Análise
O que os números mostram
Uma leitura dos números abaixo, com médias por ano de mandato e a mesma régua para todos. Toque em cada ponto para ver as contas e as fontes.
Tempo no poder, até outubro de 2026: o PT governou cerca de 17 anos, em três fases. Lula, de 2003 a 2010 (8 anos); Dilma, de 2011 até ser afastada em 12/05/2016 (5 anos e 4 meses); e Lula de novo desde 2023 (3 anos e 9 meses).
Temer governou de maio de 2016 a 2018 (2 anos e 7 meses). Jair Bolsonaro governou de 2019 a 2022 (4 anos), e dois deles, 2020 e 2021, foram os mais duros da pandemia.
Flávio nunca governou: os números de 2019 a 2022 são do governo do pai, cujo legado ele defende. Mais tempo no poder não é mais mérito nem mais culpa.
Por isso usamos médias por ano de mandato e comparamos cada governo com a América Latina e com o mundo nos mesmos anos, que passaram pelas mesmas crises (2009, pandemia, guerra) e pelo mesmo sobe e desce do preço das matérias-primas.
Nas médias, 2016 conta para Dilma, e Lula 3 usa 2023 a 2025.
1CrescimentoComparados com a América Latina nos mesmos anos, Lula e Bolsonaro cresceram um pouco acima da região; Dilma ficou bem abaixo.
Comparados com a América Latina nos mesmos anos, Lula e Bolsonaro cresceram um pouco acima da região; Dilma ficou bem abaixo.
Em média por ano, o PIB cresceu 4,1% com Lula 1 e 2, 0,4% com Dilma, 1,5% com Temer, 1,45% com Bolsonaro e 3,0% com Lula 3.
Na comparação com a América Latina nos mesmos anos, o Brasil ficou 0,2 ponto acima da região com Lula 1 e 2, 0,2 acima com Bolsonaro, 0,6 acima com Lula 3 e cerca de 1,5 abaixo com Dilma.
Contra a média do mundo, Lula 1 e 2 empataram (4,1% contra 4,0%), Bolsonaro ficou 1,25 ponto abaixo (1,45% contra 2,7%) e Lula 3, 0,4 abaixo.
Somando os cerca de 17 anos do PT (2016 conta só até 12/05), a média foi 2,8% ao ano, abaixo da América Latina (3,1%) por causa da recessão de 2015 e 2016; só nos anos de Lula, 3,8% (região: 3,5%). [cálculo]
2EmpregoO desemprego caiu no mesmo ritmo com Bolsonaro e com Lula 3: cerca de 1 ponto por ano.
O desemprego caiu no mesmo ritmo com Bolsonaro e com Lula 3: cerca de 1 ponto por ano.
Pelo IBGE, foi de 11,7% no fim de 2018 para 7,9% no fim de 2022, depois de um pico de 14,9% no início de 2021, na pandemia; e de 7,9% para 5,1% no fim de 2025, o menor da série.
Com Dilma, subiu de 6,9% no fim de 2012 (primeiro dado da pesquisa) para 12,1% no fim de 2016, ano que Temer completou.
Para Lula 1 e 2 não há dado do IBGE nessa pesquisa; a estimativa da OIT mostra queda de 10,6% (2002) para 8,4% (2010).
3RendaO salário mínimo ganhou da inflação com o PT e ficou parado com Bolsonaro; a pobreza extrema caiu com Lula e com Bolsonaro.
O salário mínimo ganhou da inflação com o PT e ficou parado com Bolsonaro; a pobreza extrema caiu com Lula e com Bolsonaro.
Descontada a inflação, o mínimo subiu em média 6,2% ao ano com Lula 1 e 2, 2,4% com Dilma, 1,3% com Temer e 3,5% com Lula 3.
Com Bolsonaro ficou praticamente parado (entre 0,3% de perda e 0,3% de ganho por ano, conforme o método), num período com a inflação alta de 2021.
A pobreza extrema caiu de 16,2% (2002) para 8,4% (2009) com Lula 1 e 2; de 6,9% para 4,8% com Bolsonaro, com a ajuda do auxílio emergencial e do Auxílio Brasil de R$ 600; e para 3,0% em 2024 com Lula 3.
Ela subiu com Dilma 2, na recessão, e com Temer, na saída lenta dela. [cálculo]
4Preços e jurosA inflação mais alta foi com Dilma. Bolsonaro pegou a inflação do mundo subindo; Lula 3, caindo. Os juros foram os mais baixos da série com Bolsonaro e altos com Lula 3.
A inflação mais alta foi com Dilma. Bolsonaro pegou a inflação do mundo subindo; Lula 3, caindo. Os juros foram os mais baixos da série com Bolsonaro e altos com Lula 3.
A inflação média por ano foi de 5,8% com Lula 1 e 2 (a de 2003 ainda herdada da crise de 2002), 6,9% com Dilma, 3,35% com Temer, 6,2% com Bolsonaro e 4,6% com Lula 3.
No mundo, nos mesmos anos, foi de 5,5% no período de Bolsonaro, com pandemia, crise hídrica e guerra, e de 5,0% no de Lula 3.
Os juros básicos (Selic) foram em média 6,4% ao ano com Bolsonaro, com o menor nível da série (2% de agosto de 2020 a março de 2021), e 12,8% com Lula 3, com 15% a partir de junho de 2025, o maior desde 2006.
Desde 2021 quem decide os juros é o Banco Central, que tem autonomia por lei. [cálculo]
5DívidaA dívida do governo caiu com Lula 2 e com Bolsonaro, apesar da pandemia, e subiu com Dilma, Temer e Lula 3.
A dívida do governo caiu com Lula 2 e com Bolsonaro, apesar da pandemia, e subiu com Dilma, Temer e Lula 3.
Em pontos do PIB por ano: queda de 0,9 com Lula 2; alta de 3,0 com Dilma; alta de 2,7 com Temer; queda de 0,9 com Bolsonaro (de 75,3% para 71,7%, depois de um pico de 86,9% em 2020); e alta de 2,3 com Lula 3 (de 71,7% para 78,6% em 2025, e 82,9% em agosto de 2026).
Lula 1 só pode ser medido pela metodologia antiga: queda de 2,9 por ano.
Pesam nessa conta a inflação alta e as matérias-primas caras de 2021 e 2022, que ajudaram a baixar a dívida medida contra o PIB, e os juros altos desde 2023, que a encarecem. [cálculo]
6Violência e AmazôniaOs homicídios caíram com Bolsonaro e seguiram caindo com Lula 3. O desmatamento subiu com Bolsonaro e caiu com Lula.
Os homicídios caíram com Bolsonaro e seguiram caindo com Lula 3. O desmatamento subiu com Bolsonaro e caiu com Lula.
A taxa de homicídios caiu de 28,1 para 22,0 por 100 mil habitantes com Bolsonaro (1,5 por ano) e para 20,0 em 2024 com Lula 3 (1 por ano; 17,6 em 2025, dado preliminar).
A segurança é sobretudo tarefa dos estados, e as mortes violentas de causa indeterminada, que não entram na conta, subiram.
Na Amazônia, foram derrubados em média 11.403 km² por ano com Bolsonaro e 7.104 com Lula 3; com Lula 1 e 2 a média foi alta (15.687), mas em queda de 75% (de 27.772 km² em 2004 para 7.000 em 2010). [cálculo]
Limites desta comparação
Nenhum presidente controla sozinho esses números.
O Congresso aprova leis e orçamento, os estados cuidam da polícia e de boa parte da saúde, o Banco Central decide os juros, e muitos efeitos chegam com atraso: Temer herdou a recessão, e Lula 3 herdou o desemprego em queda.
Num mandato de 4 anos, uma crise de 2 anos pesa metade do período; num de 8 anos, uma crise de 1 ano pesa um oitavo. A comparação com a América Latina ajuda, mas o Brasil é a maior economia da região e pesa na média dela.
Os dados de 2025 e 2026 ainda serão revistos. Por isso esta página não dá nota: os números informam, mas não decidem sozinhos quem governou melhor.
Confronto direto
PT x Bolsonaro, no tempo de cada um
O PT governou cerca de 17 anos (Lula de 2003 a 2010, Dilma de 2011 a 12/05/2016 e Lula desde 2023). Jair Bolsonaro governou 4 anos (2019 a 2022), dois deles na pandemia. Para comparar tempos tão diferentes, cada linha mostra a média por ano. Também mostramos Bolsonaro sem 2020 e 2021, para ver o peso da pandemia, e, na conclusão, o PT sem a recessão de 2015 e 2016, além da América Latina ou do mundo nos mesmos anos, que passaram pelas mesmas crises.
