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Correções

Quando um erro é confirmado, a correção aparece aqui: o que mudou, quando e por quê.

Correções publicadas

13/10/2026 · Fé e Igreja (Verdade, 8º mandamento)

Como estava: Flávio 15 e Lula 30. O tema olhava sobretudo as checagens de 2022 a 2026.

Como ficou: Flávio 15 e Lula 20; a nota geral de Lula vai de 37,6 para 37,3 (arredondada, de 38 para 37; Flávio continua com 57,8). Entrou o levantamento da vida pública inteira dos dois, com o mesmo recorte (Lula desde antes de ser presidente; Flávio desde 2003): contra Lula, as “14 mil” obras paralisadas, o G8, a fala sobre Pazuello, as “17 casas”, a fraude do INSS “criada em 2019” e o total (ao menos 419 falas classificadas como falsas ou enganosas); contra Flávio, a Smartmatic desde 2014, o caso Celso Daniel, o Pix e o total (ao menos 127). Em Mentiras e boatos, a fala do INSS passou de “Enganoso” para “Falso”, o selo do Aos Fatos. Também mudaram: o vídeo do PCC e do CV de agosto foi publicado no perfil de Flávio; o de 08/10 contra Flávio é um vídeo do próprio Lula; no caso Celso Daniel entrou a multa do plenário de 2023; no discurso da ONU de 2026, a Lupa achou 1 exagero e 3 “falta contexto”. Esta correção ajuda Flávio.

Por quê: O autor pediu o mesmo recorte para os dois: se Flávio conta desde que entrou na política, Lula conta desde antes de ser presidente. No total, Lula tem cerca de três vezes mais falas classificadas como falsas ou enganosas; em proporção, nas mesmas ocasiões (o Jornal Nacional e a noite de 01/10), Flávio tem quase o dobro [cálculo]. A nota pesa as duas medidas.

09/10/2026 · Fé e Igreja (Verdade, 8º mandamento)

Como estava: Flávio 20 e Lula 45. O texto de Flávio dizia “nas mesmas entrevistas”, mas só o Jornal Nacional era a mesma entrevista. Do lado de Lula faltavam as falas falsas repetidas no mandato e as decisões do TSE contra a campanha dele; do lado de Flávio faltavam o vídeo removido pelo plenário do TSE e as falas desmentidas sobre Lula.

Como ficou: Flávio 15 e Lula 30. Entraram, contra Lula: a fala “Nós acabamos com a fome em 2014” (ao menos 24 vezes em 2024) e a de que é o único presidente sem diploma universitário (ao menos 17 vezes), a carne que “caiu 30%”, o erro sobre Joaquim Silvério dos Reis, a resposta “Eu não sei se foi fake news” sobre o boato de Nossa Senhora e três decisões provisórias de ministros do TSE (duas propagandas contra Flávio e o vídeo do comício sobre a Justiça Eleitoral). Entraram, contra Flávio: o vídeo que ligava Lula ao PCC e ao CV, removido pelo plenário do TSE, e a frase “vou fazer o diabo”, que ele atribuiu a Lula e Lula nunca disse. Cada fala falsa conta uma vez. A nota geral, arredondada, continua Flávio 58 e Lula 38 (57,8 e 37,6); no tema, a distância caiu de 25 para 15 pontos.

Por quê: O autor pediu a revisão do tema e o histórico longo de Lula; os dois lados foram revistos pela mesma régua. Nas checagens das mesmas agências, Flávio segue com mais falas falsas em proporção.

09/10/2026 · Fé e Igreja (Cuidado da criação e povos indígenas)

Como estava: Lula 70. O petróleo na Foz do Amazonas estava só como ressalva, sem a cobrança dele ao Ibama, e faltavam as demarcações e os protestos indígenas contra obras do governo.

Como ficou: Lula 65. Entrou, contra, a cobrança pública ao Ibama pela licença para pesquisar petróleo (“lenga-lenga”, fevereiro de 2025). Entraram, a favor, as 20 terras indígenas homologadas, com a cobrança da Apib por mais, e, como ressalva, o protesto indígena na COP30 contra o decreto das hidrovias e a Ferrogrão.

Por quê: O autor pediu a revisão do tema, e faltavam fatos do lado de Lula. O Papa Francisco pede que o estudo de impacto ambiental seja “independente de qualquer pressão económica ou política” (Laudato Si’ 183).

08/10/2026 · Fé e Igreja (Sobriedade com o dinheiro público)

Como estava: Lula tinha um ponto contra: “Gabinete da primeira-dama: cerca de R$ 1,9 milhão por ano, com comitivas de centenas de milhares de reais por viagem”, e um ponto a favor pelo arquivamento no TCU. Do lado de Flávio, não havia nada sobre os gastos ligados à primeira-dama no governo do pai. Notas: 45 e 45.

Como ficou: O valor de cerca de R$ 1,9 milhão por ano é a média de 2023 e 2024, e a fonte não fala em “centenas de milhares de reais por viagem”: isso só aparece em casos isolados, como a segurança da viagem ao Qatar, que virou item próprio. O gabinete e os arquivamentos no TCU e na PGR viraram ressalvas, um fato por item. Entrou como ponto contra Lula o sigilo de 99% do cartão da Presidência de 2023 a 2025, apontado pelo TCU, a mesma marca dos sigilos do governo de Jair.

Do lado de Flávio, entraram o Pátria Voluntária, programa presidido por Michelle, que gastou mais em publicidade do que repassou em doações (ponto contra), a auditoria do TCU sobre ele e a hospedagem de seguranças num passeio dela pagos com o cartão (ressalvas), e, contra ele, o sigilo dos gastos do cartão da Presidência no governo do pai, só divulgados em janeiro de 2023, depois de pedido pela Lei de Acesso. Notas: Flávio de 45 para 40 e Lula de 45 para 40.

Por quê: Uma frase dizia mais do que a fonte, e o mesmo tipo de fato (gastos ligados ao cônjuge do presidente) estava só de um lado. Esta correção ajuda os dois na mesma medida.

08/10/2026 · Fé e Igreja (os três níveis), O que já fizeram (Jair, Flávio, Lula 1, Lula 2, Dilma 1 e Lula 3) e Propostas: um fato por item

Como estava: Muitos itens juntavam fatos diferentes: atos de datas diferentes, uma fala e um ato, o ato do governo e o voto do candidato, a promessa do plano e o ato passado. Alguns fatos contavam duas vezes: a emenda de 2022 e o voto de Flávio nela (Véspera do voto), a dívida e os juros de Lula 3 (Contas públicas), o reajuste do Bolsa Família perto do voto (em Fome e em Véspera) e, nas Propostas, o compromisso de Flávio com a vida (p. 9 e p. 74 do plano) e o fim da escala 6x1 de Lula (o plano e uma fala sobre a mesma PEC).

