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Imagem gerada por inteligência artificial: Cafezal em terra vermelha, um rio, palmeiras e um ipê amarelo, com montanhas ao fundo.

Dados oficiais

O Brasil em números

Dados oficiais, ano a ano. Crises no mundo e o preço do que o Brasil exporta ajudam ou atrapalham qualquer presidente.

Imagem gerada por IA (Magnific, modelo Nano Banana Pro): o cafezal, o rio e o ipê representam o país real que os números desta página tentam medir.

Análise

O que os números mostram

Uma leitura dos números abaixo, com médias por ano de mandato e a mesma régua para todos. Toque em cada ponto para ver as contas e as fontes.

Tempo no poder, até outubro de 2026: o PT governou cerca de 17 anos, em três fases. Lula, de 2003 a 2010 (8 anos); Dilma, de 2011 até ser afastada em 12/05/2016 (5 anos e 4 meses); e Lula de novo desde 2023 (3 anos e 9 meses).

Temer governou de maio de 2016 a 2018 (2 anos e 7 meses). Jair Bolsonaro governou de 2019 a 2022 (4 anos), e dois deles, 2020 e 2021, foram os mais duros da pandemia.

Flávio nunca governou: os números de 2019 a 2022 são do governo do pai, cujo legado ele defende. Mais tempo no poder não é mais mérito nem mais culpa.

Por isso usamos médias por ano de mandato e comparamos cada governo com a América Latina e com o mundo nos mesmos anos, que passaram pelas mesmas crises (2009, pandemia, guerra) e pelo mesmo sobe e desce do preço das matérias-primas.

Nas médias, 2016 conta para Dilma, e Lula 3 usa 2023 a 2025.

1CrescimentoComparados com a América Latina nos mesmos anos, Lula e Bolsonaro cresceram um pouco acima da região; Dilma ficou bem abaixo.

Comparados com a América Latina nos mesmos anos, Lula e Bolsonaro cresceram um pouco acima da região; Dilma ficou bem abaixo.

Em média por ano, o PIB cresceu 4,1% com Lula 1 e 2, 0,4% com Dilma, 1,5% com Temer, 1,45% com Bolsonaro e 3,0% com Lula 3.

Na comparação com a América Latina nos mesmos anos, o Brasil ficou 0,2 ponto acima da região com Lula 1 e 2, 0,2 acima com Bolsonaro, 0,6 acima com Lula 3 e cerca de 1,5 abaixo com Dilma.

Contra a média do mundo, Lula 1 e 2 empataram (4,1% contra 4,0%), Bolsonaro ficou 1,25 ponto abaixo (1,45% contra 2,7%) e Lula 3, 0,4 abaixo.

Somando os cerca de 17 anos do PT (2016 conta só até 12/05), a média foi 2,8% ao ano, abaixo da América Latina (3,1%) por causa da recessão de 2015 e 2016; só nos anos de Lula, 3,8% (região: 3,5%). [cálculo]

2EmpregoO desemprego caiu no mesmo ritmo com Bolsonaro e com Lula 3: cerca de 1 ponto por ano.

O desemprego caiu no mesmo ritmo com Bolsonaro e com Lula 3: cerca de 1 ponto por ano.

Pelo IBGE, foi de 11,7% no fim de 2018 para 7,9% no fim de 2022, depois de um pico de 14,9% no início de 2021, na pandemia; e de 7,9% para 5,1% no fim de 2025, o menor da série.

Com Dilma, subiu de 6,9% no fim de 2012 (primeiro dado da pesquisa) para 12,1% no fim de 2016, ano que Temer completou.

Para Lula 1 e 2 não há dado do IBGE nessa pesquisa; a estimativa da OIT mostra queda de 10,6% (2002) para 8,4% (2010).

3RendaO salário mínimo ganhou da inflação com o PT e ficou parado com Bolsonaro; a pobreza extrema caiu com Lula e com Bolsonaro.

O salário mínimo ganhou da inflação com o PT e ficou parado com Bolsonaro; a pobreza extrema caiu com Lula e com Bolsonaro.

Descontada a inflação, o mínimo subiu em média 6,2% ao ano com Lula 1 e 2, 2,4% com Dilma, 1,3% com Temer e 3,5% com Lula 3.

Com Bolsonaro ficou praticamente parado (entre 0,3% de perda e 0,3% de ganho por ano, conforme o método), num período com a inflação alta de 2021.

A pobreza extrema caiu de 16,2% (2002) para 8,4% (2009) com Lula 1 e 2; de 6,9% para 4,8% com Bolsonaro, com a ajuda do auxílio emergencial e do Auxílio Brasil de R$ 600; e para 3,0% em 2024 com Lula 3.

Ela subiu com Dilma 2, na recessão, e com Temer, na saída lenta dela. [cálculo]

4Preços e jurosA inflação mais alta foi com Dilma. Bolsonaro pegou a inflação do mundo subindo; Lula 3, caindo. Os juros foram os mais baixos da série com Bolsonaro e altos com Lula 3.

A inflação mais alta foi com Dilma. Bolsonaro pegou a inflação do mundo subindo; Lula 3, caindo. Os juros foram os mais baixos da série com Bolsonaro e altos com Lula 3.

A inflação média por ano foi de 5,8% com Lula 1 e 2 (a de 2003 ainda herdada da crise de 2002), 6,9% com Dilma, 3,35% com Temer, 6,2% com Bolsonaro e 4,6% com Lula 3.

No mundo, nos mesmos anos, foi de 5,5% no período de Bolsonaro, com pandemia, crise hídrica e guerra, e de 5,0% no de Lula 3.

Os juros básicos (Selic) foram em média 6,4% ao ano com Bolsonaro, com o menor nível da série (2% de agosto de 2020 a março de 2021), e 12,8% com Lula 3, com 15% a partir de junho de 2025, o maior desde 2006.

Desde 2021 quem decide os juros é o Banco Central, que tem autonomia por lei. [cálculo]

5DívidaA dívida do governo caiu com Lula 2 e com Bolsonaro, apesar da pandemia, e subiu com Dilma, Temer e Lula 3.

A dívida do governo caiu com Lula 2 e com Bolsonaro, apesar da pandemia, e subiu com Dilma, Temer e Lula 3.

Em pontos do PIB por ano: queda de 0,9 com Lula 2; alta de 3,0 com Dilma; alta de 2,7 com Temer; queda de 0,9 com Bolsonaro (de 75,3% para 71,7%, depois de um pico de 86,9% em 2020); e alta de 2,3 com Lula 3 (de 71,7% para 78,6% em 2025, e 82,9% em agosto de 2026).

Lula 1 só pode ser medido pela metodologia antiga: queda de 2,9 por ano.

Pesam nessa conta a inflação alta e as matérias-primas caras de 2021 e 2022, que ajudaram a baixar a dívida medida contra o PIB, e os juros altos desde 2023, que a encarecem. [cálculo]

6Violência e AmazôniaOs homicídios caíram com Bolsonaro e seguiram caindo com Lula 3. O desmatamento subiu com Bolsonaro e caiu com Lula.

Os homicídios caíram com Bolsonaro e seguiram caindo com Lula 3. O desmatamento subiu com Bolsonaro e caiu com Lula.

A taxa de homicídios caiu de 28,1 para 22,0 por 100 mil habitantes com Bolsonaro (1,5 por ano) e para 20,0 em 2024 com Lula 3 (1 por ano; 17,6 em 2025, dado preliminar).