No tempo de cada um, o PT foi melhor em salário mínimo, preço da comida, peso das dívidas das famílias, pobreza, fome, desmatamento, mortalidade infantil e esperança de vida, e a economia cresceu mais em número bruto. Bolsonaro foi melhor em homicídios, dívida, juros e investimento, e com ele o desemprego caiu mais rápido. Na saúde, o gasto público e os leitos do SUS subiram mais com Bolsonaro, por causa da covid; sem 2020 e 2021, o gasto cresceu mais com o PT, e os leitos caíram nos dois. Nos impostos, os dois quase não mexeram no nível, que já era alto: o PT somado subiu menos, mas o maior nível da série é o de agora, com Lula 3. A bolsa subiu mais com o PT somado; com Bolsonaro, o bom 2019 foi apagado sobretudo pela queda de 2021. Comparado com a América Latina nos mesmos anos, o crescimento empata. Sem os anos de crise, os dois melhoram: Bolsonaro sem a pandemia (2020 e 2021) cresce 2,15% ao ano em vez de 1,45% (a América Latina, 2,25% em vez de 1,3%); o PT sem a recessão de 2015 e 2016 cresce 3,4% em vez de 2,8% (a América Latina, 3,3%), e a dívida passa de alta a queda. A diferença é que a pandemia atingiu o mundo todo, e a recessão de 2015 e 2016 foi bem mais forte no Brasil (−3,5% e −3,3%) do que na média da América Latina (+0,4% e −0,8%). O preço das matérias-primas também pesou: subiu com Lula 1 e 2, caiu com Dilma, sobretudo em 2015, subiu com Bolsonaro em 2021 e 2022 e voltou a cair com Lula 3. Na comida, o choque de fora foi maior nos anos de Bolsonaro: o preço mundial dos alimentos em reais subiu mais de quatro vezes mais rápido que nos anos do PT. E o peso das dívidas das famílias, que subiu rápido com Bolsonaro, está hoje no maior nível da série, com Lula 3 e juros de 15%. E o PT somado esconde duas histórias: Lula cresceu perto do mundo e, nos dois primeiros mandatos, fortaleceu o real; Dilma teve recessão, inflação alta e o dólar dobrando. [cálculo]
Crescimento da economia (PIB), % ao ano
América Latina: 3,1% nos anos do PT e 1,3% nos de Bolsonaro. Mundo: 3,8% e 2,7%.
Quem foi melhor: PT no número bruto (diferença média). Descontada a região, empate (pequena): o Brasil ficou 0,2 ponto abaixo da América Latina com o PT e 0,2 acima com Bolsonaro.
Renda por pessoa (PIB por habitante), % ao ano
América Latina: 1,9% e 0,5%.
Quem foi melhor: PT no número bruto (grande). Contra a região, os dois ficaram acima; Bolsonaro um pouco mais (pequena).
Investimento (formação bruta de capital fixo), pontos do PIB por ano
Média de 18,4% do PIB com o PT e 16,9% com Bolsonaro; sem as plataformas de petróleo, a variação de Bolsonaro fica entre +0,55 e +0,72. América Latina: +0,01 e +0,27. O investimento subiu com Lula 1 e 2 (de 17,9% para 20,5% do PIB), despencou com Dilma na recessão (15,5% em 2016) e voltou a subir com Bolsonaro (de 15,1% para 17,8%). Parte da alta de 2020 e 2021 veio de plataformas de petróleo registradas como investimento pelo regime Repetro, cerca de 0,6 ponto do PIB por ano, pela nossa conta sobre as tabelas do IBGE; com Lula 3, a taxa caiu para 16,8% em 2025.
Quem foi melhor: Bolsonaro (grande): o investimento subiu com ele e caiu no PT somado, mesmo descontando as plataformas de petróleo. Mas ele partiu de perto do menor nível da série, e o PT investiu mais na média (18,4% contra 16,9% do PIB).
Salário mínimo acima da inflação, % ao ano
Com Bolsonaro, −0,3% ou +0,3% conforme o método. Em 2022 o mínimo repôs quase toda a perda de 2021, ano de inflação de 10%.
Quem foi melhor: PT (grande).
Inflação (IPCA), % ao ano
Mundo, dezembro a dezembro: 4,1% e 5,5%.
Quem foi melhor: Empate no número bruto (pequena). Contra o mundo, Bolsonaro (grande): o PT ficou 1,9 ponto acima da inflação mundial; Bolsonaro, 0,6.
Juros (Selic média), % ao ano
Descontada a inflação: 6,7% com o PT, 0,3% com Bolsonaro e 3,9% sem 2020 e 2021.
Quem foi melhor: Juros mais baixos com Bolsonaro (grande). Em 2020 e 2021 o juro ficou abaixo da inflação. Desde 2021 o Banco Central decide os juros com autonomia.
Dívida do governo, pontos do PIB por ano
Quem foi melhor: Bolsonaro (grande), com ajuda da inflação e das matérias-primas caras de 2021 e 2022.
Carga de impostos, pontos do PIB por ano
Média de 31,9% do PIB com o PT e 31,7% com Bolsonaro. América Latina: +0,25 e +0,09. Os impostos já eram altos em 2002 (31,4% do PIB) e o Brasil cobra bem mais que a média da América Latina (cerca de 22%). Cortes e aumentos se alternaram em todos os governos: a CPMF acabou por decisão do Senado em 2007, Dilma desonerou e depois reonerou, Bolsonaro cortou impostos de combustíveis em 2022 e Lula 3 voltou a cobrá-los e taxou fundos, apostas e altas rendas, enquanto isentou quem ganha até R$ 5 mil.
Quem foi melhor: Diferença pequena: os dois quase não mudaram o nível. O PT somado subiu menos, mas a média junta Lula 1 e Lula 3, que subiram, com Lula 2 e Dilma, que baixaram; com Lula 3 a carga chegou ao maior nível da série.
Dólar, variação por ano
Com o PT: caiu 53% com Lula 1 e 2, subiu 108% com Dilma e 5,5% com Lula 3 até 2025. Vizinhos, na média anual: com Lula 1 e 2, real −40%, peso chileno −26%, colombiano −24%, sol peruano −20%, peso mexicano +31%; com Dilma, real +98%, colombiano +61%, mexicano +48%, chileno +33%, sol +19%; com Bolsonaro, real +41%, colombiano +44%, chileno +36%, sol +17%, mexicano +5%.
Quem foi melhor: O dólar subiu menos na média do PT somado (grande), mas a média junta o real forte de Lula 1 e 2, mais forte que o dos vizinhos, e o dólar dobrando com Dilma, mais que nos vizinhos. Com Bolsonaro, a alta veio quase toda em 2020, parecida com a de Chile e Colômbia.
Bolsa (Ibovespa), % ao ano, em reais
Em dólares: +12,3% com o PT, −1,9% com Bolsonaro e +19,0% sem 2020 e 2021. Acima da inflação: +6,1% com o PT e −0,4% com Bolsonaro. A bolsa reage ao mundo, aos juros e ao preço das matérias-primas tanto quanto ao governo: subiu muito em 2003 a 2007, com o mundo crescendo, e caiu em 2008, 2015 e março de 2020.
Quem foi melhor: PT somado (grande), puxado por Lula 1 e Lula 3; com Dilma a bolsa caiu 24%. Com Bolsonaro, subiu 31,6% em 2019, despencou em março de 2020 e fechou o ano 2,9% acima, mas caiu 11,9% em 2021, e o ganho do mandato ficou abaixo da inflação.
Desemprego, pontos por ano
América Latina: −0,23 e −0,25.
Quem foi melhor: Bolsonaro (grande): caiu mais rápido, mas a partir dos 12,3% que herdou. O nível médio foi menor com o PT: 8,5% contra 12,0%.
Pobreza extrema, pontos por ano
Quem foi melhor: PT (média). Com Bolsonaro, a pobreza despencou em 2020 com o auxílio emergencial, voltou a subir em 2021 e caiu de novo em 2022, com o Auxílio Brasil de R$ 600.
Desigualdade (Gini, 0 a 100), variação por ano
Quem foi melhor: Empate (pequena): caiu nos dois. Com Bolsonaro, oscilou com o auxílio emergencial (48,8 em 2020, 52,9 em 2021).