Como ficou: Cada item traz agora um fato, com a marca e as fontes desse fato. Dois números que medem o mesmo fato, e o contexto da mesma fala ou do mesmo ato, continuam juntos. As contagens duplas viraram um item só.

Ao separar, algumas partes ganharam marca própria, dos dois lados. Exemplos: a fala de Flávio de 2022 contra o aborto conta a favor, e a de 2024 continua contra; a fala dele de 2018 por “mais armas” virou ressalva, e os decretos de armas do governo do pai contam contra; o voto dos senadores do PT na PEC das Drogas e o de Zanin no STF não são atos de Lula e viraram ressalva; a Secretaria LGBTQIA+ e o anúncio, não implementado, de bloqueio da puberdade viraram ressalva, e a Caderneta da Gestante continua contra Lula; “Moraes vai cair” e a fala de Flávio sobre o “preço” para desistir viraram ressalva, e as promessas de indulto continuam contra; nos cards de Jair e de Lula 3, a interferência na Petrobras virou ressalva dos dois lados, e os cortes de impostos dos combustíveis no ano da eleição contam contra os dois.

Fatos de véspera que estavam dentro de pontos a favor passaram a contar contra: a ampliação da regra de proteção do Bolsa Família em junho de 2026 (agora em Véspera do voto). Nas Propostas, o reajuste de setembro saiu de dentro de um ponto a favor e virou ressalva, porque é ato de governo e já conta em Véspera do voto. As listas ficaram mais longas dos dois lados.

Nos níveis 1 e 3 (fora a Fidelidade à doutrina, abaixo) e nas Propostas, nenhuma nota mudou por causa da separação. As mudanças de nota estão nas correções a seguir; com todas elas, a nota geral fica Flávio 57,7 e Lula 38,0 (era 58,0 e 38,1). Arredondada, continua Flávio 58 e Lula 38.

Por quê: Pedido do autor: um fato por item, no site inteiro, para o leitor ver cada fato com a sua marca e a sua fonte, e um fato pesar uma vez só. A auditoria que pediu a separação mostrou que, na Doutrina Social, as junções escondiam mais pontos contra Flávio (cerca de 16) do que contra Lula (cerca de 11), e que três fatos contavam duas vezes: um contra Flávio e dois contra Lula. Sozinha, a separação não muda nota; na leitura, ajuda Lula, porque apareceram mais pontos contra Flávio.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Fome e pobreza)

Como estava: Lula 80, Flávio 45. O item de Lula sobre o Mapa da Fome creditava a ele a saída de 2014, já com Dilma, mas não havia item sobre a alta da pobreza na recessão de Dilma. O piso do Bolsa Família sem reajuste contava contra Lula aqui e de novo em Véspera do voto. O item de Flávio dizia só que ele “votou contra a PEC da Transição”.

Como ficou: Entrou contra Lula, com a mesma marca do item de Dilma em Contas públicas: na recessão de 2015 e 2016, a extrema pobreza subiu de 4,8% (2014) para 6,5% (2016), pela linha de US$ 3 por dia do Banco Mundial. O reajuste perto do voto passou a contar só em Véspera. Do lado de Flávio, o voto na PEC da Transição virou ressalva: no mesmo dia, ele votou a favor da emenda que limitava o gasto extra a R$ 100 bilhões por um ano (rejeitada por 50 a 27) e contra o texto final; discordar do tamanho do gasto é questão de prudência, como o voto dele contra o arcabouço. Com um fato por item, o voto dele em 2021 contra fixar o auxílio em R$ 600, que já pesava dentro do item da alta da fome, ganhou item próprio. Fome e pobreza: Lula de 80 para 75; Flávio de 45 para 50. Esta correção ajuda Flávio.

Por quê: Pela regra do site, os atos do governo aliado contam para o bem e para o mal: se a saída do Mapa da Fome de 2014 conta a favor de Lula, a alta da pobreza na recessão de Dilma conta contra. Com dois pontos contra, o tema continua “mais a favor que contra”, mas não no topo da faixa. Do lado de Flávio, separar um fato que já pesava não muda a nota, e a PEC da Transição virou ressalva.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Saúde, vacina e serviços básicos) e O que já fizeram (Jair)

Como estava: Flávio 30. Faltavam a falta de oxigênio em Manaus (2021) e a ampliação do uso da cloroquina (2020). As falas do pai, já presidente, “Eu não sou coveiro” e “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?” estavam dentro de uma ressalva, e o pedido de indiciamento de Flávio pela CPI da Covid contava contra ele.

Como ficou: Entraram, contra Flávio, a falta de oxigênio em Manaus (segundo a AGU, o Ministério da Saúde soube do esgotamento em 8 de janeiro de 2021) e, como ressalva, a cloroquina para casos leves, sem evidência científica de eficácia. As falas do pai no cargo passaram a contar contra, como a homenagem a Stroessner em Tortura. O pedido de indiciamento da CPI virou ressalva: é pedido de uma comissão do Congresso, sem denúncia, e ele é presumido inocente. A CoronaVac e a Pfizer viraram dois itens. Saúde: Flávio de 30 para 25; Lula continua 60. Esta correção ajuda Lula.

Por quê: Manaus é omissão do governo com fonte. Fala do presidente no cargo conta como ato do governo aliado, com a mesma marca dos dois lados, como a homenagem a Stroessner. O pedido de indiciamento é de uma comissão política, o item não diz por qual ato, e não se localizou denúncia.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Trabalho e salário justo) e Voto consciente

Como estava: Flávio 40, Lula 80. Contava contra Flávio um estudo da equipe econômica dele, que não é ato nem fala dele. Faltavam a lei de 2024 que limitou o ganho real do salário mínimo, sancionada por Lula, e o voto de Flávio contra ela.

Como ficou: O estudo da equipe virou ressalva, com a resposta da campanha em setembro. Entrou, como ressalva dos dois lados, a lei de dezembro de 2024 que limita o ganho real do mínimo, de 2025 a 2030, a no máximo 2,5% ao ano: Lula a sancionou, e Flávio votou contra (42 a 31 no Senado). O desemprego e o BEm, do governo do pai, viraram dois itens. Trabalho: Flávio de 40 para 45, Lula de 80 para 75. No Voto consciente, a falha de Flávio em Trabalho passou a citar o salário mínimo e o auxílio de 2021, e o ponto forte de Lula, a trava de 2024. Esta correção ajuda Flávio.

Por quê: Pela régua do site, pesa o que o candidato faz ou diz, não o que a equipe estuda. O tamanho do reajuste é questão de prudência, mas a trava limita a mesma política que sustenta o ponto mais forte de Lula no tema, e é uma ressalva nova sem compensação.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Contas públicas e gerações futuras)

Como estava: Flávio 45, Lula 40. A reforma da Previdência, que Flávio votou, estava dentro do item da dívida do governo do pai, e o gasto acima do teto, quase todo na pandemia, contava contra ele junto com o orçamento secreto. Do lado de Lula, a dívida e os juros contavam como dois pontos contra, e não apareciam o custo da PEC da Transição nem o bloqueio do Pé-de-Meia pelo TCU.