A segurança é sobretudo tarefa dos estados, e as mortes violentas de causa indeterminada, que não entram na conta, subiram.

Na Amazônia, foram derrubados em média 11.403 km² por ano com Bolsonaro e 7.104 com Lula 3; com Lula 1 e 2 a média foi alta (15.687), mas em queda de 75% (de 27.772 km² em 2004 para 7.000 em 2010). [cálculo]

Limites desta comparação

Nenhum presidente controla sozinho esses números.

O Congresso aprova leis e orçamento, os estados cuidam da polícia e de boa parte da saúde, o Banco Central decide os juros, e muitos efeitos chegam com atraso: Temer herdou a recessão, e Lula 3 herdou o desemprego em queda.

Num mandato de 4 anos, uma crise de 2 anos pesa metade do período; num de 8 anos, uma crise de 1 ano pesa um oitavo. A comparação com a América Latina ajuda, mas o Brasil é a maior economia da região e pesa na média dela.

Os dados de 2025 e 2026 ainda serão revistos. Por isso esta página não dá nota: os números informam, mas não decidem sozinhos quem governou melhor.

Confronto direto

PT x Bolsonaro, no tempo de cada um

O PT governou cerca de 17 anos (Lula de 2003 a 2010, Dilma de 2011 a 12/05/2016 e Lula desde 2023). Jair Bolsonaro governou 4 anos (2019 a 2022), dois deles na pandemia. Para comparar tempos tão diferentes, cada linha mostra a média por ano. Também mostramos Bolsonaro sem 2020 e 2021, para ver o peso da pandemia, e, na conclusão, o PT sem a recessão de 2015 e 2016, além da América Latina ou do mundo nos mesmos anos, que passaram pelas mesmas crises.

No tempo de cada um, o PT foi melhor em salário mínimo, preço da comida, peso das dívidas das famílias, pobreza, fome, desmatamento, mortalidade infantil e esperança de vida, e a economia cresceu mais em número bruto. Bolsonaro foi melhor em homicídios, dívida, juros e investimento, e com ele o desemprego caiu mais rápido. Na saúde, o gasto público e os leitos do SUS subiram mais com Bolsonaro, por causa da covid; sem 2020 e 2021, o gasto cresceu mais com o PT, e os leitos caíram nos dois. Nos impostos, os dois quase não mexeram no nível, que já era alto: o PT somado subiu menos, mas o maior nível da série é o de agora, com Lula 3. A bolsa subiu mais com o PT somado; com Bolsonaro, o bom 2019 foi apagado sobretudo pela queda de 2021. Comparado com a América Latina nos mesmos anos, o crescimento empata. Sem os anos de crise, os dois melhoram: Bolsonaro sem a pandemia (2020 e 2021) cresce 2,15% ao ano em vez de 1,45% (a América Latina, 2,25% em vez de 1,3%); o PT sem a recessão de 2015 e 2016 cresce 3,4% em vez de 2,8% (a América Latina, 3,3%), e a dívida passa de alta a queda. A diferença é que a pandemia atingiu o mundo todo, e a recessão de 2015 e 2016 foi bem mais forte no Brasil (−3,5% e −3,3%) do que na média da América Latina (+0,4% e −0,8%). O preço das matérias-primas também pesou: subiu com Lula 1 e 2, caiu com Dilma, sobretudo em 2015, subiu com Bolsonaro em 2021 e 2022 e voltou a cair com Lula 3. Na comida, o choque de fora foi maior nos anos de Bolsonaro: o preço mundial dos alimentos em reais subiu mais de quatro vezes mais rápido que nos anos do PT. E o peso das dívidas das famílias, que subiu rápido com Bolsonaro, está hoje no maior nível da série, com Lula 3 e juros de 15%. E o PT somado esconde duas histórias: Lula cresceu perto do mundo e, nos dois primeiros mandatos, fortaleceu o real; Dilma teve recessão, inflação alta e o dólar dobrando. [cálculo]

Crescimento da economia (PIB), % ao ano

PT somado2,8%Bolsonaro1,45%Sem 2020 e 20212,15%

América Latina: 3,1% nos anos do PT e 1,3% nos de Bolsonaro. Mundo: 3,8% e 2,7%.

Quem foi melhor: PT no número bruto (diferença média). Descontada a região, empate (pequena): o Brasil ficou 0,2 ponto abaixo da América Latina com o PT e 0,2 acima com Bolsonaro.

Renda por pessoa (PIB por habitante), % ao ano

PT somado2,0%Bolsonaro0,9%Sem 2020 e 20211,6%

América Latina: 1,9% e 0,5%.

Quem foi melhor: PT no número bruto (grande). Contra a região, os dois ficaram acima; Bolsonaro um pouco mais (pequena).

Investimento (formação bruta de capital fixo), pontos do PIB por ano

PT somado−0,12Bolsonaro+0,68Sem 2020 e 2021+0,13

Média de 18,4% do PIB com o PT e 16,9% com Bolsonaro; sem as plataformas de petróleo, a variação de Bolsonaro fica entre +0,55 e +0,72. América Latina: +0,01 e +0,27. O investimento subiu com Lula 1 e 2 (de 17,9% para 20,5% do PIB), despencou com Dilma na recessão (15,5% em 2016) e voltou a subir com Bolsonaro (de 15,1% para 17,8%). Parte da alta de 2020 e 2021 veio de plataformas de petróleo registradas como investimento pelo regime Repetro, cerca de 0,6 ponto do PIB por ano, pela nossa conta sobre as tabelas do IBGE; com Lula 3, a taxa caiu para 16,8% em 2025.

Quem foi melhor: Bolsonaro (grande): o investimento subiu com ele e caiu no PT somado, mesmo descontando as plataformas de petróleo. Mas ele partiu de perto do menor nível da série, e o PT investiu mais na média (18,4% contra 16,9% do PIB).

Salário mínimo acima da inflação, % ao ano

PT somado+4,4%Bolsonaro−0,3%Sem 2020 e 2021+2,0% (r)

Com Bolsonaro, −0,3% ou +0,3% conforme o método. Em 2022 o mínimo repôs quase toda a perda de 2021, ano de inflação de 10%.

Quem foi melhor: PT (grande).

Inflação (IPCA), % ao ano

PT somado6,0%Bolsonaro6,2%Sem 2020 e 20215,1%

Mundo, dezembro a dezembro: 4,1% e 5,5%.

Quem foi melhor: Empate no número bruto (pequena). Contra o mundo, Bolsonaro (grande): o PT ficou 1,9 ponto acima da inflação mundial; Bolsonaro, 0,6.

Juros (Selic média), % ao ano

PT somado13,1%Bolsonaro6,4%Sem 2020 e 20219,2%

Descontada a inflação: 6,7% com o PT, 0,3% com Bolsonaro e 3,9% sem 2020 e 2021.

Quem foi melhor: Juros mais baixos com Bolsonaro (grande). Em 2020 e 2021 o juro ficou abaixo da inflação. Desde 2021 o Banco Central decide os juros com autonomia.

Dívida do governo, pontos do PIB por ano

PT somado+0,4Bolsonaro−0,9Sem 2020 e 2021−3,2 (r)

Quem foi melhor: Bolsonaro (grande), com ajuda da inflação e das matérias-primas caras de 2021 e 2022.