Fome (FAO, média de 3 anos)
Com o PT, de 9,1% (2001 a 2003) para menos de 2,5% (de 2011 a 2013 em diante) e de novo abaixo de 2,5% com Lula 3 (2023 a 2025). Com Bolsonaro, de menos de 2,5% para 3,5% (2020 a 2022). A FAO revisa a série todo ano; usamos a revisão de 2026, a mesma do gráfico.
Quem foi melhor: PT (grande). Ressalvas: as médias de três anos misturam governos; a alta com Bolsonaro veio na pandemia, que elevou a fome no mundo, mas foi maior que nos vizinhos, e pesou o auxílio menor de 2021; a queda com o PT veio com a fome caindo também nos vizinhos, mas mais devagar que no Brasil. [cálculo]
Homicídios por 100 mil habitantes, variação por ano
O nível médio também foi menor com Bolsonaro: 22,6 contra 26,2. As mortes violentas de causa indeterminada, que não entram na conta, subiram 70% de 2017 para 2019 e seguiram altas com Lula 3; mesmo somando todas, a taxa caiu.
Quem foi melhor: Bolsonaro (grande). A queda começou em 2018, com Temer, e seguiu com Lula 3. A polícia é sobretudo dos estados.
Desmatamento na Amazônia, variação da área derrubada por ano, km²
Área média derrubada por ano: 10.865 km² com o PT e 11.403 com Bolsonaro. O ano do Inpe vai de agosto a julho, então 2019 e 2023 dividem meses entre dois governos.
Quem foi melhor: PT (grande): caiu com Lula 1 e 2 e com Lula 3, ficou estável com Dilma e subiu com Bolsonaro.
Mortalidade infantil, mortes por mil nascidos, variação por ano
América Latina: −0,62 e −0,25.
Quem foi melhor: PT (grande). Quanto mais baixa a taxa, mais devagar ela cai; na região também desacelerou.
Esperança de vida, anos ganhos por ano
América Latina: +0,28 e −0,10.
Quem foi melhor: PT (grande). Com Bolsonaro, a covid derrubou a esperança de vida de 75,8 anos (2019) para 73,0 (2021).
Gasto público com saúde por habitante, acima da inflação, % ao ano
Em % do PIB, a América Latina subiu 0,08 ponto por ano nos anos do PT e 0,04 nos de Bolsonaro; o Brasil, 0,02 e 0,09. Gasto e leitos não medem sozinhos a qualidade da saúde: nos anos do PT o SUS teve menos leitos por habitante e gasto abaixo da média da região, mas a mortalidade infantil e a esperança de vida melhoraram muito; com Bolsonaro, o gasto subiu na pandemia e a esperança de vida caiu por causa da covid. A saúde é dividida entre União, estados e municípios.
Quem foi melhor: O gasto cresceu mais rápido com Bolsonaro (diferença média), mas por causa da covid; sem 2020 e 2021, cresceu mais com o PT.
Leitos de internação do SUS por mil habitantes, variação por ano (desde 2005)
Quem foi melhor: Bolsonaro (média), por causa dos leitos abertos na pandemia; fora dela, os leitos caíram nos dois.
Comida em casa (IPCA, alimentação no domicílio), % ao ano
Preço mundial dos alimentos (FAO), convertido em reais: +4,7% ao ano nos anos do PT e +21,6% nos de Bolsonaro (em dólar, +3,7% e +11,4%). Alimentos na América Latina (mediana dos países): 4,4% e 5,7% ao ano. Inflação geral no Brasil: 6,0% e 6,2%. Por fase: Lula 1, 2,4%; Lula 2, 8,7%; Dilma, 8,7%; Lula 3, 3,0% (3,4% de janeiro a agosto de 2026). IBGE e Banco Central apontam sobretudo causas de fora do governo (clima, dólar e preço mundial), mas também a dúvida sobre as contas públicas, que ajudou a subir o dólar nos dois governos, e o auxílio emergencial em 2020.
Quem foi melhor: PT (média). Com o PT, a comida em casa subiu quase igual à inflação geral; com Bolsonaro, quase o dobro dela, num tempo de dólar alto, pandemia, seca e guerra, em que o preço mundial da comida em reais subiu mais de quatro vezes mais rápido. Contra a América Latina, o Brasil ficou acima nos dois: 2,3 pontos por ano com o PT e 4,3 com Bolsonaro.
Parte da renda das famílias que vai para pagar dívidas com bancos, pontos por ano (desde 2005)
Nível médio, em dezembro de cada ano: 23,0% da renda com o PT e 24,4% com Bolsonaro. A dívida total com os bancos subiu 1,5 ponto da renda por ano com o PT e 2,5 com Bolsonaro. O maior nível da série é o de agora: 28,7% da renda em julho de 2026, com a Selic em 15%; Lula 3 herdou o recorde anterior (27,6% em dezembro de 2022). A inadimplência nos bancos também bateu recorde em 2026 (6,0% do crédito às pessoas), mas o Banco Central atribui cerca de 70% da alta até junho de 2025 a novas regras de contabilidade.
Quem foi melhor: PT somado (grande): o peso das dívidas subiu devagar no PT somado e rápido com Bolsonaro, sobretudo em 2021 e 2022, com os juros subindo de 2% para 13,75%. Mas a média junta Lula 2, quando subiu rápido, e Dilma, quando caiu; e o peso mais alto da série é o de agora, com Lula 3.
(r): inclui a recuperação de 2022, depois do tombo da pandemia, e por isso exagera para melhor. Diferença pequena: os números ficam perto, dentro do sobe e desce normal de um ano. Grande: um lado tem mais que o dobro do resultado do outro, ou um melhora enquanto o outro piora. Média: entre as duas. [cálculo]
Como somamos e como atribuímos cada resultado
PT somado: média de todos os anos com dado de Lula 1 e 2 (2003 a 2010), de Dilma (2011 a 2015, mais 2016 com peso de 36%, a parte do ano até 12/05) e de Lula 3 (2023 a 2025; 2026 ainda não fechou). Isso dá cerca de 16,4 anos com dado e é o mesmo que uma média das três fases ponderada pelo tempo de cada uma. Bolsonaro: 2019 a 2022. Nos números que medem mudança (desemprego, pobreza, dívida, impostos, investimento, homicídios, desmatamento, mortalidade infantil, esperança de vida e leitos), somamos a variação de cada ano e dividimos pelo número de anos. O salário mínimo, o dólar e a bolsa usam a taxa média por ano, com juros sobre juros; o gasto com saúde, a média simples do crescimento de cada ano. A dívida usa a metodologia antiga do Banco Central até 2006. A comida usa a média simples da alta de cada ano, de dezembro a dezembro; o preço mundial em reais multiplica o índice de preços dos alimentos da FAO pela média do dólar de cada ano. O peso das dívidas das famílias soma a variação de cada ano, de dezembro a dezembro, desde 2005 (para Lula 1, só 2006). O dólar usa o valor do fim de cada ano e, para Dilma, o de 11/05/2016; a comparação com outros países usa a média anual do Banco Mundial. [cálculo]
Como atribuímos resultados a cada governo
- Cada governo responde pelos anos dele, do dia da posse ao último dia. Em 2016, Dilma responde até 12 de maio e Temer depois.
- O ponto de partida é herança, não mérito nem culpa. Contamos o que mudou durante o mandato, não o nível que o governo recebeu.
- Comparamos por ano de mandato, para que 4 anos e 17 anos possam ser postos lado a lado.
- O que vem de fora pesa e aparece ao lado: preço das matérias-primas, crise de 2008, pandemia, guerra, clima. Quando dá, comparamos com a América Latina e o mundo nos mesmos anos.
- O presidente não governa sozinho. O Congresso aprova leis e orçamento, os estados cuidam da polícia e de boa parte da saúde, e o Banco Central decide os juros com autonomia desde 2021.
- Problemas de décadas, como violência, saúde, desmatamento e dívida, aparecem com a linha do tempo inteira, para que ninguém seja culpado pelo que aconteceu antes ou depois do seu mandato.
- Um fato só pesa contra um governo quando houve decisão ou omissão dele, com fonte.
Escolha um indicador
Ano a ano, desde 2002
Dados oficiais. As faixas numeradas marcam crises e ventos a favor que pesam sobre qualquer governo.