Como ficou: A reforma da Previdência ganhou item próprio, a favor, com o voto de Flávio (Sim, em 2019). O gasto acima do teto virou ressalva, e o orçamento secreto continua contra. Do lado de Lula, dívida e juros viraram um item só, e entraram como ressalva a PEC da Transição (R$ 145 bilhões fora do teto por dois anos) e o bloqueio de R$ 6 bilhões do Pé-de-Meia pelo TCU, depois revogado com prazo de 120 dias para regularizar. Contas públicas: Flávio de 45 para 50, Lula de 40 para 45. Esta correção ajuda os dois na mesma medida.

Por quê: Um fato conta uma vez só, e o que vem de fora (a pandemia) aparece ao lado. A Igreja pede “solidariedade intergeneracional” (Laudato Si’ 159), e a reforma da Previdência é o ato mais forte do tema.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Cuidado da criação e povos indígenas)

Como estava: Lula 65. O recorde de focos de fogo na Amazônia em 2024 contava contra ele sem decisão do governo apontada, num ano de seca extrema.

Como ficou: O fogo de 2024 virou ressalva, com a seca ao lado. Do lado de Flávio, o desmatamento do governo do pai continua contra, porque vem com atos: o Fundo Amazônia parado, nenhuma terra indígena demarcada (agora com fonte) e o garimpo na terra Yanomami. Criação: Lula de 65 para 70; Flávio continua 20. Esta correção ajuda Lula.

Por quê: Pela regra de atribuição do site, um fato só pesa contra um governo quando houve decisão ou omissão dele, com fonte.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Segurança pública e dignidade do preso)

Como estava: Flávio 40, Lula 50. A queda dos assassinatos em 2019 contava a favor de Flávio, embora o card de Jair dissesse que o mérito é sobretudo dos estados; os recordes de desaparecidos e de facções contavam contra Lula, sem decisão do governo apontada. A lei do feminicídio de 2024 estava dentro de outro item, sem fonte.

Como ficou: Os resultados sem decisão apontada viraram ressalva, dos dois lados: a queda dos assassinatos com Jair, a queda das mortes violentas com Lula 3 e os recordes de desaparecidos e de facções. A lei do feminicídio ganhou item e fonte, e a fala de Flávio de 2007 sobre as milícias e as homenagens a policiais réus ou condenados viraram dois itens. Segurança: Flávio de 40 para 35, Lula de 50 para 60: com três pontos a favor, todos atos do governo, e um contra, uma fala da qual recuou no mesmo dia, o tema de Lula fica mais a favor que contra. Esta correção ajuda Lula.

Por quê: A mesma regra de atribuição para os dois: resultado sem decisão ligada a ele é ressalva, e a segurança é sobretudo tarefa dos estados.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Democracia e Estado de direito) e Voto consciente

Como estava: Lula 45. Três falas sobre a Venezuela contavam como um ponto contra, e a frase de 2026 de que Delcy Rodríguez, vice de Maduro, está no poder “legitimamente” estava dentro de uma ressalva.

Como ficou: Cada fala virou um item contra. A frase sobre Delcy (Barcelona, 17/04/2026) passou a contar contra, porque o Brasil não reconheceu a eleição de 2024; a condenação do ataque dos EUA continua ressalva, como a fala de Flávio sobre o mesmo ataque. O não reconhecimento de Maduro e o veto à Venezuela no Brics viraram dois pontos a favor. Democracia: Lula de 45 para 40; Flávio continua 25. A falha de Lula sobre ditaduras amigas, no Voto consciente, passou a citar a frase sobre Delcy. Esta correção ajuda Flávio.

Por quê: Chamar de legítimo um governo que não passou por eleição contraria o Estado “no qual é soberana a Lei, e não a vontade arbitrária dos homens” (Catecismo 1904).

08/10/2026 · Fé e Igreja (Fidelidade à doutrina e relação com a Igreja)

Como estava: Lula 35. Ter sido recebido pelo Papa Francisco (2023) e pelo Papa Leão XIV (2025) contava a favor dele.

Como ficou: Os dois encontros viraram ressalva: é protocolo de chefe de Estado, não ato ligado à doutrina. Não há, do lado de Flávio, ponto a favor do mesmo tipo. Fidelidade à doutrina: Lula de 35 para 25, a faixa dos outros temas sem ponto a favor, dos dois lados; Flávio continua 50. Esta correção ajuda Flávio.

Por quê: Marca e nota só pela doutrina: ser recebido pelo Papa como chefe de Estado não mostra fidelidade nem infidelidade ao ensino da Igreja.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Iniciativa, Véspera do voto, Tortura e textos de Saúde, Segurança e Trabalho) e O que já fizeram (Jair e Lula 3)

Como estava: As recuperações judiciais de 2025 contavam contra Lula, atribuídas aos juros altos. Em Véspera do voto faltavam, do lado de Flávio, o teto do ICMS e os impostos federais da gasolina zerados em 2022, que ele votou, e, do lado de Lula, o corte de impostos da gasolina de setembro de 2026; a fala falsa de Lula sobre o auxílio de 2022 contava ali e em Verdade. Em Tortura, Lula ter ficado fora da declaração de 55 países sobre a Nicarágua estava dentro de um ponto a favor. Faltavam fontes para a Lei do Ambiente de Negócios (2021), para “nenhuma terra indígena demarcada” no governo de Jair e para a lei do feminicídio de 2024.

Como ficou: As recuperações judiciais viraram ressalva, porque os juros são decididos pelo Banco Central autônomo. Entraram em Véspera do voto, contra Flávio, o teto do ICMS e os impostos federais da gasolina zerados até o fim de 2022 (ele votou Sim; 65 a 12 no Senado) e, contra Lula, o decreto de 10/09/2026, a 24 dias do 1º turno, que cortou o PIS/Cofins da gasolina e zerou os tributos do etanol; a fala sobre o auxílio de 2022 conta só em Verdade. Em Tortura, entraram como ressalva para Lula a declaração dos 55 países e a nota sobre a repressão no Irã. As três fontes que faltavam entraram.

Alguns textos suavizavam um lado e foram acertados: o resumo de Saúde de Lula diz que as mortes Yanomami subiram em 2023 e que o ministério parou de publicar os informes; o de Segurança cita a fala de que traficantes são “vítimas dos usuários”; os números do Luz para Todos e do ProUni dizem que somam os governos seguintes; o item de Flávio sobre o salário mínimo diz que pesou a alta mundial dos alimentos. Iniciativa: Lula de 65 para 70, porque o tema ficou sem ponto contra; Flávio continua 75. Véspera (25 e 20) e Tortura (20 e 60) não mudaram. Na nota, esta correção ajuda Lula; os fatos novos de Véspera pesam contra os dois.

