com peso menor. Os pesos são escolha deste painel, não da Igreja (ver Voto consciente).
Vida desde a concepção35 fontes · 3 vídeos8015
O que a Igreja ensina
“A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção”
Catecismo 2270
Defende o nascituro há anos, mas oscila nos casos que a lei já permite.
3 dos 10 fatos deste tema são do governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio (2019 a 2022). Contam porque Flávio diz ter recebido do pai a missão de continuar o projeto dele. Mas são atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Coautor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 49/2023, para “ampliar o alcance do direito à vida ao nascituro”; assinou com outros 28 senadores, e a PEC está parada na Comissão de Constituição e Justiça desde 2023.
Por quê: Pôr na Constituição a proteção do nascituro segue o Catecismo 2273, que pede que a lei garanta “o direito à vida e à integridade física de todo ser humano, desde a concepção até à morte”.
FonteSenado - A favor do ensino da Igreja: O plano põe a “vida desde a concepção” entre os valores “inegociáveis” (p. 9).
Por quê: É o princípio do Catecismo 2270: a vida humana deve ser protegida “a partir do momento da concepção”. É declaração de valor; o plano não traz proposta sobre o tema.
FontePlano de governo - A favor do ensino da Igreja: Promete indicar ao STF ministros “contra o aborto” (20/08/2026).
Por quê: Querer no STF ministros contra o aborto segue o Catecismo 2273, que pede que a lei proteja a vida desde a concepção. É promessa de campanha, não ato.
FonteCNN Brasil - A favor do ensino da Igreja: Governo do pai Assinou o Consenso de Genebra (2020), declaração que diz que não existe um “direito internacional ao aborto” e que “não se deve promover o aborto como método de planejamento familiar em nenhum caso”.
Por quê: Negar que o aborto seja um direito segue o ensino de que a lei deve proteger a vida desde a concepção (Catecismo 2273).
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Governo do pai Portaria do Ministério da Saúde (2020) mandou avisar a polícia e guardar provas nos casos de aborto por estupro, e informar a mulher da possibilidade de ver o feto no ultrassom; menos de um mês depois, a versão seguinte tirou o ultrassom e manteve o aviso à polícia.
Por quê: A portaria não proibiu nem limitou o aborto permitido em lei: regulou como fazê-lo no SUS. O motivo declarado foi dar segurança jurídica aos médicos e ajudar a achar o autor do estupro, não proteger o nascituro, e a doutrina não decide essa regra. A parte mais ligada ao nascituro, o ultrassom, caiu no mesmo governo: fica como ressalva.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai Em 2022, uma nota técnica do Ministério da Saúde disse que, do ponto de vista clínico, “não há sentido” em fazer o aborto permitido em lei “em gestações que ultrapassem 21 semanas e 6 dias”, porque depois disso “o abortamento toca a prematuridade e, portanto, alcança o limite da viabilidade fetal”. Em 2024, uma nota técnica do governo Lula tentou anular essa orientação, mas a ministra a suspendeu no dia seguinte, porque o texto “não passou por todas as esferas necessárias”.
Por quê: Orientar a não fazer o aborto depois de 21 semanas e 6 dias limita os danos da lei que permite o aborto, “uma tentativa legítima e necessária” (Evangelium Vitae 73). É orientação técnica, sem força de lei.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Em junho de 2024, no Senado, defendeu a norma do CFM (Conselho Federal de Medicina), que ele descreveu como “não recomendando o aborto após os cinco meses e meio de gravidez”, e pediu: “Vamos ficar do lado da ciência”. A norma proibia a assistolia fetal (técnica que usa remédios para parar o coração do feto antes de retirá-lo do útero), usada nos abortos permitidos em lei depois de 22 semanas.
Por quê: Apoiar um limite ao aborto permitido em lei segue o ensino da Igreja: limitar os danos dessas leis é “uma tentativa legítima e necessária” (Evangelium Vitae 73).
- Contra o ensino da Igreja: Em junho de 2024, no Senado, ao parabenizar o senador Eduardo Girão por ser contra o aborto, rebateu a fala de Lula do mesmo dia (“Que monstro vai sair do ventre dessa menina?”): “Quem tem menos culpa nessa história é a criança”. Lembrou as mulheres que “preferem ter o filho, sim, e dar à adoção” e disse: “Que isso fique ao critério de cada um, não tem que nós aqui, Senadores, ou Presidente da República, ou Ministro do Supremo decidir o que a mulher vai fazer, em especial naqueles casos autorizados pela legislação”. Fechou com “Essa luta é nossa, Senador Girão”.
Por quê: Dizer que, nos casos que a lei permite, a decisão é da mulher vai contra o ensino de que os direitos da pessoa, entre eles o direito à vida, “não dependem nem dos indivíduos, nem dos pais” (Catecismo 2273), mesmo junto da defesa da criança. Lula disse algo parecido em 2022 (“muitas vezes quem tem que decidir o aborto ou não é quem está grávida”), e a marca é a mesma.
Veja a falaSessão Deliberativa do Plenário do Senado (82ª), pronunciamento 'pela ordem', 18/06/2024
Sessão Deliberativa do Plenário: 18/6/24TV Senado · órgão público · publicado em 18/06/2024Abrir no YouTubeVeja a falaentrevista à rádio CBN, 18/06/2024
ENTREVISTA: Lula diz que Campos Neto prejudica país e posiciona-se contra PL antiaborto legalRádio CBN · imprensa · publicado em 18/06/2024Abrir no YouTube - A favor do ensino da Igreja: Em 2022, sobre a menina de 11 anos estuprada em Santa Catarina, que tinha feito o aborto permitido em lei, escreveu: “Nada justifica o assassinato de uma vida inocente, indefesa!”.
Por quê: Não é só dizer-se pessoalmente contra: a frase condena um aborto que a lei permitia, e segue o ensino de que todo aborto provocado é grave (Catecismo 2271). Em 2024, sobre os mesmos casos, disse que a decisão é da mulher.
FonteEstado de Minas - Ressalva: O plano não usa a palavra aborto nem traz proposta para mudar a lei sobre o tema.
Por quê: A Igreja pede que a lei proteja o nascituro (Catecismo 2273). O plano põe a vida desde a concepção entre os seus valores, mas não diz o que faria: fica como ressalva.
Diz-se pessoalmente contra, mas atos e falas tratam o aborto como “saúde pública” e direito.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Programa Nacional de Direitos Humanos, o PNDH-3 (2009): “Apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”. Lula assinou o decreto e, em 2010, para atender grupos como a Igreja, trocou o trecho por “Considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde”.
Por quê: Apoiar a descriminalização do aborto vai contra o ensino de que a lei deve proteger o nascituro (Catecismo 2273). A troca de 2010 tirou a descriminalização, mas manteve o aborto como tema de saúde pública.
- Contra o ensino da Igreja: Em abril de 2022, num debate, disse que o aborto “deveria ser transformado em uma questão de saúde pública e todo mundo ter direito, e não vergonha”. Dois dias depois, disse ser contra o aborto, manteve a ideia de saúde pública e disse que quem está “no processo de aborto” “tem que receber do Estado, com muita dignidade, um atendimento”.
Por quê: Dizer que todos deveriam ter direito ao aborto vai contra o ensino de que todo aborto provocado é grave (Catecismo 2271). Dois dias depois ele se disse contra e falou em atendimento, mas não voltou atrás na frase.
- Contra o ensino da Igreja: Em outubro de 2022, começou uma fala com “Sou contra o aborto”, mas disse que “muitas vezes quem tem que decidir o aborto ou não é quem está grávida” e que “a mulher tem supremacia sobre o seu corpo”; para ele, o tema é do Congresso, não do presidente.
Por quê: Dizer que a decisão de abortar é da gestante vai contra o ensino de que os direitos da pessoa, entre eles o direito à vida, “não dependem nem dos indivíduos, nem dos pais” (Catecismo 2273). Ser contra pessoalmente não muda o que a frase defende. Flávio disse algo parecido em 2024, e a marca é a mesma.
FonteFolha - Contra o ensino da Igreja: Em janeiro de 2023, o governo tirou o Brasil do Consenso de Genebra, declaração que diz que não existe um “direito internacional ao aborto”. A nota oficial disse que o texto tem “entendimento limitativo dos direitos sexuais e reprodutivos e do conceito de família”.
Por quê: Segundo a IstoÉ, o Consenso trata da saúde sexual e reprodutiva “excluindo o aborto” e diz que não existe “direito internacional ao aborto”: o que ele deixa de fora dos direitos reprodutivos é o aborto. Sair dele por esse motivo vai contra o ensino de que a lei deve proteger a vida desde a concepção (Catecismo 2273). A nota não usa a palavra aborto.
Ligação com Lula: A saída foi anunciada em nota conjunta de quatro ministérios do governo Lula (Relações Exteriores, Mulheres, Direitos Humanos e Saúde), em janeiro de 2023.
- Contra o ensino da Igreja: Em junho de 2024, numa ação do PSOL no STF, a AGU (Advocacia-Geral da União) defendeu derrubar a norma do CFM (Conselho Federal de Medicina) que proibia a assistolia fetal (técnica que usa remédios para parar o coração do feto antes de retirá-lo do útero), usada nos abortos permitidos em lei depois de 22 semanas. Disse que só o Congresso poderia criar esse limite e que a técnica é “o procedimento recomendado para a realização do aborto legal, especialmente nas gravidezes com tempos gestacionais avançados”.
Por quê: A AGU não falou só de quem pode decidir: chamou a técnica de “procedimento recomendado” e disse que a proibição “impacta de forma significativa grupos vulneráveis”. Pedir a derrubada de um limite ao aborto vai contra o ensino de que todo aborto provocado é grave (Catecismo 2271).
Ligação com Lula: A manifestação foi assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias. A AGU representa a União na Justiça, e quem a chefia é de livre nomeação do presidente (Constituição, art. 131), que em 2024 era Lula.
- Ressalva: Em janeiro de 2023, o Ministério da Saúde revogou a portaria de 2020, do governo Bolsonaro, que mandava avisar a polícia e guardar provas nos abortos por estupro. Ela caiu junto com outras cinco portarias do governo anterior; o ministério disse que eram “políticas contrárias às diretrizes do Sistema Único de Saúde” e não tinham sido combinadas com os secretários de Saúde de estados e municípios. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) criticou a revogação; é posição dos bispos, que não decide a marca.
Por quê: A portaria revogada não proibia nem limitava o aborto permitido em lei: tratava do aviso à polícia e das provas do estupro, e a doutrina não decide essa regra. Fica como ressalva, a mesma marca da portaria do governo de Jair.
Ligação com Lula: O Ministério da Saúde é do governo Lula; a ministra na época, Nísia Trindade, foi nomeada por ele.
- Contra o ensino da Igreja: Em fevereiro de 2024, uma nota técnica de duas secretarias do Ministério da Saúde anulava o limite de 21 semanas e 6 dias para o aborto legal, fixado em 2022, e dizia que ele pode ser feito “em qualquer tempo gestacional”. A ministra a suspendeu no dia seguinte, e o ministério disse que o texto “não passou por todas as esferas necessárias”. Em 2023, em outra nota técnica, o ministério tinha dito que obrigar vítimas de violência sexual com mais de 22 semanas de gravidez a mantê-la até o fim, para depois entregar o bebê, seria “grave violação de direitos humanos”.
Por quê: A suspensão foi por procedimento, não por discordar do conteúdo, e o conteúdo repetia o que o ministério tinha escrito em 2023. Defender o aborto permitido em lei em qualquer fase da gestação, sem limite de semanas, vai contra o ensino de que a vida deve ser protegida “a partir do momento da concepção” (Catecismo 2270).
Ligação com Lula: O Ministério da Saúde é do governo Lula; a ministra na época, Nísia Trindade, foi nomeada por ele.
- Contra o ensino da Igreja: Em junho de 2024, na rádio CBN, durante a discussão do projeto que propunha igualar ao homicídio o aborto depois de 22 semanas (PL 1.904/2024), disse: “Eu, Lula, sou contra o aborto”, mas que, “enquanto chefe de Estado, o aborto tem que ser tratado como uma questão de saúde pública”. Sobre meninas grávidas por estupro, perguntou: “Por que uma menina é obrigada a ter um filho de um cara que estuprou ela? Que monstro vai sair do ventre dessa menina?”.
Por quê: Defender que a menina não seja obrigada a ter o filho é defender o aborto nesse caso, contra o ensino de que todo aborto provocado é grave (Catecismo 2271). E a pergunta, ao pé da letra, chama de “monstro” quem vai nascer (pouco antes, ele usou “monstro” para o estuprador: “Um filho de um monstro”), quando a Igreja manda reconhecer os direitos da pessoa “desde o primeiro momento da sua existência” (Catecismo 2270).
Veja a falaentrevista à rádio CBN, 18/06/2024
ENTREVISTA: Lula diz que Campos Neto prejudica país e posiciona-se contra PL antiaborto legalRádio CBN · imprensa · publicado em 18/06/2024Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: Sancionou em 2005 a Lei de Biossegurança, que permite usar em pesquisa e terapia células-tronco de embriões humanos feitos por fertilização in vitro e não usados (inviáveis ou congelados há 3 anos ou mais), com o consentimento dos pais.
Por quê: Tirar as células-tronco destrói o embrião. Sobre os embriões congelados, a Igreja diz que “São claramente inaceitáveis as propostas de usar tais embriões para a investigação ou de os destinar a usos terapêuticos, porque tratam os embriões como simples «material biológico» e comportam a sua destruição” (Dignitas Personae 19).
- Ressalva: O plano de 2026 promete “garantir os direitos sexuais e reprodutivos” (p. 21), sem dizer o que a expressão inclui; o plano não usa a palavra aborto.
Por quê: Se a expressão incluísse o aborto, iria contra o ensino da Igreja (Catecismo 2271). Como o plano não diz, não dá para marcar a favor nem contra: fica como ressalva.
FontePlano de governo - Ressalva: Em 2022, na carta aos evangélicos, escreveu “Sou pessoalmente contra o aborto” e lembrou que “este não é um tema a ser decidido pelo presidente da República”, e sim pelo Congresso Nacional.
Por quê: Ser contra o aborto segue o ensino da Igreja; mas, ao dizer que a decisão não é dele, a frase não mostra o que faria no cargo: fica como ressalva.
FonteAgência Brasil - Ressalva: Em dezembro de 2024, o Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) aprovou por 15 a 13 uma resolução sobre o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, inclusive o aborto legal. Os 13 votos contra foram dos representantes do governo, que alegaram problemas no rito da sessão e que parte do texto só poderia ser definida em lei.
Por quê: Na nota, o governo disse que “questionou insistentemente os termos da resolução”, mas não disse do que discordava; segundo o jornal, não citou divergência de conteúdo. Por isso o voto não mostra posição sobre o aborto: fica como ressalva.
Ligação com Lula: Os 13 votos contra eram dos representantes do governo federal, isto é, do governo Lula, no conselho.
- Ressalva: Em junho de 2026, o Senado anulou a resolução de 2024 do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) sobre o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, que tratava também do aborto legal. O projeto era da deputada Chris Tonietto (PL), com relatoria da senadora Damares Alves (Republicanos). A ministra dos Direitos Humanos, Janine Mello, criticou a decisão: disse que ela “caminha na contramão” do esforço do governo, dos conselhos e da sociedade civil para proteger crianças e adolescentes.
Por quê: Ela não falou do aborto, que a resolução também tratava; e, em 2024, o governo tinha votado contra a mesma resolução por motivo de rito. A fala não mostra posição sobre o aborto: fica como ressalva.
Ligação com Lula: Janine Mello é a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania do governo Lula, e o Conanda faz parte da estrutura do ministério dela.
FonteAgência Brasil, 2026
Família e identidade sexual11 fontes · 1 vídeo6535
O que a Igreja ensina
A autoridade civil deve considerar como seu grave dever «reconhecer e proteger a verdadeira natureza do matrimónio e da família»
Catecismo 2210
Defende a família e a diferença entre homem e mulher no plano, mas tem poucos atos próprios no tema. O governo do pai facilitou a esterilização sem o consentimento do cônjuge.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: O plano lista “a família” entre o que “não negociamos” (p. 74).FontePlano de governo
- A favor do ensino da Igreja: O plano reserva a categoria feminina do esporte a atletas do sexo feminino (p. 41).FontePlano de governo
- Contra o ensino da Igreja: O pai sancionou em 2022 a Lei 14.443, que facilita laqueadura e vasectomia e revoga a exigência de “consentimento expresso de ambos os cônjuges”. O Catecismo põe a esterilização direta entre os “meios moralmente inadmissíveis” (2399).FonteLei 14.443
- Ressalva: O plano também diz respeitar “todos os arranjos familiares” (p. 17).FontePlano de governo
- Ressalva: Alegações sobre a vida privada não entram na nota, porque não foram verificadas (ver Outros pontos).