Quanto a economia cresceu a cada ano
Quanto os preços subiram no ano
Parte de quem quer trabalhar e não acha emprego
Parte da população que vive com menos de US$ 3 por dia
Parte da população que não come o suficiente (FAO)
Quanto o salário mínimo subiu acima da inflação
Quanto o governo deve, comparado ao tamanho da economia
Assassinatos para cada 100 mil habitantes
Área de floresta derrubada na Amazônia no ano
Preço mundial das matérias-primas que o Brasil vende (contexto, não é mérito de governo)
Crescimento real. A linha tracejada é a média mundial do FMI (2025 estimativa, 2026 projeção). Toque em um ano para ver o valor. As faixas numeradas marcam o contexto de cada período, explicado abaixo.
Ver os números em tabela
| Ano | Brasil | Média do mundo |
|---|---|---|
| 2002 | 3,1 | 2,8 |
| 2003 | 1,1 | 3,8 |
| 2004 | 5,8 | 5,3 |
| 2005 | 3,2 | 4,7 |
| 2006 | 4 | 5,3 |
| 2007 | 6,1 | 5,4 |
| 2008 | 5,1 | 2,9 |
| 2009 | −0,1 | −0,4 |
| 2010 | 7,5 | 5,3 |
| 2011 | 4 | 4,1 |
| 2012 | 1,9 | 3,4 |
| 2013 | 3 | 3,4 |
| 2014 | 0,5 | 3,6 |
| 2015 | −3,5 | 3,4 |
| 2016 | −3,3 | 3,2 |
| 2017 | 1,3 | 3,8 |
| 2018 | 1,7 | 3,6 |
| 2019 | 1,3 | 3 |
| 2020 | −3,3 | −2,7 |
| 2021 | 4,8 | 6,7 |
| 2022 | 3 | 3,8 |
| 2023 | 3,2 | 3,3 |
| 2024 | 3,4 | 3,4 |
| 2025 | 2,3 | 3,4 |
| 2026 | 1,9 1º semestre | 3,1 |
Dezembro contra dezembro, no Brasil e no mundo (FMI). Em 2026, o Brasil mostra 12 meses até agosto, e o mundo, a projeção do FMI. Toque em um ano para ver o valor. As faixas numeradas marcam o contexto de cada período, explicado abaixo.
Ver os números em tabela
| Ano | Brasil | Mundo, dezembro a dezembro |
|---|---|---|
| 2002 | 12,5 | 4,1 |
| 2003 | 9,3 | 3,6 |
| 2004 | 7,6 | 4,1 |
| 2005 | 5,7 | 3,9 |
| 2006 | 3,1 | 3,8 |
| 2007 | 4,5 | 5,2 |
| 2008 | 5,9 | 4,6 |
| 2009 | 4,3 | 3,2 |
| 2010 | 5,9 | 4,2 |
| 2011 | 6,5 | 4,7 |
| 2012 | 5,8 | 3,9 |
| 2013 | 5,9 | 3,2 |
| 2014 | 6,4 | 2,8 |
| 2015 | 10,7 | 2,8 |
| 2016 | 6,3 | 3 |
| 2017 | 3 | 3,3 |
| 2018 | 3,8 | 3,6 |
| 2019 | 4,3 | 3,9 |
| 2020 | 4,5 | 3 |
| 2021 | 10,1 | 6,3 |
| 2022 | 5,8 | 8,9 |
| 2023 | 4,6 | 6,1 |
| 2024 | 4,8 | 5 |
| 2025 | 4,3 | 4 |
| 2026 | 4,2 12 meses até agosto | 4,4 |
Linha cheia: estimativa da OIT, a única série comparável desde 2002. Tracejada: IBGE, que só existe desde 2012. Em 2026, o trimestre até agosto marca 5,3%. Toque em um ano para ver o valor. As faixas numeradas marcam o contexto de cada período, explicado abaixo.
Ver os números em tabela
| Ano | Brasil | IBGE (só existe desde 2012) |
|---|---|---|
| 2002 | 10,6 | sem dado |
| 2003 | 11,2 | sem dado |
| 2004 | 10,1 | sem dado |
| 2005 | 10,6 | sem dado |
| 2006 | 9,7 | sem dado |
| 2007 | 9,3 | sem dado |
| 2008 | 8,3 | sem dado |
| 2009 | 9,4 | sem dado |
| 2010 | 8,4 | sem dado |
| 2011 | 7,6 | sem dado |
| 2012 | 7,2 | 6,9 |
| 2013 | 7,1 | 6,2 |
| 2014 | 6,8 | 6,6 |
| 2015 | 8,5 | 9,1 |
| 2016 | 11,6 | 12,1 |
| 2017 | 12,8 | 11,9 |
| 2018 | 12,3 | 11,7 |
| 2019 | 11,9 | 11,1 |
| 2020 | 13,7 | 14,2 |
| 2021 | 13,2 | 11,1 |
| 2022 | 9,2 | 7,9 |
| 2023 | 8 | 7,4 |
| 2024 | 6,8 | 6,2 |
| 2025 | 6 | 5,1 |
| 2026 | sem dado | sem dado |
Banco Mundial, linha de US$ 3 por dia, em dólares de poder de compra de 2021. Há troca de pesquisa em 2012 e não há dado de 2010 (ano do Censo). Toque em um ano para ver o valor. As faixas numeradas marcam o contexto de cada período, explicado abaixo.
Ver os números em tabela
| Ano | Brasil |
|---|---|
| 2002 | 16,2 |
| 2003 | 17,1 |
| 2004 | 15,3 |
| 2005 | 13,7 |
| 2006 | 11,4 |
| 2007 | 10,8 |
| 2008 | 9,1 |
| 2009 | 8,4 |
| 2010 | sem dado |
| 2011 | 7,1 |
| 2012 | 6,4 |
| 2013 | 5,4 |
| 2014 | 4,8 |
| 2015 | 5,4 |
| 2016 | 6,5 |
| 2017 | 7 |
| 2018 | 6,9 |
| 2019 | 7 |
| 2020 | 2,8 |
| 2021 | 7,5 |
| 2022 | 4,8 |
| 2023 | 3,8 |
| 2024 | 3 |
| 2025 | sem dado |
| 2026 | sem dado |
Média de três anos, posta no ano do meio. “Menos de 2,5” é a linha do Mapa da Fome. A FAO revisa a série inteira todo ano: no relatório de 2025, a média de 2022 a 2024 ficou abaixo de 2,5% e o Brasil saiu do Mapa; na revisão de 2026, esse mesmo período passou a 2,7%, e a média de 2023 a 2025 ficou abaixo de 2,5%. O gráfico usa a revisão mais recente. Toque em um ano para ver o valor. As faixas numeradas marcam o contexto de cada período, explicado abaixo.
Ver os números em tabela
| Ano | Brasil |
|---|---|
| 2002 | 9,1 |
| 2003 | 7,6 |
| 2004 | 6,3 |
| 2005 | 5,7 |
| 2006 | 5,1 |
| 2007 | 4,5 |
| 2008 | 4 |
| 2009 | 3,5 |
| 2010 | 3 |
| 2011 | 2,7 |
| 2012 | menos de 2,5 |
| 2013 | menos de 2,5 |
| 2014 | menos de 2,5 |
| 2015 | menos de 2,5 |
| 2016 | menos de 2,5 |
| 2017 | menos de 2,5 |
| 2018 | menos de 2,5 |
| 2019 | menos de 2,5 |
| 2020 | 2,8 |
| 2021 | 3,5 |
| 2022 | 3,4 |
| 2023 | 2,7 |
| 2024 | menos de 2,5 |
| 2025 | sem dado |
| 2026 | sem dado |
[cálculo] Valor de dezembro contra dezembro do ano anterior, descontado o INPC. Toque em um ano para ver o valor. As faixas numeradas marcam o contexto de cada período, explicado abaixo.