Carga de impostos, pontos do PIB por ano

PT somado+0,07Bolsonaro+0,16Sem 2020 e 2021+0,19

Média de 31,9% do PIB com o PT e 31,7% com Bolsonaro. América Latina: +0,25 e +0,09. Os impostos já eram altos em 2002 (31,4% do PIB) e o Brasil cobra bem mais que a média da América Latina (cerca de 22%). Cortes e aumentos se alternaram em todos os governos: a CPMF acabou por decisão do Senado em 2007, Dilma desonerou e depois reonerou, Bolsonaro cortou impostos de combustíveis em 2022 e Lula 3 voltou a cobrá-los e taxou fundos, apostas e altas rendas, enquanto isentou quem ganha até R$ 5 mil.

Quem foi melhor: Diferença pequena: os dois quase não mudaram o nível. O PT somado subiu menos, mas a média junta Lula 1 e Lula 3, que subiram, com Lula 2 e Dilma, que baixaram; com Lula 3 a carga chegou ao maior nível da série.

Dólar, variação por ano

PT somado+0,2%Bolsonaro+7,7%Sem 2020 e 2021−1,4%

Com o PT: caiu 53% com Lula 1 e 2, subiu 108% com Dilma e 5,5% com Lula 3 até 2025. Vizinhos, na média anual: com Lula 1 e 2, real −40%, peso chileno −26%, colombiano −24%, sol peruano −20%, peso mexicano +31%; com Dilma, real +98%, colombiano +61%, mexicano +48%, chileno +33%, sol +19%; com Bolsonaro, real +41%, colombiano +44%, chileno +36%, sol +17%, mexicano +5%.

Quem foi melhor: O dólar subiu menos na média do PT somado (grande), mas a média junta o real forte de Lula 1 e 2, mais forte que o dos vizinhos, e o dólar dobrando com Dilma, mais que nos vizinhos. Com Bolsonaro, a alta veio quase toda em 2020, parecida com a de Chile e Colômbia.

Bolsa (Ibovespa), % ao ano, em reais

PT somado+12,5%Bolsonaro+5,7%Sem 2020 e 2021+17,4%

Em dólares: +12,3% com o PT, −1,9% com Bolsonaro e +19,0% sem 2020 e 2021. Acima da inflação: +6,1% com o PT e −0,4% com Bolsonaro. A bolsa reage ao mundo, aos juros e ao preço das matérias-primas tanto quanto ao governo: subiu muito em 2003 a 2007, com o mundo crescendo, e caiu em 2008, 2015 e março de 2020.

Quem foi melhor: PT somado (grande), puxado por Lula 1 e Lula 3; com Dilma a bolsa caiu 24%. Com Bolsonaro, subiu 31,6% em 2019, despencou em março de 2020 e fechou o ano 2,9% acima, mas caiu 11,9% em 2021, e o ganho do mandato ficou abaixo da inflação.

Desemprego, pontos por ano

PT somado−0,26Bolsonaro−0,77Sem 2020 e 2021−2,2 (r)

América Latina: −0,23 e −0,25.

Quem foi melhor: Bolsonaro (grande): caiu mais rápido, mas a partir dos 12,3% que herdou. O nível médio foi menor com o PT: 8,5% contra 12,0%.

Pobreza extrema, pontos por ano

PT somado−0,8Bolsonaro−0,5Sem 2020 e 2021−1,3 (r)

Quem foi melhor: PT (média). Com Bolsonaro, a pobreza despencou em 2020 com o auxílio emergencial, voltou a subir em 2021 e caiu de novo em 2022, com o Auxílio Brasil de R$ 600.

Desigualdade (Gini, 0 a 100), variação por ano

PT somado−0,47Bolsonaro−0,50Sem 2020 e 2021−0,68 (r)

Quem foi melhor: Empate (pequena): caiu nos dois. Com Bolsonaro, oscilou com o auxílio emergencial (48,8 em 2020, 52,9 em 2021).

Fome (FAO, média de 3 anos)

PT somadoAbaixo de 2,5%BolsonaroAté 3,5%Sem 2020 e 2021sem dado

Com o PT, de 9,1% (2001 a 2003) para menos de 2,5% (de 2011 a 2013 em diante) e de novo abaixo de 2,5% com Lula 3 (2023 a 2025). Com Bolsonaro, de menos de 2,5% para 3,5% (2020 a 2022). A FAO revisa a série todo ano; usamos a revisão de 2026, a mesma do gráfico.

Quem foi melhor: PT (grande). Ressalvas: as médias de três anos misturam governos; a alta com Bolsonaro veio na pandemia, que elevou a fome no mundo, mas foi maior que nos vizinhos, e pesou o auxílio menor de 2021; a queda com o PT veio com a fome caindo também nos vizinhos, mas mais devagar que no Brasil. [cálculo]

Homicídios por 100 mil habitantes, variação por ano

PT somado−0,15Bolsonaro−1,5Sem 2020 e 2021−3,5

O nível médio também foi menor com Bolsonaro: 22,6 contra 26,2. As mortes violentas de causa indeterminada, que não entram na conta, subiram 70% de 2017 para 2019 e seguiram altas com Lula 3; mesmo somando todas, a taxa caiu.

Quem foi melhor: Bolsonaro (grande). A queda começou em 2018, com Temer, e seguiu com Lula 3. A polícia é sobretudo dos estados.

Desmatamento na Amazônia, variação da área derrubada por ano, km²

PT somado−1.265Bolsonaro+1.015Sem 2020 e 2021+575

Área média derrubada por ano: 10.865 km² com o PT e 11.403 com Bolsonaro. O ano do Inpe vai de agosto a julho, então 2019 e 2023 dividem meses entre dois governos.

Quem foi melhor: PT (grande): caiu com Lula 1 e 2 e com Lula 3, ficou estável com Dilma e subiu com Bolsonaro.

Mortalidade infantil, mortes por mil nascidos, variação por ano

PT somado−0,77Bolsonaro−0,12Sem 2020 e 2021−0,15

América Latina: −0,62 e −0,25.

Quem foi melhor: PT (grande). Quanto mais baixa a taxa, mais devagar ela cai; na região também desacelerou.

Esperança de vida, anos ganhos por ano

PT somado+0,38Bolsonaro−0,19Sem 2020 e 2021+1,0 (r)

América Latina: +0,28 e −0,10.

Quem foi melhor: PT (grande). Com Bolsonaro, a covid derrubou a esperança de vida de 75,8 anos (2019) para 73,0 (2021).

Gasto público com saúde por habitante, acima da inflação, % ao ano

PT somado+2,4%Bolsonaro+3,2%Sem 2020 e 2021+1,4%

Em % do PIB, a América Latina subiu 0,08 ponto por ano nos anos do PT e 0,04 nos de Bolsonaro; o Brasil, 0,02 e 0,09. Gasto e leitos não medem sozinhos a qualidade da saúde: nos anos do PT o SUS teve menos leitos por habitante e gasto abaixo da média da região, mas a mortalidade infantil e a esperança de vida melhoraram muito; com Bolsonaro, o gasto subiu na pandemia e a esperança de vida caiu por causa da covid. A saúde é dividida entre União, estados e municípios.

Quem foi melhor: O gasto cresceu mais rápido com Bolsonaro (diferença média), mas por causa da covid; sem 2020 e 2021, cresceu mais com o PT.

Leitos de internação do SUS por mil habitantes, variação por ano (desde 2005)

PT somado−0,027Bolsonaro+0,003Sem 2020 e 2021−0,023

Quem foi melhor: Bolsonaro (média), por causa dos leitos abertos na pandemia; fora dela, os leitos caíram nos dois.