Chamou a pauta da família de “atrasada”. O governo montou estrutura para a pauta de gênero, com recuos pontuais.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: “Essa pauta da família, pauta dos valores, é uma coisa muito atrasada” (2022).FonteMetrópoles
- Ressalva: A saída do Consenso de Genebra (ver Vida) alegou “entendimento limitativo [...] do conceito de família” (2023).FontePoder360
- Ressalva: Criou a Secretaria Nacional LGBTQIA+ (2023). A Igreja manda acolher as pessoas homossexuais “com respeito, compaixão e delicadeza” (Catecismo 2358), e a estrutura em si não decide: fica como ressalva.FonteDecreto 11.341
- Ressalva: O Ministério da Saúde anunciou bloqueio da puberdade no SUS (2024), que não foi implementado.FonteO Tempo
- Contra o ensino da Igreja: A Caderneta da Gestante de 2026 traz capítulo sobre gestação de pessoas trans, o que a Igreja critica como teoria de gênero (Dignitas Infinita 59).Fonteg1
- Ressalva: O PSOL, da coligação, propõe garantir a crianças e adolescentes “hormonioterapia/bloqueio hormonal” (PL 2667/2024). É projeto de um partido aliado, não do governo.FonteCâmara
- A favor do ensino da Igreja: Sancionou a lei que proíbe a linguagem neutra na comunicação do governo (2025). O novo PNE, sem “gênero” nem “orientação sexual”, conta em Educação.
- Ressalva: Ao eleitor religioso, disse em 2022 que “a história do banheiro unissex”, contada contra ele, “só pode ter saído da cabeça de Satanás”.FonteMetrópoles
Veja a falaencontro com pastores evangélicos e lançamento da Carta aos Evangélicos, São Paulo, 19/10/2022
Lula se reúne com evangélicos e entrega carta nesta quarta-feira (19) | LIVE CNNCNN Brasil · imprensa · publicado em 19/10/2022Abrir no YouTube
Liberdade de educação dos filhos8 fontes8545
O que a Igreja ensina
“os pais têm o direito de escolher para eles uma escola que corresponda às suas próprias convicções. É um direito fundamental”
Catecismo 2229
Defende a escola sem doutrinação e o papel dos pais, de forma coerente desde 2014.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Autor, em 2014, do primeiro projeto com o nome “Programa Escola sem Partido” (Alerj).FonteIHU [esq.]
- A favor do ensino da Igreja: Plano: educação “livre de doutrinação político-partidária, respeitando a liberdade de consciência e o papel das famílias” (p. 35).FontePlano de governo
- A favor do ensino da Igreja: Voucher educacional para a família onde faltar vaga na rede pública (p. 36).FontePlano de governo
- Ressalva: Mais escolas cívico-militares (p. 35). A Igreja não tem posição sobre o modelo.FontePlano de governo
Fala bem do papel dos pais e o novo PNE não usa “gênero”, mas o plano não trata do direito dos pais na escola, e um conselho do governo recomendou banheiros pela identidade de gênero.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Carta aos evangélicos (2022): “o lar e a orientação dos pais são fundamentais na educação de seus filhos”.FonteCartaCapital [esq.]
- A favor do ensino da Igreja: O novo PNE (2026) não usa “gênero” nem “orientação sexual”.FonteLei 15.388
- A favor do ensino da Igreja: O plano promete proteção digital de crianças (p. 24).FontePlano de governo
- Contra o ensino da Igreja: O Conselho LGBTQIA+ do governo recomendou banheiro conforme a identidade de gênero nas escolas (2023, recomendação sem força de lei).FonteLupa
- Ressalva: Plano de 2026: políticas em geral “levando em conta as dimensões de gênero, identidade, orientação sexual” (p. 23); o plano não trata do direito dos pais na escola.FontePlano de governo
- Ressalva: O “kit gay” do MEC (2008-2010) nunca foi distribuído: Dilma o vetou em 2011.
Nível 2 de 3 · vale 30% da nota
Doutrina Social da Igreja
O bem comum “em todas as suas formas”: os pobres, o trabalho, a economia, a criação, a paz, a democracia e a liberdade religiosa, pelos critérios do Compêndio da Doutrina Social e do Catecismo.
Fome e pobreza43 fontes · 2 vídeos5075
O que a Igreja ensina
“Quando damos aos indigentes o que lhes é necessário, não lhes ofertamos o que é nosso: limitamos a restituir-lhes o que lhes pertence”
Catecismo 2446
O auxílio de 2020 segurou a pobreza na pandemia. Em 2021 o auxílio parou e voltou menor, e a fome subiu mais que nos vizinhos. Votou contra fixar o auxílio em R$ 600 em 2021 e, em 2022, preferiu uma PEC menor à que garantiu o Bolsa Família de R$ 600; hoje promete mantê-lo e ligá-lo a uma saída pelo trabalho.
6 dos 13 fatos deste tema são do governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio (2019 a 2022). Contam porque Flávio diz ter recebido do pai a missão de continuar o projeto dele. Mas são atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Auxílio emergencial: cerca de R$ 293 bilhões para perto de 68 milhões de pessoas em 2020. O governo propôs R$ 200 e, depois de negociar com a Câmara, aceitou R$ 600; Flávio votou a favor, como todo o Senado (79 a 0). Com ele, a extrema pobreza caiu em plena pandemia: 6,0% em 2020, contra 7,4% em 2019; sem os benefícios, teria ido a 13,5%.
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai A pandemia aumentou a fome e o preço da comida no mundo todo, mas no Brasil a fome subiu bem mais que nos vizinhos. Pela FAO, a insegurança alimentar grave foi de 1,1% para 8,5% da população (médias de 2017-2019 e 2020-2022), enquanto no resto da América Latina quase não mudou (de 10,3% para 10,6%) [cálculo], e o país voltou ao Mapa da Fome. Pesou uma decisão do governo: no começo de 2021, no pior momento da pandemia, o auxílio emergencial ficou três meses sem pagamento e voltou menor (R$ 250 por família, em geral). A extrema pobreza foi de 6,0% para 9,0%, o maior nível da série do IBGE, iniciada em 2012, e o IBGE associou a alta à diminuição dos valores e do público atendido.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Contra o ensino da Igreja: Em março de 2021, na PEC que permitiu a nova rodada do auxílio emergencial, Flávio votou contra o destaque que fixava o auxílio em R$ 600 e a favor do teto de R$ 44 bilhões.
- Ressalva: Governo do pai Em 2019, extinguiu o Consea, conselho que acompanhava a política contra a fome, e vetou a volta dele; o Congresso manteve o veto. A doutrina não exige um conselho específico: fica como ressalva.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Promete manter o Bolsa Família e o reajuste de 15%: “Comigo tá garantido o Bolsa Família”.FonteCNN Brasil
Veja a falalive semanal de Flávio Bolsonaro no YouTube, 17/09/2026
Ao vivo: Flávio realiza live semanalPoder360 · imprensa · publicado em 17/09/2026Abrir no YouTube - A favor do ensino da Igreja: Governo do pai A extrema pobreza terminou 2022 em 5,9%, abaixo dos 7,4% de 2018, com o Auxílio Brasil de R$ 600 do ano eleitoral.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Chamou o mesmo reajuste de “migalha” e “miséria” e disse que Lula deixou o povo “com fome”, o que Aos Fatos e Lupa classificaram como falso (ver Verdade).
- Ressalva: Na PEC da Transição (2022), votou a favor da emenda que limitava o gasto extra a R$ 100 bilhões por um ano, rejeitada por 50 a 27, e depois contra o texto final, que liberou R$ 145 bilhões fora do teto por dois anos, garantiu o Bolsa Família de R$ 600 em 2023 e foi aprovado por 64 a 16. Discordar do tamanho do gasto é questão de prudência.
- A favor do ensino da Igreja: Plano: “O papel do Estado não é tornar as pessoas dependentes do governo” (p. 9). Promete prioridade a quem recebe benefício na qualificação, no primeiro emprego e na intermediação de vagas, uma “trilha de qualificação” e volta “imediata e sem fila” ao benefício depois do seguro-desemprego (p. 42 e 43).FontePlano de governo
- A favor do ensino da Igreja: Em junho de 2026 disse: “Muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisesse trabalhar. É um erro isso.”FonteCongresso em Foco
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai O Auxílio Brasil (2021) manteve a regra de saída, com até 24 meses no programa para quem aumentasse a renda e volta sem fila.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Governo do pai O piso igual para todos do Auxílio Brasil não considerava o tamanho da família. Segundo o MDS do governo seguinte, os cadastros de uma pessoa só entre os beneficiários cresceram 224% de dezembro de 2019 a dezembro de 2022, em parte talvez pelo cadastro individual do auxílio emergencial; em 2023, o novo governo anunciou a exclusão de mais de 1,5 milhão de beneficiários com renda acima do limite.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Governo do pai Entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022, o CadÚnico teve em média cerca de 2 mil novos registros de pessoas em situação de rua por mês.
Por quê: A alta pesa, mas não se apontou decisão do governo ligada a ela: fica como ressalva, a mesma marca do lado de Lula.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
A fome caiu nos governos dele, e o país saiu do Mapa da Fome em 2014, com Dilma, e de novo em 2025; caiu também nos vizinhos, mas no Brasil caiu mais. Na recessão de Dilma, a extrema pobreza subiu, e o piso do Bolsa Família ficou três anos sem reajuste. Quem arruma emprego mantém parte do benefício por um tempo, mas a melhora depende de benefício público, e o plano não diz como as famílias vão sair dele pelo trabalho.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Nos dois primeiros governos dele, a fome caiu de 9,1% para 3,0% da população, e o país saiu do Mapa da Fome em 2014, já com Dilma. A FAO liga a queda a políticas públicas, como o Bolsa Família, a merenda, as compras da agricultura familiar e o aumento real do salário mínimo. A fome também caiu nos vizinhos, com as matérias-primas em alta, mas no Brasil caiu mais: de 10,4% para 7,5% no resto da América Latina, contra 9,1% para 3,0% aqui [cálculo].
- A favor do ensino da Igreja: Com Lula 3, o país saiu de novo do Mapa da Fome em 2025, e na revisão de 2026 da FAO a média só dos anos dele (2023 a 2025) ficou abaixo de 2,5%. O representante da FAO no Brasil liga a saída à volta da política de segurança alimentar, com o Bolsa Família, a merenda e as compras da agricultura familiar, e à renda do trabalho. A fome também caiu nos vizinhos, na saída da pandemia, mas no Brasil caiu mais [cálculo].
- A favor do ensino da Igreja: Extrema pobreza de 5,9% (2022) para 3,5% (2024), o menor nível da série do IBGE. O Bolsa Família reduziu a extrema pobreza em 25%, segundo o Ipea.
- Ressalva: Sem os benefícios, a extrema pobreza de 2024 seria de 10%, e não de 3,5%.
- Contra o ensino da Igreja: O piso de R$ 600 ficou sem reajuste de 2023 a setembro de 2026, com inflação de cerca de 15% no período. O reajuste, perto do voto, conta em Benefícios na véspera do voto.FonteExame
- Ressalva: “Eu já acabei com a fome duas vezes”: exagero, segundo Aos Fatos e Lupa. Sair do Mapa da Fome não é erradicar a fome.FonteAos Fatos
Veja a falaentrevista à TV Globo (série logo após o Jornal Nacional, com Renata Vasconcellos e César Tralli), 27/08/2026
Vídeo inteiro no Globoplay (TV Globo)Tralli e Renata entrevistam Lula, candidato à reeleição pelo PT; veja íntegraEleições 2026 - Lula responde a pergunta sobre ajuste fiscalg1 · imprensa · publicado em 28/08/2026Abrir no YouTube - A favor do ensino da Igreja: Porta de saída: no novo Bolsa Família (lei de 2023), quem arruma trabalho e passa da linha de pobreza continua com metade do benefício por um tempo, se a renda não passar de R$ 706 por pessoa, e volta com prioridade se a renda cair. De janeiro a outubro de 2025, 1,32 milhão de famílias saíram do programa por aumento de renda, segundo o MDS. Lula, em 2025: “O Bolsa Família é um programa até que as pessoas consigam sobreviver por conta própria, ter um emprego”.
- Ressalva: A lei de 2023 previa até 24 meses nessa regra; em maio de 2025, uma portaria do MDS baixou o prazo para 12 meses. O prazo é desenho do programa, questão de prudência.
- Ressalva: Plano: promete “manter, aperfeiçoar e ampliar” a proteção social e cita “inclusão produtiva” e uma plataforma de empregos no Sine (p. 18 e 74), mas não traz meta nem caminho para as famílias saírem do Bolsa Família pelo trabalho. Em setembro de 2026 eram 19,29 milhões de famílias no programa.
- Contra o ensino da Igreja: Governo Dilma, aliado: na recessão de 2015 e 2016, a extrema pobreza subiu de 4,8% (2014) para 6,5% (2016) da população, pela linha de US$ 3 por dia do Banco Mundial. A recessão foi bem mais forte no Brasil do que na média da América Latina, num tempo de queda do preço das matérias-primas, sobretudo em 2015 (ver O Brasil em números).
Ligação com Lula: Dilma Rousseff, do PT, foi ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil de Lula e a candidata que ele escolheu para sucedê-lo em 2010; em 2016, ela nomeou Lula ministro da Casa Civil, nomeação que o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu. Conta para Lula como governo do partido dele e da sucessora que ele escolheu.
- Ressalva: População em situação de rua inscrita no CadÚnico: de 198,7 mil em dezembro de 2022 para 392,4 mil em junho de 2026, cerca de 4,6 mil novos registros por mês desde janeiro de 2023. O Ministério do Desenvolvimento Social diz que parte da alta é cadastro mais completo, depois de subnotificação entre 2019 e 2022; o ex-ministro Osmar Terra, do governo de Jair, contesta, e o ministério não apontou estudo que mostre a subnotificação.
Por quê: A Igreja pede atenção especial aos mais pobres (Compêndio 182), e a alta pesa; mas não se apontou decisão do governo ligada a ela, e parte é cadastro melhor: fica como ressalva, a mesma marca do lado de Flávio.
Saúde, vacina e serviços básicos27 fontes · 1 vídeo2560
O que a Igreja ensina
A autoridade “deve tornar acessível a cada qual aquilo de que precisa para levar uma vida verdadeiramente humana: alimento, vestuário, saúde, trabalho, educação”
Catecismo 1908
O governo do pai encomendou vacinas já em 2020, mas recusou a CoronaVac pela origem, deixou a Pfizer sem resposta e atrasou o início; faltou oxigênio em Manaus, e o pai, já presidente, respondeu sobre os mortos com “Eu não sou coveiro” e “E daí?”. A CPI pediu o indiciamento do próprio Flávio, que hoje é investigado no inquérito aberto a partir dela, sem denúncia.
7 dos 9 fatos deste tema são do governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio (2019 a 2022). Contam porque Flávio diz ter recebido do pai a missão de continuar o projeto dele. Mas são atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai Em outubro de 2020, Jair mandou cancelar o anúncio da compra da CoronaVac. A vacinação começou em 17/01/2021, depois de Chile, México e Argentina.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai Não respondeu a tempo a três ofertas da Pfizer em 2020.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: A CPI da Covid pediu o indiciamento do próprio Flávio por incitação ao crime; ele chamou o relatório de “aberração”. Em setembro de 2025, o ministro Flávio Dino mandou a PF investigar as conclusões da CPI, e Flávio está entre os investigados; o inquérito corre em sigilo, e não se localizou denúncia. Pedido de indiciamento de uma CPI não é acusação formal, e ele é presumido inocente.
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai Encomendou a vacina AstraZeneca/Fiocruz em agosto de 2020, com transferência de tecnologia. No fim de 2021 o Brasil tinha mais vacinados com esquema completo que os EUA (68,2% contra 61,6%), e 83,2% no fim de 2022.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Governo do pai A dengue também teve epidemias, em 2019 (1,55 milhão de casos prováveis e 844 mortes) e em 2022 (1,41 milhão e 1.056 mortes, o maior número de mortes desde pelo menos 2014 até então).
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Nem toda fala famosa foi zombaria: “gripezinha” e o “jacaré” perdem força lidos inteiros (ver Mentiras e boatos).
- Contra o ensino da Igreja: Fala do pai O pai, já presidente, sobre os mortos da covid: “Eu não sou coveiro” (20/04/2020), cortando uma pergunta, e “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?” (28/04/2020).