Por quê: A mesma regra para os dois: resultado sem decisão do governo é ressalva, fato perto do voto conta em Véspera, e fala falsa conta uma vez, em Verdade, como já acontecia com a fala de Flávio sobre a “migalha”.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Fome e pobreza), O que já fizeram (Jair, Dilma 1 e Lula 3), O Brasil em números (PT x Bolsonaro), Propostas (Programas sociais e fome) e Voto consciente

Como estava: O resumo de Lula em Fome e pobreza dizia que ele “tirou o país do Mapa da Fome duas vezes”, e o Voto consciente repetia a frase, mas a primeira saída, em 2014, mediu os anos de 2011 a 2013, do governo Dilma. O item de Flávio sobre a alta da fome punha a alta inteira na conta do governo do pai, sem a pandemia ao lado e sem dizer que decisão pesou; o de Lula sobre o Mapa da Fome não dizia que a fome também caiu nos vizinhos. O auxílio de 2020 dizia que “o governo propôs R$ 200; o Congresso aprovou R$ 600”. No PT x Bolsonaro, a ressalva da fome olhava o contexto de um lado só. Propostas, Programas sociais e fome: Lula 80.

Como ficou: O resumo e o Voto consciente dizem que o país saiu do Mapa da Fome em 2014, com Dilma, e de novo em 2025.

O item de Flávio mostra que a pandemia aumentou a fome no mundo, mas que no Brasil a alta foi bem maior que nos vizinhos, e nomeia a decisão que pesou: o auxílio ficou três meses sem pagamento no começo de 2021 e voltou menor, com o voto de Flávio contra fixá-lo em R$ 600 e a favor do teto de R$ 44 bilhões; e o Consea foi extinto em 2019. O de Lula mostra que a fome também caiu nos vizinhos, menos que no Brasil, e as políticas que a FAO liga à queda. O mesmo contexto entrou nos cards de Jair, Dilma 1 e Lula 3 e na linha da fome do PT x Bolsonaro.

O auxílio de 2020: o governo propôs R$ 200 e, depois de negociar com a Câmara, aceitou R$ 600; Flávio votou a favor, como todo o Senado.

Entrou, dos dois lados, a porta de saída do Bolsa Família pelo trabalho: a favor de Lula, a regra que mantém metade do benefício a quem arruma emprego; a favor de Flávio, o que o plano dele promete; e, como ressalva, o que falta a cada um. Esses acréscimos não mudaram as notas de Fome e pobreza (as mudanças de nota do tema estão em outra correção desta data).

Propostas, Programas sociais e fome: Lula de 80 para 75, porque o plano não traz caminho de saída do Bolsa Família pelo trabalho. A nota das propostas de Lula continua 47 (46,9). Na aba Fé, a correção ajuda os dois; nas Propostas, ajuda Flávio.

Por quê: A primeira saída do Mapa da Fome mediu anos do governo Dilma, como o próprio card de Dilma já dizia. Pela regra de atribuição do site, o que vem de fora (a pandemia, as matérias-primas, a saída da pandemia) aparece ao lado, dos dois lados, e um resultado só pesa contra um governo quando houve decisão dele, com fonte. A Câmara registrou que o governo aceitou os R$ 600 depois de negociar. Sobre a porta de saída, a Igreja ensina que “o verdadeiro objetivo deveria ser sempre consentir-lhes uma vida digna através do trabalho” (Fratelli Tutti 162).

08/10/2026 · Fé e Igreja (Trabalho e salário justo)

Como estava: Um item contra Lula dizia: “A comida subiu mais que o mínimo: de 2023 a 2025 ele comprou menos cestas do que entre 2010 e 2019”, citando uma nota técnica do DIEESE. Nota de Lula no tema: 80.

Como ficou: A nota do DIEESE só traz as cestas de 2019 em diante e mostra outra coisa para 2023 a 2025: o salário mínimo comprava 2,04 cestas básicas em São Paulo em 2019, 1,59 em 2022 e 1,75 em 2025, e chegou a 1,93 em janeiro de 2026, o maior número desde 2019. O item virou duas ressalvas, uma para cada fato: o poder de compra do mínimo, com esses números, e as famílias com dívidas (82%, recorde). A queda de 2019 a 2022 entrou no item do governo do pai, do lado de Flávio. Entrou também, como ressalva dos dois lados, o que os estudos dizem sobre o benefício maior e o trabalho. A nota de Lula continua 80: sai um ponto contra que não tinha base, mas entra uma ressalva séria (os estudos sobre o benefício maior e o emprego formal). Flávio continua 40. A nota não mudou; o texto novo ajuda Lula.

Por quê: O item punha na conta de Lula 3 uma perda de poder de compra que aconteceu no governo anterior, com uma fonte que não sustentava a frase. Pela régua do site, uma ressalva séria nova pesa como o ponto contra que saiu, como nas Propostas.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Iniciativa econômica e subsidiariedade) e O que já fizeram (Lula 3)

Como estava: Dizia: “Recorde de 2.466 empresas em recuperação judicial em 2025; as falências, por outro lado, caíram 19%”. No card de Lula 3, o item do IOF terminava na derrubada dos decretos pelo Congresso, em 25/6/2025.

Como ficou: São 2.466 empresas envolvidas em pedidos de recuperação judicial (977 processos, o maior número desde 2016), recorde na série da Serasa iniciada em 2012, com a agropecuária em 30% dos casos; os 19% são a queda das empresas com pedido de falência. O item do IOF conta que, em 16/7/2025, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, restabeleceu o decreto, exceto a cobrança sobre o “risco sacado”, e que o IOF arrecadou R$ 86,5 bilhões em 2025. No mesmo tema, entrou um item sobre impostos para cada lado, com o Compêndio 355, e a carga tributária recorde de Lula 3 passou de ponto contra a ressalva, como a alta da carga no governo do pai de Flávio. Iniciativa: Lula de 45 para 65, Flávio de 80 para 75. A nota geral continua Flávio 58 e Lula 38. Esta correção ajuda Lula.

Por quê: A Serasa conta empresas (CNPJs) e processos, e não pedidos, nessa série; e os 19% são de empresas com pedido de falência, não de falências decretadas. O item do IOF deixava o leitor achar que a alta não valeu. O tamanho da carga tributária é questão de prudência, que a doutrina não decide, e o mesmo tipo de fato tem de levar a mesma marca dos dois lados.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Respeito ao próximo e às instituições; Verdade) e Outros pontos

Como estava: Lula tinha um ponto a favor por ter pedido desculpas pela frase que chamava o coronavírus de “monstro” bem-vindo, mas a frase, com as palavras dele, não aparecia. Não apareciam o “genocida” dito por Lula sobre Jair nem os insultos de Flávio a Lula (“ladrão”) e a Renan Calheiros (“vagabundo”). Respeito: Flávio 30, Lula 35.