Comida em casa (IPCA, alimentação no domicílio), % ao ano

PT somado6,1%Bolsonaro11,9%Sem 2020 e 202110,5%

Preço mundial dos alimentos (FAO), convertido em reais: +4,7% ao ano nos anos do PT e +21,6% nos de Bolsonaro (em dólar, +3,7% e +11,4%). Alimentos na América Latina (mediana dos países): 4,4% e 5,7% ao ano. Inflação geral no Brasil: 6,0% e 6,2%. Por fase: Lula 1, 2,4%; Lula 2, 8,7%; Dilma, 8,7%; Lula 3, 3,0% (3,4% de janeiro a agosto de 2026). IBGE e Banco Central apontam sobretudo causas de fora do governo (clima, dólar e preço mundial), mas também a dúvida sobre as contas públicas, que ajudou a subir o dólar nos dois governos, e o auxílio emergencial em 2020.

Quem foi melhor: PT (média). Com o PT, a comida em casa subiu quase igual à inflação geral; com Bolsonaro, quase o dobro dela, num tempo de dólar alto, pandemia, seca e guerra, em que o preço mundial da comida em reais subiu mais de quatro vezes mais rápido. Contra a América Latina, o Brasil ficou acima nos dois: 2,3 pontos por ano com o PT e 4,3 com Bolsonaro.

Parte da renda das famílias que vai para pagar dívidas com bancos, pontos por ano (desde 2005)

PT somado+0,37Bolsonaro+1,25Sem 2020 e 2021+1,0

Nível médio, em dezembro de cada ano: 23,0% da renda com o PT e 24,4% com Bolsonaro. A dívida total com os bancos subiu 1,5 ponto da renda por ano com o PT e 2,5 com Bolsonaro. O maior nível da série é o de agora: 28,7% da renda em julho de 2026, com a Selic em 15%; Lula 3 herdou o recorde anterior (27,6% em dezembro de 2022). A inadimplência nos bancos também bateu recorde em 2026 (6,0% do crédito às pessoas), mas o Banco Central atribui cerca de 70% da alta até junho de 2025 a novas regras de contabilidade.

Quem foi melhor: PT somado (grande): o peso das dívidas subiu devagar no PT somado e rápido com Bolsonaro, sobretudo em 2021 e 2022, com os juros subindo de 2% para 13,75%. Mas a média junta Lula 2, quando subiu rápido, e Dilma, quando caiu; e o peso mais alto da série é o de agora, com Lula 3.

(r): inclui a recuperação de 2022, depois do tombo da pandemia, e por isso exagera para melhor. Diferença pequena: os números ficam perto, dentro do sobe e desce normal de um ano. Grande: um lado tem mais que o dobro do resultado do outro, ou um melhora enquanto o outro piora. Média: entre as duas. [cálculo]

Como somamos e como atribuímos cada resultado

PT somado: média de todos os anos com dado de Lula 1 e 2 (2003 a 2010), de Dilma (2011 a 2015, mais 2016 com peso de 36%, a parte do ano até 12/05) e de Lula 3 (2023 a 2025; 2026 ainda não fechou). Isso dá cerca de 16,4 anos com dado e é o mesmo que uma média das três fases ponderada pelo tempo de cada uma. Bolsonaro: 2019 a 2022. Nos números que medem mudança (desemprego, pobreza, dívida, impostos, investimento, homicídios, desmatamento, mortalidade infantil, esperança de vida e leitos), somamos a variação de cada ano e dividimos pelo número de anos. O salário mínimo, o dólar e a bolsa usam a taxa média por ano, com juros sobre juros; o gasto com saúde, a média simples do crescimento de cada ano. A dívida usa a metodologia antiga do Banco Central até 2006. A comida usa a média simples da alta de cada ano, de dezembro a dezembro; o preço mundial em reais multiplica o índice de preços dos alimentos da FAO pela média do dólar de cada ano. O peso das dívidas das famílias soma a variação de cada ano, de dezembro a dezembro, desde 2005 (para Lula 1, só 2006). O dólar usa o valor do fim de cada ano e, para Dilma, o de 11/05/2016; a comparação com outros países usa a média anual do Banco Mundial. [cálculo]

Como atribuímos resultados a cada governo

  1. Cada governo responde pelos anos dele, do dia da posse ao último dia. Em 2016, Dilma responde até 12 de maio e Temer depois.
  2. O ponto de partida é herança, não mérito nem culpa. Contamos o que mudou durante o mandato, não o nível que o governo recebeu.
  3. Comparamos por ano de mandato, para que 4 anos e 17 anos possam ser postos lado a lado.
  4. O que vem de fora pesa e aparece ao lado: preço das matérias-primas, crise de 2008, pandemia, guerra, clima. Quando dá, comparamos com a América Latina e o mundo nos mesmos anos.
  5. O presidente não governa sozinho. O Congresso aprova leis e orçamento, os estados cuidam da polícia e de boa parte da saúde, e o Banco Central decide os juros com autonomia desde 2021.
  6. Problemas de décadas, como violência, saúde, desmatamento e dívida, aparecem com a linha do tempo inteira, para que ninguém seja culpado pelo que aconteceu antes ou depois do seu mandato.
  7. Um fato só pesa contra um governo quando houve decisão ou omissão dele, com fonte.
FontesIBGE, PIB (tabela 6784)FMI, PIB do Brasil, do mundo e da América LatinaFMI, inflação de fim de anoBanco Mundial, PIB por habitanteBanco Central, salário mínimo (SGS 1619)IBGE, IPCA (tabela 1737)Banco Central, Selic (SGS 4189)Lei Complementar 179/2021, autonomia do Banco CentralBanco Central, dívida bruta (SGS 13762)Banco Central, dólar de fim de ano (SGS 3692)Banco Mundial, câmbio médio de outros paísesBanco Mundial, desemprego estimado pela OITBanco Mundial, pobreza (US$ 3 por dia)FAO, FAOSTAT, segurança alimentar (revisão de 2026)Banco Mundial, preço das matérias-primas (Pink Sheet)Ministério da Saúde, SIM (homicídios)Inpe, PRODESBanco Mundial, mortalidade infantil (ONU)Banco Mundial, esperança de vida (ONU)OCDE, carga tributária do Brasil e da América LatinaTesouro Nacional, carga tributária do governo geralB3, estatísticas do IbovespaBanco Central, Ibovespa mensal (SGS 7845)Banco Mundial (OMS), gasto do governo com saúdeDATASUS, CNES, leitos de internaçãoBanco Central, dívida bruta, metodologia antiga (SGS 4537)IBGE, PIB trimestral (tabela 5932)Banco Central, dólar diário de maio de 2016 (SGS 1)IBGE, população (tabela 6579)Banco Mundial, América Latina (PIB por habitante)Banco Mundial, América Latina (desemprego)Banco Mundial, América Latina (mortalidade infantil)Banco Mundial, América Latina (esperança de vida)Banco Mundial, desigualdade (Gini)IBGE, investimento e PIB (tabela 1846)IBGE, taxa de investimento (tabela 6727)Banco Mundial, investimento (Brasil)IBGE, investimento por produto, 2010 a 2021IBGE, caderno do PIB do 4º trimestre de 2020 (Repetro)Comex Stat, importação de plataformasIBGE, IPCA por grupos (tabelas 2938, 1419 e 7060)FAO, índice de preços dos alimentosFAO, FAOSTAT, inflação de alimentos por país e regiãoBanco Central, dólar médio mensal (SGS 3698)Banco Central, comprometimento de renda das famílias (SGS 29034)Banco Central, endividamento das famílias (SGS 29037)Banco Central, inadimplência das pessoas físicas (SGS 21084)Banco Central, Relatório de Política Monetária de setembro de 2025 (inadimplência e novas regras)

Escolha um indicador

Ano a ano, desde 2002

Dados oficiais. As faixas numeradas marcam crises e ventos a favor que pesam sobre qualquer governo.