Ligação com Flávio: É fala de Jair Bolsonaro como presidente (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é fala do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Veja a falaconversa com jornalistas na entrada do Palácio da Alvorada, 20/04/2020
Bolsonaro sobre número de mortes por coronavírus: “não sou coveiro”Poder360 · imprensa · publicado em 21/04/2020Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: Governo do pai Em janeiro de 2021, faltou oxigênio nos hospitais de Manaus. Segundo a AGU, o Ministério da Saúde soube do esgotamento em 8 de janeiro, por e-mail da fabricante; o ministério disse depois que o ministro Pazuello só soube do colapso no dia 11, e à PF ele falou em 10 de janeiro.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Governo do pai Em maio de 2020, o Ministério da Saúde ampliou a orientação de uso da cloroquina para casos leves de covid, sem evidências científicas de eficácia. A doutrina não decide tratamento médico: fica como ressalva.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Ampliou o acesso a luz e remédio e pôs a vacina da dengue no SUS, mas o país teve em 2024 a maior epidemia de dengue da sua história. Na Terra Yanomami, as mortes subiram em 2023, já com a emergência declarada, e o ministério parou de publicar os informes.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Criou o Luz para Todos (2003), que até dezembro de 2017 tinha levado energia elétrica a mais de 16 milhões de pessoas, somando os governos seguintes.
- A favor do ensino da Igreja: Farmácia Popular gratuita: mais de 24 milhões de brasileiros atendidos em 2024.FonteCFF
- A favor do ensino da Igreja: Criou o ProUni (2005), que em 20 anos custeou a formação de 3,5 milhões de estudantes, somando os governos seguintes.FonteSenado
- A favor do ensino da Igreja: Plano: ampliar o “Agora Tem Especialistas” e manter o Farmácia Popular 100% gratuito (p. 36 e 37).FontePlano de governo
- Contra o ensino da Igreja: Terra Yanomami: em 2023, já com a emergência declarada, as mortes subiram de 343 para 363, e o Ministério da Saúde parou de publicar os informes.FonteMetrópoles
- Contra o ensino da Igreja: Dengue em 2024: a maior epidemia da história do país, com 6,57 milhões de casos prováveis e 6.352 mortes, quatro vezes os casos e mais de cinco vezes as mortes de 2023. O Ministério da Saúde aponta o El Niño e a circulação dos quatro tipos do vírus, e a epidemia foi recorde em toda a América. Mas o governo gastou em 2023 61% menos que em 2022 em campanhas contra a dengue (o ministério diz que a conta deixa de fora R$ 35 milhões da campanha de janeiro e fevereiro de 2024 e cita outras ações), e a ministra disse em fevereiro de 2024 que “neste momento, não faz sentido uma emergência nacional”, mas que o governo seguia em alerta.
- A favor do ensino da Igreja: Pôs a vacina da dengue no SUS em dezembro de 2023; segundo o Ministério, o Brasil foi o primeiro país a oferecê-la no sistema público. A fabricante limitou as doses de 2024, e até julho daquele ano só 1,37 milhão das 3,64 milhões de doses enviadas tinham sido aplicadas.
Trabalho e salário justo23 fontes · 2 vídeos4575
O que a Igreja ensina
O salário justo é “a verificação concreta da justiça” de todo o sistema socioeconômico
Laborem Exercens 19
O governo do pai protegeu empregos na pandemia, mas deixou o salário mínimo sem ganho real. Propostas vagas sobre salário; em 2024, votou contra a lei que limitou o ganho real do mínimo.
4 dos 9 fatos deste tema são do governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio (2019 a 2022). Contam porque Flávio diz ter recebido do pai a missão de continuar o projeto dele. Mas são atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai Quatro anos praticamente sem ganho real do salário mínimo. Com a comida subindo, o mínimo, que comprava 2,04 cestas básicas em São Paulo em 2019, comprava 1,59 em 2022 (DIEESE). Pesou a alta mundial dos alimentos em reais (ver PT x Bolsonaro, em O Brasil em números).
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai O desemprego caiu do pico de 14,9% para 7,9% no fim de 2022.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai Na pandemia, o BEm preservou vínculos de 9,7 milhões de trabalhadores.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: “Não farei economia com quem ganha salário mínimo e não farei economia com aposentados” (sabatina na Globo, 2026).FonteBBC
Veja a falaentrevista ao Jornal Nacional (TV Globo), 28/08/2026
Vídeo inteiro no Globoplay (TV Globo)Flávio Bolsonaro - Entrevista com o presidenciável | Eleições 2026Eleições 2026 - Flávio Bolsonaro responde a pergunta sobre salário-mínimo e aposentadoriag1 · imprensa · publicado em 29/08/2026Abrir no YouTube - Ressalva: Segundo a Folha (abril de 2026), a equipe econômica estudava corrigir só pela inflação os benefícios básicos da Previdência e do BPC; em setembro, a campanha disse que manterá a ligação entre o salário mínimo e os benefícios da Previdência. É estudo da equipe, não ato nem fala dele.
- Ressalva: Plano: “negociado sobre o legislado” e menor custo do trabalho “sem retirar direitos” (p. 43-44).FontePlano de governo
- Ressalva: Contra o fim da escala 6x1, disse ao trabalhador: “Você vai montar a sua escala de trabalho”.FonteCNN Brasil
Veja a falaentrevista exclusiva à Record (Domingo Espetacular, com Mariana Godoy), gravada e exibida em 30/08/2026
Assista à entrevista exclusiva da RECORD com Flávio Bolsonaro (PL), candidato à PresidênciaDomingo Espetacular · imprensa · publicado em 31/08/2026Abrir no YouTube - Ressalva: Governo do pai O aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 em agosto de 2022, que Flávio votou, reduziu um pouco a participação no trabalho de quem recebia (de 2,2 a 4,7 pontos percentuais), sem efeito sobre a informalidade. Quem saiu estava sobretudo em trabalho precário ou sem emprego, em boa parte mulheres que cuidam da família (Ipea, 2025).
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Em dezembro de 2024, votou contra a lei que limitou o ganho real do salário mínimo de 2025 a 2030 ao teto do arcabouço fiscal (no mínimo 0,6% e no máximo 2,5% ao ano) e endureceu as regras do BPC, aprovada no Senado por 42 a 31. O tamanho do reajuste é questão de prudência.
Maior ganho real do salário mínimo da história recente e desemprego no menor nível da série, mas em 2024 pôs teto no ganho real do mínimo até 2030. A comida ainda pesa no salário, as famílias com dívidas são recorde, e estudos recentes acham beneficiários do Bolsa Família saindo do emprego formal.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Salário mínimo 54% acima da inflação em 2003-2010 (DIEESE, somando os reajustes).FonteDIEESE
- A favor do ensino da Igreja: Salário mínimo 11,5% acima da inflação em 2023-2026 (DIEESE, somando os reajustes).FonteDIEESE
- A favor do ensino da Igreja: Desemprego de 5,6% em 2025, o menor desde 2012, com recorde de carteira assinada.FonteIBGE
- A favor do ensino da Igreja: Plano: fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas sem redução salarial (p. 75).FontePlano de governo
- Ressalva: A comida ainda pesa: em 2025 o salário mínimo comprava 1,75 cesta básica em São Paulo, menos que em 2019 (2,04). A relação caiu com Bolsonaro (1,59 em 2022) e voltou a subir com Lula 3 (1,93 em janeiro de 2026, pela estimativa do DIEESE, a maior desde 2019).FonteDIEESE
- Ressalva: Até 2019, os estudos não achavam efeito relevante do Bolsa Família sobre o trabalho. Com o benefício médio perto de 35% da renda mediana do trabalho (era 15% até 2019), um estudo ainda não publicado do FGV Ibre (2025) achou, entre os homens, queda forte da participação no trabalho, sobretudo dos jovens do Norte e do Nordeste, e do emprego formal em todas as idades e regiões, e nenhum efeito entre mulheres; parte dos jovens foi estudar. Um artigo revisado de 2026, com dados de 2023, também achou beneficiários com menos chance de emprego formal. O estudo do Ibre propõe baixar o piso e reforçar o que se paga por criança pequena.
- Ressalva: Dívidas: 82% das famílias tinham alguma dívida em agosto de 2026, o maior patamar da pesquisa da CNC, e a parte da renda que vai para pagar dívidas com bancos chegou a 28,7% em julho de 2026, a maior da série do Banco Central, com a Selic em 15%. O peso já tinha subido rápido com Bolsonaro, e Lula 3 herdou o recorde anterior (ver O Brasil em números).
- Ressalva: Em dezembro de 2024, sancionou a lei do pacote de cortes que, de 2025 a 2030, limita o ganho real do salário mínimo ao teto do arcabouço fiscal (no mínimo 0,6% e no máximo 2,5% ao ano) e passou a exigir cadastro biométrico para os benefícios da seguridade social, como o BPC, e atualização do CadÚnico a cada dois anos, no máximo. O mínimo continua com ganho real; o tamanho dele é questão de prudência.
Iniciativa econômica e subsidiariedade30 fontes7570
O que a Igreja ensina
“Cada um tem o direito de iniciativa económica e usará legitimamente os seus talentos”
Catecismo 2429
Agenda de liberdade para quem empreende, no governo do pai e no plano. A Igreja também recusa o mercado sem limites, e o governo do pai deixou a tabela do IR congelada.
9 dos 15 fatos deste tema são do governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio (2019 a 2022). Contam porque Flávio diz ter recebido do pai a missão de continuar o projeto dele. Mas são atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai Lei da Liberdade Econômica (2019), que dispensou alvará para atividades de baixo risco.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai Marco do saneamento (2020).
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai Lei do Ambiente de Negócios (2021), para facilitar a abertura de empresas.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai O Pronampe atendeu 517 mil pequenas empresas em 2020.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Plano: criar o “Minha Primeira Empresa”, com menos burocracia para abrir o negócio, capacitação e crédito (p. 45).FontePlano de governo
- A favor do ensino da Igreja: Plano: “amplo revogaço regulatório”, revisando normas obsoletas (p. 27).FontePlano de governo
- A favor do ensino da Igreja: Plano: levar a liberdade econômica a cada estado e município (p. 27).FontePlano de governo
- A favor do ensino da Igreja: Plano: o “Ganha-Ganha”, que troca curso concluído, emprego e contas em dia por acesso a crédito e juros menores (p. 46).FontePlano de governo
- Ressalva: Recorde de abertura de empresas em 2021, quase 8 em cada 10 MEIs; a Exame atribuiu o recorde à “fraqueza do mercado de trabalho para gerar vagas formais”.
- Ressalva: Elogia Milei (ver Comunismo, socialismo e mercado). A Igreja recusa também “o primado absoluto da lei do mercado sobre o trabalho humano” (Catecismo 2425).
- Ressalva: Governo do pai Cortou IPI e IOF, sobretudo em 2022 (o corte dos impostos dos combustíveis no ano da eleição conta em Benefícios na véspera do voto). A Igreja pede “racionalidade e eqüidade na imposição dos tributos” (Compêndio 355); o desenho de cada imposto é questão de prudência.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Governo do pai Subiu o IOF do crédito de setembro a dezembro de 2021.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Governo do pai Subiu a contribuição sobre o lucro dos bancos (CSLL) em 2021.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Governo do pai Deixou a tabela do IR congelada nos quatro anos.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Governo do pai A carga tributária subiu de 30,4% para 31,2% do PIB (Tesouro). A Igreja não fixa o tamanho da carga: é questão de prudência.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Criou instrumentos para o pequeno (MEI, Desenrola, crédito para quem está no CadÚnico) e fez a reforma do consumo com cesta básica isenta; a carga tributária e as recuperações judiciais de empresas estão em recorde, o que fica como ressalva.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Criou o MEI (2008).FonteLC 128/2008
- A favor do ensino da Igreja: Desenrola (2023): 15 milhões de pessoas renegociaram R$ 53 bilhões em dívidas.FonteCNN
- A favor do ensino da Igreja: Reforma tributária do consumo (2023), com cesta básica isenta e cashback para os mais pobres.FonteEC 132
- Ressalva: Carga tributária recorde: 32,4% do PIB em 2025, a maior da série do Tesouro (era 31,2% em 2022). A Igreja não fixa o tamanho da carga: é questão de prudência (ver os itens sobre impostos, mais abaixo).FonteTesouro Nacional
- Ressalva: Recorde de 2.466 empresas envolvidas em pedidos de recuperação judicial em 2025, na série da Serasa iniciada em 2012 (977 processos, o maior número desde 2016), com juros altos, que o Banco Central decide com autonomia desde 2021 (ver Contas públicas); a agropecuária respondeu por 30% dos casos. As empresas com pedido de falência caíram 19%. Não se apontou decisão do governo ligada ao recorde: fica como ressalva.
- A favor do ensino da Igreja: Lei de 2024 criou o Acredita no Primeiro Passo, com crédito e qualificação para quem está no CadÚnico, “com a finalidade de gerar oportunidades de inclusão produtiva, aumento da renda pelo trabalho”. A lei manda o TCU avaliar o resultado; não se localizou essa avaliação.FonteLei 14.995/2024
- Ressalva: Subiu impostos de quem tem mais: fundos exclusivos e empresas no exterior, R$ 20,7 bilhões em 2024. A Igreja pede “racionalidade e eqüidade na imposição dos tributos” (Compêndio 355); o desenho de cada imposto é questão de prudência.
- Ressalva: Isentou do IR quem ganha até R$ 5 mil (cerca de 15 milhões de pessoas), com um imposto mínimo para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano (2025).
- Ressalva: Voltou a cobrar os impostos federais da gasolina e do diesel (2023).
- Ressalva: Subiu o IOF por decreto (2025), e o imposto arrecadou R$ 86,5 bilhões naquele ano.
- Ressalva: Sancionou o imposto de 20% nas compras de até US$ 50 em sites estrangeiros, cobrado de agosto de 2024 a maio de 2026.
Contas públicas e gerações futuras24 fontes5045
O que a Igreja ensina
“Já não se pode falar de desenvolvimento sustentável sem uma solidariedade intergeneracional”
Laudato Si' 159
A dívida caiu no governo do pai, que fez a reforma da Previdência com o voto de Flávio. Pesam contra o orçamento secreto e o adiamento de dívidas judiciais, que Flávio votou; o gasto acima do teto foi sobretudo na pandemia. O plano não diz onde corta.
3 dos 7 fatos deste tema são do governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio (2019 a 2022). Contam porque Flávio diz ter recebido do pai a missão de continuar o projeto dele. Mas são atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai Dívida bruta de 75,3% (2018) para 71,7% do PIB (2022), ajudada pela inflação.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai Reforma da Previdência (2019), com economia de cerca de R$ 800 bilhões em dez anos; Flávio votou Sim. A Igreja pede “solidariedade intergeneracional” (Laudato Si’ 159).
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: R$ 794,9 bilhões gastos acima do teto em 2019-2022, mais da metade na pandemia. O adiamento dos precatórios e a emenda de 2022 pesam em itens próprios.FonteBBC, com FGV Ibre
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai O orçamento secreto, emendas de relator cujo destino era negociado com o Planalto sem transparência, chegou a cerca de R$ 45 bilhões e foi declarado inconstitucional pelo STF. Não se achou valor indicado pelo próprio Flávio nessas emendas.
Por quê: Esconder quem indica o dinheiro público vai contra o pedido da Igreja de “transparência e honestidade no agir pessoal e social” (Compêndio 198); o próprio STF julgou o mecanismo contrário à Constituição.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: O “tesouraço” é, segundo o economista Josilmar Cordenonssi, “um corte do que não fala onde que vai cortar”.FonteInfoMoney
- Ressalva: No Senado, votou contra o arcabouço fiscal.FonteCongresso em Foco
- Contra o ensino da Igreja: Votou a favor da PEC dos Precatórios (2021), que adiou o pagamento de dívidas judiciais da União para abrir espaço ao Auxílio Brasil de R$ 400. Em 2023 o STF autorizou quitar os atrasados por crédito extraordinário.
A dívida subiu 11 pontos do PIB, e os juros custam várias vezes o Bolsa Família. Pagou as dívidas judiciais que tinham sido adiadas e criou o arcabouço fiscal; a PEC da Transição e o bloqueio do Pé-de-Meia pelo TCU ficam como ressalva. Com Dilma, aliada, a dívida já tinha subido 18 pontos do PIB.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Dívida bruta de 71,7% (2022) para 82,9% do PIB (agosto de 2026); só os juros custaram perto de 8% do PIB em 2025, mais de seis vezes o Bolsa Família. Parte da alta vem da Selic, decidida pelo Banco Central autônomo (ver o item da Selic).
- A favor do ensino da Igreja: O arcabouço fiscal (2023) limita o crescimento da despesa a uma parte da alta da receita.FonteLC 200
- A favor do ensino da Igreja: Em dezembro de 2023, quitou os precatórios atrasados pela emenda de 2021, com crédito de R$ 93,1 bilhões autorizado pelo STF.FonteAgência Senado
- Ressalva: Selic de 15% de junho de 2025 a março de 2026, a maior desde 2006. É decidida pelo Banco Central autônomo, mas o déficit e a dívida pesam na decisão.