Como ficou: A frase do “monstro” aparece com as palavras exatas, o contexto e o pedido de desculpas, como ressalva, do mesmo jeito que as falas sobre a covid que Jair disse depois lamentar. Entraram, contra cada um: Lula chamar Jair de “genocida” desde 2021, inclusive já presidente, acusação que a CPI da Covid tirou do relatório; Flávio chamar Lula de “pinguço incompetente e ladrão” (2026), quando Lula não tem condenação válida, e Renan Calheiros de “vagabundo” na CPI (2021). Em Verdade, entrou contra Flávio o vídeo antigo de Drauzio Varella que ele compartilhou em março de 2020 como se fosse atual (a nota continua 20). Respeito: Flávio de 30 para 25, Lula de 35 para 25. Outros pontos ganhou o cartão “O que se disse no começo da pandemia”, sem nota. Com as mudanças em Trabalho e Respeito, a nota geral continua Flávio 58 e Lula 38. Esta correção ajuda Flávio.

Por quê: Acusar alguém de crime que a Justiça não reconheceu é juízo temerário (Catecismo 2477), e o mesmo tipo de fala leva a mesma marca para os dois. Uma frase infeliz retirada no dia seguinte é ressalva, não ponto a favor nem contra.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Segurança e dignidade do preso; Vida, Criação e Liberdade religiosa; textos de Uso do nome de Deus e Fidelidade à doutrina), O que já fizeram (Jair), Voto consciente e Como as notas são dadas

Como estava: Algumas marcas se apoiavam em posições da CNBB ou de bispos. Em Segurança e dignidade do preso, Lula tinha 55 porque vetou o fim da saída temporária para visita à família, como pedia a CNBB, e ter relatado esse projeto contava contra Flávio. A redução da maioridade penal aparecia junto da posição da CNBB, sem dizer que era dos bispos.

Como ficou: A régua passou a ser só a doutrina: Catecismo, Compêndio da Doutrina Social, encíclicas e documentos da Santa Sé. A saída temporária e a idade penal viraram ressalva, porque a Igreja pede penas que ajudem a recuperar o preso, mas não diz qual meio usar. Segurança e dignidade do preso: Flávio de 35 para 40, Lula de 55 para 50. A nota geral continua Flávio 58 e Lula 38. Continuam contando, agora pela doutrina: o marco temporal (contra o voto de Flávio, a favor do veto de Lula), pelo Compêndio 471; a revogação da portaria de 2020 sobre o aborto, pela Evangelium Vitae 73; a fala de Lula de 2009 sobre o aborto da menina de 9 anos, com o contexto inteiro e o esclarecimento da Santa Sé daquele ano; e a vigília convocada por Flávio, sem a proibição do arcebispo de Curitiba, que tratava de outra vigília. Os decretos de armas do governo Jair agora citam o Compêndio 511, no lugar de um bispo. Onde a CNBB ou um bispo aparece, o texto diz que é posição dos bispos. Pela mesma régua das Propostas, três frases passaram a ressalva também nesta aba e saíram das falhas do Voto consciente: “garantir os direitos sexuais e reprodutivos” (Lula, Vida), o petróleo da Foz do Amazonas como “passaporte para o futuro” (Lula, Criação; Belo Monte continua contra, em item próprio) e a promessa de “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo” (Flávio, Liberdade religiosa). As notas desses temas não mudaram.

Por quê: Pedido do autor: a nota mede o ensino da Igreja. Posição de conferência episcopal, de bispo ou de pastoral sobre questão que a doutrina deixa aberta é juízo de prudência, em que católicos fiéis podem pensar diferente (Nota Doutrinal de 2002, n. 3; Gaudium et Spes 43).

08/10/2026 · Propostas (todas as áreas com nota, em especial Segurança pública, Vida, Família, Economia e Meio ambiente) e Como as notas são dadas

Como estava: As propostas tinham marca, mas não diziam por quê. Segurança pública: Flávio 40, Lula 65. A redução da maioridade penal contava contra Flávio também pela posição da CNBB; um item juntava os presídios no modelo de El Salvador com o fim da progressão de regime, contra ele; o combate às facções vinha junto com o rótulo de narcoterroristas, como ressalva; e o isolamento dos chefes de facção, de Lula, era ressalva por vir junto com a maioridade penal. Em Religião, a promessa de “decretar” que o Brasil é de Jesus Cristo contava contra Flávio. Família (Lula) 40, Economia (Lula) 50, Meio ambiente (Lula) 60. Nota das propostas: Flávio 70, Lula 45.

Como ficou: Cada proposta a favor ou contra ganhou uma linha “Por quê” com o texto da Igreja, literal e com número.

Segurança pública: Flávio de 40 para 55 e Lula de 65 para 70. Combater as facções e seguir o dinheiro do crime conta a favor dos dois, e isolar os chefes no sistema federal também. Maioridade penal, presídios no modelo de El Salvador e fim da progressão de regime viraram ressalva, porque a doutrina não decide esses pontos. A fala de Flávio de que “prisão é lugar de punição”, e não de ressocializar, entrou contra ele, porque a pena deve também ajudar a recuperar o preso (Catecismo 2266).

Viraram ressalva, por falta de texto da doutrina que decida: “garantir os direitos sexuais e reprodutivos”, porque o plano de Lula não diz o alcance (Vida continua 30); “dimensões de gênero, identidade, orientação sexual”, pelo mesmo motivo (Família de Lula de 40 para 45); o petróleo da Foz do Amazonas, porque a Laudato Si’ pede trocar o petróleo “progressivamente e sem demora”, mas aceita soluções de transição (Meio ambiente de Lula de 60 para 65); e a consolidação da reforma tributária, como já era a revisão proposta por Flávio (Economia de Lula continua 50).

Religião: a promessa de Flávio de “decretar” que o Brasil é de Jesus Cristo virou ressalva, porque a Igreja ensina o dever das sociedades para com a verdadeira religião (Catecismo 2105) e também proíbe o uso inconveniente do nome de Deus (Catecismo 2146). A acusação sem prova a “gente dentro da CNBB”, que já pesava no texto da área, virou item contra (Catecismo 2477), com a mesma régua da fala de Lula sobre o mesmo boato. A nota de Flávio na área continua 60.

O item de Flávio sobre desmatamento foi dividido: zerar o desmatamento ilegal conta a favor; a licença concedida quando o prazo do órgão vence é ressalva.

Nota das propostas: Flávio de 70 para 71, Lula de 45 para 47. Ela não entra na nota geral.