Ver os números em tabela
| Ano | Brasil |
|---|---|
| 2002 | −3,2 |
| 2003 | 8,7 |
| 2004 | 2,1 |
| 2005 | 9,8 |
| 2006 | 13,5 |
| 2007 | 3,2 |
| 2008 | 2,6 |
| 2009 | 7,6 |
| 2010 | 3 |
| 2011 | 0,7 |
| 2012 | 7,5 |
| 2013 | 3,3 |
| 2014 | 0,5 |
| 2015 | −2,2 |
| 2016 | 4,8 |
| 2017 | 4,3 |
| 2018 | −1,6 |
| 2019 | 0,1 |
| 2020 | −0,7 |
| 2021 | −4,4 |
| 2022 | 4 |
| 2023 | 5 |
| 2024 | 2,1 |
| 2025 | 3,5 |
| 2026 | sem dado |
Banco Central, governo geral, dezembro. A linha tracejada é a metodologia antiga, que dá números mais altos e só existe até 2010; a cheia é a atual, que começa em 2006. Não emende uma na outra: em 2006, a mesma dívida era 64,6% na antiga e 55,5% na atual. Toque em um ano para ver o valor. As faixas numeradas marcam o contexto de cada período, explicado abaixo.
Ver os números em tabela
| Ano | Brasil | Metodologia antiga (até 2010) |
|---|---|---|
| 2002 | sem dado | 76,1 |
| 2003 | sem dado | 71,5 |
| 2004 | sem dado | 68 |
| 2005 | sem dado | 67 |
| 2006 | 55,5 | 64,6 |
| 2007 | 56,7 | 63 |
| 2008 | 56 | 61,4 |
| 2009 | 59,2 | 64,7 |
| 2010 | 51,8 | 62,4 |
| 2011 | 51,3 | sem dado |
| 2012 | 53,7 | sem dado |
| 2013 | 51,5 | sem dado |
| 2014 | 56,3 | sem dado |
| 2015 | 65,5 | sem dado |
| 2016 | 69,8 | sem dado |
| 2017 | 73,7 | sem dado |
| 2018 | 75,3 | sem dado |
| 2019 | 74,4 | sem dado |
| 2020 | 86,9 | sem dado |
| 2021 | 77,3 | sem dado |
| 2022 | 71,7 | sem dado |
| 2023 | 73,8 | sem dado |
| 2024 | 76,3 | sem dado |
| 2025 | 78,6 | sem dado |
| 2026 | 82,9 agosto | sem dado |
[cálculo] Ministério da Saúde (SIM), mesma definição do Atlas da Violência. 2025 é preliminar. Ressalva: as mortes violentas de intenção indeterminada, que não entram na conta, subiram de 9.799 em 2017 para 16.648 em 2019 e 20.979 em 2025 (preliminar); parte pode ser homicídio não classificado. Toque em um ano para ver o valor. As faixas numeradas marcam o contexto de cada período, explicado abaixo.
Ver os números em tabela
| Ano | Brasil |
|---|---|
| 2002 | 27,8 |
| 2003 | 28,4 |
| 2004 | 26,7 |
| 2005 | 25,9 |
| 2006 | 26,5 |
| 2007 | 25,5 |
| 2008 | 26,5 |
| 2009 | 26,9 |
| 2010 | 27,2 |
| 2011 | 26,9 |
| 2012 | 28,9 |
| 2013 | 28,8 |
| 2014 | 30,1 |
| 2015 | 29,2 |
| 2016 | 30,7 |
| 2017 | 32 |
| 2018 | 28,1 |
| 2019 | 21,9 |
| 2020 | 23,8 |
| 2021 | 22,8 |
| 2022 | 22 |
| 2023 | 21,6 |
| 2024 | 20 |
| 2025 | 17,6 preliminar |
| 2026 | sem dado |
Inpe, PRODES. O ano vai de agosto a julho: 2019 inclui cinco meses de Temer, 2023 inclui cinco de Jair. Toque em um ano para ver o valor. As faixas numeradas marcam o contexto de cada período, explicado abaixo.
Ver os números em tabela
| Ano | Brasil |
|---|---|
| 2002 | 21.650 |
| 2003 | 25.396 |
| 2004 | 27.772 |
| 2005 | 19.014 |
| 2006 | 14.286 |
| 2007 | 11.651 |
| 2008 | 12.911 |
| 2009 | 7.464 |
| 2010 | 7.000 |
| 2011 | 6.418 |
| 2012 | 4.571 |
| 2013 | 5.891 |
| 2014 | 5.012 |
| 2015 | 6.207 |
| 2016 | 7.893 |
| 2017 | 6.947 |
| 2018 | 7.536 |
| 2019 | 10.129 |
| 2020 | 10.851 |
| 2021 | 13.038 |
| 2022 | 11.594 |
| 2023 | 9.064 |
| 2024 | 6.518 |
| 2025 | 5.731 |
| 2026 | sem dado |
Linha cheia: preço mundial das matérias-primas (Banco Mundial), descontada a inflação do dólar. Tracejada: quanto o que o Brasil vende compra lá fora (termos de troca, Funcex). Quando sobem, ajudam qualquer governo. Toque em um ano para ver o valor. As faixas numeradas marcam o contexto de cada período, explicado abaixo.
Ver os números em tabela
| Ano | Mundo | Poder de compra das exportações do Brasil |
|---|---|---|
| 2002 | 49,5 | 85,8 |
| 2003 | 55 | 84,8 |
| 2004 | 64,1 | 86,2 |
| 2005 | 80,7 | 86,9 |
| 2006 | 91,4 | 91,5 |
| 2007 | 97,3 | 94,8 |
| 2008 | 118 | 98,2 |
| 2009 | 83,8 | 95,1 |
| 2010 | 100 | 110,9 |
| 2011 | 117,1 | 119,1 |
| 2012 | 114,3 | 112,6 |
| 2013 | 110,8 | 109,6 |
| 2014 | 103,9 | 105,9 |
| 2015 | 72,7 | 93,6 |
| 2016 | 67,7 | 95,8 |
| 2017 | 76,1 | 101,3 |
| 2018 | 86,4 | 100 |
| 2019 | 79,8 | 100,1 |
| 2020 | 64,4 | 100,7 |
| 2021 | 92,2 | 115,3 |
| 2022 | 121,3 | 107,1 |
| 2023 | 94,7 | 109,7 |
| 2024 | 91,3 | 113 |
| 2025 | 84,8 | 111 |
| 2026 | sem dado | sem dado |
O que estava acontecendo
O contexto de cada período
1Alta das commodities e mundo crescendo2003 a 2008 · contexto ajudou
Contexto ajudou · 2003 a 2008
O preço mundial das matérias-primas, descontada a inflação do dólar, saiu de 49,5 (2002) para 91,4 (2006) e teve pico em 2008 (Banco Mundial, 2010 = 100); o PIB mundial cresceu 4,8% ao ano em 2003-2006.
Mas os termos de troca do Brasil ficaram abaixo da média em todo o primeiro mandato, porque o petróleo importado também subiu.
2Crise financeira global2009 · contexto atrapalhou
Contexto atrapalhou · 2009
Em 2009 o PIB mundial caiu 0,4% e o da América Latina 2,3%. O Brasil ficou em −0,1% e voltou a 7,5% em 2010.
3Termos de troca no pico2011 · contexto ajudou
Contexto ajudou · 2011
Os termos de troca do Brasil chegaram a 119,1 em 2011, o ponto mais alto da série recente. Depois começou a queda das commodities e a desaceleração da China.
4Fim do boom e crise política2015 a 2016 · contexto atrapalhou
Contexto atrapalhou · 2015 a 2016
O preço mundial das matérias-primas caiu 30% em 2015, descontada a inflação do dólar (37% sem descontar) [cálculo]; a América Latina estagnou em 2015 (0,4%) e recuou em 2016 (−0,8%).
Em 2016 vieram o impeachment e a emergência do zika.
5Greve dos caminhoneiros2018 · contexto atrapalhou
Contexto atrapalhou · 2018
Em maio de 2018, a greve derrubou a produção industrial em 10,9% no mês.
6Pandemia de covid-19 e crise hídrica2020 a 2021 · contexto atrapalhou
Contexto atrapalhou · 2020 a 2021
A OMS declarou a pandemia em 11/03/2020 e só encerrou a emergência internacional em 05/05/2023. No Brasil, a covid matou cerca de 213 mil pessoas em 2020 e 425 mil em 2021, os dois anos mais duros.
O PIB mundial caiu 2,7% e o da América Latina 6,9% em 2020; o do Brasil caiu 3,3%, menos que a região. Em setembro de 2021 veio a crise hídrica, com bandeira de escassez na conta de luz.
7Guerra na Ucrânia e commodities em alta2022 · contexto misto
Contexto misto · 2022
Atrapalhou: guerra na Ucrânia a partir de fevereiro de 2022, com inflação mundial de 8,9% (dezembro contra dezembro).