- Contra o ensino da Igreja: Governo Dilma, aliado: a dívida bruta foi de 51,8% (2010) para 69,8% do PIB (2016), e o PIB caiu cerca de 3,5% ao ano em 2015 e 2016.
Ligação com Lula: Dilma Rousseff, do PT, foi ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil de Lula e a candidata que ele escolheu para sucedê-lo em 2010; em 2016, ela nomeou Lula ministro da Casa Civil, nomeação que o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu. Conta para Lula como governo do partido dele e da sucessora que ele escolheu.
- Ressalva: A PEC da Transição, aprovada em dezembro de 2022, liberou para o novo governo de Lula R$ 145 bilhões fora do teto de gastos por dois anos e permitiu gastar até R$ 23 bilhões de receitas extraordinárias; com ela, o Bolsa Família de R$ 600 ficou garantido em 2023.
- Ressalva: Em 2025, o TCU bloqueou R$ 6 bilhões do Pé-de-Meia, com base num relatório técnico que apontava “irregularidades fiscais”; depois revogou o bloqueio e deu 120 dias para o governo regularizar os repasses.FonteSBT News, 12/02/2025
Benefícios na véspera do voto17 fontes · 1 vídeo2520
O que a Igreja ensina
Reprova responder “a exigências populares, com o fim de ter garantido os votos ou o apoio do povo”
Fratelli Tutti 161
No ano da eleição, o governo do pai aumentou benefícios por emenda e cortou impostos dos combustíveis, e Flávio votou a favor dos dois; a Caixa ofereceu o consignado do Auxílio Brasil no meio do 2º turno.
Todos os 3 fatos deste tema são do governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio (2019 a 2022). Contam porque Flávio diz ter recebido do pai a missão de continuar o projeto dele. Mas são atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai Emenda de 2022 com “estado de emergência” para aumentar benefícios até o fim do ano eleitoral (R$ 41,2 bilhões), depois declarada inconstitucional. O governo negou o caráter eleitoreiro e alegou o peso da inflação e do preço dos combustíveis sobre as famílias. Flávio votou Sim, como quase todo o Senado, inclusive o PT (72 a 1 e 67 a 1).
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai A Caixa passou a oferecer o consignado do Auxílio Brasil durante o 2º turno de 2022; o Ministério Público junto ao TCU viu suspeita de medida “eleitoreira”, e um ministro do TCU mandou a Caixa suspender as novas concessões, por precaução.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai Em junho de 2022, com o petróleo perto de US$ 100, sancionou a lei que limitou o ICMS dos combustíveis, da energia, das comunicações e do transporte coletivo e zerou PIS/Cofins e Cide da gasolina até 31/12/2022. Flávio votou Sim; no Senado, foram 65 votos a 12.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
No ano da eleição, concentrou benefícios, cortes de impostos e reviravoltas perto do voto.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Bolsa Família +15% a 17 dias do voto, depois de três anos sem reajuste. O governo disse que o reajuste repõe a inflação acumulada desde 2023.FonteExame
- Contra o ensino da Igreja: Fim da taxa das blusinhas em maio de 2026, depois de sancioná-la em 2024.FonteMetrópoles
- Contra o ensino da Igreja: Proibição das bets a 9 dias do 1º turno, depois de regulamentá-las e arrecadar com elas.FonteMetrópoles
- Contra o ensino da Igreja: Novo Desenrola, com descontos de 30% a 90% nas dívidas, lançado em 4 de maio de 2026, cinco meses antes do voto. Em março, os inadimplentes tinham batido o recorde de 82,8 milhões, pela Serasa.
Por quê: Mesmo com a inadimplência em recorde, lançar o perdão de dívidas no ano da eleição se aproxima do que a Igreja reprova: responder “a exigências populares, com o fim de ter garantido os votos ou o apoio do povo” (Fratelli Tutti 161).
FontePoder360 - Ressalva: Sobre o auxílio de R$ 600 de 2022, disse: “Que estava certo”, o que o Aos Fatos classificou como falso, porque na época o PT o chamou de eleitoreiro (ver Verdade).FonteAos Fatos
Veja a falapodcast Flow (Flow News #077), gravado na casa do presidente, 01/10/2026
LULA - Flow News #077Flow Podcast · imprensa · publicado em 02/10/2026Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: Em junho de 2026, quatro meses antes do voto, uma portaria do MDS subiu de 12 para 18 meses o tempo em que quem arruma trabalho continua com metade do Bolsa Família.
- Contra o ensino da Igreja: Em 10/09/2026, a 24 dias do 1º turno, com o petróleo em alta, decreto cortou R$ 0,63 por litro do PIS/Cofins da gasolina e zerou os tributos do etanol até 9 de outubro; dois dias antes, medidas provisórias abriram R$ 6,98 bilhões para subsidiar o diesel e outros combustíveis.
Cuidado da criação e povos indígenas24 fontes · 2 vídeos2065
O que a Igreja ensina
Quando “as autoridades deixam mão livre a madeireiros, a projetos minerários ou petrolíferos e outras atividades que devastam as florestas”, as relações económicas “tornam-se um instrumento que mata”
Querida Amazônia 14
O desmatamento disparou no governo do pai; Flávio votou o marco temporal na Constituição e promete não demarcar terras indígenas.
4 dos 10 fatos deste tema são do governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio (2019 a 2022). Contam porque Flávio diz ter recebido do pai a missão de continuar o projeto dele. Mas são atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai Desmatamento médio de 2019-2022 60% acima de 2015-2018; 2021 teve a maior área desde 2006.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai O Fundo Amazônia ficou parado até o STF mandar reativar.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai Nenhuma terra indígena demarcada. Segundo a Agência Pública, Jair cumpriu a promessa de não demarcar “nenhum centímetro”, e a última homologação antes de 2023 tinha sido em abril de 2018.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai A área devastada pelo garimpo na terra Yanomami subiu 309% de 2018 a 2022.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Contra o ensino da Igreja: Em abril de 2026, numa feira do agronegócio em Sinop (MT), sobre pedidos da Funai para demarcar 2,2 milhões de hectares em Mato Grosso: “Se depender do nosso governo nenhuma dessas reservas será demarcada”.
Por quê: Recusar de antemão todos os pedidos, sem olhar caso a caso, vai contra o pedido de que os direitos dos povos indígenas à terra sejam “oportunamente tutelados” (Compêndio 471).
FonteCBNVeja a falaNorte Show, Sinop (MT), 22/04/2026 (fala a produtores e jornalistas)
Flávio Bolsonaro promete mudar Plano Safra e política de demarcação; Mehero comentaJovem Pan News [dir.] · imprensa · publicado em 24/04/2026Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: Em outubro de 2026, num vídeo de campanha sobre explorar terras raras no Norte, prometeu: “Vamos acabar com essas amarras ambientais, porque, do jeito que está, nem se preserva o meio ambiente, nem se transforma todo esse potencial em prosperidade”.
Por quê: Prometer tirar regras ambientais para abrir a mineração vai contra o cuidado com a criação: a Igreja pede que o estudo de impacto ambiental entre “desde o princípio” e seja feito de forma “independente de qualquer pressão económica ou política” (Laudato Si’ 183).
- Ressalva: Em agosto de 2026, na TV Globo, perguntado se existe aquecimento global, disse: “Eu acho que tem eventos climáticos extremos. Tem épocas cíclicas que fazem mais calor, tem épocas que fazem mais frio [...] e eu não acho que isso tem a ver diretamente só com a influência do ser humano”. O Aos Fatos classificou como falso.
Por quê: A Laudato Si’ lembra que “numerosos estudos científicos indicam que a maior parte do aquecimento global das últimas décadas” vem da ação humana (23), mas a Igreja “não pretende definir as questões científicas” (188). A fala contraria esses estudos, mas não um ensino da Igreja: fica como ressalva.
Veja a falaentrevista da TV Globo (série com presidenciáveis, após o Jornal Nacional), 28/08/2026
Vídeo inteiro no Globoplay (TV Globo)Eleições 2026 - Flávio Bolsonaro - Entrevista com o presidenciávelEleições 2026 - Flávio Bolsonaro responde a pergunta sobre aquecimento globalg1 · imprensa · publicado em 29/08/2026Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: Em dezembro de 2025, votou a favor da PEC 48/2023, que põe o marco temporal das terras indígenas na Constituição (aprovada por 52 a 14). A Igreja lembra que muitos povos perderam suas terras “em vantagem de potentes interesses agro-industriais” e pede que seus direitos sejam “oportunamente tutelados” (Compêndio 471). Na votação da lei do marco temporal, em 2023, estava ausente. A CNBB chamou o avanço do marco de “terrível retrocesso”, o que é posição dos bispos.
- Ressalva: Votou a favor da nova lei geral do licenciamento ambiental (2025), aprovada no Senado por 54 a 13.
- A favor do ensino da Igreja: O plano fixa a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2029 (p. 58).FontePlano de governo
O desmatamento caiu nos três governos dele, homologou 20 terras indígenas e vetou o marco temporal. Pesam contra Belo Monte e a cobrança pública ao Ibama pela licença do petróleo na Foz do Amazonas; o fogo recorde de 2024, na seca extrema, e os protestos indígenas contra obras do governo ficam como ressalva.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Desmatamento de 5.731 km² em 2025 (taxa consolidada), cerca de metade de 2022.FonteInpe
- A favor do ensino da Igreja: Nos governos Lula 1 e 2, o desmatamento caiu de 27.772 km² (2004) para 7.000 km² (2010).FonteInpe, PRODES
- A favor do ensino da Igreja: Plano: desmatamento líquido zero até 2030 (p. 70).FontePlano de governo
- A favor do ensino da Igreja: Plano: demarcação de terras indígenas “sempre que necessárias” (p. 20).FontePlano de governo
- A favor do ensino da Igreja: Vetou o marco temporal na lei das terras indígenas de 2023; o Congresso derrubou o veto em dezembro. O trecho vetado diz que a saída dos indígenas antes de 5 de outubro de 1988, “independentemente da causa”, impede reconhecer a terra como indígena, salvo conflito de posse que durasse até essa data. A Igreja pede que os direitos dos povos indígenas à terra sejam “oportunamente tutelados” (Compêndio 471).
- Ressalva: 2024 teve o maior número de focos de fogo na Amazônia em 17 anos, na seca extrema daquele ano. Não se apontou decisão do governo ligada à alta: fica como ressalva.FonteDiário de Pernambuco
- Ressalva: Petróleo na Foz do Amazonas: “passaporte para o futuro” (2026). A Igreja pede trocar o petróleo por energia limpa “progressivamente e sem demora”, mas aceita “soluções transitórias” (Laudato Si’ 165): fica como ressalva.FonteO Globo
- Contra o ensino da Igreja: Belo Monte, leiloada em 2010, desalojou mais de 40 mil pessoas, e a obra enfrentou resistência indígena e paralisações sob ordem da Justiça. A Igreja pede que, em projetos assim, “os moradores locais” tenham “um lugar privilegiado” no debate (Laudato Si’ 183).
- Contra o ensino da Igreja: Em 12 de fevereiro de 2025, cobrou o Ibama em público pela licença para a Petrobras pesquisar petróleo na Foz do Amazonas: “O que não dá é a gente ficar nesse lenga-lenga, o Ibama ser um órgão do governo parecendo ser um órgão contra o governo”. Na mesma entrevista, disse: “Nós vamos cumprir todos os ritos necessários”. O Ibama deu à Petrobras a licença para perfurar um poço exploratório em 20 de outubro de 2025.
Por quê: O Papa Francisco pede que o estudo de impacto ambiental seja feito “de forma interdisciplinar, transparente e independente de qualquer pressão económica ou política” (Laudato Si’ 183). Cobrar em público o órgão que faz esse estudo é a pressão política que o texto pede para evitar.
- Ressalva: Na COP30, em Belém, em 14 de novembro de 2025, cerca de 100 indígenas bloquearam a entrada da conferência pedindo a revogação do decreto que tornou prioritárias as hidrovias do Tapajós, do Madeira e do Tocantins (Decreto 12.600/2025) e o fim da Ferrogrão; foram recebidos pelo presidente da COP30 e pelas ministras Marina Silva e Sônia Guajajara, e pediam reunião direta com Lula.
Por quê: A Igreja pede ouvir os povos indígenas, que, “quando permanecem nos seus territórios, são quem melhor os cuida” (Laudato Si’ 146). O protesto mostra a queixa contra atos do governo, mas não se apurou se faltou consulta: fica como ressalva.
FontePoder360 - A favor do ensino da Igreja: Homologou 20 terras indígenas de 2023 a novembro de 2025; em abril de 2026, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) dizia que pelo menos 76 terras estavam prontas, esperando só a assinatura do presidente.
Por quê: Demarcar terras indígenas segue o pedido da Igreja de proteger esses povos nos seus territórios (Laudato Si’ 146). É a mesma régua do lado de Flávio, onde nenhuma terra demarcada no governo do pai conta contra; a cobrança da Apib por mais demarcações fica registrada no texto.
Segurança pública e dignidade do preso32 fontes · 1 vídeo4060
O que a Igreja ensina
A autoridade deve infligir “penas proporcionadas à gravidade do delito”, e a pena deve, “na medida do possível, contribuir para a emenda do culpado”
Catecismo 2266
Promete enfrentar o crime organizado, mas diz que prisão “é lugar de punição”, e não de recuperar o preso; já defendeu as milícias e disse ter “inveja” de ataques letais a barcos de traficantes.
1 dos 10 fatos deste tema é do governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio (2019 a 2022). Contam porque Flávio diz ter recebido do pai a missão de continuar o projeto dele. Mas são atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Fatos
- Ressalva: Governo do pai Os assassinatos caíram 19% em 2019, para 41.635, segundo o índice do g1 com o NEV-USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O mérito é sobretudo dos estados e da demografia, e o Atlas da Violência diz que a política de armas freou a queda: fica como ressalva.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Promete tornozeleira para agressores de mulheres.Fonteg1
- Ressalva: Promete declarar PCC, CV e milícias organizações narcoterroristas; o governo Lula é contra. A Igreja não tem posição sobre essa classificação.FontePlano de governo
- Contra o ensino da Igreja: Sobre ataques letais dos EUA a barcos de traficantes: “Que inveja! Ouvi dizer que há barcos como esse aqui no Rio de Janeiro” (2025).Fonteg1
- Contra o ensino da Igreja: “Infelizmente, prisão não é lugar de ressocializar ninguém. Prisão é lugar de punição” (2026). A Igreja ensina que a pena tem também “uma finalidade medicinal” e deve, “na medida do possível, contribuir para a emenda do culpado” (Catecismo 2266). O plano quer presídios no modelo de El Salvador (ver Tortura).
- Contra o ensino da Igreja: Em 2007, na Alerj: “não se pode, simplesmente, estigmatizar as milícias”.FonteTaquigrafia da Alerj
- Ressalva: Como deputado estadual (2003 a 2018), homenageou na Alerj pelo menos 23 policiais e militares que, em 2019, eram réus ou já tinham sido condenados (seis condenados), segundo a piauí. Na maioria dos casos, a acusação veio depois da homenagem; uma exceção é o tenente-coronel Lício Maciel, homenageado em 2014 quando já tinha sido denunciado à Justiça por sequestro na ditadura.
Por quê: Quem é réu é presumido inocente, e na maioria dos casos a acusação só veio depois: a homenagem não mostra que ele premiou crimes. Fica como ressalva. A homenagem a Adriano da Nóbrega, dada quando ele estava preso, conta em Histórico.
Fontepiauí - Ressalva: Foi o relator, no Senado, do projeto que restringiu a saída temporária de presos (acabou a saída para visitar a família; ficou a saída para estudar), aprovado por 62 a 2 em 2024; o líder do PT apoiou o projeto e liberou a bancada. A Igreja pede que a pena ajude a “favorecer a reinserção das pessoas condenadas” (Compêndio 403), mas não diz se a saída temporária é o meio certo: é questão de prudência. A CNBB defendeu manter as saídas, o que é posição dos bispos, não doutrina.
- Ressalva: Hoje diz: “Eu não defendo milícia”.FonteBBC
Veja a falaRoda Viva (TV Cultura), 08/04/2024
Roda Viva | Flávio Bolsonaro | 08/04/2024Roda Viva · imprensa · publicado em 09/04/2024Abrir no YouTube - Ressalva: Propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, com punição a partir dos 14 em crimes graves. A Igreja pede que os Estados não punam penalmente “as crianças, que ainda não completaram o seu desenvolvimento para a maturidade” (Papa Francisco, 2014), mas não fixa a idade penal: é questão de prudência. A CNBB é contra a redução, o que é posição dos bispos, não doutrina.
Atacou o dinheiro das facções e endureceu a pena do feminicídio; as mortes violentas caíram ao menor nível desde 2012, o que é sobretudo trabalho dos estados. Mas disse que traficantes são “vítimas dos usuários” (e recuou no mesmo dia), e desaparecidos e facções batem recorde.