Quanto a economia cresceu a cada ano

% ao ano · quanto maior, melhor · linha cheia: Brasil · tracejada: Média do mundo

Crescimento real. A linha tracejada é a média mundial do FMI (2025 estimativa, 2026 projeção). Toque em um ano para ver o valor. As faixas numeradas marcam o contexto de cada período, explicado abaixo.

Ver os números em tabela
AnoBrasilMédia do mundo
20023,12,8
20031,13,8
20045,85,3
20053,24,7
200645,3
20076,15,4
20085,12,9
2009−0,1−0,4
20107,55,3
201144,1
20121,93,4
201333,4
20140,53,6
2015−3,53,4
2016−3,33,2
20171,33,8
20181,73,6
20191,33
2020−3,3−2,7
20214,86,7
202233,8
20233,23,3
20243,43,4
20252,33,4
20261,9 1º semestre3,1

O que estava acontecendo

O contexto de cada período

1Alta das commodities e mundo crescendo2003 a 2008 · contexto ajudou

Contexto ajudou · 2003 a 2008

O preço mundial das matérias-primas, descontada a inflação do dólar, saiu de 49,5 (2002) para 91,4 (2006) e teve pico em 2008 (Banco Mundial, 2010 = 100); o PIB mundial cresceu 4,8% ao ano em 2003-2006.

Mas os termos de troca do Brasil ficaram abaixo da média em todo o primeiro mandato, porque o petróleo importado também subiu.

2Crise financeira global2009 · contexto atrapalhou

Contexto atrapalhou · 2009

Em 2009 o PIB mundial caiu 0,4% e o da América Latina 2,3%. O Brasil ficou em −0,1% e voltou a 7,5% em 2010.

3Termos de troca no pico2011 · contexto ajudou

Contexto ajudou · 2011

Os termos de troca do Brasil chegaram a 119,1 em 2011, o ponto mais alto da série recente. Depois começou a queda das commodities e a desaceleração da China.

4Fim do boom e crise política2015 a 2016 · contexto atrapalhou

Contexto atrapalhou · 2015 a 2016

O preço mundial das matérias-primas caiu 30% em 2015, descontada a inflação do dólar (37% sem descontar) [cálculo]; a América Latina estagnou em 2015 (0,4%) e recuou em 2016 (−0,8%).

Em 2016 vieram o impeachment e a emergência do zika.

5Greve dos caminhoneiros2018 · contexto atrapalhou
6Pandemia de covid-19 e crise hídrica2020 a 2021 · contexto atrapalhou

Contexto atrapalhou · 2020 a 2021

A OMS declarou a pandemia em 11/03/2020 e só encerrou a emergência internacional em 05/05/2023. No Brasil, a covid matou cerca de 213 mil pessoas em 2020 e 425 mil em 2021, os dois anos mais duros.

O PIB mundial caiu 2,7% e o da América Latina 6,9% em 2020; o do Brasil caiu 3,3%, menos que a região. Em setembro de 2021 veio a crise hídrica, com bandeira de escassez na conta de luz.

7Guerra na Ucrânia e commodities em alta2022 · contexto misto

Contexto misto · 2022

Atrapalhou: guerra na Ucrânia a partir de fevereiro de 2022, com inflação mundial de 8,9% (dezembro contra dezembro).

Ajudou: o preço mundial das matérias-primas, descontada a inflação do dólar, subiu de 64,4 (2020) para 121,3 (2022).

8El Niño, dengue, enchentes no RS e tarifa dos EUA2023 a 2025 · contexto misto

Contexto misto · 2023 a 2025

Atrapalhou: commodities em queda desde o pico de 2022 (de 121,3 para 84,8 em 2025, descontada a inflação do dólar), El Niño forte em 2023-2024, a maior epidemia de dengue já registrada nas Américas em 2024, enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024 e tarifa de 50% dos EUA sobre parte das exportações, com exceções, a partir de agosto de 2025.

Ajudou: termos de troca ainda acima da média (109,7 a 113,0).

Os números de cada mandato

Governo por governo

contexto ajudouatrapalhoumisto

Lula 1

2003-2006
Contexto do períodoAjudou: economia mundial forte (PIB mundial médio de 4,8% ao ano, FMI) e início do ciclo de alta das commodities (o preço mundial das matérias-primas, descontada a inflação do dólar, passou de 49,5 em 2002 para 91,4 em 2006, Banco Mundial, 2010 = 100). Atrapalhou no começo: herança da crise de confiança de 2002, com IPCA de 12,53% em 2002, Selic meta de 25% no fim de 2002 e dívida bruta de 76,1% do PIB (metodologia antiga). Os termos de troca do Brasil ficaram abaixo da média 2002-2025 em todo o período (85 a 92, Funcex), porque o petróleo e outros importados também encareceram.

Ajudou: economia mundial forte (PIB mundial médio de 4,8% ao ano, FMI) e início do ciclo de alta das commodities (o preço mundial das matérias-primas, descontada a inflação do dólar, passou de 49,5 em 2002 para 91,4 em 2006, Banco Mundial, 2010 = 100).

Atrapalhou no começo: herança da crise de confiança de 2002, com IPCA de 12,53% em 2002, Selic meta de 25% no fim de 2002 e dívida bruta de 76,1% do PIB (metodologia antiga).

Os termos de troca do Brasil ficaram abaixo da média 2002-2025 em todo o período (85 a 92, Funcex), porque o petróleo e outros importados também encareceram.

PIB, média anualmundo: 4,78%contexto ajudou3,53%

3,53% mundo: 4,78%

Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.

Contexto ajudou

Mundo crescendo 4,8% ao ano e commodities em alta ajudaram. Mesmo assim o Brasil cresceu menos que a média mundial.

Inflação, média anualIPCAcontexto atrapalhou6,43%

6,43% IPCA

Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.

Contexto atrapalhou

Herdou inflação de 12,5% e juro de 25% da crise de confiança de 2002. A queda da inflação conta a favor do governo, mas o ponto de partida era excepcional.

Desemprego2002 a 2006, OITcontexto ajudou10,6 → 9,7%

10,6 → 9,7% 2002 a 2006, OIT

Por ano de mandato: -0,2 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.

Contexto ajudou

O crescimento mundial e das commodities puxou o emprego.

Extrema pobreza2002 a 200616,2 → 11,4%

16,2 → 11,4% 2002 a 2006

Por ano de mandato: -1,2 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPC+38,3%

+38,3% dezembro a dezembro, INPC

Somando os reajustes do período, o ganho foi de +25,3%. Por ano de mandato: +8,4% ao ano [cálculo].

Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Dívida bruta, % do PIBdez/2002 a dez/2006, metodologia antiga (na nova, 55,5 em 2006)contexto ajudou76,1 → 64,6

76,1 → 64,6 dez/2002 a dez/2006, metodologia antiga (na nova, 55,5 em 2006)

Por ano de mandato: -2,9 pontos do PIB [cálculo].

Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.

Contexto ajudou

Crescimento e preços altos de exportação ajudaram a arrecadação.

Homicídios por 100 mil2002 a 200627,8 → 26,5

27,8 → 26,5 2002 a 2006

Por ano de mandato: -0,3 por 100 mil [cálculo].

Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Desmatamento, médiapor ano, PRODES21.617 km²

21.617 km² por ano, PRODES

Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,2contexto atrapalhou87,3

87,3 termos de troca; média 2002-2025: 101,2

Anos usados nas médias: 2003, 2004, 2005, 2006.

Contexto atrapalhou

Abaixo da média: o que o Brasil vende comprava menos importações.

Lula 2

2007-2010
Contexto do períodoAjudou: preços de commodities altos (pico em 2008 e nova alta em 2010) e termos de troca em alta, chegando a 110,9 em 2010 (Funcex). Atrapalhou: a crise financeira global, que o FMI descreveu como uma escalada dramática em setembro de 2008 que provocou contração sem precedentes da atividade e do comércio; em 2009 o PIB mundial caiu 0,4% e o da América Latina 2,3% (FMI), e o do Brasil ficou em -0,1%, voltando a 7,5% em 2010 (IBGE).

Ajudou: preços de commodities altos (pico em 2008 e nova alta em 2010) e termos de troca em alta, chegando a 110,9 em 2010 (Funcex).

Atrapalhou: a crise financeira global, que o FMI descreveu como uma escalada dramática em setembro de 2008 que provocou contração sem precedentes da atividade e do comércio; em 2009 o PIB mundial caiu 0,4% e o da América Latina 2,3% (FMI), e o do Brasil ficou em -0,1%, voltando a 7,5% em 2010 (IBGE).

PIB, média anualmundo: 3,30%contexto misto4,65%

4,65% mundo: 3,30%

Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.

Contexto misto

Commodities altas ajudaram; a crise de 2008 derrubou 2009. A média de 4,65% inclui o salto de 7,5% em 2010.

Inflação, média anualIPCA5,14%

5,14% IPCA

Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Desemprego2006 a 2010, OITcontexto misto9,7 → 8,4%

9,7 → 8,4% 2006 a 2010, OIT

Por ano de mandato: -0,3 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.

Contexto misto

Commodities ajudaram; a crise de 2008 atrapalhou por alguns meses.

Extrema pobreza2006 a 200911,4 → 8,4%

11,4 → 8,4% 2006 a 2009

Por ano de mandato: -1,0 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPC+17,4%

+17,4% dezembro a dezembro, INPC

Somando os reajustes do período, o ganho foi de +22,7%. Por ano de mandato: +4,1% ao ano [cálculo].

Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Dívida bruta, % do PIBdez/2006 a dez/2010contexto ajudou55,5 → 51,8

55,5 → 51,8 dez/2006 a dez/2010

Por ano de mandato: -0,9 ponto do PIB [cálculo].

Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.

Contexto ajudou

Crescimento e preços altos de exportação ajudaram a arrecadação.

Homicídios por 100 mil2006 a 201026,5 → 27,2

26,5 → 27,2 2006 a 2010

Por ano de mandato: +0,2 por 100 mil [cálculo].

Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Desmatamento, médiapor ano, PRODES9.756 km²

9.756 km² por ano, PRODES

Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,299,8

99,8 termos de troca; média 2002-2025: 101,2

Anos usados nas médias: 2007, 2008, 2009, 2010.

Perto da média: nem ajudou nem atrapalhou.

Dilma 1

2011-2014
Contexto do períodoAjudou: termos de troca no ponto mais alto da série recente (pico de 119,1 em 2011, Funcex) e commodities ainda acima da média 2002-2025 em todos os anos. Atrapalhou: começo da queda das commodities depois de 2011 (de 117,1 em 2011 para 103,9 em 2014, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial), desaceleração da China (de 10,6% em 2010 para 7,5% em 2014, FMI) e da América Latina (de 6,1% em 2010 para 1,3% em 2014, FMI).

Ajudou: termos de troca no ponto mais alto da série recente (pico de 119,1 em 2011, Funcex) e commodities ainda acima da média 2002-2025 em todos os anos.

Atrapalhou: começo da queda das commodities depois de 2011 (de 117,1 em 2011 para 103,9 em 2014, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial), desaceleração da China (de 10,6% em 2010 para 7,5% em 2014, FMI) e da América Latina (de 6,1% em 2010 para 1,3% em 2014, FMI).

PIB, média anualmundo: 3,62%contexto ajudou2,35%

2,35% mundo: 3,62%

Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.

Contexto ajudou

Termos de troca no pico da série recente. Ainda assim o PIB cresceu menos que o mundo.

Inflação, média anualIPCA6,17%

6,17% IPCA

Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Desemprego2010 a 2014, OITcontexto ajudou8,4 → 6,8%

8,4 → 6,8% 2010 a 2014, OIT

Por ano de mandato: -0,4 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.

Contexto ajudou

Herdou mercado de trabalho aquecido pelo ciclo anterior.

Extrema pobreza2009 a 20148,4 → 4,8%

8,4 → 4,8% 2009 a 2014

Por ano de mandato: -0,7 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPC+12,4%

+12,4% dezembro a dezembro, INPC

Somando os reajustes do período, o ganho foi de +12,1%. Por ano de mandato: +3,0% ao ano [cálculo].

Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Dívida bruta, % do PIBdez/2010 a dez/201451,8 → 56,3

51,8 → 56,3 dez/2010 a dez/2014

Por ano de mandato: +1,1 ponto do PIB [cálculo].

Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Homicídios por 100 mil2010 a 201427,2 → 30,1

27,2 → 30,1 2010 a 2014

Por ano de mandato: +0,7 por 100 mil [cálculo].

Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Desmatamento, médiapor ano, PRODES5.473 km²

5.473 km² por ano, PRODES

Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,2contexto ajudou111,8

111,8 termos de troca; média 2002-2025: 101,2

Anos usados nas médias: 2011, 2012, 2013, 2014.

Contexto ajudou

Acima da média: o mundo pagava mais pelo que o Brasil vende.

Dilma 2

2015-2016
Contexto do períodoAtrapalhou: fim do boom, com o preço mundial das matérias-primas caindo 30% em 2015, descontada a inflação do dólar (de 103,9 para 72,7; 37% sem descontar), e o da energia 45% sem descontar (Banco Mundial); termos de troca de 93,6 em 2015, abaixo da média 2002-2025 (Funcex); América Latina estagnada em 2015 (0,4%) e em recessão em 2016 (-0,8%, FMI). Crise política: a Câmara autorizou o processo de impeachment em 17/04/2016 e o Senado afastou a presidente em 12/05/2016. Saúde: a OMS declarou emergência internacional pelo aumento de microcefalia ligado ao Zika no Brasil em 01/02/2016.

Atrapalhou: fim do boom, com o preço mundial das matérias-primas caindo 30% em 2015, descontada a inflação do dólar (de 103,9 para 72,7; 37% sem descontar), e o da energia 45% sem descontar (Banco Mundial); termos de troca de 93,6 em 2015, abaixo da média 2002-2025 (Funcex); América Latina estagnada em 2015 (0,4%) e em recessão em 2016 (-0,8%, FMI).