Ajudou: o preço mundial das matérias-primas, descontada a inflação do dólar, subiu de 64,4 (2020) para 121,3 (2022).
8El Niño, dengue, enchentes no RS e tarifa dos EUA2023 a 2025 · contexto misto
Contexto misto · 2023 a 2025
Atrapalhou: commodities em queda desde o pico de 2022 (de 121,3 para 84,8 em 2025, descontada a inflação do dólar), El Niño forte em 2023-2024, a maior epidemia de dengue já registrada nas Américas em 2024, enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024 e tarifa de 50% dos EUA sobre parte das exportações, com exceções, a partir de agosto de 2025.
Ajudou: termos de troca ainda acima da média (109,7 a 113,0).
Os números de cada mandato
Governo por governo
contexto ajudouatrapalhoumisto
Lula 1
2003-2006Contexto do períodoAjudou: economia mundial forte (PIB mundial médio de 4,8% ao ano, FMI) e início do ciclo de alta das commodities (o preço mundial das matérias-primas, descontada a inflação do dólar, passou de 49,5 em 2002 para 91,4 em 2006, Banco Mundial, 2010 = 100). Atrapalhou no começo: herança da crise de confiança de 2002, com IPCA de 12,53% em 2002, Selic meta de 25% no fim de 2002 e dívida bruta de 76,1% do PIB (metodologia antiga). Os termos de troca do Brasil ficaram abaixo da média 2002-2025 em todo o período (85 a 92, Funcex), porque o petróleo e outros importados também encareceram.
Ajudou: economia mundial forte (PIB mundial médio de 4,8% ao ano, FMI) e início do ciclo de alta das commodities (o preço mundial das matérias-primas, descontada a inflação do dólar, passou de 49,5 em 2002 para 91,4 em 2006, Banco Mundial, 2010 = 100).
Atrapalhou no começo: herança da crise de confiança de 2002, com IPCA de 12,53% em 2002, Selic meta de 25% no fim de 2002 e dívida bruta de 76,1% do PIB (metodologia antiga).
Os termos de troca do Brasil ficaram abaixo da média 2002-2025 em todo o período (85 a 92, Funcex), porque o petróleo e outros importados também encareceram.
PIB, média anualmundo: 4,78%contexto ajudou3,53%
3,53% mundo: 4,78%
Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.
Contexto ajudou
Mundo crescendo 4,8% ao ano e commodities em alta ajudaram. Mesmo assim o Brasil cresceu menos que a média mundial.
Inflação, média anualIPCAcontexto atrapalhou6,43%
6,43% IPCA
Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.
Contexto atrapalhou
Herdou inflação de 12,5% e juro de 25% da crise de confiança de 2002. A queda da inflação conta a favor do governo, mas o ponto de partida era excepcional.
Desemprego2002 a 2006, OITcontexto ajudou10,6 → 9,7%
10,6 → 9,7% 2002 a 2006, OIT
Por ano de mandato: -0,2 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.
Contexto ajudou
O crescimento mundial e das commodities puxou o emprego.
Extrema pobreza2002 a 200616,2 → 11,4%
16,2 → 11,4% 2002 a 2006
Por ano de mandato: -1,2 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPC+38,3%
+38,3% dezembro a dezembro, INPC
Somando os reajustes do período, o ganho foi de +25,3%. Por ano de mandato: +8,4% ao ano [cálculo].
Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Dívida bruta, % do PIBdez/2002 a dez/2006, metodologia antiga (na nova, 55,5 em 2006)contexto ajudou76,1 → 64,6
76,1 → 64,6 dez/2002 a dez/2006, metodologia antiga (na nova, 55,5 em 2006)
Por ano de mandato: -2,9 pontos do PIB [cálculo].
Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.
Contexto ajudou
Crescimento e preços altos de exportação ajudaram a arrecadação.
Homicídios por 100 mil2002 a 200627,8 → 26,5
27,8 → 26,5 2002 a 2006
Por ano de mandato: -0,3 por 100 mil [cálculo].
Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Desmatamento, médiapor ano, PRODES21.617 km²
21.617 km² por ano, PRODES
Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,2contexto atrapalhou87,3
87,3 termos de troca; média 2002-2025: 101,2
Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.
Contexto atrapalhou
Abaixo da média: o que o Brasil vende comprava menos importações.
Lula 2
2007-2010Contexto do períodoAjudou: preços de commodities altos (pico em 2008 e nova alta em 2010) e termos de troca em alta, chegando a 110,9 em 2010 (Funcex). Atrapalhou: a crise financeira global, que o FMI descreveu como uma escalada dramática em setembro de 2008 que provocou contração sem precedentes da atividade e do comércio; em 2009 o PIB mundial caiu 0,4% e o da América Latina 2,3% (FMI), e o do Brasil ficou em -0,1%, voltando a 7,5% em 2010 (IBGE).
Ajudou: preços de commodities altos (pico em 2008 e nova alta em 2010) e termos de troca em alta, chegando a 110,9 em 2010 (Funcex).
Atrapalhou: a crise financeira global, que o FMI descreveu como uma escalada dramática em setembro de 2008 que provocou contração sem precedentes da atividade e do comércio; em 2009 o PIB mundial caiu 0,4% e o da América Latina 2,3% (FMI), e o do Brasil ficou em -0,1%, voltando a 7,5% em 2010 (IBGE).
PIB, média anualmundo: 3,30%contexto misto4,65%
4,65% mundo: 3,30%
Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.
Contexto misto
Commodities altas ajudaram; a crise de 2008 derrubou 2009. A média de 4,65% inclui o salto de 7,5% em 2010.
Inflação, média anualIPCA5,14%
5,14% IPCA
Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Desemprego2006 a 2010, OITcontexto misto9,7 → 8,4%
9,7 → 8,4% 2006 a 2010, OIT
Por ano de mandato: -0,3 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.
Contexto misto
Commodities ajudaram; a crise de 2008 atrapalhou por alguns meses.
Extrema pobreza2006 a 200911,4 → 8,4%
11,4 → 8,4% 2006 a 2009
Por ano de mandato: -1,0 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPC+17,4%
+17,4% dezembro a dezembro, INPC
Somando os reajustes do período, o ganho foi de +22,7%. Por ano de mandato: +4,1% ao ano [cálculo].
Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Dívida bruta, % do PIBdez/2006 a dez/2010contexto ajudou55,5 → 51,8
55,5 → 51,8 dez/2006 a dez/2010
Por ano de mandato: -0,9 ponto do PIB [cálculo].
Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.
Contexto ajudou
Crescimento e preços altos de exportação ajudaram a arrecadação.
Homicídios por 100 mil2006 a 201026,5 → 27,2
26,5 → 27,2 2006 a 2010
Por ano de mandato: +0,2 por 100 mil [cálculo].
Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Desmatamento, médiapor ano, PRODES9.756 km²
9.756 km² por ano, PRODES
Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,299,8
99,8 termos de troca; média 2002-2025: 101,2
Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.
Perto da média: nem ajudou nem atrapalhou.
Dilma 1
2011-2014Contexto do períodoAjudou: termos de troca no ponto mais alto da série recente (pico de 119,1 em 2011, Funcex) e commodities ainda acima da média 2002-2025 em todos os anos. Atrapalhou: começo da queda das commodities depois de 2011 (de 117,1 em 2011 para 103,9 em 2014, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial), desaceleração da China (de 10,6% em 2010 para 7,5% em 2014, FMI) e da América Latina (de 6,1% em 2010 para 1,3% em 2014, FMI).
Ajudou: termos de troca no ponto mais alto da série recente (pico de 119,1 em 2011, Funcex) e commodities ainda acima da média 2002-2025 em todos os anos.
Atrapalhou: começo da queda das commodities depois de 2011 (de 117,1 em 2011 para 103,9 em 2014, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial), desaceleração da China (de 10,6% em 2010 para 7,5% em 2014, FMI) e da América Latina (de 6,1% em 2010 para 1,3% em 2014, FMI).
PIB, média anualmundo: 3,62%contexto ajudou2,35%
2,35% mundo: 3,62%
Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.
Contexto ajudou
Termos de troca no pico da série recente. Ainda assim o PIB cresceu menos que o mundo.
Inflação, média anualIPCA6,17%
6,17% IPCA
Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Desemprego2010 a 2014, OITcontexto ajudou8,4 → 6,8%
8,4 → 6,8% 2010 a 2014, OIT
Por ano de mandato: -0,4 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.