Fatos
- Ressalva: Mortes violentas: 40.775 em 2025, taxa de 19,1 por 100 mil, a menor desde 2012. A segurança é sobretudo tarefa dos estados (ver O Brasil em números), e não se apontou decisão do governo federal ligada à queda: fica como ressalva.FonteAgência Brasil
- A favor do ensino da Igreja: Sancionou a Lei Antifacção (2026).FontePoder360
- A favor do ensino da Igreja: A PF apreendeu R$ 9,5 bilhões do crime organizado em 2025.FonteAgência Brasil
- A favor do ensino da Igreja: Sancionou em 2024 a lei que fez do feminicídio crime autônomo, com pena de 20 a 40 anos.
- Ressalva: Vetou o fim da saída temporária para visita à família e para atividades de volta ao convívio social, mas o Congresso derrubou o veto em 2024. A Igreja pede que a pena ajude a “favorecer a reinserção das pessoas condenadas” (Compêndio 403), mas não diz se a saída temporária é o meio certo: é questão de prudência. A CNBB apoiou o veto, o que é posição dos bispos, não doutrina.
- Contra o ensino da Igreja: “Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também” (recuou no mesmo dia).FontePoder360
- Ressalva: Chamou de “matança” a operação no Rio com 121 mortos e defendeu investigação independente.FonteO Tempo
- Ressalva: Desaparecidos em recorde: 84.269 em 2025. Não se apontou decisão do governo ligada ao recorde: fica como ressalva.FonteAnuário 2026
- Ressalva: Facções presentes nas 27 unidades da federação. Não se apontou decisão do governo ligada a isso: fica como ressalva.FonteCNN
- Ressalva: O governo é contra classificar PCC e CV como terroristas, alegando risco à soberania. A Igreja não tem posição sobre isso.FonteConjur
- Ressalva: Na entrevista à TV Globo de 15/10/2026, Renata Lo Prete perguntou sobre a emenda do senador Camilo Santana (PT) à PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal em crimes hediondos, e lembrou que o PT historicamente foi contra a redução. Ele respondeu: “Eu sou favorável a reduzir para 16, mas não discutindo nessa PEC, que essa PEC não é para discutir isso”. Em 2007, como presidente, tinha rejeitado a redução, dizendo que essas crianças “não estão precisando de uma lei mais dura contra elas”.
Por quê: É a mesma régua da proposta de Flávio (16 anos, com punição a partir dos 14 em crimes graves): a Igreja pede que os Estados não punam penalmente “as crianças, que ainda não completaram o seu desenvolvimento para a maturidade” (Papa Francisco, 2014), mas não fixa a idade penal. É questão de prudência. A CNBB é contra a redução, o que é posição dos bispos, não doutrina.
Tortura, armas e pena de morte23 fontes2060
O que a Igreja ensina
A tortura é “contrária ao respeito pela pessoa e pela dignidade humana”; quanto ao “fabrico e comércio de armas”, as autoridades públicas têm “o direito e o dever de os regulamentar”
Catecismo 2297 e 2316
Elogio a Ustra e o Carandiru como legítima defesa, num livro de 2017; no governo do pai, comemoração do golpe de 1964, homenagem ao ditador Stroessner e decretos que multiplicaram as armas de colecionadores e atiradores. Mudou de posição na pena de morte.
3 dos 9 fatos deste tema são do governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio (2019 a 2022). Contam porque Flávio diz ter recebido do pai a missão de continuar o projeto dele. Mas são atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Na biografia do pai que escreveu em 2017, chamou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o DOI-Codi de São Paulo de 1970 a 1974, de “um homem correto, íntegro, que cumpriu seu papel de defender a pátria”. Em 2026, a assessoria não comentou o elogio e disse que o livro traz valores dele, como a defesa da democracia e da família.
Por quê: Ustra foi o primeiro militar da ditadura reconhecido pela Justiça como torturador. Elogiá-lo vai contra o ensino de que a tortura “é contrária ao respeito pela pessoa e pela dignidade humana” (Catecismo 2297).
- Contra o ensino da Igreja: Na biografia do pai que escreveu em 2017, defende, segundo a Folha, que os policiais do massacre do Carandiru (São Paulo, 1992) agiram em legítima defesa, e pergunta: “Quantos milhares de novas vítimas esses marginais poderiam ter feito quando voltassem ao convívio em sociedade?”.
Por quê: A Igreja admite a legítima defesa para “repelir os agressores” (Catecismo 2265), não para matar presos pelos crimes que eles ainda poderiam cometer, como sugere a pergunta.
FonteFolha - Ressalva: O pai: “O erro da ditadura foi torturar e não matar” (2016). Fala de deputado, fora do governo: não pontua.
Ligação com Flávio: Jair Bolsonaro, pai de Flávio, era deputado federal em 2016; a fala é anterior ao governo dele e, por isso, não conta na nota de Flávio.
FonteDW - Contra o ensino da Igreja: Governo do pai Em 2019, Jair mandou fazer as “comemorações devidas” dos 55 anos do golpe de 1964; o porta-voz disse que ele não considerava a data “um golpe militar”.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Contra o ensino da Igreja: Fala do pai O pai, já presidente, homenageou o ditador paraguaio Alfredo Stroessner, responsável por prisões arbitrárias, torturas e desaparecimentos: “um homem com visão, um estadista” (2019).
Ligação com Flávio: É fala de Jair Bolsonaro como presidente (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é fala do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: “Queremos mais armas nas mãos das pessoas de bem” (2018). Quantas armas os civis podem ter é questão de prudência: a doutrina pede que as autoridades regulamentem o comércio de armas (Catecismo 2316), mas não fixa um número.FonteO Globo
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai Com os decretos de armas, os colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) foram de 117 mil para 783 mil, no que o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública chama de “meia década de descontrole”. As autoridades têm “o direito e o dever” de regulamentar o comércio de armas (Catecismo 2316).
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Pena de morte: “Não sou mais a favor” (2025). O Catecismo a chama de “inadmissível” (2267).FonteItatiaia
- Ressalva: O plano quer cinco presídios “no modelo adotado por El Salvador”. Lá, segundo a Human Rights Watch, o estado de exceção trouxe tortura de presos e ao menos 458 mortes nas prisões. O plano não diz que vai copiar esses abusos.
Controle de armas, com decreto que limita a compra, e a Comissão da Verdade de Dilma; em 2023, o governo denunciou na ONU a tortura na Nicarágua. Mas comparou presos políticos cubanos a “bandidos” e se absteve de renovar a investigação da ONU sobre tortura na Venezuela.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Plano: manter “uma política de controle de armas e munições” e reforçar a fiscalização de CACs (p. 28).FontePlano de governo
- A favor do ensino da Igreja: O governo Dilma, aliado, criou a Comissão Nacional da Verdade (2011) sobre as violações da ditadura.
Ligação com Lula: Dilma Rousseff, do PT, foi ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil de Lula e a candidata que ele escolheu para sucedê-lo em 2010; em 2016, ela nomeou Lula ministro da Casa Civil, nomeação que o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu. Conta para Lula como governo do partido dele e da sucessora que ele escolheu.
- A favor do ensino da Igreja: Decreto de 2023: no máximo duas armas para defesa pessoal, com “efetiva necessidade” que “não é presumida”, e até cinquenta munições por arma por ano.FonteDecreto 11.615
- A favor do ensino da Igreja: Em março de 2023, o governo denunciou na ONU “execuções sumárias, detenções arbitrárias e tortura contra dissidentes políticos” na Nicarágua e se ofereceu para receber os nicaraguenses que perderam a nacionalidade.FontePoder360
- Ressalva: Dias antes, em 03/03/2023, ficou em silêncio na reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a Nicarágua e não se uniu aos 55 países que assinaram uma declaração que criticava Ortega.
- Contra o ensino da Igreja: Em 2010, logo depois da morte do preso político cubano Orlando Zapata em greve de fome, defendeu a Justiça cubana e disse: “Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade”.
- Contra o ensino da Igreja: Em 2024, o Brasil se absteve no Conselho de Direitos Humanos da ONU na renovação da missão que investiga tortura e execuções na Venezuela, dizendo ser contra iniciativas que “condenam excessivamente ou são demasiado normativas”.FonteRTP, com Lusa
- Ressalva: O elogio a Fidel Castro (“o maior homem do século 20”) conta em “Comunismo, socialismo e mercado”.FonteCorreio Braziliense
- Ressalva: Em janeiro de 2026, sobre a repressão aos protestos no Irã, o Itamaraty lamentou as mortes e disse que “cabe apenas aos iranianos decidir” o futuro do país.FonteIstoÉ, 13/01/2026
Democracia e Estado de direito55 fontes · 5 vídeos2540
O que a Igreja ensina
O “Estado de direito”, “no qual é soberana a Lei, e não a vontade arbitrária dos homens”
Catecismo 1904
Chamou de “farsa” o 8 de janeiro e a condenação do pai, negou fatos provados e promete anistia ou indulto que alcança o pai. A crítica dele às penas dos manifestantes tem apoio até no STF.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Chamou de “farsa” o 8 de janeiro e o processo do pai: “essa farsa que foi esse 8 de janeiro, essa farsa em que condenaram um homem correto” (ato de 7 de setembro) e “a grande farsa que foi armada para tirar o presidente Bolsonaro da vida pública” (Jornal Nacional). Discordar da condenação é legítimo, e um dos cinco juízes absolveu Jair; chamar de farsa uma decisão de 4 a 1 contraria o dever de verdade (Catecismo 2464).
Veja a falaato de 7 de Setembro na Av. Paulista (SP), 07/09/2026
Ao Vivo: Flávio Bolsonaro realiza ato na Av. PaulistaPoder360 · imprensa · publicado em 07/09/2026Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: No Jornal Nacional, disse que “não foi encontrada uma arma no 8 de Janeiro”, o que o Aos Fatos classificou como desinformação, lembrando as armas furtadas do GSI. Negar fatos provados contraria o dever de verdade (Catecismo 2464).
- Ressalva: No ato de 7 de setembro de 2026, disse que Moraes “vai cair”.FonteCongresso em Foco
- Contra o ensino da Igreja: Promete buscar a anistia ainda na transição de governo e, se ela não passar, dar “indulto para todo mundo” entre os condenados do 8 de janeiro. A Igreja pede clemência com os presos, mas “também não estamos a falar de impunidade” (Fratelli Tutti 252), e no Estado de direito punir cabe aos juízes (Compêndio 402).
- Contra o ensino da Igreja: Em março de 2026, prometeu indulto ao pai, condenado como líder da organização, se vencesse. Em 2023 o STF anulou a graça que Jair deu a um aliado, por entender que perdão “pelo simples vínculo de afinidade pessoal e ideológica” não é compatível com a administração pública.
- Ressalva: Perguntado sobre o preço para desistir da candidatura, disse que seria ver o pai “livre, nas urnas” (ver Outros pontos).FonteJornal de Brasília
- Ressalva: Parte do que ele defende tem respaldo: votou pela Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026), aprovada pelo Congresso contra o veto de Lula, que reduz de um terço a dois terços a pena de quem agiu em multidão sem liderar nem financiar, e o Papa pediu no Jubileu “formas de amnistia ou de perdão da pena” (Spes non confundit 10). A mesma lei também deixa de somar as penas de golpe e de abolição, o que pode reduzir a do pai. A aplicação está suspensa por Moraes até o plenário do STF julgar.
- Contra o ensino da Igreja: Disse a diplomatas que as urnas têm “a mesma origem” de uma empresa venezuelana; admitiu o erro um mês depois.
Veja a falaencontro com diplomatas de cerca de 40 embaixadas em Brasília (rodada da Novo Selo Comunicação), 21/07/2026
JN: Flávio Bolsonaro diz que urnas do Brasil são de empresa suspeita de fraude na Venezuelag1 · imprensa · publicado em 22/07/2026Abrir no YouTube - A favor do ensino da Igreja: No Jornal Nacional: “vou respeitar o resultado das eleições”.FonteInfoMoney
- Ressalva: A crítica às penas do 8 de janeiro tem base. Até abril de 2026, 1.402 pessoas foram responsabilizadas: 431 com prisão, 419 com penas alternativas e 552 com acordo; 213 pegaram 14 anos. O ministro Barroso disse que “algumas penas, sobretudo as dos executores que não eram mentores, ficaram elevadas”; Fux, Mendonça e Nunes Marques votaram por penas menores ou absolvições, e a OAB-RJ disse que a acusação “não individualiza condutas”. Clezão morreu preso cerca de 80 dias depois de a PGR opinar pela soltura. A Igreja pede “penas proporcionadas à gravidade do delito” (Catecismo 2266) e lembra que a responsabilidade penal “é sempre de caráter pessoal” (Compêndio 404).
- Contra o ensino da Igreja: Em julho de 2025, horas depois da carta em que Trump anunciou a tarifa de 50% sobre produtos do Brasil e a ligou ao julgamento do pai, postou “Thank you President @realDonaldTrump [...] We want Magnistky [sic]”, pedindo sanções dos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes, e defendeu a anistia como “o primeiro passo” para negociar.
Por quê: Agradecer, horas depois, ao governo estrangeiro que puniu o país e pedir sanções contra um juiz brasileiro vai contra o dever para com a pátria: “O amor e o serviço da pátria derivam do dever da gratidão” (Catecismo 2239).
- Ressalva: Em 2026 disse ter sido contra as tarifas no mesmo dia, o que o post desmente (ver Verdade).
Veja a falaentrevista ao Jornal Nacional (TV Globo), 28/08/2026
Vídeo inteiro no Globoplay (TV Globo)Flávio Bolsonaro - Entrevista com o presidenciável | Eleições 2026Eleições 2026 - Flávio Bolsonaro responde sobre tarifaço de Trump e declarações do irmãog1 · imprensa · publicado em 29/08/2026Abrir no YouTube - Ressalva: Chamou de “libertação”, e não de invasão, o bombardeio dos EUA que capturou Maduro (2026): “A Venezuela tornou-se um dos exemplos mais extremos de como um regime autoritário pode destruir uma nação”. No dia seguinte, o Papa pediu que se garantisse “a soberania do País” e os “direitos humanos e civis de cada um e de todos”.
- Ressalva: O plano propõe o fim da reeleição e limite às decisões monocráticas do STF (p. 65-66), regras de mandato e de tribunal que a doutrina não decide.FontePlano de governo
- Ressalva: Assinou a PEC 17/2026, que restringe a escolha de ministros do STF a juízes de 60 a 70 anos, a partir de uma lista de três nomes feita pelos presidentes do STF, do STJ, do TST e do STM; a PEC aguarda despacho no Senado desde 02/09/2026. É regra de tribunal que a doutrina não decide.
Defende as instituições contra a tentativa de golpe, mas o governo falhou na segurança do Planalto no 8 de janeiro e vetou toda redução de penas. Relativiza regimes amigos: não reconheceu Maduro em 2024, mas chamou de “narrativa” as acusações de autoritarismo contra a Venezuela, disse que a vice de Maduro está no poder “legitimamente”, sem nova eleição, e votou sozinho contra a OEA sobre a Nicarágua. Chama de golpe o impeachment.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: No dia 8 de janeiro de 2023, decretou intervenção federal na segurança do DF.FonteDecreto 11.377/2023
- A favor do ensino da Igreja: Defendeu as instituições contra a tentativa de golpe que o STF confirmou: “Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força”.FonteBBC News Brasil
- Ressalva: Vetou por inteiro a Lei da Dosimetria, inclusive a redução para quem só esteve na multidão, dizendo que cabe ao Judiciário fixar as penas; a Igreja também confia a pena aos juízes (Compêndio 402). O Congresso derrubou o veto por 318 a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado. O ministro Barroso, indicado por Dilma, tinha dito que algumas penas “ficaram elevadas”, e a Igreja pede penas proporcionais (Catecismo 2266).
- Ressalva: No 8 de janeiro, a Abin mandou 33 alertas entre os dias 2 e 8, e o GSI do governo dele não evitou a invasão do Planalto; um inquérito do Exército viu indícios de responsabilidade da segurança do GSI, e o ministro Gonçalves Dias pediu demissão quando vídeos o mostraram no palácio. Nenhuma investigação acusou Lula, que estava em Araraquara; a CPMI, com maioria de aliados do governo, aprovou relatório que não o responsabiliza, e a oposição pediu o indiciamento dele num relatório paralelo, sem aprovação.
- Contra o ensino da Igreja: Chama de “golpe” o impeachment de 2016, que seguiu o rito fixado pelo STF (Senado: 61 a 20).
