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Como as notas são dadas

A nota de cada candidato vai de 0 a 100 e vem de fatos com fonte. Aqui está a régua inteira.

A ordem da Igreja, nível por nível

50%

1º Princípios inegociáveis

Vida desde a concepção, família e liberdade de educação dos filhos. A Igreja diz que aqui não cabe troca.

“a consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a actuação de um programa político ou de uma só lei, onde os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos” Nota Doutrinal sobre os católicos na vida política, 2002, n. 4

Temas: Vida desde a concepção, Família e identidade sexual, Liberdade de educação dos filhos.

30%

2º Doutrina Social da Igreja

Fome, saúde, trabalho, iniciativa, contas públicas, criação, segurança, democracia, liberdade religiosa, entre outros. É o bem comum “em todas as suas formas”.

“Não basta o empenho político em favor de um aspecto isolado da doutrina social da Igreja para esgotar a responsabilidade pelo bem comum” Nota Doutrinal de 2002, n. 4

Temas: Fome e pobreza, Saúde, vacina e serviços básicos, Trabalho e salário justo, Iniciativa econômica e subsidiariedade, Contas públicas e gerações futuras, Benefícios na véspera do voto, Cuidado da criação e povos indígenas, Segurança pública e dignidade do preso, Tortura, armas e pena de morte, Democracia e Estado de direito, Comunismo, socialismo e mercado, Liberdade religiosa e Igreja perseguida, Drogas e jogos de azar.

20%

3º Conduta pelo Catecismo

Verdade, uso do nome de Deus, integridade, respeito ao próximo, relação com a Igreja e sobriedade com o dinheiro público. Diz quem é a pessoa que vai ter o poder.

A mentira “é uma autêntica violência feita a outrem” e “destrói pela base a confiança entre os homens” Catecismo 2486

Temas: Verdade (8º mandamento), Uso do nome de Deus (2º mandamento), Integridade e corrupção (7º mandamento), Respeito ao próximo e às instituições, Fidelidade à doutrina e relação com a Igreja, Sobriedade com o dinheiro público.

A escala de cada tema

0 a 20contrário ao ensino da Igreja em falas e atos.
21 a 40mais contra que a favor.
41 a 60misto, com acertos e erros de peso parecido.
61 a 80mais a favor que contra.
81 a 100alinhado em falas e atos, com coerência ao longo do tempo.

Como se chega ao total

Nota do nível = média dos temas. Total = 50% inegociáveis + 30% Doutrina Social + 20% conduta.

A ordem dos níveis segue o ensino da Igreja; os pesos em número são escolha deste painel, e a tabela de cenários mostra o que muda com outros pesos.

Quando o candidato defende o legado de um aliado (o pai, no caso de Flávio; Dilma, no caso de Lula), os atos desse governo contam como parte do registro, para o bem e para o mal.

E se os pesos fossem outros?

A Igreja dá a ordem, mas não dá números. Esta tabela mostra o total com outros pesos.

PesosFlávioLula
Pesos do painel (50 / 30 / 20)57,837,3
Nível 1 ampliado pela Nota de 2002 (50 / 30 / 20)Inclui no nível 1 o que a Nota Doutrinal de 2002 põe na mesma lista: drogas, liberdade religiosa, uma economia a serviço da pessoa (fome, trabalho, iniciativa) e a paz (tortura e armas).48,145,7
Pesos iguais (33 / 33 / 33)50,637,2
Doutrina Social na frente (30 / 50 / 20)51,541,8
Sem os inegociáveis (0 / 60 / 40)39,042,9

O limite da nota

A nota julga atos e falas públicos, não a alma de ninguém, que pertence a Deus (Catecismo 1861). Alegações não verificadas sobre a vida privada não pontuam. As notas são um juízo de método, explicado abaixo, e outra pessoa, com os mesmos fatos, pode dar números diferentes.

Como atribuímos resultados a cada governo

Vale para a página O Brasil em números e para todo fato de governo no painel.