Contexto ajudou
Herdou mercado de trabalho aquecido pelo ciclo anterior.
Extrema pobreza2009 a 20148,4 → 4,8%
8,4 → 4,8% 2009 a 2014
Por ano de mandato: -0,7 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPC+12,4%
+12,4% dezembro a dezembro, INPC
Somando os reajustes do período, o ganho foi de +12,1%. Por ano de mandato: +3,0% ao ano [cálculo].
Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Dívida bruta, % do PIBdez/2010 a dez/201451,8 → 56,3
51,8 → 56,3 dez/2010 a dez/2014
Por ano de mandato: +1,1 ponto do PIB [cálculo].
Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Homicídios por 100 mil2010 a 201427,2 → 30,1
27,2 → 30,1 2010 a 2014
Por ano de mandato: +0,7 por 100 mil [cálculo].
Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Desmatamento, médiapor ano, PRODES5.473 km²
5.473 km² por ano, PRODES
Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,2contexto ajudou111,8
111,8 termos de troca; média 2002-2025: 101,2
Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.
Contexto ajudou
Acima da média: o mundo pagava mais pelo que o Brasil vende.
Dilma 2
2015-2016Contexto do períodoAtrapalhou: fim do boom, com o preço mundial das matérias-primas caindo 30% em 2015, descontada a inflação do dólar (de 103,9 para 72,7; 37% sem descontar), e o da energia 45% sem descontar (Banco Mundial); termos de troca de 93,6 em 2015, abaixo da média 2002-2025 (Funcex); América Latina estagnada em 2015 (0,4%) e em recessão em 2016 (-0,8%, FMI). Crise política: a Câmara autorizou o processo de impeachment em 17/04/2016 e o Senado afastou a presidente em 12/05/2016. Saúde: a OMS declarou emergência internacional pelo aumento de microcefalia ligado ao Zika no Brasil em 01/02/2016.
Atrapalhou: fim do boom, com o preço mundial das matérias-primas caindo 30% em 2015, descontada a inflação do dólar (de 103,9 para 72,7; 37% sem descontar), e o da energia 45% sem descontar (Banco Mundial); termos de troca de 93,6 em 2015, abaixo da média 2002-2025 (Funcex); América Latina estagnada em 2015 (0,4%) e em recessão em 2016 (-0,8%, FMI).
Crise política: a Câmara autorizou o processo de impeachment em 17/04/2016 e o Senado afastou a presidente em 12/05/2016.
Saúde: a OMS declarou emergência internacional pelo aumento de microcefalia ligado ao Zika no Brasil em 01/02/2016.
PIB, média anualmundo: 3,30%contexto atrapalhou-3,40%
-3,40% mundo: 3,30%
Anos usados nas médias: 2015, 2016.
Contexto atrapalhou
Fim do boom das commodities e crise política. Um estudo do Ibre/FGV (2018) aponta a política econômica de 2011-2014 como causa principal; outro texto do mesmo instituto (2017) atribui à política só 10% a 30% da queda.
Inflação, média anualIPCA8,48%
8,48% IPCA
Anos usados nas médias: 2015, 2016.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Desemprego2014 a 2016, OITcontexto atrapalhou6,8 → 11,6%
6,8 → 11,6% 2014 a 2016, OIT
Por ano de mandato: +2,4 pontos [cálculo].
Anos usados nas médias: 2015, 2016.
Contexto atrapalhou
Recessão e crise política.
Extrema pobreza2014 a 2016contexto atrapalhou4,8 → 6,5%
4,8 → 6,5% 2014 a 2016
Por ano de mandato: +0,9 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2015, 2016.
Contexto atrapalhou
Recessão.
Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPC+2,5%
+2,5% dezembro a dezembro, INPC
Somando os reajustes do período, o ganho foi de +2,8%. Por ano de mandato: +1,2% ao ano [cálculo].
Anos usados nas médias: 2015, 2016.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Dívida bruta, % do PIBdez/2014 a dez/2016contexto atrapalhou56,3 → 69,8
56,3 → 69,8 dez/2014 a dez/2016
Por ano de mandato: +6,8 pontos do PIB [cálculo].
Anos usados nas médias: 2015, 2016.
Contexto atrapalhou
Recessão derrubou a arrecadação.
Homicídios por 100 mil2014 a 201630,1 → 30,7
30,1 → 30,7 2014 a 2016
Por ano de mandato: +0,3 por 100 mil [cálculo].
Anos usados nas médias: 2015, 2016.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Desmatamento, médiapor ano, PRODES7.050 km²
7.050 km² por ano, PRODES
Anos usados nas médias: 2015, 2016.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,2contexto atrapalhou94,7
94,7 termos de troca; média 2002-2025: 101,2
Anos usados nas médias: 2015, 2016.
Contexto atrapalhou
Abaixo da média: o que o Brasil vende comprava menos importações.
Temer
2017-2018Contexto do períodoAjudou: economia mundial em aceleração (3,8% em 2017 e 3,6% em 2018, FMI), recuperação parcial das commodities (de 67,7 em 2016 para 86,4 em 2018, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial) e inflação mundial baixa (3,3% e 3,6%, FMI). Atrapalhou: herdou a recessão de 2015-2016 e desemprego de 12,1% (PNAD Contínua, 4º tri de 2016); a greve dos caminhoneiros de maio de 2018 derrubou a produção industrial em 10,9% no mês (IBGE).
Ajudou: economia mundial em aceleração (3,8% em 2017 e 3,6% em 2018, FMI), recuperação parcial das commodities (de 67,7 em 2016 para 86,4 em 2018, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial) e inflação mundial baixa (3,3% e 3,6%, FMI).
Atrapalhou: herdou a recessão de 2015-2016 e desemprego de 12,1% (PNAD Contínua, 4º tri de 2016); a greve dos caminhoneiros de maio de 2018 derrubou a produção industrial em 10,9% no mês (IBGE).
PIB, média anualmundo: 3,70%contexto misto1,50%
1,50% mundo: 3,70%
Anos usados nas médias: 2017, 2018.
Contexto misto
Herdou a recessão; o mundo acelerando ajudou; a greve dos caminhoneiros atrapalhou em 2018.
Inflação, média anualIPCA3,35%
3,35% IPCA
Anos usados nas médias: 2017, 2018.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Desemprego2016 a 2018, OITcontexto atrapalhou11,6 → 12,3%
11,6 → 12,3% 2016 a 2018, OIT
Por ano de mandato: +0,4 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2017, 2018.
Contexto atrapalhou
Herdou desemprego de 11,6% (OIT; 12,1% na PNAD Contínua).
Extrema pobreza2016 a 20186,5 → 6,9%
6,5 → 6,9% 2016 a 2018
Por ano de mandato: +0,2 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2017, 2018.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPC+2,7%
+2,7% dezembro a dezembro, INPC
Praticamente sem ganho real: entre -0,3% e +2,7% no mandato, conforme o método. Somando os reajustes do período, o ganho foi de -0,3%. Por ano de mandato: +1,3% ao ano [cálculo].
Anos usados nas médias: 2017, 2018.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Dívida bruta, % do PIBdez/2016 a dez/201869,8 → 75,3
69,8 → 75,3 dez/2016 a dez/2018
Por ano de mandato: +2,7 pontos do PIB [cálculo].
Anos usados nas médias: 2017, 2018.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Homicídios por 100 mil2016 a 201830,7 → 28,1
30,7 → 28,1 2016 a 2018
Por ano de mandato: -1,3 por 100 mil [cálculo].
Anos usados nas médias: 2017, 2018.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Desmatamento, médiapor ano, PRODES7.242 km²
7.242 km² por ano, PRODES
Anos usados nas médias: 2017, 2018.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,2100,7
100,7 termos de troca; média 2002-2025: 101,2
Anos usados nas médias: 2017, 2018.
Perto da média: nem ajudou nem atrapalhou.
Jair Bolsonaro
2019-2022Contexto do períodoAtrapalhou: pandemia de covid-19 (a OMS a caracterizou como pandemia em 11/03/2020), com PIB mundial de -2,7% e da América Latina de -6,9% em 2020 (FMI); crise hídrica de 2021, com bandeira tarifária de escassez hídrica a partir de 01/09/2021; guerra na Ucrânia a partir de fevereiro de 2022 (FMI, abril de 2022: a guerra atrasa a recuperação global e eleva preços de combustíveis e alimentos) e inflação mundial de 8,7% em 2022 na média do ano (8,9% de dezembro a dezembro, FMI). Ajudou: forte alta das commodities em 2021-2022 (de 64,4 em 2020 para 121,3 em 2022, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial), termos de troca de 115,3 em 2021 (Funcex) e juros no menor nível da série do Banco Central (Selic de 2% de 06/08/2020 a 17/03/2021).