- Contra o ensino da Igreja: Ao lado de Maduro, em 2023: “Você sabe a narrativa que se construiu contra a Venezuela, de antidemocracia e do autoritarismo”.FonteCNN
Veja a faladeclaração conjunta e entrevista com Nicolás Maduro, Palácio do Planalto, 29/05/2023
Ao vivo: Lula fala a jornalistas ao lado de MaduroPoder360 · imprensa · publicado em 29/05/2023Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: Ao responder sobre as eleições na Venezuela, em 2023: “o conceito de democracia é relativo”.FonteCNN
- Contra o ensino da Igreja: Sobre a eleição contestada de 2024 na Venezuela: “não tem nada de grave e assustador”.FonteCorreio Braziliense
- A favor do ensino da Igreja: Sem as atas, não reconheceu a vitória de Maduro em 2024 e disse que ele devia “explicação para a sociedade brasileira e para o mundo”.FontePoder360
- A favor do ensino da Igreja: Em 2024, o Brasil vetou a entrada da Venezuela no Brics.
- Contra o ensino da Igreja: Sobre Ortega, que prendeu sete candidatos de oposição antes da eleição: “Por que Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder e Daniel Ortega não?” (2021). Na mesma entrevista disse que, se Ortega prendeu opositores para que não disputassem, “está totalmente errado”.FonteCorreio Braziliense
- Contra o ensino da Igreja: Em agosto de 2026, o Brasil foi o único voto contra uma reunião de emergência de chanceleres da OEA sobre a crise na Nicarágua (29 votos a favor e a abstenção do México).
- Ressalva: Condenou o bombardeio dos EUA que capturou Maduro (2026), dizendo que ele ultrapassa uma “linha inaceitável”, em nome da soberania, que o Papa também pediu no dia seguinte, ao lado do respeito aos direitos humanos.
- Contra o ensino da Igreja: Em 17/04/2026, em Barcelona, disse que “a presidente Delcy está no poder, legitimamente”, porque era vice de Maduro e assumiu, e que convocar eleições “é problema dela, do povo dela, da Venezuela”, embora o Brasil não tenha reconhecido a eleição de 2024. A Igreja pede um Estado em que “é soberana a Lei, e não a vontade arbitrária dos homens” (Catecismo 1904).FonteBBC
- A favor do ensino da Igreja: Em 2026, sobre Cuba: “a existência de partido único não condiz com a melhor prática de exercício da democracia do povo”, com a ressalva “Cada um cuida do seu quintal”.FontePoder360
- Ressalva: Defende mudar a escolha de ministros do STF: mandato (“pode ter mandato”, fevereiro de 2026) e uma “comissão de notáveis” para avaliar os nomes (27 de setembro). Não apresentou texto. São regras de mandato e de tribunal que a doutrina não decide.
Veja a falaentrevista ao Canal Livre (Band), 27/09/2026
Canal Livre entrevista Lula neste domingo - 27/09/2026Band Jornalismo · imprensa · publicado em 28/09/2026Abrir no YouTube
Comunismo, socialismo e mercado11 fontes · 2 vídeos6520
O que a Igreja ensina
A Igreja “rejeitou as ideologias totalitárias e ateias, associadas [...] ao «comunismo» ou ao «socialismo»” e recusou “o primado absoluto da lei do mercado sobre o trabalho humano”
Catecismo 2425
Não dá prestígio a regimes comunistas e critica a ditadura venezuelana. Elogiou Milei, sem dizer o que admira nele.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: O plano chama Maduro de “ditador venezuelano” e “fraudador do processo eleitoral” e critica o governo Lula por recebê-lo “com honras” (p. 61).FontePlano de governo
- Ressalva: Em junho de 2026, depois de se encontrar com Milei, postou: “Milei é um exemplo para o mundo. Que a maré azul liberte todas as Américas”.
Por quê: O elogio é político e não diz o que ele admira. A Igreja aceita a economia de mercado num “sólido contexto jurídico” (Centesimus Annus 42) e recusa o mercado sem limites, mas a frase não defende o mercado sem limites: fica como ressalva.
- Ressalva: Na mesma fala, disse que “no Brasil terá tesouraço” (ver Contas públicas).
Não implantou o comunismo, mas dá prestígio a ele e a regimes de partido único.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Fidel Castro, “o maior homem do século 20” (2016). Em 2026: “Se hoje estou pela terceira vez à frente da presidência do Brasil, é graças ao estímulo e à sabedoria de Fidel Castro”.
- Contra o ensino da Igreja: Em 1979, disse admirar Che Guevara, “que se dedicou inteiramente à sua causa”.
- Contra o ensino da Igreja: “De comunista, de socialista, nunca. Isso não nos ofende. Isso nos orgulha muitas vezes” (2023).FonteCNN
Veja a falaabertura do 26º Encontro do Foro de São Paulo, Brasília, 29/06/2023
Ao vivo: Lula participa do Foro de São PauloPoder360 · imprensa · publicado em 30/06/2023Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: Fundou o Foro de São Paulo com o Partido Comunista de Cuba (1990).FonteComprova
- Contra o ensino da Igreja: Governa em federação com o PCdoB.FonteO Tempo
- Ressalva: Em 2026: “Eu não sou marxista, comunista” e, em conversa vazada, “nunca fui de esquerda”. O discurso muda conforme o público.
Veja a falacomício 'O Brasil Pronto pra Mais', Praça Tancredo Neves, Florianópolis, 19/09/2026
Lula em Florianópolis: O Brasil Pronto Pra MaisLula · canal oficial do candidato · publicado em 19/09/2026Abrir no YouTube
Liberdade religiosa e Igreja perseguida17 fontes · 1 vídeo7570
O que a Igreja ensina
“a pessoa humana tem direito à liberdade religiosa”
Dignitatis Humanae 2
Defende a liberdade religiosa, e o governo do pai condenou a perseguição na Nicarágua e garantiu ao aluno o dia de guarda.
3 dos 5 fatos deste tema são do governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio (2019 a 2022). Contam porque Flávio diz ter recebido do pai a missão de continuar o projeto dele. Mas são atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: “Cada um tem que se conectar com Deus da forma que achar melhor. O Estado não tem que se meter” (2026).FonteO Globo
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai O governo do pai copatrocinou na OEA a condenação da Nicarágua pela repressão à Igreja (2022).
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai Sancionou em 2019 a lei que garante ao aluno faltar a prova ou aula marcada em dia de guarda religiosa, “no exercício da liberdade de consciência e de crença”.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Fala do pai O pai, na ONU em 2020, fez um “apelo” à comunidade internacional “pela liberdade religiosa e combate à cristofobia”.
Ligação com Flávio: É fala de Jair Bolsonaro como presidente (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é fala do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Ressalva: Disse que um dos primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”; depois a campanha falou em oração simbólica, com “respeito a todas as religiões”. A Igreja ensina o dever das sociedades para com a verdadeira religião (Catecismo 2105) e proíbe o uso inconveniente do nome de Deus (Catecismo 2146); entre um e outro, fica como ressalva.FonteCNN Brasil
Veja a falavídeo de campanha publicado no dia do 1º debate da Band (23/08/2026; upload em 24/08 UTC)
ESSE DEBATE AINDA VAI ACONTECER #debatenabandTV Celular Flavio Bolsonaro · canal oficial do candidato · publicado em 24/08/2026Abrir no YouTube
Firmou o acordo com a Santa Sé, sancionou a lei que garante a livre organização das igrejas e assinou a resolução da OEA de 2023 pela liberdade religiosa na Nicarágua, e, a pedido do Papa, tentou falar com Ortega sobre o bispo Rolando Álvarez, mas Ortega não o atendeu. O trecho do PNDH-3 contra símbolos religiosos, revogado em 2010, pesa contra.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Acordo Brasil-Santa Sé (2008): personalidade jurídica da Igreja, ensino religioso facultativo e sigilo da confissão.FonteDecreto 7.107
- A favor do ensino da Igreja: Sancionou a lei que cria o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (2007).FonteLei 11.635
- A favor do ensino da Igreja: Sancionou a lei que cria o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé (2023).FonteLei 14.519
- A favor do ensino da Igreja: Sancionou em 2003 a lei que diz: “São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento”.FonteLei 10.825
- A favor do ensino da Igreja: Em 2023, o Brasil assinou a resolução da OEA que pede à Nicarágua que “cesse toda violação dos direitos humanos e respeite os direitos civis e políticos, como as liberdades religiosas e o Estado de Direito”.FontePoder360
- Ressalva: A pedido do Papa, disse que pediria a Ortega a libertação do bispo Rolando Álvarez, mas Ortega não o atendeu; em 2024, depois de a Nicarágua expulsar o embaixador brasileiro, o Brasil expulsou a embaixadora nicaraguense.
- Ressalva: Em julho de 2023, no Foro de São Paulo, disse aos partidos de esquerda: “Se nós tivermos algum problema com algum companheiro, a gente, em vez de criticá-los publicamente, tem que conversar pessoalmente”. A frase não cita Ortega; auxiliares do Planalto a leram como recado a ele. O voto isolado do Brasil na OEA sobre a Nicarágua, em 2026, conta em Democracia.
Por quê: A doutrina não decide se a cobrança deve ser em público ou em conversa, e a frase não fala da perseguição à Igreja: fica como ressalva.
- Contra o ensino da Igreja: O PNDH-3 (2009) mandava “impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”; revogado em 2010.FonteDecreto 7.037
Drogas e jogos de azar16 fontes7045
O que a Igreja ensina
O uso de drogas, “a não ser por prescrições estritamente terapêuticas”, “é uma falta grave”; os jogos de azar e as apostas “não são, em si mesmos, contrários à justiça”, mas “tornam-se moralmente inaceitáveis, quando privam a pessoa do que lhe é necessário”
Catecismo 2291 e 2413
Coerente contra a liberação das drogas e contra as bets em 2023, mas o governo do pai deixou as apostas sem regra por quatro anos, e o plano só trata a droga como repressão. Defende manter apostas esportivas.
2 dos 6 fatos deste tema são do governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio (2019 a 2022). Contam porque Flávio diz ter recebido do pai a missão de continuar o projeto dele. Mas são atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Coautor da PEC que criminaliza a posse e o porte de qualquer droga; votou Sim (2024).FonteSenado
- A favor do ensino da Igreja: Governo do pai O governo do pai financiou comunidades terapêuticas (R$ 300 milhões em 2020), 37% delas católicas.
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- A favor do ensino da Igreja: Votou contra a lei das bets em 2023.FonteSenado
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai A lei de 2018, do governo Temer, deu até quatro anos para regulamentar as apostas esportivas, e o governo do pai deixou o prazo vencer, em dezembro de 2022; a regra só veio com a lei de dezembro de 2023, já no governo Lula.
Por quê: Deixar as apostas sem regra deixou o apostador sem proteção, e o Catecismo avisa que “A paixão do jogo pode tornar-se uma grave servidão” (2413).
Ligação com Flávio: É ato do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), pai de Flávio; Flávio é senador desde 2019 e não fez parte do governo. Conta para Flávio porque ele diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Mas é ato do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
- Contra o ensino da Igreja: O plano de 2026 trata a droga só no capítulo de fronteiras e repressão, sem proposta de tratamento.FontePlano de governo
- Ressalva: Defende manter as apostas esportivas: “Sou contra jogos, de qualquer forma, mas aposta em jogos reais [...] você tem alguma forma de controle”.FonteCorreio Braziliense
Oscila nas drogas. Regulamentou as bets e só as proibiu a 9 dias do voto.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Sobre o porte de maconha: “Não é uma coisa de Código Penal, gente, é uma coisa de saúde pública” (2024).FontePoder360
- Ressalva: Os senadores do PT votaram contra a PEC das Drogas (2024). É voto do partido, não ato dele: não pontua.FonteSenado
- A favor do ensino da Igreja: Criou departamento de apoio às comunidades terapêuticas (2023).FonteCâmara
- Ressalva: Zanin, indicado por ele ao STF, votou contra descriminalizar o porte. É voto de um ministro do Supremo, não ato dele: não pontua.FonteCNN
- Contra o ensino da Igreja: Regulamentou as bets em 2023, numa lei que liberou também os jogos de cassino on-line, com resultado sorteado por computador; o setor pagou R$ 9,95 bilhões em tributos em 2025.
Por quê: Liberar também o cassino on-line ampliou o jogo de azar, quando o Catecismo avisa que “A paixão do jogo pode tornar-se uma grave servidão” (2413).
- A favor do ensino da Igreja: Proibiu as bets em 25/09/2026: “Isso é como um câncer”. Mas a 9 dias do voto.FonteMetrópoles
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Conduta pelo Catecismo
Como cada um fala e age em público, pelos mandamentos: a verdade, o nome de Deus, a honestidade com o dinheiro, o respeito ao próximo e a fidelidade à Igreja. Julga atos públicos, não a consciência, que pertence a Deus (Catecismo 1861).
Verdade (8º mandamento)62 fontes · 3 vídeos1520
O que a Igreja ensina
A mentira “é uma autêntica violência feita a outrem” e “destrói pela base a confiança entre os homens”
Catecismo 2486
Como ler este tema
Fala falsa não é o mesmo que mentira. Para a Igreja, “a mentira consiste em dizer o que é falso com a intenção de enganar” (Catecismo 2482), e a intenção está na consciência, que só Deus julga. Por isso este tema não diz quem é mentiroso: mostra as falas que agências de checagem, a Justiça Eleitoral ou a PF apontaram como falsas ou enganosas, e também os acertos.
O que a nota mede. Quanto se sustenta do que cada um disse nas falas que as agências checaram, e o peso de cada fala falsa, na vida pública inteira dos dois (Lula desde antes de ser presidente; Flávio desde que entrou na política, em 2003). Para o Catecismo, a gravidade da mentira se mede pela verdade que ela deforma, “atendendo às circunstâncias, às intenções de quem a comete e aos danos causados àqueles que são suas vítimas” (2484). A intenção não se vê; o que se vê é a fala repetida depois de corrigida e a que fere a honra de alguém, e essas pesam mais. Pesam as duas medidas: a proporção nas mesmas ocasiões (o Jornal Nacional, a noite de 01/10 e as entrevistas à TV Globo de 15 e 16/10), em que Flávio tem quase o triplo da proporção de falas classificadas como falsas, e o total da vida pública, em que Lula tem cerca de três vezes mais [cálculo]. O total tende a ser maior para quem é checado mais vezes, e as agências escolhem o que checar. A nota não sai de uma conta: é o juízo do painel sobre esses fatos. A conta simples das checagens, sem esse peso, é a nota de veracidade, na página Mentiras e boatos.
Nenhum dos dois vai bem. Neste tema, Flávio fica na faixa “contra” e Lula na faixa “contra” da escala do painel. Nota mais alta aqui quer dizer menos falas falsas, e menos graves, nas checagens; não quer dizer que alguém “fala a verdade”. Os processos por corrupção (como as condenações de Lula, anuladas pelo STF, e a denúncia da rachadinha contra Flávio, rejeitada depois que as provas foram anuladas) contam no tema Integridade e corrupção (7º mandamento), não aqui.
Nas mesmas ocasiões (Jornal Nacional, em agosto, a noite de 01/10 e as entrevistas à TV Globo de 15 e 16/10), somando Aos Fatos e Lupa, 41 de 76 falas dele foram classificadas como falsas, contra 13 de 70 de Lula: quase o triplo da proporção [cálculo]. Na Globo, em 16/10, disse que a PF tinha confirmado o áudio atribuído a Vorcaro sobre dinheiro para o documentário de Lula, o que a PF tinha negado. Desde 2003, o levantamento do painel achou ao menos 127 falas dele classificadas como falsas ou enganosas: no total, cerca de um terço das de Lula, que foi presidente e é checado muito mais [cálculo]. A agência contou também 43 declarações enganosas dele sobre o caso Vorcaro, e o plenário do TSE mandou tirar do ar um vídeo publicado no perfil dele (agosto) e dois posts dele de maio (decisão de outubro) que ligavam Lula ao PCC e ao CV.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Jornal Nacional, agosto de 2026: Aos Fatos, Lupa e Estadão Verifica deram a ele de 3 a 7 falas falsas (no Aos Fatos, 7 falsas e 5 “não é bem assim” em 12, nenhuma verdadeira; entre as falsas, a de que foi “o único agente público” a ir aos EUA defender o Brasil). Na live de 01/10: 6 falsas em 8 (entre elas, a de que Lula deixou o povo “com fome”, quando a fome caiu no governo dele).