Por quê: Pedido do autor: marca e nota só pela doutrina (Catecismo, Compêndio da Doutrina Social, encíclicas e documentos da Santa Sé), a mesma medida com a mesma marca para os dois, e cada marca explicada ao leitor. Onde a doutrina dá o princípio, mas não decide a medida, a marca é ressalva.

08/10/2026 · Revisão geral de 08/10/2026: todo o painel (Fé e Igreja, Propostas, O que já fizeram, O Brasil em números, Outros pontos, Mentiras e boatos e Voto consciente)

Como estava: Nota geral: Flávio 59, Lula 37. Nota das propostas: Flávio 70, Lula 40. Algumas notas de tema não seguiam a mesma régua para os dois lados, alguns fatos contavam duas vezes, e faltavam fatos dos dois lados.

Como ficou: Nota geral: Flávio 58 (era 59), Lula 38 (era 37). Flávio continua à frente em todos os cenários de peso, menos quando os inegociáveis saem da conta.

Família: Flávio de 70 para 65, porque só tinha um fato a favor, o plano. Lula de 30 para 35, porque a saída do Consenso de Genebra contava duas vezes (já conta em Vida) e um projeto do PSOL contava como se fosse do governo.

Educação dos filhos: Lula de 40 para 45, porque o projeto do novo PNE enviado pelo governo não usava “gênero”.

Fome e pobreza: Lula de 85 para 80, porque a faixa acima de 80 pede que não haja fato grave contra, e há um: o piso do Bolsa Família ficou três anos sem reajuste. Que a queda da pobreza dependa do benefício fica como ressalva, como no lado de Flávio. Flávio fica em 45: entram o voto contra a PEC que garantiu o Bolsa Família de R$ 600 e, a favor, a queda da extrema pobreza até 2022, que antes valia só como ressalva.

Saúde: Lula de 70 para 60, porque entrou a epidemia de dengue de 2024, a maior da história, com decisões do governo criticadas; entrou também, a favor, a vacina da dengue no SUS. Flávio fica em 30.

Contas públicas: Flávio de 50 para 45, porque votou a PEC que adiou dívidas judiciais da União (o voto contra o arcabouço deixou de contar contra ele). Lula de 35 para 40, porque pagou essas dívidas em 2023 (os juros altos, decididos pelo Banco Central autônomo, deixaram de contar contra ele).

Benefícios na véspera do voto: Flávio de 30 para 25, pelo consignado do Auxílio Brasil oferecido no meio do 2º turno de 2022. A fala falsa de Lula sobre o auxílio de 2022 passou a contar contra ele, sem mudar a nota (20).

Criação: Lula de 60 para 65, porque vetou o marco temporal em 2023. Flávio fica em 20 e ganha o voto a favor do marco temporal na Constituição.

Segurança e dignidade do preso: Lula de 50 para 55, porque vetou o fim da saída temporária para visita à família, como pedia a CNBB. Flávio fica em 35: entram a queda dos homicídios em 2019, a favor, e o fato de ter relatado o fim da saída temporária, contra.

Tortura, armas e pena de morte: Lula de 70 para 60, porque entram a fala de 2010 que comparou presos políticos cubanos a “bandidos” e a abstenção na ONU sobre a tortura na Venezuela; entram também, a favor, o decreto de armas de 2023 e a denúncia da tortura na Nicarágua. Flávio fica em 20: a frase de 2016 do pai, dita como deputado, deixou de pontuar, e entram a ordem de comemorar o golpe de 1964 e a homenagem a Stroessner, feitas pelo pai já presidente.

Democracia: Lula de 50 para 45, porque entram a comparação de Ortega com Merkel, a fala sobre Putin e o voto isolado na OEA sobre a Nicarágua; entram, a favor, a intervenção na segurança do DF e o não reconhecimento de Maduro. A falha de segurança do GSI no 8 de janeiro entra como ressalva, que não pontua. Flávio fica em 25: entra a parte da crítica dele às penas que tem apoio no STF, como ressalva, do mesmo jeito que o veto de Lula.

Liberdade religiosa: Lula de 50 para 60, porque entram a lei de 2003 que garante a livre organização das igrejas e a resolução da OEA de 2023 pela liberdade religiosa na Nicarágua; o voto de 2026 na OEA passou para Democracia, porque tratava da crise democrática. Flávio fica em 75 e ganha a lei de 2019 sobre os dias de guarda e o apelo do pai na ONU contra a cristofobia.

Drogas e jogos: Flávio de 75 para 70, porque o governo do pai deixou as apostas sem regra e sem imposto por quatro anos.

Fidelidade à doutrina: Flávio de 55 para 50, porque um fato a favor e dois contra é misto, não “mais a favor”. A frase “parte podre da Igreja”, dita pelo pai na campanha de 2018, antes do governo, deixou de pontuar; o que conta é o acompanhamento do Sínodo da Amazônia pelo governo dele.

Propostas: Lula de 40 para 45 (Vida de 20 para 30, Família de 35 para 40, Empreendedorismo de 60 para 65 e Segurança de 55 para 65, porque o plano dele fala do preso). Flávio continua com 70 (Programas sociais de 60 para 65). Cada proposta agora mostra se é a favor, contra ou ressalva.

Entraram fatos novos dos dois lados, como a portaria de 2020 sobre o aborto e a revogação dela em 2023, o marco temporal, a saída temporária, Jaques Wagner no caso Master, a reunião no Planalto sobre a defesa de Flávio na rachadinha com o diretor da Abin, as joias do pai, a dengue de 2019, 2022 e 2024, a Nicarágua, a Venezuela e a resposta a desastres nos dois governos (Bahia em 2021, Vale do Taquari em 2023 e a enchente do Rio Grande do Sul em 2024). Nenhuma nota mudou por causa das enchentes nem dos parentes.

Outros pontos ganhou cartões sobre o 8 de janeiro, o Banco Master, a captura de Maduro, a Nicarágua e as enchentes, e cartões sobre parentes dos dois lados, todos sem nota e com a mesma regra (escrita em Como as notas são dadas): os irmãos de Flávio Carlos e Jair Renan, e o card de Eduardo completado com a versão da defesa; os filhos de Lula Fábio Luís e Luís Cláudio e o irmão Frei Chico. O cartão das alegações do ex-sócio de Flávio saiu, porque nada nele foi verificado e nenhuma autoridade tomou medida sobre isso; o uso dessas alegações pela campanha de Lula continua em Outros pontos. O Brasil em números ganhou uma análise com médias por ano de mandato.