Atrapalhou: pandemia de covid-19 (a OMS a caracterizou como pandemia em 11/03/2020), com PIB mundial de -2,7% e da América Latina de -6,9% em 2020 (FMI); crise hídrica de 2021, com bandeira tarifária de escassez hídrica a partir de 01/09/2021; guerra na Ucrânia a partir de fevereiro de 2022 (FMI, abril de 2022: a guerra atrasa a recuperação global e eleva preços de combustíveis e alimentos) e inflação mundial de 8,7% em 2022 na média do ano (8,9% de dezembro a dezembro, FMI).
Ajudou: forte alta das commodities em 2021-2022 (de 64,4 em 2020 para 121,3 em 2022, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial), termos de troca de 115,3 em 2021 (Funcex) e juros no menor nível da série do Banco Central (Selic de 2% de 06/08/2020 a 17/03/2021).
PIB, média anualmundo: 2,70%contexto misto1,45%
1,45% mundo: 2,70%
Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.
Contexto misto
A pandemia derrubou 2020 (−3,3%, menos que a América Latina); as commodities em alta ajudaram em 2021 e 2022.
Inflação, média anualIPCAcontexto atrapalhou6,17%
6,17% IPCA
Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.
Contexto atrapalhou
Crise hídrica em 2021 e guerra na Ucrânia em 2022, com inflação mundial de 8,9% (dezembro contra dezembro). Em 2021, porém, a inflação brasileira (10,1%) ficou 60% acima da mundial (6,3%).
Desemprego2018 a 2022, OITcontexto atrapalhou12,3 → 9,2%
12,3 → 9,2% 2018 a 2022, OIT
Por ano de mandato: -0,8 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.
Contexto atrapalhou
Pandemia. O desemprego terminou abaixo de onde começou.
Extrema pobreza2018 a 2022contexto atrapalhou6,9 → 4,8%
6,9 → 4,8% 2018 a 2022
Por ano de mandato: -0,5 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.
Contexto atrapalhou
A pandemia e a inflação de 2021 pesaram. A queda até 2022 veio de políticas (auxílio emergencial em 2020, Auxílio Brasil de R$ 600 em 2022), não de contexto externo.
Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPCcontexto atrapalhou-1,2%
-1,2% dezembro a dezembro, INPC
Praticamente sem ganho real: entre -1,2% e +1,2% no mandato, conforme o método. Somando os reajustes do período, o ganho foi de +1,2%. Por ano de mandato: -0,3% ao ano [cálculo].
Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.
Contexto atrapalhou
A inflação alta corroeu o reajuste, e o governo não deu ganho real.
Dívida bruta, % do PIBdez/2018 a dez/2022contexto misto75,3 → 71,7
75,3 → 71,7 dez/2018 a dez/2022
Por ano de mandato: -0,9 ponto do PIB [cálculo].
Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.
Contexto misto
A pandemia elevou a dívida em 2020; inflação e commodities ajudaram a baixar em 2021 e 2022.
Homicídios por 100 mil2018 a 202228,1 → 22,0
28,1 → 22,0 2018 a 2022
Por ano de mandato: -1,5 por 100 mil [cálculo].
Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Desmatamento, médiapor ano, PRODES11.403 km²
11.403 km² por ano, PRODES
Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,2contexto ajudou105,8
105,8 termos de troca; média 2002-2025: 101,2
Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.
Contexto ajudou
Acima da média: o mundo pagava mais pelo que o Brasil vende.
Lula 3
2023-2026Contexto do períodoAjudou: termos de troca ainda acima da média 2002-2025 (109,7 a 113,0, Funcex) e economia mundial estável (3,3% a 3,4% ao ano, FMI). Atrapalhou: preços de commodities em queda desde o pico de 2022 (de 121,3 em 2022 para 84,8 em 2025, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial); El Niño forte em 2023-2024 (OMM); enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024 (PIB gaúcho -0,3% no 2º tri de 2024 frente ao 1º, DEE/SPGG-RS); tarifa de 50% dos EUA sobre parte das exportações brasileiras a partir de 06/08/2025, com exceções (Poder360); juros altos, com a Selic em 15% de junho de 2025 a março de 2026, o maior nível desde 2006 (desde 2021 o Banco Central decide os juros com autonomia, Lei Complementar 179/2021). Saúde: em 2024, a maior epidemia de dengue já registrada nas Américas (OPAS), com 6,57 milhões de casos prováveis no Brasil (Ministério da Saúde).
Ajudou: termos de troca ainda acima da média 2002-2025 (109,7 a 113,0, Funcex) e economia mundial estável (3,3% a 3,4% ao ano, FMI).
Atrapalhou: preços de commodities em queda desde o pico de 2022 (de 121,3 em 2022 para 84,8 em 2025, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial); El Niño forte em 2023-2024 (OMM); enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024 (PIB gaúcho -0,3% no 2º tri de 2024 frente ao 1º, DEE/SPGG-RS); tarifa de 50% dos EUA sobre parte das exportações brasileiras a partir de 06/08/2025, com exceções (Poder360); juros altos, com a Selic em 15% de junho de 2025 a março de 2026, o maior nível desde 2006 (desde 2021 o Banco Central decide os juros com autonomia, Lei Complementar 179/2021).
Saúde: em 2024, a maior epidemia de dengue já registrada nas Américas (OPAS), com 6,57 milhões de casos prováveis no Brasil (Ministério da Saúde).
PIB, média anualmundo: 3,37%contexto misto2,97%
2,97% mundo: 3,37%
Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.
Contexto misto
Termos de troca acima da média ajudaram; commodities em queda desde 2022, El Niño, enchentes no RS e a tarifa dos EUA atrapalharam.
Inflação, média anualIPCAcontexto misto4,57%
4,57% IPCA
Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.
Contexto misto
A inflação mundial caiu de 8,9% (2022) para 4,0% (2025), dezembro contra dezembro, o que ajudou; o El Niño pesou nos alimentos. O IPCA ficou abaixo da inflação mundial em 2023 (4,6% contra 6,1%), quase igual em 2024 (4,8% contra 5,0%) e pouco acima em 2025 (4,3% contra 4,0%).
Desemprego2022 a 2025, OITcontexto ajudou9,2 → 6,0%
9,2 → 6,0% 2022 a 2025, OIT
Por ano de mandato: -1,1 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.
Contexto ajudou
Herdou o desemprego em queda desde 2021, na saída da pandemia.
Extrema pobreza2022 a 20244,8 → 3,0%
4,8 → 3,0% 2022 a 2024
Por ano de mandato: -0,9 ponto [cálculo].
Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPC (até 2025)+10,9%
+10,9% dezembro a dezembro, INPC (até 2025)
Somando os reajustes do período, o ganho foi de +11,8%. Por ano de mandato: +3,5% ao ano [cálculo].
Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Dívida bruta, % do PIBdez/2022 a dez/202571,7 → 78,6; 82,9 em ago/2026
71,7 → 78,6; 82,9 em ago/2026 dez/2022 a dez/2025
Por ano de mandato: +2,3 pontos do PIB [cálculo].
Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Homicídios por 100 mil2022 a 202422,0 → 20,0 (17,6 em 2025, preliminar)
22,0 → 20,0 (17,6 em 2025, preliminar) 2022 a 2024
Por ano de mandato: -1,0 por 100 mil [cálculo].
Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Desmatamento, médiapor ano, PRODES7.104 km²
7.104 km² por ano, PRODES
Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.
Sem efeito de contexto marcado neste número.
Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,2contexto ajudou111,2
111,2 termos de troca; média 2002-2025: 101,2
Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.
Contexto ajudou
Acima da média: o mundo pagava mais pelo que o Brasil vende.
Cada ano foi atribuído a um governo (Dilma 2 = 2015-2016; Temer = 2017-2018). Números marcados [cálculo] são contas feitas sobre as séries oficiais. 2026 é parcial. Lula 3 usa 2023-2025 nas médias; os dados parciais de 2026 aparecem no gráfico. Esta seção não tem nota: comparar governos com contextos tão diferentes num número só seria pesar para um lado.