- Contra o ensino da Igreja: Na entrevista à TV Globo de 16/10/2026, no 2º turno, o Aos Fatos deu “falso” a 12 das 15 falas dele que checou (1 verdadeira); a Lupa, a 7 de 18; o g1 Fato ou Fake, #FAKE a 5 de 18; e o Estadão Verifica, “falso” a 1 de 11. A mais grave: depois de a entrevistadora, Renata Lo Prete, dizer que não trataria de informação não confirmada pelo jornalismo da emissora, ele disse que o áudio atribuído a Daniel Vorcaro, sobre dinheiro para o documentário de Lula, “Está confirmado pela Polícia Federal”. Aos Fatos, Lupa e g1 classificaram como falso: depois da reportagem da Veja de 09/10 que trouxe o áudio, a PF disse em nota que Vorcaro “não prestou depoimento com o teor relatado na matéria”. Antes, na mesma entrevista, tinha dito que, no áudio, Vorcaro fala em 30 milhões de reais “por fora” para o filme sobre Lula, e que “isso precisa ser investigado”; a Lupa classificou a fala como insustentável, porque não há evidência do pagamento. Repetiu também a história, desmentida em 2023, de que Flávio Dino, então ministro da Justiça, entrou no Complexo da Maré “sem nenhum segurança” (falso na Lupa e no Aos Fatos).
Por quê: Afirmar que a PF confirmou o que ela negou, numa história que liga Lula a dinheiro por fora, fere a reputação dele com afirmação contrária à verdade: é o que o Catecismo chama de calúnia (2477). Ele o disse uma semana depois de a PF negar, em nota pública, o depoimento com esse teor, e logo depois de a entrevistadora avisar que não trataria de informação não confirmada: circunstâncias que pesam (2484). A alegação atribuída a Vorcaro, sozinha, não conta contra Lula neste painel: é de pessoa interessada e nenhuma autoridade a confirmou.
- Contra o ensino da Igreja: Em 16/05/2026, atribuiu a Lula a frase “eu vou fazer o diabo para me eleger”; segundo o Aos Fatos, Lula nunca disse isso (a expressão parecida foi de Dilma, em 2013).FonteAos Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Em agosto de 2026, o plenário do TSE, por maioria, na análise definitiva, mandou tirar do ar o vídeo, publicado no perfil dele, que ligava Lula ao PCC e ao Comando Vermelho, por entender que o vídeo extrapolou os limites da disputa política.
- Contra o ensino da Igreja: Em 08/10/2026, o plenário do TSE, por unanimidade, mandou ele apagar dois posts no X, de 30 e 31/05, que ligavam Lula ao PCC e ao Comando Vermelho: sem “substrato fático mínimo”, disse o tribunal, a ligação ultrapassa os limites da crítica política.
Por quê: Ligar alguém a facção criminosa sem base fere a reputação dele: é o que o Catecismo chama de calúnia (2477), falta contra o 8º mandamento.
- Ressalva: Na mesma decisão, o TSE mandou apagar um terceiro post dele, em que a IA foi usada “para simular a imagem de Lula em uma situação inexistente”, porque faltava o aviso de IA que a lei eleitoral exige. Para o relator, “embora a primeira publicação apresentasse aparência caricatural e fantasiosa, o conteúdo não estava identificado como produzido com inteligência artificial”.
Por quê: Faltar o aviso descumpre a regra de transparência da lei eleitoral (Resolução TSE 23.610, art. 9-B). Mentir é também “agir contrariamente à verdade, para induzir em erro” (Catecismo 2483), e caricaturar alguém “de modo malévolo” é pecado contra a verdade (2481); se este conteúdo fez uma coisa ou outra só se julga vendo-o, e o painel não o viu (o post saiu do ar e as notícias não descrevem a cena). Por isso fica como ressalva e não pesa na nota até que se veja; a mesma regra vale para um caso igual de Lula.
- Contra o ensino da Igreja: O Aos Fatos mapeou ao menos 43 declarações enganosas dele sobre a relação com Vorcaro.FonteAos Fatos
- Contra o ensino da Igreja: A PF concluiu que ele caluniou Lula ao ligá-lo a “tráfico internacional de drogas e armas”. Ele diz que o post falava de Maduro; a PGR ainda não decidiu se o denuncia.
- Contra o ensino da Igreja: Na vida pública inteira (desde 2003), o levantamento do painel achou ao menos 127 falas dele classificadas como falsas ou enganosas pelas agências de checagem ou pela Justiça, 63 com “falso” de ao menos uma agência; das 144 checagens de falas dele com veredito, 78% levaram rótulo negativo e 44% “falso”. As agências escolhem o que checar [cálculo].
- Contra o ensino da Igreja: Em 18/11/2014, na Alerj, disse que a urna é “um programa feito por uma empresa venezuelana, a Smartmatic”; o TSE informou em 2017 que a Smartmatic “em nenhum momento” atuou na programação das urnas. Em julho de 2026, a diplomatas, repetiu que as máquinas “têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”; o Aos Fatos analisou essa fala ao classificar a tese como falsa, e a Folha escreveu que a associação “é falsa”. Depois, ele recuou: “Falei errado, ela não fabricou as urnas”.
Veja a falaencontro com diplomatas de cerca de 40 embaixadas em Brasília (rodada da Novo Selo Comunicação), 21/07/2026
JN: Flávio Bolsonaro diz que urnas do Brasil são de empresa suspeita de fraude na Venezuelag1 · imprensa · publicado em 22/07/2026Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: Em 2022, compartilhou com texto próprio uma entrevista que ligava Lula à morte de Celso Daniel. Em decisões de uma só ministra do TSE, o conteúdo foi removido e Lula ganhou direito de resposta nas redes de Flávio; em 2023, o plenário o multou em R$ 10 mil, por 4 a 3. A defesa diz que ele só compartilhou a entrevista, o que não seria espalhar notícia falsa.
Por quê: Ligar alguém a um assassinato sem base fere a reputação dele: é o que o Catecismo chama de calúnia (2477).
- Contra o ensino da Igreja: Em 01/12/2025, no Flow, disse que Bolsonaro “criou o Pix”; a Lupa classificou como falso: o Pix foi desenvolvido a partir de 2018, no governo Temer, e o lançamento “só ocorreu em novembro de 2020, já no governo Bolsonaro”. Repetiu no Jornal Nacional de 2026.FonteLupa
- A favor do ensino da Igreja: Admitiu o erro sobre as urnas: “Falei errado, ela não fabricou as urnas”.FonteInfoMoney
- Contra o ensino da Igreja: Em 22/03/2020, já com a covid no país, compartilhou um vídeo de janeiro em que Drauzio Varella dizia não ver motivo para mudar os hábitos, como se fosse atual. O Aos Fatos chamou de desinformação, a equipe do médico de “desserviço”, e o Twitter apagou a postagem.
Na vida pública inteira, o levantamento do painel achou cerca de três vezes mais falas dele classificadas como falsas ou enganosas que de Flávio (ao menos 419 contra ao menos 127) [cálculo], muitas repetidas depois de corrigidas, como a da fome (ao menos 24 vezes só em 2024). Nas mesmas ocasiões, a proporção é menor: no Jornal Nacional (agosto), no Flow (01/10) e na entrevista à TV Globo de 15/10, somando Aos Fatos e Lupa, 13 de 70 falas dele foram classificadas como falsas, contra 41 de 76 de Flávio [cálculo]; na Globo, repetiu o “déficit de 2,8%” que o g1 e o Estadão Verifica já tinham classificado como falso em agosto. Além disso, avisado de que o boato contra Flávio sobre Nossa Senhora era falso, disse “Eu não sei se foi fake news”; e teve propagandas suspensas no TSE em decisões provisórias, cada uma de um só ministro, que ainda vão ao plenário, duas delas em outubro, por atribuírem a Flávio, sem base, cortes em programas sociais e ligarem a vitória dele a mais violência e a milícias.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Jornal Nacional, agosto de 2026: Aos Fatos, Lupa e Estadão Verifica deram a ele de 2 a 3 falas falsas (no Aos Fatos, 2 falsas e 3 “não é bem assim” em 11; 6 verdadeiras; entre as falsas, “Eu não conheço essa moça”, sobre a lobista que a PF aponta como sócia oculta do filho, com quem havia fotos dele). No Flow, em 01/10: 3 falsas em 9.
- Contra o ensino da Igreja: Na entrevista à TV Globo de 15/10/2026, no 2º turno, a Lupa deu “falso” a 2 das 13 falas dele que checou e o g1 Fato ou Fake deu #FAKE a 1 de 19; o Estadão Verifica e o Aos Fatos não deram “falso” a nenhuma (0 de 17 e 0 de 16; no Aos Fatos, 12 verdadeiras). A fala que levou “falso” na Lupa e #FAKE no g1: “eu peguei com um déficit de 2,8%”. Segundo as duas, em 2022, último ano do governo Bolsonaro, houve superávit primário de 0,5% do PIB, e a Lupa diz que esse resultado foi influenciado pelo adiamento do pagamento de precatórios. O Estadão Verifica classificou a fala como enganosa, e o Aos Fatos, como verdadeira, por entender que ele falava do déficit de 2023, primeiro ano do governo dele. Ele já tinha dito o mesmo no Jornal Nacional de 27/08/2026, quando o g1 deu #FAKE e o Estadão Verifica, “falso”. A outra falsa, na Lupa: as exportações para a Indonésia, que cresceram 2,2% de janeiro a setembro, e não 15%.
Por quê: Repetir uma fala depois de ela ter sido checada como falsa pesa mais: o Catecismo manda medir a gravidade “atendendo às circunstâncias” (2484). A fala atribui ao governo anterior um déficit que, segundo Lupa e g1, não houve, mas não imputa a ninguém crime ou desonra (o que seria calúnia, 2477), e uma das quatro agências a deu como verdadeira.
- Contra o ensino da Igreja: Em 2024, repetiu ao menos 24 vezes que acabou com a fome em 2014 e ao menos 17 vezes que é o único presidente sem diploma universitário. O Aos Fatos classificou as duas como falsas.FonteAos Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Em fevereiro de 2025, disse que “em 2023 a carne caiu 30%”; pelo IPCA, caiu 9,37%. A Lupa classificou como falso.FonteLupa
- Contra o ensino da Igreja: Em 02/06/2026, ao comparar Flávio a Joaquim Silvério dos Reis, disse que o delator de Tiradentes “foi enforcado”. O Aos Fatos apontou o erro: quem foi enforcado foi Tiradentes.FonteAos Fatos
- Contra o ensino da Igreja: “Fui absolvido na ONU” (2022): falso.FonteAos Fatos
Veja a faladebate presidencial Band/TV Cultura/Folha/UOL, 28/08/2022
DEBATE NA BAND: PRESIDENCIAL 2022Band Jornalismo · imprensa · publicado em 29/08/2022Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: Na Band, em 27/09/2026, avisado de que o boato contra Flávio sobre Nossa Senhora Aparecida era falso, respondeu: “Eu não sei se foi fake news. O dado concreto é que isso está na rede social muito forte”. No dia seguinte, em Belém, aludiu a ele: “ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida”.
- Contra o ensino da Igreja: Em decisões provisórias (liminares) de um só ministro, que ainda vão ao plenário, o TSE suspendeu duas propagandas da campanha dele contra Flávio: a inserção de TV “Currículo de Flávio Bolsonaro” (30/08, ministra Estela Aranha), por “grave descontextualização”, e o jingle de rádio “Foi o Flávio Bolsonaro” (22/09, ministro Nunes Marques), que podia induzir o eleitor a uma interpretação equivocada. Também por liminar, em 28/09, Nunes Marques mandou tirar do ar o vídeo de um comício em Teresina em que Lula ligava a Justiça Eleitoral a “falcatrua”; para o ministro, a fala tem “caráter depreciativo e enganoso”.
- Contra o ensino da Igreja: Em 08/10/2026, também em decisões provisórias de um só ministro, que ainda vão ao plenário, o TSE mandou tirar do ar duas propagandas contra Flávio: uma, um vídeo no Instagram do próprio Lula, partia do corte de R$ 200 bilhões no Orçamento que Flávio anunciou e dizia que ele cortaria o Pé-de-Meia, o Farmácia Popular, o Minha Casa, Minha Vida, a merenda e o gás, afirmações sem “lastro mínimo” no programa de Flávio ou nas falas dele, segundo o ministro André Mendonça; a outra ligava a vitória de Flávio à perda de benefícios, a mais violência e a milícias, “narrativa unitária, de acentuado caráter alarmista”, para o mesmo ministro. O slogan “Se o Flávio vence, você perde” pode continuar.
Por quê: Apresentar como certa uma proposta que o adversário não fez prejudica a reputação dele “por afirmações contrárias à verdade”, o que o Catecismo chama de calúnia (2477). As decisões ainda podem mudar no plenário.
Veja a faladeclaração conjunta e entrevista com Nicolás Maduro, Palácio do Planalto, 29/05/2023
Ao vivo: Lula fala a jornalistas ao lado de MaduroPoder360 · imprensa · publicado em 29/05/2023Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: Foi presidente quase 12 anos e é checado muito mais, e nas mesmas ocasiões a proporção dele é menor que a de Flávio. Na vida pública inteira (o painel conta Lula desde antes de ser presidente e Flávio desde 2003), o levantamento do painel achou ao menos 419 falas dele classificadas como falsas ou enganosas pelas agências de checagem ou pela Justiça, 209 com “falso” de ao menos uma agência: cerca de três vezes as de Flávio (ao menos 127). De 2016 a 2026, de 44% a 78% das falas dele checadas levaram selo negativo, conforme a agência e o ano. As agências escolhem o que checar [cálculo].
- Contra o ensino da Igreja: Na posse, em 01/01/2023, disse que havia “mais de 14 mil” obras “irresponsavelmente paralisadas” no país; o Aos Fatos classificou como falso e a Lupa como exagerado. Foi a fala falsa que ele mais repetiu em 2023: 21 vezes, segundo o Aos Fatos.
- Contra o ensino da Igreja: Em 2019, disse ter sido “o único presidente a ser chamado para todas as reuniões do G8”; o Aos Fatos classificou como falso. Repetiu em 2021 e 2022 e, em 2023, falou do G7.
- Contra o ensino da Igreja: No último debate de 2022, disse que o general Pazuello “tava querendo ganhar um dólar por cada vacina segundo a CPI da COVID-19”; o g1 classificou como fake: a denúncia na CPI foi contra outra pessoa.
Por quê: Atribuir a alguém, sem base, um pedido de propina fere a reputação dele: é o que o Catecismo chama de calúnia (2477).
Fonteg1 Fato ou Fake - Contra o ensino da Igreja: Em 10/05/2025, disse que a fraude no INSS foi de “uma quadrilha que foi criada em 2019” e apontou o governo anterior; o Aos Fatos classificou como falso: CGU e PF não fixaram a data, e o INSS sabia do problema ao menos desde 2017. Repetiu no Jornal Nacional de 2026.FonteAos Fatos
Uso do nome de Deus (2º mandamento)9 fontes2525
O que a Igreja ensina
Proíbe “todo o uso inconveniente do nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e de todos os santos”
Catecismo 2146
Põe Deus como trincheira da campanha: a eleição é “guerra espiritual”.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: “Essa guerra é espiritual, e hoje é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal, que vai ser expulso desse governo” (Marcha para Jesus, 2026).FonteO Globo
- Contra o ensino da Igreja: “que o Senhor venha com a sua espada da justiça na Praça dos Três Poderes em Brasília” (07/09/2026).FonteO Globo
- Contra o ensino da Igreja: Convocou uma vigília diante da casa do pai, então em prisão domiciliar: “Vamos invocar o Senhor dos Exércitos! [...] É por meio dela que vamos vencer as injustiças, as lutas e todas as perseguições. [...] Vigília pela saúde de Bolsonaro e pela liberdade no Brasil!”. Moraes citou a convocação na ordem de prisão. Rezar por um preso é legítimo; o que pesa é a oração usada como ato político, o que Leão XIV pede que os fiéis recusem (ver abaixo).Fonteg1
- Ressalva: Leão XIV pede que os fiéis recusem “arrastar as palavras da fé para o embate político”.
Usa Cristo a favor da própria imagem e do partido.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: “Eu utilizava o sangue de Cristo como exemplo do vermelho da minha bandeira” (2026).
- Contra o ensino da Igreja: “Deus deixou o sertão sem água porque ele sabia que eu ia ser presidente da República e eu ia trazer água para cá” (2025).FonteO Tempo
- Contra o ensino da Igreja: “Ninguém foi mais de esquerda do que Jesus Cristo” (2024).FontePoder360
- Contra o ensino da Igreja: Sobre honestidade: “só ganha de mim aqui no Brasil Jesus Cristo” (2016).FonteBahia Notícias
- Contra o ensino da Igreja: O perfil de Lula pagou cerca de R$ 80 mil para impulsionar vídeo sobre o boato de Nossa Senhora, sem citar Flávio.FonteO Globo
Integridade e corrupção (7º mandamento)33 fontes2520
O que a Igreja ensina
“Entre as deformações do sistema democrático, a corrupção política é uma das mais graves”
Compêndio da Doutrina Social 411
Nunca foi réu nem condenado. A denúncia da rachadinha foi rejeitada depois que as provas foram anuladas, sem julgamento de mérito. Hoje é investigado no STF no caso Dark Horse e Banco Master, além dos inquéritos da CPI da Covid e da calúnia contra Lula, sem denúncia.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Rachadinha: em 2020, o MP-RJ denunciou Flávio, Queiroz e mais 15 pessoas por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita, e pediu a devolução de ao menos R$ 6,1 milhões. Em 2022, a pedido do próprio MP, o TJ-RJ rejeitou a denúncia, porque o STJ e o STF tinham anulado as provas. O mérito nunca foi julgado, e as apurações criminais acabaram em 2025.