Por quê: O painel passou por um pente fino de sete revisores, cada um numa frente (8 de janeiro, direitos humanos, números, fatos jurídicos, notas, enchentes e parentes), com uma régua escrita e igual para os dois lados: ato do candidato pesa mais que fala, que pesa mais que promessa; fala de aliado fora do governo não pontua; fala classificada como falsa conta contra os dois do mesmo jeito; um fato conta uma vez só, num tema; e resultado só conta quando há decisão ligada a ele. Só entrou o que os revisores conferiram na fonte. A escala das notas e os pesos 50, 30 e 20 não mudaram.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Integridade, Segurança e Sobriedade com o dinheiro), O que já fizeram (Flávio), Outros pontos (Patrimônio) e Voto consciente

Como estava: Dizia que o MP-RJ “denunciou desvio de R$ 6,1 milhões” na rachadinha, por “peculato e lavagem”; citava a frase da PGR “indícios consistentes” com fontes que não a trazem; dizia que ele tinha “uma investigação aberta”; que a PF passou a examinar o empréstimo do BRB “em outubro”, com a casa “financiada pelo BRB” e a dívida “quitada em 2024”; e que ele homenageou 23 policiais e militares “que depois viraram réus”.

Como ficou: A rachadinha diz que o MP pediu a devolução de ao menos R$ 6,1 milhões, lista os quatro crimes da denúncia e conta o desfecho: denúncia rejeitada em 2022 e apurações criminais encerradas em 2025, sem julgamento de mérito. A frase da PGR tem a fonte certa e vem com a ressalva da própria PGR, de que falta apurar se houve contrapartida no mandato. O resumo lista os três inquéritos no STF, todos sem denúncia. A casa: o BRB financiou R$ 3,1 milhões, a dívida foi quitada, e não foi informado se Flávio é investigado na apuração da PF. Os policiais: segundo a piauí, eram réus ou tinham sido condenados.

Por quê: A fonte citada para os R$ 6,1 milhões não traz esse valor; ele é o pedido de indenização mínima do MP. A denúncia foi por organização criminosa, peculato, lavagem e apropriação indébita. A frase “indícios consistentes” está no Congresso em Foco. Outubro é o mês da notícia, não o do começo da apuração, e o ano da quitação não aparece nas fontes. Além do caso Dark Horse, ele é investigado nos inquéritos da CPI da Covid e da calúnia contra Lula. A piauí não diz que as homenagens vieram antes de os policiais virarem réus.

08/10/2026 · Fé e Igreja (Integridade) e O que já fizeram (Lula 2 e Lula 3)

Como estava: Dizia que o STF “anulou as condenações de Lula (triplex, Atibaia e dois casos do Instituto Lula)”; que, na fraude do INSS, “o presidente do INSS foi preso em 2025” e “5 das 11 entidades investigadas assinaram acordo em 2021-2022”; que o mensalão foi “operado pelo chefe da Casa Civil”; e que a Petrobras reconheceu “R$ 6,2 bilhões desviados”.

Como ficou: Só os casos do tríplex e do sítio de Atibaia tinham condenação; os dois do Instituto Lula foram anulados ainda sem sentença, e o texto conta o desfecho (denúncia do sítio rejeitada, tríplex arquivado por prescrição). Quem foi preso foi o ex-presidente do INSS, em novembro de 2025, já fora do cargo. São 6 das 11 entidades com acordo em 2021 e 2022. O mensalão diz quem o STF condenou e que Lula não foi denunciado. A Petrobras reconheceu perdas de R$ 6,2 bilhões com propinas.

Por quê: A Agência Brasil e o Aos Fatos mostram que só dois dos quatro processos anulados tinham condenação. Alessandro Stefanutto deixou o INSS em abril de 2025 e foi preso em novembro. A lista do Poder360 com o ano do acordo de cada entidade dá 6, e a fonte do número antigo não abriu. A fonte do mensalão não diz quem operou o esquema. A fonte do petrolão fala em perdas com o esquema de propinas.

08/10/2026 · Propostas (Segurança pública)

Como estava: Dizia que “o plano também não fala do preso”, e a nota de Lula na área era 55.

Como ficou: O texto cita as metas do Plano Pena Justa, com “redução da reincidência e a garantia de direitos” no sistema prisional, e a nota passou a 65.

Por quê: Na página 28, o plano de Lula diz: “A gestão do sistema prisional é estratégica para o enfrentamento ao crime organizado, a redução da reincidência e a garantia de direitos. Cumpriremos as metas do Plano Pena Justa”.

08/10/2026 · Outros pontos (Venezuela) e Fé e Igreja (Democracia)

Como estava: O cartão da Venezuela dizia que, depois da fala sobre “narrativa”, “os presidentes do Chile e do Uruguai criticaram”. Em Democracia, o item a favor de Lula dizia “Denunciou a tentativa de golpe confirmada pelo STF”, com uma fonte sobre a condenação de Jair.

Como ficou: A frase sobre Chile e Uruguai saiu, e o cartão ficou mais completo (inclui o não reconhecimento de Maduro, o veto no Brics e a abstenção na ONU). O item de Democracia diz o que Lula fez: decretou intervenção na segurança do DF no dia 8 e, depois, defendeu as instituições, com as fontes disso.

Por quê: As duas fontes do cartão não falam do Chile nem do Uruguai. A fonte do item de Democracia tratava da condenação de Jair, não do que Lula fez.

08/10/2026 · O que já fizeram (Jair Bolsonaro)

Como estava: Dizia que Jair chamou o 8 de janeiro de “armadilha da esquerda”.

Como ficou: Diz que ele afirmou que “só pode ter sido pela esquerda”, como está na fonte. O item também passou a dizer o placar (4 a 1), o voto de Fux pela absolvição e os cinco crimes, dois deles pela depredação do dia 8.

Por quê: “Armadilha da esquerda” não aparece nas fontes do item. A matéria do Poder360 traz: “Foram 33 alertas da Abin para o GSI. No meu entender, era algo programado. Só pode ter sido pela esquerda”.

08/10/2026 · Mentiras e boatos

Como estava: O boato “Flávio é investigado no caso do INSS” levava o selo “Falso”; a fala de Lula sobre a absolvição de Dilma nas pedaladas levava “Enganoso”; o boato “Vacina causa Aids” dizia que “a PF abriu inquérito”; e o boato das “14 prostitutas” mandava o leitor a uma seção que não existe.

Como ficou: O boato do INSS passou a “Sem prova”, com o contexto da reportagem. A fala sobre Dilma passou a “Falso”, o selo do Aos Fatos. O da vacina diz que o STF abriu o inquérito, a PF viu incitação ao crime e a PGR pediu o arquivamento. A referência quebrada saiu.

Por quê: A reportagem do SBT News não diz que Flávio não é investigado, e nenhuma agência de checagem deu selo à frase; “Falso” era conclusão do painel. A página do Aos Fatos marca a fala sobre Dilma como falsa. A fonte antiga do boato da vacina não fala de inquérito.