Crise política: a Câmara autorizou o processo de impeachment em 17/04/2016 e o Senado afastou a presidente em 12/05/2016.

Saúde: a OMS declarou emergência internacional pelo aumento de microcefalia ligado ao Zika no Brasil em 01/02/2016.

PIB, média anualmundo: 3,30%contexto atrapalhou-3,40%

-3,40% mundo: 3,30%

Anos usados nas médias: 2015, 2016.

Contexto atrapalhou

Fim do boom das commodities e crise política. Um estudo do Ibre/FGV (2018) aponta a política econômica de 2011-2014 como causa principal; outro texto do mesmo instituto (2017) atribui à política só 10% a 30% da queda.

Inflação, média anualIPCA8,48%

8,48% IPCA

Anos usados nas médias: 2015, 2016.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Desemprego2014 a 2016, OITcontexto atrapalhou6,8 → 11,6%

6,8 → 11,6% 2014 a 2016, OIT

Por ano de mandato: +2,4 pontos [cálculo].

Anos usados nas médias: 2015, 2016.

Contexto atrapalhou

Recessão e crise política.

Extrema pobreza2014 a 2016contexto atrapalhou4,8 → 6,5%

4,8 → 6,5% 2014 a 2016

Por ano de mandato: +0,9 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2015, 2016.

Contexto atrapalhou

Recessão.

Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPC+2,5%

+2,5% dezembro a dezembro, INPC

Somando os reajustes do período, o ganho foi de +2,8%. Por ano de mandato: +1,2% ao ano [cálculo].

Anos usados nas médias: 2015, 2016.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Dívida bruta, % do PIBdez/2014 a dez/2016contexto atrapalhou56,3 → 69,8

56,3 → 69,8 dez/2014 a dez/2016

Por ano de mandato: +6,8 pontos do PIB [cálculo].

Anos usados nas médias: 2015, 2016.

Contexto atrapalhou

Recessão derrubou a arrecadação.

Homicídios por 100 mil2014 a 201630,1 → 30,7

30,1 → 30,7 2014 a 2016

Por ano de mandato: +0,3 por 100 mil [cálculo].

Anos usados nas médias: 2015, 2016.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Desmatamento, médiapor ano, PRODES7.050 km²

7.050 km² por ano, PRODES

Anos usados nas médias: 2015, 2016.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,2contexto atrapalhou94,7

94,7 termos de troca; média 2002-2025: 101,2

Anos usados nas médias: 2015, 2016.

Contexto atrapalhou

Abaixo da média: o que o Brasil vende comprava menos importações.

Temer

2017-2018
Contexto do períodoAjudou: economia mundial em aceleração (3,8% em 2017 e 3,6% em 2018, FMI), recuperação parcial das commodities (de 67,7 em 2016 para 86,4 em 2018, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial) e inflação mundial baixa (3,3% e 3,6%, FMI). Atrapalhou: herdou a recessão de 2015-2016 e desemprego de 12,1% (PNAD Contínua, 4º tri de 2016); a greve dos caminhoneiros de maio de 2018 derrubou a produção industrial em 10,9% no mês (IBGE).

Ajudou: economia mundial em aceleração (3,8% em 2017 e 3,6% em 2018, FMI), recuperação parcial das commodities (de 67,7 em 2016 para 86,4 em 2018, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial) e inflação mundial baixa (3,3% e 3,6%, FMI).

Atrapalhou: herdou a recessão de 2015-2016 e desemprego de 12,1% (PNAD Contínua, 4º tri de 2016); a greve dos caminhoneiros de maio de 2018 derrubou a produção industrial em 10,9% no mês (IBGE).

PIB, média anualmundo: 3,70%contexto misto1,50%

1,50% mundo: 3,70%

Anos usados nas médias: 2017, 2018.

Contexto misto

Herdou a recessão; o mundo acelerando ajudou; a greve dos caminhoneiros atrapalhou em 2018.

Inflação, média anualIPCA3,35%

3,35% IPCA

Anos usados nas médias: 2017, 2018.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Desemprego2016 a 2018, OITcontexto atrapalhou11,6 → 12,3%

11,6 → 12,3% 2016 a 2018, OIT

Por ano de mandato: +0,4 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2017, 2018.

Contexto atrapalhou

Herdou desemprego de 11,6% (OIT; 12,1% na PNAD Contínua).

Extrema pobreza2016 a 20186,5 → 6,9%

6,5 → 6,9% 2016 a 2018

Por ano de mandato: +0,2 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2017, 2018.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPC+2,7%

+2,7% dezembro a dezembro, INPC

Praticamente sem ganho real: entre -0,3% e +2,7% no mandato, conforme o método. Somando os reajustes do período, o ganho foi de -0,3%. Por ano de mandato: +1,3% ao ano [cálculo].

Anos usados nas médias: 2017, 2018.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Dívida bruta, % do PIBdez/2016 a dez/201869,8 → 75,3

69,8 → 75,3 dez/2016 a dez/2018

Por ano de mandato: +2,7 pontos do PIB [cálculo].

Anos usados nas médias: 2017, 2018.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Homicídios por 100 mil2016 a 201830,7 → 28,1

30,7 → 28,1 2016 a 2018

Por ano de mandato: -1,3 por 100 mil [cálculo].

Anos usados nas médias: 2017, 2018.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Desmatamento, médiapor ano, PRODES7.242 km²

7.242 km² por ano, PRODES

Anos usados nas médias: 2017, 2018.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,2100,7

100,7 termos de troca; média 2002-2025: 101,2

Anos usados nas médias: 2017, 2018.

Perto da média: nem ajudou nem atrapalhou.

Jair Bolsonaro

2019-2022
Contexto do períodoAtrapalhou: pandemia de covid-19 (a OMS a caracterizou como pandemia em 11/03/2020), com PIB mundial de -2,7% e da América Latina de -6,9% em 2020 (FMI); crise hídrica de 2021, com bandeira tarifária de escassez hídrica a partir de 01/09/2021; guerra na Ucrânia a partir de fevereiro de 2022 (FMI, abril de 2022: a guerra atrasa a recuperação global e eleva preços de combustíveis e alimentos) e inflação mundial de 8,7% em 2022 na média do ano (8,9% de dezembro a dezembro, FMI). Ajudou: forte alta das commodities em 2021-2022 (de 64,4 em 2020 para 121,3 em 2022, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial), termos de troca de 115,3 em 2021 (Funcex) e juros no menor nível da série do Banco Central (Selic de 2% de 06/08/2020 a 17/03/2021).

Atrapalhou: pandemia de covid-19 (a OMS a caracterizou como pandemia em 11/03/2020), com PIB mundial de -2,7% e da América Latina de -6,9% em 2020 (FMI); crise hídrica de 2021, com bandeira tarifária de escassez hídrica a partir de 01/09/2021; guerra na Ucrânia a partir de fevereiro de 2022 (FMI, abril de 2022: a guerra atrasa a recuperação global e eleva preços de combustíveis e alimentos) e inflação mundial de 8,7% em 2022 na média do ano (8,9% de dezembro a dezembro, FMI).

Ajudou: forte alta das commodities em 2021-2022 (de 64,4 em 2020 para 121,3 em 2022, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial), termos de troca de 115,3 em 2021 (Funcex) e juros no menor nível da série do Banco Central (Selic de 2% de 06/08/2020 a 17/03/2021).

PIB, média anualmundo: 2,70%contexto misto1,45%

1,45% mundo: 2,70%

Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.