- Contra o ensino da Igreja: Investigado no STF desde julho de 2026 por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no caso do filme Dark Horse: segundo a PF, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mandou cerca de US$ 12,3 milhões a um fundo do filme depois de pedidos de Flávio. Para a PGR, há “indícios consistentes”, mas ainda falta apurar se houve contrapartida no mandato. Não há denúncia, e ele nega irregularidade.
- Contra o ensino da Igreja: Em 2023, a pedido de Robson Calixto, o “Peixe”, uma assessora do gabinete acertou uma emenda de Flávio de R$ 199.999,79 para o instituto IFOP, segundo mensagens obtidas pela PF; um relatório técnico do TCU de 2025 apontou indícios de desvio. Peixe passou a ser investigado no caso Marielle em 2024 e foi condenado pelo STF em 2026 por organização criminosa armada. A emenda é citada numa apuração sigilosa no STF, e não foi informado se Flávio é investigado; ele diz que a emenda seguiu a lei.
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai: o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso preventivamente pela PF em 2022, no caso dos pastores que intermediavam verbas do MEC; a prisão foi revogada no dia seguinte, e não se localizou denúncia no caso.
- Contra o ensino da Igreja: Em agosto de 2020, o pai e o diretor da Abin, Alexandre Ramagem, reuniram-se no Planalto com advogadas de Flávio sobre o caso da rachadinha, e uma delas confirmou ter recebido um relatório da Abin com sugestões de Ramagem para a defesa; disse que não seguiu nenhuma. Ramagem disse que o encontro não teve efeito prático, e a Abin e o GSI negaram ter atuado no caso. Em 2025, a PF registrou no relatório da “Abin paralela” uma reunião de Jair com advogadas e integrantes do governo para tentar barrar a investigação. Flávio não foi indiciado nesse inquérito.
- Ressalva: O pai foi indiciado pela PF em 2024 no caso das joias sauditas, por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Em março de 2026, a PGR pediu o arquivamento, e o ministro Alexandre de Moraes pediu novo parecer; não há denúncia.
Escândalos provados no círculo de confiança dele em três governos, e o líder do governo no Senado até 2026 é investigado. Ele não tem condenação válida e é presumido inocente.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Mensalão: compra de apoio ao governo no Congresso (2003-2005). O STF condenou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, entre cerca de 25 réus (em 2014, foram absolvidos do crime de quadrilha, mantidas as condenações por corrupção). Lula não foi denunciado no caso.
- Contra o ensino da Igreja: Petrolão: a Petrobras reconheceu perdas de R$ 6,2 bilhões com propinas entre 2004 e 2012.FonteExame
- Contra o ensino da Igreja: Fraude no INSS: os descontos explodiram em 2023 e 2024 sob um ministro nomeado por ele, avisado das irregularidades em 2023. O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, indicado por esse ministro, foi preso preventivamente em novembro de 2025 e indiciado pela PF em julho de 2026. A revalidação anual dos descontos, criada por medida de Jair em 2019, nunca chegou a valer: o Congresso a revogou, com apoio de todos os partidos, numa lei que Jair sancionou em 2022; e 6 das 11 entidades alvo da operação assinaram o acordo com o INSS em 2021 e 2022.
- Contra o ensino da Igreja: Foi condenado por corrupção e lavagem nos casos do tríplex (em três instâncias) e do sítio de Atibaia (em duas). O STF anulou as condenações por incompetência da vara de Curitiba e parcialidade do juiz, sem julgar o mérito. Depois, a denúncia do sítio foi rejeitada, e o caso do tríplex foi arquivado por prescrição, a pedido do MPF.
- Ressalva: Não tem condenação válida e, em três outros processos, foi absolvido no mérito por falta de provas; pela lei, é presumido inocente.FonteAos Fatos
- Ressalva: Banco Master: em dezembro de 2024, recebeu Daniel Vorcaro fora da agenda, levado por Guido Mantega. Lula não é investigado.FonteEstado de Minas
- Contra o ensino da Igreja: O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado até junho de 2026, é investigado no STF no caso Master: segundo a PF, mensagens sugerem que recebeu vantagens do grupo de Vorcaro, e o ministro André Mendonça bloqueou R$ 5,9 milhões em bens dele. Ele nega.
Respeito ao próximo e às instituições23 fontes · 2 vídeos2525
O que a Igreja ensina
Comete juízo temerário quem “admite como verdadeiro, sem prova suficiente, um defeito moral do próximo”
Catecismo 2477
Acusou bispos sem prova e ataca pessoalmente ministros e adversários, a quem já chamou de “ladrão” e “vagabundo”. Fala menos grosseiramente que o pai.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Sobre Moraes: “Aquela laranja podre não pode contaminar toda a corte”.FonteCongresso em Foco
- Contra o ensino da Igreja: Sobre homossexuais, em 2011: “acho nojento”. O Catecismo manda acolhê-los “com respeito, compaixão e delicadeza” (2358).FonteJornal do Brasil
- A favor do ensino da Igreja: Não há fala verificada dele contra pobres, nordestinos ou negros; a camiseta “nordestinos voltem pra casa” é montagem.FonteLupa
- Contra o ensino da Igreja: Num comício em Vitória da Conquista (BA), em setembro de 2026, chamou Lula de “pinguço incompetente e ladrão”. A crítica à corrupção no círculo de Lula tem base (ver Integridade, lado de Lula), mas as condenações dele foram anuladas, e ele não tem condenação válida: pela lei, é presumido inocente.
- Contra o ensino da Igreja: Em 2021, na CPI da Covid, chamou o relator, Renan Calheiros, de “vagabundo”, e a sessão foi suspensa.FontePoder360, CPI
Falas de improviso grosseiras e ataques a adversários, como chamar Jair de “genocida”, às vezes com pedido de desculpas. Explorou alegações não verificadas contra Flávio.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Na reta final do 1º turno, a propaganda de TV explorou alegações não verificadas sobre a vida privada de Flávio, e Lula passou a falar em quem “faz orgia”.FonteFolha, Painel
- Contra o ensino da Igreja: Sobre o exame de próstata: “As mulheres aprendem a tomar toque desde quando é pequena” (2026). Não defendeu pedofilia, mas a fala foi grosseira.FontePoder360
Veja a falacomício 'O Brasil Pronto pra Mais', Belém (PA), 28/09/2026
Lula em Belém: O Brasil Pronto Pra MaisLula · canal oficial do candidato · publicado em 29/09/2026Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: No dia seguinte, chamou de “canalha” o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que criticou a fala do toque.
- Contra o ensino da Igreja: Sobre violência contra a mulher depois de jogos: “Se o cara é corintiano, tudo bem, como eu” (2024).FonteCNN
Veja a falareunião com empresários da indústria de alimentos, Palácio do Planalto, 16/07/2024
Lula condena violência contra mulher, mas faz comentário sobre corintianos; veja vídeoUOL · imprensa · publicado em 17/07/2024Abrir no YouTube - Contra o ensino da Igreja: Chamou Michel Temer de “golpista” (2023).FontePoder360
- Ressalva: Em maio de 2020, defendendo o papel do Estado na crise, disse: “ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus”. No dia seguinte pediu desculpas: “Usei uma frase totalmente infeliz”. Em 2022, o TSE proibiu a campanha de Jair de usar o trecho sem esse contexto.
- Contra o ensino da Igreja: Chama Jair de “genocida” desde 2021 (“O Brasil é chefiado por um presidente genocida”) e repetiu já presidente, em 2023, ao dizer que o país teve “um governo que não era um governo, era um genocida”. A crítica à condução da pandemia tem base (ver Saúde, lado de Flávio), mas genocídio é crime que nenhum tribunal atribuiu a Jair, e a CPI da Covid tirou essa acusação do relatório.
- Ressalva: Em abril de 2023, numa reunião em Brasília com governadores, ministros e integrantes dos Três Poderes sobre violência nas escolas, depois do ataque que matou quatro crianças numa creche em Blumenau (SC), falou em pessoas com “problema de desequilíbrio de parafuso”, ao tratar de transtornos mentais, e disse que “pode uma hora acontecer uma desgraça”. Entidades de pessoas com deficiência e de saúde mental chamaram a fala de capacitista (preconceituosa). Quatro dias depois, pediu desculpas: “Não devemos relacionar qualquer tipo de violência a pessoas com deficiência ou pessoas que tenham questões de saúde mental. Não vamos mais reproduzir esse estereótipo”.
Por quê: O Catecismo diz que “Aqueles que têm uma vida deficiente ou enfraquecida reclamam um respeito especial” (2276) e que o respeito pela reputação “proíbe toda e qualquer atitude ou palavra susceptíveis de lhes causar um dano injusto” (2477). Ligar transtorno mental a violência, sem prova, estigmatiza essas pessoas. Mas ele pediu desculpas e disse que não vai repetir o estereótipo: pela régua do painel, fala com pedido de desculpas explícito fica como ressalva, como a do coronavírus.
Fidelidade à doutrina e relação com a Igreja11 fontes5025
O que a Igreja ensina
A ordenação sacerdotal reservada aos homens deve ser “considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”; o Catecismo condena “o recurso aos médiuns”
Ordinatio Sacerdotalis 4; Catecismo 2116
Evangélico, respeita a disciplina católica, mas o legado do pai e a campanha tiveram atritos com a Igreja.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: “Eu não quero me meter na forma da igreja católica, se o padre tem que ter o celibato” (2026).FonteO Globo
- Contra o ensino da Igreja: Fechou a campanha com fogos e trio elétrico diante da Paróquia São Sebastião, em Bangu, que teve de fechar as portas durante uma missa.FonteO Globo
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai: em 2019, informes da Abin sobre os encontros preparatórios do Sínodo da Amazônia chegaram ao Planalto, e o general Heleno, do GSI, disse que o governo queria “neutralizar isso aí”; negou espionar bispos.FonteJornal de Brasília
- Ressalva: Na campanha de 2018, o pai chamou CNBB e Cimi de “parte podre da Igreja católica”. Fala de candidato, fora do governo: não pontua.FonteIHU [esq.]
Católico de batismo e recebido pelos papas como chefe de Estado, mas contraria doutrina definitiva e recorreu a médium.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: “Enquanto a Igreja Católica não acabar com celibato e permitir que mulheres possam ser bispos, padres, a gente vai ver Igreja Católica passando dificuldade” (2026).FontePoder360
- Contra o ensino da Igreja: Fez “cirurgia espiritual” com o médium João de Deus (2011).FontePoder360
- Contra o ensino da Igreja: Recebeu ritual de “fechamento de corpo” (2018).
- Ressalva: Foi recebido pelo Papa Francisco (2023). É protocolo de chefe de Estado, não ato ligado à doutrina: fica como ressalva.FonteVatican News
- Ressalva: Foi recebido pelo Papa Leão XIV (2025). Também é protocolo de chefe de Estado: fica como ressalva.FonteVatican News
- Contra o ensino da Igreja: Em 2009, sobre o aborto feito numa menina de 9 anos, grávida de gêmeos do padrasto e com risco de vida, criticou o arcebispo de Olinda e Recife, que tinha declarado excomungados a mãe e os médicos: “Não é possível permitir que uma menina estuprada pelo padrasto tenha esse filho, até porque ela corria risco de vida. Acho que, nesse aspecto, a medicina está mais correta do que a Igreja”. Sobre esse caso, a Santa Sé confirmou naquele ano que a doutrina sobre o aborto provocado “não mudou nem pode mudar”: razões “por mais graves e dramáticas que sejam, nunca podem justificar a supressão deliberada de um ser humano inocente” (Evangelium Vitae 58).
Sobriedade com o dinheiro público17 fontes4040
O que a Igreja ensina
Inclui “as despesas excessivas, o desperdício” entre as faltas contra o sétimo mandamento
Catecismo 2409
Cartão corporativo do pai abaixo dos governos do PT, mas sigilos, motociatas pagas pelo Estado, um programa da primeira-dama que gastou mais em propaganda do que em doações e a casa comprada com juros abaixo da média do BRB, empréstimo que a PF examina.
Fatos
- A favor do ensino da Igreja: Cartão corporativo do pai: R$ 32,6 milhões corrigidos em 2019-2022, menos que Lula 1 (R$ 59 milhões) e Dilma 1 (R$ 42,3 milhões).FonteCNN
- Contra o ensino da Igreja: Motociatas: R$ 4,37 milhões pagos pela Presidência em 2021.FonteCNN
- Contra o ensino da Igreja: Sigilos de 100 anos sobre assuntos da família, inclusive a rachadinha.FonteDW
- Contra o ensino da Igreja: Casa comprada por R$ 5,97 milhões em 2021, com R$ 3,1 milhões financiados pelo BRB a 3,71% ao ano, abaixo da média de cerca de 4,85% do banco. O MPDFT não viu irregularidade, e a dívida foi quitada. Em outubro de 2026, soube-se que a PF examina o empréstimo, dentro da investigação sobre o Banco Master e o BRB, a partir de uma auditoria do banco que apontou “supostas irregularidades”; não foi informado se Flávio é investigado nessa apuração.
- Contra o ensino da Igreja: O Pátria Voluntária, programa presidido pela madrasta de Flávio, Michelle, gastou até março de 2021 cerca de R$ 9,4 milhões em publicidade e site, mais do que os R$ 5,9 milhões repassados em doações às entidades.
- Ressalva: O TCU viu no Pátria Voluntária falta de “critérios objetivos e isonômicos” para escolher as entidades; o programa foi extinto em 2023 e ninguém foi punido.
- Ressalva: O cartão da Presidência pagou R$ 16,2 mil de hospedagem de seguranças num passeio de Michelle ao litoral de Alagoas e a outras cidades em abril de 2021; as notas não mostram despesas dela.FonteEstado de Minas
- Contra o ensino da Igreja: Governo do pai: os gastos do cartão corporativo da Presidência ficaram sob sigilo e só foram divulgados em janeiro de 2023, depois de pedido pela Lei de Acesso; segundo o Poder360, o sigilo nesses gastos virou padrão desde 2020.
O cartão corporativo de Lula 1 é o maior da comparação, e no governo atual 99% dos gastos do cartão estão sob sigilo. Os gastos de apoio à primeira-dama foram arquivados pelo TCU e pela PGR, que não viram desvio.
Fatos
- Contra o ensino da Igreja: Cartão corporativo de Lula 1: R$ 59 milhões corrigidos, o maior da comparação.FonteCNN
- Ressalva: Gabinete de apoio à primeira-dama: cerca de R$ 1,9 milhão por ano em 2023 e 2024, somando os salários de 8 assessores e as viagens da equipe. Desde 2025, um decreto prevê esse apoio, e a AGU exige agenda pública e gastos no Portal da Transparência.
- Ressalva: Em julho de 2026, o TCU arquivou por unanimidade as representações sobre as viagens da primeira-dama: “não foram identificados elementos aptos a caracterizar desvio de finalidade”.FontePoder360, 20/07/2026
- Ressalva: Em março de 2025, a PGR arquivou as representações da oposição sobre os gastos da primeira-dama: “não expõem elementos de desvio de recursos públicos”.FonteFolha PE, 14/03/2025
- Ressalva: Na viagem da primeira-dama ao Qatar, em setembro de 2024, a PF gastou ao menos R$ 283 mil só com 8 policiais de segurança, R$ 186 mil deles em passagens compradas de última hora, segundo documento da própria PF revelado pelo Estadão. A PF justificou a compra em cima da hora com o convite, que chegou no dia do voo; segundo o jornal, outro agente já teria viajado a Doha três dias antes.FontePoder360, 25/09/2024
- Contra o ensino da Igreja: O TCU apontou em 2025 que 99% dos R$ 55,5 milhões gastos no cartão da Presidência de 2023 a abril de 2025 estavam sob sigilo, o que “impede o controle social”; segundo a reportagem, o sigilo nesses gastos virou padrão desde 2020, ainda no governo de Jair.FontePoder360, 16/07/2025
- Ressalva: A Casa Civil negou pedidos de acesso à agenda da primeira-dama, por ela “não ocupar um cargo público oficial”; desde fevereiro de 2025, ela divulga a agenda do dia nas redes.FontePoder360, 03/02/2025
Resultado
Nota geral, de 0 a 100
Inegociáveis valem 50%, Doutrina Social 30% e conduta 20%. Os pesos são escolha deste painel, não da Igreja.
Flávio BolsonaroPL
Misto
LulaPT
Mais contra