08/10/2026 · O Brasil em números e O que já fizeram (Lula 3)

Como estava: O gráfico da inflação comparava o IPCA, medido de dezembro a dezembro, com a inflação média do ano no mundo, e o texto dizia que em 2021 a inflação brasileira foi “quase o dobro da mundial”. O gráfico da dívida emendava duas metodologias, o que fazia 2006 parecer uma queda de 11 pontos. Os textos citavam o índice de commodities sem descontar a inflação do dólar, e o gráfico mostrava o índice descontado. O Histórico dizia 5.796 km² de desmatamento em 2025, e a página de números, 5.731 km².

Como ficou: A linha do mundo passou a ser a inflação de dezembro a dezembro do FMI: em 2021, 10,1% no Brasil contra 6,3% no mundo, 60% acima. A dívida aparece em duas linhas, a metodologia antiga (até 2010) e a atual (desde 2006). Os textos usam o mesmo índice do gráfico. O Histórico usa 5.731 km², a taxa do Inpe, queda de 12%.

Por quê: O FMI publica as duas medidas, e só a de dezembro a dezembro é comparável ao IPCA. Pela metodologia antiga, a dívida caiu 2,4 pontos de 2005 para 2006; o resto da queda no gráfico era só troca de régua. 5.796 km² era a estimativa de outubro de 2025; o arquivo do Inpe já traz 5.731.

07/10/2026 · Mentiras e boatos (O que Lula disse de errado)

Como estava: Atribuía a Lula a frase “A gente criou 20 milhões de empregos até o final de 2010”, com base numa checagem da Agência Lupa de 14/04/2026 (selo “exagerado”), e a contava entre as falas dele checadas.

Como ficou: A frase saiu. Ela não entrava no placar de veracidade, que usa só as quatro checagens comparáveis, então as notas não mudam.

Por quê: A Lupa cita a entrevista de Lula ao Diário do Centro do Mundo, à Revista Fórum e ao Brasil 247, em 14/04/2026: “A gente ter criado 20 milhões de empregos no final de 2010”. Não encontramos a frase em nenhuma das duas gravações da entrevista: a da TV Fórum, usada pela Lupa, e a do canal de Lula. Por volta de 1:47:25 na primeira e de 14:47 na segunda, o que se ouve é: “que inclusive justifica o fato de a gente ter criado uma empresa. Foi o final de 2010 o melhor momento da história econômica do Brasil”. Logo depois, quem fala chama Lula de “o senhor”, o que indica que é um dos entrevistadores. A palavra “empregos” não aparece na legenda automática de nenhuma das duas gravações. O trecho foi conferido também por uma segunda transcrição automática do áudio.

07/10/2026 · Mentiras e boatos (O que Lula disse de errado)

Como estava: Citava duas frases de Lula no Jornal Nacional: “Ele [o PIB] só cresceu 3% em 2023, 2024, 2025” e “só cresceu acima de 3% quando eu voltei”.

Como ficou: Ficou só a frase checada pelo Aos Fatos, como ele disse: “Ele [o PIB] só cresceu 3%, sabe, em 2023, 2024, 2025”. O selo (falso) e o placar não mudam.

Por quê: A segunda frase não está na checagem do Aos Fatos e não é o que se ouve no vídeo. Por volta de 1:26, Lula diz: “Você sabe quando é que o PIB voltou a crescer acima de 2%, Renata? Quando eu voltei à presidência da República”. Ele disse 2%, não 3%.

07/10/2026 · Fé e Igreja (Família e identidade sexual)

Como estava: Dizia que Lula, ao eleitor religioso, disse em 2022 que o banheiro unissex “só pode ter saído da cabeça de Satanás”.

Como ficou: Diz que ele afirmou que “a história do banheiro unissex”, contada contra ele, “só pode ter saído da cabeça de Satanás”.

Por quê: No vídeo do encontro com evangélicos, por volta de 3:37, Lula fala das “acusações” feitas contra ele e diz: “só pode ter saído da cabeça de Satanás a história de banheiro”. O que ele chama de coisa de Satanás é a história espalhada contra ele, não o banheiro em si. A manchete do Metrópoles resumia a fala de outro jeito, mas o texto da reportagem traz a frase inteira.

07/10/2026 · Fé e Igreja (Democracia e Estado de direito), Voto consciente (Sem passar pano), Propostas (Instituições e democracia) e Outros pontos (“Esse é meu preço”)

Como estava: Ligava a frase “Esse é meu preço” à candidatura em si: “anistia ou indulto ao pai é a promessa central: ‘Esse é meu preço’, disse sobre a candidatura” e “fez da liberdade do pai [...] o ‘preço’ da candidatura”.

Como ficou: Diz que, perguntado sobre o preço para desistir da candidatura, Flávio respondeu que seria ver o pai “livre, nas urnas”. A promessa de buscar anistia, ou indulto, ficou como fato separado, com a fonte dela, e deixou de ser chamada de “promessa central”.

Por quê: Na entrevista, por volta de 0:27, a pergunta foi: “Você disse que teria um preço para desistir da candidatura. Qual é esse preço?”. Flávio respondeu: “O meu preço é justiça”, e disse que a única forma seria ver o pai livre e de volta às urnas. A frase diz o que o faria desistir, não o motivo de ser candidato. A manchete da fonte já falava em desistência; o erro foi do painel.

07/10/2026 · Mentiras e boatos (falas de Flávio checadas e placar da Lupa de 01/10), Fé e Igreja (Integridade e corrupção) e Voto consciente (Sem passar pano)

Como estava: Atribuía a Flávio a frase “Não tinha corrupção”, sobre o governo de Jair Bolsonaro, com base na checagem da Agência Lupa da live de 01/10/2026, e a contava entre as falas falsas dele.

Como ficou: A frase saiu dos três lugares. No placar, as falas falsas de Flávio na checagem da Lupa de 01/10 passaram de 5 para 4; o total nas quatro checagens comparáveis, de 23 de 45 para 22 de 44; e a nota de veracidade dele, de 30 para 31.

Por quê: No vídeo da live, quem diz a frase, por volta de 57:50, é a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro e convidada de Flávio: “aquilo que nós começamos lá atrás com seu pai. Não tinha corrupção [...] no meu ministério”. Na legenda automática da live, Flávio não diz a frase em nenhum outro ponto. O placar já deixava de fora as falas de aliados.

Como apontar um erro

Escreva para contato@olhardefe.com.br dizendo qual fato (copie o trecho), o que está errado e, se puder, um link que mostre isso.

As denúncias de erro não são publicadas nem contadas. O que se publica é a correção, quando o erro se confirma.

O que acontece depois

Toda denúncia é lida. Se o erro se confirma, o fato é corrigido, a nota é recalculada quando for o caso, e a correção entra nesta lista com a data, o que estava escrito, o que ficou e o motivo.

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