Contexto misto

A pandemia derrubou 2020 (−3,3%, menos que a América Latina); as commodities em alta ajudaram em 2021 e 2022.

Inflação, média anualIPCAcontexto atrapalhou6,17%

6,17% IPCA

Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.

Contexto atrapalhou

Crise hídrica em 2021 e guerra na Ucrânia em 2022, com inflação mundial de 8,9% (dezembro contra dezembro). Em 2021, porém, a inflação brasileira (10,1%) ficou 60% acima da mundial (6,3%).

Desemprego2018 a 2022, OITcontexto atrapalhou12,3 → 9,2%

12,3 → 9,2% 2018 a 2022, OIT

Por ano de mandato: -0,8 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.

Contexto atrapalhou

Pandemia. O desemprego terminou abaixo de onde começou.

Extrema pobreza2018 a 2022contexto atrapalhou6,9 → 4,8%

6,9 → 4,8% 2018 a 2022

Por ano de mandato: -0,5 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.

Contexto atrapalhou

A pandemia e a inflação de 2021 pesaram. A queda até 2022 veio de políticas (auxílio emergencial em 2020, Auxílio Brasil de R$ 600 em 2022), não de contexto externo.

Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPCcontexto atrapalhou-1,2%

-1,2% dezembro a dezembro, INPC

Praticamente sem ganho real: entre -1,2% e +1,2% no mandato, conforme o método. Somando os reajustes do período, o ganho foi de +1,2%. Por ano de mandato: -0,3% ao ano [cálculo].

Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.

Contexto atrapalhou

A inflação alta corroeu o reajuste, e o governo não deu ganho real.

Dívida bruta, % do PIBdez/2018 a dez/2022contexto misto75,3 → 71,7

75,3 → 71,7 dez/2018 a dez/2022

Por ano de mandato: -0,9 ponto do PIB [cálculo].

Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.

Contexto misto

A pandemia elevou a dívida em 2020; inflação e commodities ajudaram a baixar em 2021 e 2022.

Homicídios por 100 mil2018 a 202228,1 → 22,0

28,1 → 22,0 2018 a 2022

Por ano de mandato: -1,5 por 100 mil [cálculo].

Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Desmatamento, médiapor ano, PRODES11.403 km²

11.403 km² por ano, PRODES

Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,2contexto ajudou105,8

105,8 termos de troca; média 2002-2025: 101,2

Anos usados nas médias: 2019, 2020, 2021, 2022.

Contexto ajudou

Acima da média: o mundo pagava mais pelo que o Brasil vende.

Lula 3

2023-2026
Contexto do períodoAjudou: termos de troca ainda acima da média 2002-2025 (109,7 a 113,0, Funcex) e economia mundial estável (3,3% a 3,4% ao ano, FMI). Atrapalhou: preços de commodities em queda desde o pico de 2022 (de 121,3 em 2022 para 84,8 em 2025, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial); El Niño forte em 2023-2024 (OMM); enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024 (PIB gaúcho -0,3% no 2º tri de 2024 frente ao 1º, DEE/SPGG-RS); tarifa de 50% dos EUA sobre parte das exportações brasileiras a partir de 06/08/2025, com exceções (Poder360); juros altos, com a Selic em 15% de junho de 2025 a março de 2026, o maior nível desde 2006 (desde 2021 o Banco Central decide os juros com autonomia, Lei Complementar 179/2021). Saúde: em 2024, a maior epidemia de dengue já registrada nas Américas (OPAS), com 6,57 milhões de casos prováveis no Brasil (Ministério da Saúde).

Ajudou: termos de troca ainda acima da média 2002-2025 (109,7 a 113,0, Funcex) e economia mundial estável (3,3% a 3,4% ao ano, FMI).

Atrapalhou: preços de commodities em queda desde o pico de 2022 (de 121,3 em 2022 para 84,8 em 2025, descontada a inflação do dólar, Banco Mundial); El Niño forte em 2023-2024 (OMM); enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024 (PIB gaúcho -0,3% no 2º tri de 2024 frente ao 1º, DEE/SPGG-RS); tarifa de 50% dos EUA sobre parte das exportações brasileiras a partir de 06/08/2025, com exceções (Poder360); juros altos, com a Selic em 15% de junho de 2025 a março de 2026, o maior nível desde 2006 (desde 2021 o Banco Central decide os juros com autonomia, Lei Complementar 179/2021).

Saúde: em 2024, a maior epidemia de dengue já registrada nas Américas (OPAS), com 6,57 milhões de casos prováveis no Brasil (Ministério da Saúde).

PIB, média anualmundo: 3,37%contexto misto2,97%

2,97% mundo: 3,37%

Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.

Contexto misto

Termos de troca acima da média ajudaram; commodities em queda desde 2022, El Niño, enchentes no RS e a tarifa dos EUA atrapalharam.

Inflação, média anualIPCAcontexto misto4,57%

4,57% IPCA

Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.

Contexto misto

A inflação mundial caiu de 8,9% (2022) para 4,0% (2025), dezembro contra dezembro, o que ajudou; o El Niño pesou nos alimentos. O IPCA ficou abaixo da inflação mundial em 2023 (4,6% contra 6,1%), quase igual em 2024 (4,8% contra 5,0%) e pouco acima em 2025 (4,3% contra 4,0%).

Desemprego2022 a 2025, OITcontexto ajudou9,2 → 6,0%

9,2 → 6,0% 2022 a 2025, OIT

Por ano de mandato: -1,1 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.

Contexto ajudou

Herdou o desemprego em queda desde 2021, na saída da pandemia.

Extrema pobreza2022 a 20244,8 → 3,0%

4,8 → 3,0% 2022 a 2024

Por ano de mandato: -0,9 ponto [cálculo].

Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Salário mínimo, ganho realdezembro a dezembro, INPC (até 2025)+10,9%

+10,9% dezembro a dezembro, INPC (até 2025)

Somando os reajustes do período, o ganho foi de +11,8%. Por ano de mandato: +3,5% ao ano [cálculo].

Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Dívida bruta, % do PIBdez/2022 a dez/202571,7 → 78,6; 82,9 em ago/2026

71,7 → 78,6; 82,9 em ago/2026 dez/2022 a dez/2025

Por ano de mandato: +2,3 pontos do PIB [cálculo].

Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Homicídios por 100 mil2022 a 202422,0 → 20,0 (17,6 em 2025, preliminar)

22,0 → 20,0 (17,6 em 2025, preliminar) 2022 a 2024

Por ano de mandato: -1,0 por 100 mil [cálculo].

Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Desmatamento, médiapor ano, PRODES7.104 km²

7.104 km² por ano, PRODES

Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.

Sem efeito de contexto marcado neste número.

Quanto o que o Brasil vende compra lá foratermos de troca; média 2002-2025: 101,2contexto ajudou111,2

111,2 termos de troca; média 2002-2025: 101,2

Anos usados nas médias: 2023, 2024, 2025.

Contexto ajudou

Acima da média: o mundo pagava mais pelo que o Brasil vende.

Cada ano foi atribuído a um governo (Dilma 2 = 2015-2016; Temer = 2017-2018). Números marcados [cálculo] são contas feitas sobre as séries oficiais. 2026 é parcial. Lula 3 usa 2023-2025 nas médias; os dados parciais de 2026 aparecem no gráfico. Esta seção não tem nota: comparar governos com contextos tão diferentes num número só seria pesar para um lado.

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