  1. Cada governo responde pelos anos dele, do dia da posse ao último dia. Em 2016, Dilma responde até 12 de maio e Temer depois.
  2. O ponto de partida é herança, não mérito nem culpa. Contamos o que mudou durante o mandato, não o nível que o governo recebeu.
  3. Comparamos por ano de mandato, para que 4 anos e 17 anos possam ser postos lado a lado.
  4. O que vem de fora pesa e aparece ao lado: preço das matérias-primas, crise de 2008, pandemia, guerra, clima. Quando dá, comparamos com a América Latina e o mundo nos mesmos anos.
  5. O presidente não governa sozinho. O Congresso aprova leis e orçamento, os estados cuidam da polícia e de boa parte da saúde, e o Banco Central decide os juros com autonomia desde 2021.
  6. Problemas de décadas, como violência, saúde, desmatamento e dívida, aparecem com a linha do tempo inteira, para que ninguém seja culpado pelo que aconteceu antes ou depois do seu mandato.
  7. Um fato só pesa contra um governo quando houve decisão ou omissão dele, com fonte.

Regras que o painel segue

Todo fato tem link para a fonteNotícia, lei, votação, documento ou dado oficial. Nenhum link é montado ou suposto.
Palavra exata da fonteQuem foi indiciado aparece como indiciado, não como condenado. Quando a informação é da Polícia Federal, o texto diz “segundo a PF”.
Citação da Igreja literal e com númeroCatecismo, Compêndio da Doutrina Social e documentos dos papas, sempre com o número do parágrafo e o link.
A régua é a doutrina, não a opinião de bisposAs marcas e as notas seguem só a doutrina da Igreja (Catecismo, Compêndio da Doutrina Social, encíclicas e outros documentos da Santa Sé). Posições da CNBB, de bispos ou de pastorais aparecem só como contexto, e o texto diz que são dos bispos. Quando a doutrina não decide e católicos fiéis divergem, o fato fica como ressalva, e não como ponto a favor ou contra: “não cabe à Igreja formular soluções concretas [...] para questões temporais, que Deus deixou ao juízo livre e responsável de cada um” (Nota Doutrinal de 2002, n. 3). Nas propostas, cada marca a favor ou contra traz uma linha “Por quê” com o texto da Igreja.
Segurança: proteger, por meios honestosProteger a população e enfrentar o crime organizado conta a favor (Catecismo 1909 e 2265). Tortura, pena de morte, execução sem necessidade de defesa, prisão sem processo e pena cruel contam contra (Catecismo 2267 e 2297; Compêndio 404). Idade penal, rótulo de terrorista e regras de progressão a doutrina não decide: são ressalva.
A mesma régua para os doisToda mudança em conteúdo político passa por uma segunda revisão, separada de quem escreveu, só para checar se os dois lados foram medidos do mesmo jeito.
Linha editorial marcadaVeículo com linha editorial conhecida leva a marca [dir.] ou [esq.]. Conta feita pelo painel sobre dados oficiais leva [cálculo].
Vida privada não pontuaAlegações não verificadas sobre a vida privada ficam fora da nota.
O governo do pai aparece marcadoOs atos do governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022) e as falas dele como presidente contam para Flávio, porque Flávio diz ter recebido do pai a “missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Cada um aparece com a etiqueta “Governo do pai”, e cada tema diz quantos fatos são do pai. São atos do pai, não de Flávio: ele pode seguir um governo diferente.
Parentes: a mesma regra para os doisO que o candidato diz e faz sobre um parente conta na nota dele, e os atos do governo que ele assume como legado também. Fato do próprio parente só pesa se o liga, de forma comprovada, ao cargo ou à atuação pública do candidato: nomeação, uso da máquina pública, negócio com o governo ou atuação política em nome dele. O resto fica em Outros pontos, sem nota, com a situação jurídica exata e a versão do parente; fato da vida pessoal só entra quando uma autoridade tomou medida formal.
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